segunda-feira, dezembro 19, 2011

O último a sair que apague a luz

Quando muitos dos nossos capitalistas mais ligados ao regime anterior ao 25 de Abril estavam em fuga para o Brasil alguém com humor escreveu um grafitti (que nesse tempo se designava por pichagem) que ficou para a história, “o último a sair que apague a luza”. Talvez seja uma ironia do destino, agora que os “filhos” dos que nesse tempo fugiam das responsabilidades do passado chegaram ao poder sugerem aos portugueses em situação mais difícil que abandonem o país.

Mas se aquela pichagem foi escrita por alguém que anonimamente se assumiu, quem agora sugere aos portugueses que emigrem em massa, especialmente os mais qualificados, é o primeiro-ministro. E se o anarquista fez a sugestão a brincar mais de trinta anos depois é um primeiro-ministro que fala a série quando sugere aos portugueses que partam.

É óbvio que Passos Coelho nem conhece nem quer saber que enquanto +primeiro-ministro jurou desempenhar as funções com dignidade e cumprir a constituição. Talvez se compreenda que não tenha lá muita dignidade na forma como exerce o cargo, tem a que Deus lhe Deu e já se percebeu que nesse capítulo também não é muito dotado. Mas como primeiro-ministro tem o dever de “Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais;”

Mas parece que em vez de um governo que se move pela melhoria do bem-estar dos portugueses temos um governo apostado em empobrece-los, em destruir quaisquer equilíbrios no mercado de trabalho transformando uns em escravos dos outros, em distinguir os portugueses entre os que têm direitos porque nasceram ricos ou enriqueceram, pouco importando se o conseguiram com mérito ou simplesmente graças à corrupção.

Temos um primeiro-ministro que parece simpatizar com os mais ricos e que demonstra um profundo desprezo pelos menos ricos, que inventa folgas orçamentais para enriquecer uns e sugere aos outros que abandonem o país. Porque razão Passos Coelho não diz aos empresários que não são competitivos para que partam para a África ou para a Ásia porque por essas bandas a lei laboral lhes permite tudo e os salários são miseráveis?

Para Passos Coelho há três grupos de portugueses, os empresários que merecem ser ajudados, os trabalhadores que estando empregados servem para pagar os impostos usados para ajudar os primeiros e os que por estarem desempregados estão a mais em Portugal e devem emigrar.

Portugal tem um governo miserável cujo primeiro-ministro despreza a Constituição no que mais elementar tem a lei fundamental, é o caso do artigo 58.º que estabelece o direito ao emprego:

«1. Todos têm direito ao trabalho.

2. Para assegurar o direito ao trabalho, incumbe ao Estado promover:

a) A execução de políticas de pleno emprego;

b) A igualdade de oportunidades na escolha da profissão ou género de trabalho e condições para que não seja vedado ou limitado, em função do sexo, o acesso a quaisquer cargos, trabalho ou categorias profissionais;

c) A formação cultural e técnica e a valorização profissional dos trabalhadores.»

Quando numa situação de desemprego em que um dos problemas que mais afecta a competitividade da economia é a falta de qualificação profissional um primeiro-ministro sugere precisamente aos professores que abandonem o país, Portugal está no fim da linha. À crise económica junta-se uma grave crise política e social. O poder perdeu totalmente a vergonha e não hesita em levar o país para o confronto social, senão mesmo para uma guerra civil.

Um governo que assume o desprezo pela Constituição, que evidencia um total desprezo pelo sofrimento do seu povo, que assume claramente que governa só para alguns e que usa o poder para escravizar e explorar uns em favor de outros e que enganou os eleitores com um falso programa eleitoral deixa de ter legitimidade para governar.
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PS: Porque razão Marcelo Rebelo de SOusa no seu habitual tempo de antena semanal não sugeriu a Passos Coelho o que já tinha sugerido ao secretário de Estado da Juventude?
  
 

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento 


Igreja de Nossa Senhora da Porciúncula, Convento dos Barbadinhos, Santa Engrácia, Lisboa
(Localização no Google Maps)
Imagens dos visitantes d'O Jumento


  
Grafitti, Porto [A. Moura]
  
Jumento do dia


Miguel Relvas, Batanete dos Assuntos Parlamentares

Miguel Relvas assumiu como ninguém a inutilidade do seu governo, informou os jornalistas de que o governo ia pensar 2012 mas que não esperassem conclusões. Dificilmente alguém teria a capacidade de síntese para chegar a tão notável caracterização, este governo reúne-se informalmente para pensar sobre 2012 e muito provavelmente terão feitos apostas sobre a liga ou sobre as aquisições do Benfica neste Natal.
  
«No Conselho de Ministros informal, que decorre este domingo no Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, o ministro dos Assuntos Parlamentares fez uma declaração aos jornalistas para dizer que a reunião está a servir para o Executivo preparar o próximo ano e que não se esperam conclusões do encontro.» [CM]

 Senhores da Troika: a fusão do fisco foi um sucesso

Quando o ministério das Finanças mostrar a nova estrutura do fisco vai mostrar como cortou muitos serviços e quanto poupou, o que agradará à troika. O que não lhes vai explicar é que duas direcções-gerais foram destruídas para que sobrassem serviços eliminados suficientes para promover os afilhados da DGCI e ainda mostrar poupanças, cortaram-se vagas de directores-gerais e subdirectores-gerais da DGAIEC e da DGITA para criar novos lugares na DGCI e promover a clientela da fila da frente, eliminaram-se serviços da DGAIEC e da DGCI para manter os da DGCI. Os serviços com estruturas mais modernas e que sofreram reestruturações sucessivas para manter as clientelas da DGCI.

Os resultados globais são de poupança e o director-geral da DGCI, agora arvorado em presidente de uma autoridade, vai ser elogiado pelo grande trabalho, os funcionários da DGAIEC e dois ou três da DGAIEC estar-lhe-ão gratos para a vida. Promovido a presidente da autoridade da treta que agora nasceu o director-geral da DGCI nunca o deixou de ser e aquilo que supostamente era para ser uma fusão transformou-se num saque sem regras.

OS dirigentes da DGCI visitaram instalações das alfândegas para escolherem as que mais lhes agradam, passearam-se nos corredores da DGAIEC com a sobranceria própria de centuriões romanos em províncias ocupadas, enquanto os dirigentes locais lhe manifestavam a obediência devida ao conquistador na esperança de lhes serem mantidos pequenos privilégios e receberem as migalhas do saque. Os dirigentes da DGCI disseram que instalações, que serviços e mesmo que pessoas querem que lhes cabiam a título de saque, só não se lembraram de exigir que lhes entregassem as esposas porque os tempos são outros.

Em vez dos interesses do Estado defenderam-se os interesses da elite, a nova estrutura orgânica dos serviços aduaneiros não passa de um pequeno bairro de lata, com os serviços amontoados com sobras que os da DGCI não desejaram. Compreende-se que os dirigentes da DGCI desconheçam os serviços aduaneiros e se movam por interesses pessoais ou por ódios antigos, mas de um professor universitário esperar-se-ia mais distanciamento, elevação intelectual, imparcialidade. Mesmo na perspectiva do ocupante seria desejável alguma generosidade. Mas nem isso, faltou-lhes inteligência para tanto.

Ignoraram a importância dos serviços, a sua dimensão na protecção da soberania nacional, a sua importância estratégica para defender o país contra os mais diversos tráficos ilícitos, ignoraram a dimensão da nova instituição pelas responsabilidades na defesa da fronteira externa, aos dirigentes da DGCI e ao seu director-geral tudo se resumiu a proteger ou aumentar os tachos na DGCI à custa dos outros directores-gerais, pouco importando a defesa dos interesses nacionais ou dos interesses comunitários.

Para os que serviram o Estado e a União Europeia durante décadas ao serviço das Alfândegas foi um momento de vergonha, foi uma humilhação ver uma instituição com mais de oitocentos anos ser invadida, destruída e saqueada sem dignidade, apenas a troco de uns pequenos tachos, para que meia dúzia de amigos possam ganhar mais umas centenas de euros.

Se como disse o ministro das Finanças esta seria uma fusão modelo então muito mal estará este país, vai regressar ao tempo dos visigodos.
  
 Mensagem de Natal do director de Finanças

  
Quatro linhas de mensagem que poderiam resumir-se em três palavras "comam e calem". O director de finanças, equiparado para efeitos salariais a subdirector-geral, faz o seu papel e interpreta os desejos do poder o melhor que pode e só falta dizer aos seus funcionários enquanto não forem doentes em fase terminal trabalhem com um sorriso mesmo que o meu querido ministro decida cortar-vos a totalidade dos vencimentos e aumentar-vos o horário de trabalho.
 
Há limites para a graxa ao poder mas nestes tempos negros de graças, subserviência, oportunismo e arbitrariedade tudo vale.

 Orgamos precoces


Esta fixação erótica da direita em Sócrates devia ser caracterizada como uma patologia psiquiátrica.
  
 A pior das troikas

A pior das troikas não é a do pilim, é a formada pelo incompetente Passos Coelho, pelo pimba Relvas e pelo extremista Gaspar.
 Pobres professores

Deram tudo o que tinham para derrubar Sócrates e levar Passos Coelho a primeiro-ministro, manifestaram-se, perderam centenas de euros em salários de dias de greve, fizeram esperas a Sócrates, fizeram de tudo um pouco e agora o desejado diz-lhes que se estão a mais no Portugal que ele governa o melhor é desempatarem a loja e emigrar.

 Dúvida

O Partido Socialista ainda é um partido ou já foi convertido em associação recreativa do Largo do Rato?

 Morte à inteligência

O secretário de Estado da Juventude sugeriu aos jovens que partissem, Passos Coelho diz aos professores que emigrem, amanhã dirão aos professores universitários que não fazem falta, depois dirão aos investigadores que estão a mais. Um dia destes o lema de Passos Coelho será o mesmo da falange espanhola e Francisco Franco, morte à inteligência.
  
 

 Ponham-se finos

«1. O deputado socialista Pedro Nuno Santos afirmou estar-se marimbando para o banco alemão que, segundo ele, emprestou dinheiro a Portugal. Também não está minimamente preocupado se chamarem irresponsáveis aos portugueses. Ele até sabe a forma de pôr os alemães com as pernas a tremer: ameaçá-los com a bomba atómica do "não pagamos".

De acordo com a moda actual, passadas uma horas, o deputado veio esclarecer as suas próprias palavras. O que tinha dito não era propriamente não pagar a dívida, era utilizar a ameaça como uma espécie de truque negocial. Isso de bombas atómicas, presume-se, era para romper com as falinhas mansas. No meio da interpretação autêntica e para que não restassem dúvidas acerca do alcance das aparentemente tão desabridas palavras, esclareceu: afinal era apenas um jantar de militantes.

"Ponham-se finos", tinha gritado para os alemães, em Castelo de Paiva, o vice-presidente da bancada socialista. O Governo e os partidos da coligação levantaram-se, indignados, com tão irresponsáveis palavras, aproveitaram para mostrar aos portugueses a suposta falta de sentido de Estado do deputado. Lembraram que se não formos pagando a dívida corremos o risco de não termos dinheiro para pagar salários e suspiraram de alívio por não terem de explicar umas conversas com a sra. Merkel sobre a privatização da EDP e o aumento das taxas moderadoras. Tudo normal, teoricamente: o PS estava a fazer oposição e, para variar, a dizer qualquer coisinha de esquerda, e o Governo estava a defender o que julga ser o melhor para o País e, pelo caminho, a lembrar que tinham sido os socialistas a assinar o acordo com a troika.

Só que Pedro Nuno Santos não estava a falar nem para os nossos credores nem sequer para o Governo: estava a falar para dentro do seu próprio partido. Estava a lembrar aos socialistas que é suposto o principal partido da oposição fazer oposição, coisa que efectivamente não tem feito.

Alemães, marimbanços, bombas atómicas, não pagamento de dívidas, foram apenas pretexto para dizer aos militantes que o Partido Socialista devia deixar-se de "falinhas mansas" e que Seguro tinha se de "pôr fino". Não foi com certeza, por acaso, que o discurso foi feito num encontro partidário. Era capaz de apostar que o tom irritado do vice-presidente da bancada socialista se devia mais ao facto de os socialistas estarem a perder tempo com mais um patético pacote sobre a corrupção (deve haver mais leis sobre corrupção do que corruptos, em Portugal), com a inenarrável discussão sobre a constitucionalização do défice e o porte muito sério e responsável do líder do partido, do que propriamente com a questão do pagamento ou não pagamento da dívida.

Não deixa de ser extraordinário que o secretário-geral do Partido Socialista não tenha conseguido sequer por uma vez marcar a agenda política desde que foi eleito, e um vice-presidente da bancada, com umas declarações discutíveis, mas de puro conteúdo político, ponha o PS na berlinda e mostre que há mais do que afectos e conversa mole para os lados do Rato.

O que este episódio nos diz vai muito para lá do que foi realmente dito. Mostra que Seguro não tem mão no seu próprio partido e que os socialistas estão fartos de não terem discurso como oposição, melhor, estão fartos de falinhas mansas.

Pedro Nuno Santos apenas anunciou o que já muita gente tinha percebido: a liderança de António José Seguro morreu antes mesmo de ter nascido. E por culpa do secretário-geral do PS bastaram poucos meses para já haver gente a afiar as facas.

2. Parece que se vai proceder a uma alteração na Constituição com o objectivo de se consagrar um limite ao défice. Já que se vai estar com a mão na massa, porque não constitucionalizar um tempo ameno em Setembro para as vindimas, o fim de chuva em Agosto para não prejudicar o turismo, a obrigação dos nossos clientes externos nos comprarem rolhas e proibir os mercados de aumentar juros? Aceitam-se mais propostas.

3. Em pouco mais de dez dias, o primeiro-ministro deu quatro entrevistas. Quando um primeiro-ministro fala, é de esperar que tenha alguma coisa de novo a dizer aos seus concidadãos. O momento em que um líder se dirige ao povo não pode transformar--se numa banalidade. Pior, não pode ser uma repetição incessante de banalidades ou uma conversa em que faz de mero comentador da actualidade. Se assim for, em pouco tempo ninguém o escutará. E quando tiver uma novidade realmente importante, o primeiro-ministro será o Pedro da fábula que também mete um Lobo.» [DN]
Autor:

Pedro Marques Lopes.
    

 Governo inglês tem plano de resgate de ingleses no caso do fim do euro

«O Governo inglês tem um plano de contingência para retirar os seus nacionais de Portugal e Espanha de aviões, barcos e autocarros se o euro colapsar, noticia este domingo a imprensa britânica.» [CM]

Parecer:

Com planos destes deviam ser corridos já.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se aos ingleses que aproveitem e partam já.»
  
 Endoideceu ou é só estúpido?

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, sugere que os professores desempregados emigrem para países lusófonos, realçando as necessidades do Brasil.
 
Questionado sobre se aconselharia os “professores excedentários que temos” a “abandonarem a sua zona de conforto e a “procurarem emprego noutro sítio”, Passos Coelho respondeu: “Em Angola e não só. O Brasil tem também uma grande necessidade ao nível do ensino básico e secundário”, disse durante uma entrevista com o Correio da Manhã, que foi publicada hoje.

Pedro Passos Coelho deu esta resposta depois de ter referido as capacidades de Angola para absorver mão-de-obra portuguesa em sectores com “tudo o que tem a ver com tecnologias de informação e do conhecimento, e ainda em áreas muito relacionadas com a saúde, com a educação, com a área ambiental, com comunicações”.

“Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm, nesta altura, ocupação. E o próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos”, disse ainda o primeiro-ministro.

“Estamos com uma demografia decrescente, como todos sabem, e portanto nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que, das duas uma: ou consegue nessa área fazer formação e estar disponível para outras áreas ou, querendo manter-se sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado da língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa”, explicou.

Portugal é um dos países da Europa com menores níveis de escolarização da população, segundo o Relatório do Desenvolvimento Humano de 2011, publicado no mês passado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Para as crianças que entram agora na escola, esta diferença é bastante menor: o número de anos de escolaridade esperados era de 15,9, no caso de durante a vida da criança se mantiverem as taxas de escolarização actuais, o que pode estar em causa dada a dimensão da crise. Em Espanha era de 16,6 anos, na Irlanda de 18 e na Alemanha de 15,9.» [Público]

Parecer:

Sóa alguém muito irresponsável e com um QI de idiota se lembra de sugerir que os professores desempregados emigrem. Dizer que os professores ou outros quadros desempregados devem deixar o país é o mesmo que afirmar que no país que este idiota governa não há esperança e apenas há lugar para os que Passos Coelho considera ser necessários.
  
Se alguém pensava que a troika formada pelo demente Passos, pelo pimba Relva e pelo Oliveira Gaspar além de empobrecer os portugueses apostam num país miserável de gente sem qualificações pode agora ter a certeza.
 
Portugal está entregue a um idiota.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
  
 Uma pastilha elástica chamada Mário Nogueira

«O social-democrata Luís Filipe Menezes afirmou este domingo que "nada há a esperar" de dirigentes sindicais mais antigos, como o secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, e exortou os sindicatos a adoptarem nos seus estatutos o princípio da limitação de mandatos.

Menezes reagiu deste modo a declarações de Mário Nogueira, que aconselhou o primeiro-ministro a emigrar, depois de este ter admitido que os professores portugueses podem encontrar no mercado de língua portuguesa uma alternativa ao desemprego em Portugal. » [CM]

Parecer:

Ainda há poucos meses quando o Mário Nogueira liderava a oposição da direita e da direita conservadora a Sócrates o Mário Nogueira era recebido com todas as honras por Luís Filipe Menezes. Agora que o visado pelas critícas do sindicalista o ex-líder do PSD sugere o afastamento de Nogueira.

Este Menezes está a ficar com tiques fascistas se é que já não o era ou não os tinha, os que não lhe agradam devem ser riscados da vida política ou sindical. O mais grave é que este rapaz é conselheiro de Estado.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 Grande Paulo Macedo

«»País atingiu o nível mais baixo de sempre nas mortes de crianças com menos de um ano, ficando no topo da lista de países com melhores resultados, com 2,5 óbitos por cada mil bebés que nascem com vida.

De acordo com o director-geral da Saúde, Francisco George, "não há países com níveis melhores do que aqueles que foram atingidos em Portugal". Com 256 óbitos de crianças a viver em Portugal, houve uma redução de cem mortes num ano (eram 362), menos 30% num ano.» [DN]

Parecer:

Foi chegar, ver e curar, Portugal nunca teve um ministro da Saúde como este Batanete!

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Organize-se uma missa de acção de graças na Sé de Lisboa e proponha-se a beatificação e canonização ainda em vida do Opus Batanete.
 

   




domingo, dezembro 18, 2011

Semanada

Nesta semana os portugueses perceberam que a luta política entre Passos Coelho e o seu amigo Tozé é menos acesa do que os arrufos de namorados, o primeiro-ministro e o suposto líder da oposição parecem-se mais com duas velhinhas a tomar chá trocar scones do eu os líderes partidários do maior partido da direita e do maior partido da esquerda. O país também ficou a saber que o Tozé tinha aceite a alteração da constituição em sinal de obediência a Merkel e que a sua recusa inicial não passou de uma mentira desmontada pelo Passos Coelho. Começa a ser evidente que Seguro não está pensando nem no país, nem no seu povo, para ele a luta política é uma questão de vaidade pessoal e parece mais interessado em que o tempo passe do que em opor-se a uma política de direita digna do regime anterior.

A ministra da Agricultura, a Batanete encarregada de cuida do canteiro dos nabos no jardim do Palácio de São Bento já conseguiu ter uma ideia em relação aos seus dossiers, se cada português plantar uma arvora o PIB aumento. É uma excelente ideia, se cada português fizer um filho a população duplica, desligarem a electricidade o país poupa. Enfim, ainda bem que não lhes dá para semear um nabo, com os Batanetes do governo iríamos aturar nabos muito para além do termino da legislatura, o que já de si é pessimismo pois a demissão deste governo começa a ser uma questão de higiene nacional.

A pouco mais de uma semana do fim do ano o Batanete da Horta Seca vai conseguir um feito que está muito para além das suas capacidades, entrar em 2013 ocupando o gabinete da Horta Seca. Com as palhaçadas que tem feito era de esperar que o PSD o tivesse transferido para o Circo Cardinali onde poderia aproveitar a temporada de Natal a divertir a criançada com as suas caretas e ideias infantis.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento








Igreja do Convento da Madre de Deus, Xabregas, Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


O "28" a caminho dos "Prazeres" que ninguém deseja, Lisboa [A. Cabral]
  
  
 A mentira do dia  
  
Jumento do dia


Paulo Portas, o Batanete solteirão do CDS

Acusado em surdina pelos seus pares de ser oportunista e não dar a cara nos momentos difíceis o líder do CDS decidiu chamar a si uma das tarefas a que mais se dedicam os Batanetes de São Bento, mentir. Como, entre outras, Paulo Portas tem a mania das grandezas e escolheu uma mentira das grandes, que a troika só autorizou a transferência do fundo de pensões da banca na condição de o governo avançar com o corte de metade do subsídio de Natal.
 
Agora o país é tratado como se fosse uma criança, ou come tudo o que o doido fundamentalista do Gasparoika decide ou vão buscar a troika, foi este o raciocínio de Paulo Portas. O problema é que os desgraçados da troika começam a estar cansados de serem usados por uma extrema-direita sem argumentos e legitimidade para aplicar o programa que está a adoptar e desmentiu através do semanário "SOL".
    
Temos, portanto, um ministro dos Negócios Estrangeiros que é um bandalho, algo que, aliás, não será novidade para nenhum português, não hesita em usar o nome de instituições internacionais para dar consistência às suas mentiras. Nada mau para um ministro dos Negócios Estrangeiros.

 Sexta-feira (Emprego bom, já!)


 Dúvida

Porque será que quando ligo luz da sala esta fica a cheirar a marcos alemães? Será porque uso electricidade da EDP.
  
 "É doce morrer no mar"


 Quem vai ficar com a EDP

Quem der mais, o problema que está por resolver é quem vai receber, isto é, se é considerada a proposta que está em cima da mesa ou as que passam por baixo.

 Humor Negro

É desejar a um português Boas Festas e um próspero ano de 2012.
     
 

 A guerra das três letrinhas apenas

«Se há letra com os pés bem assentes é o A, construído como os antigos e sólidos edifícios, estreitando de baixo para cima. Daí a guerra "o meu triplo A é melhor que o teu" que ontem explodiu entre a França e a Inglaterra. À beira de perder o seu AAA, a França atacou, como convém a quem defende. Começou com o governador do Banco de França, Christian Noyer, que convidou as agências de rating a baixar a classificação do Reino Unido. Seguiu-se o ministro da Economia francês: "No plano económico, hoje, mais vale ser francês do que inglês." Comparação confirmando a do primeiro-ministro François Fillon: "Os nossos amigos britânicos estão mais endividados que nós." Os tablóides londrinos reagiram com a elegância que é de esperar deles: "Monsieur Noyer, você é um imbecil de categoria AAA", titulou o Sun. Enfim, o vice-primeiro-ministro britânico Nick Clegg, mais europeísta que o seu aliado David Cameron, exigiu explicações a Fillon, que as deu, mas com esquiva política, dizendo que não queria ofender... França e Inglaterra têm um longo historial de guerras, da Invasão Normanda a Napoleão, passando pela Guerra dos 100 Anos. Mas nos últimos dois séculos têm sido aliados e, ironicamente, este ano os caças britânicos e franceses combateram juntos na Líbia. Como cabos de guerra, Sarkozy e Cameron são aliados, mais pacíficos do que quando são financeiros. Cherchez a guita (libra ou euro) é um bom método para explicar um conflito.» [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.
     

 Alemães compraram Mexia

«No caso da E.ON, além de contactos directos entre as administrações das empresas – dos quais terá surgido a ‘promessa’ dos alemães a Mexia da sua continuidade como CEO e de um lugar de administrador não-executivo na eléctrica germânica –, houve um envolvimento directo dos líderes políticos. Numa conversa recente com Passos Coelho, noticiada pelo Financial Times, a chanceler Merkel enfatizou os benefícios para Portugal da proposta da E.ON.» [Sol]

Parecer:

Tudo nesta vida parece ter o seu preço e um tacho de CEO da EDP é um rico preço.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Roubam matrículas para usar nas portagens

«No Algarve, tem aumentado nos últimos dias o furto de chapas de matrícula, incluindo de carros abandonados na via pública, para fugir ao pagamento das portagens na Via do Infante (A22).



Desde que o Governo introduziu portagens nas Scut (auto-estradas sem custos para o utilizador), não param de aumentar os estratagemas para ‘fintar’ os pórticos instalados nas auto-estradas e não pagar as taxas. As principais tácticas passam por ocultar a matrícula, mas há quem não hesite em falsificá-las.» [Sol]

Parecer:

Muito criativos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 O Relvas já está a fazer xixi nas calças

«O projecto de lei do PS e do PSD para reduzir as freguesias do concelho de Lisboa de 53 para 24 foi ontem entregue na Assembleia da República. A ocasião foi aproveitada pelo PSD para lembrar ao PS que seria desejável um “compromisso alargado” em torno da reforma do poder local.» [i]

Parecer:

Isto significa que o Relvas está cheio de medo e quer dividir com o PS os custos da reforma.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Recuse-se, o PSD e o CDS que assumam as consequências das sacanices que estão a fazer ao país e ao seu povo.»
  
 A vez da Bélgica

«A agência de notação financeira Moody’s baixou nesta sexta-feira o “rating” da dívida da Bélgica em dois níveis, para Aa3, e manteve as perspectivas negativas, o que significa que pode voltar a cortar a nota de Bruxelas.» [Público]

Parecer:

Agora será sempre a descer até lá estar a troika.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  

 Coolest Pix Of Week 50 [Link]










  

 Alba