sexta-feira, janeiro 02, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



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2015, o primeiro ano de Portugal sem a protecção do divino Espírito Santo
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Cavaco Silva não parece querer desistir corrigindo o que fez precisamente no início da mesma carreira, a reconstituição de um governo de direita, patrocinado por ele e que inclua o PS, de preferência com Passos Coelho como primeiro-ministro. Quando o PS foi governo tudo fez para o desgastar, enquanto foi oposição tentou transformar o PS num apoiante institucional das políticas de Passos Coelho e agora está preocupado (sabe-se lá porquê) com o risco de o debate político conduzir a conflitos que impeçam um governo de coligação.

Cavaco Silva sabe do que fala, antes das últimas legislativas quer Passos Coelho, quer Paulo Portas declararam que nunca negociariam com o PS enquanto este partido não mudasse de liderança, mas nessa ocasião Cavaco Silva não estava tão empenhado em governos de coligações e não receava incompatibilidades.


 Um "Observador" distraído
   
«A notícia do médico que recebeu 851.635 euros por uma participação no Congresso Mundial AIDS 2014 estava errada, por lapso do próprio médico. Carlos Alberto da Silva e Vasconcelos recebeu 8.516,35 mil euros pela participação no congresso.

O médico e professor da Universidade do Porto explicou ao Observador que se enganou numa vírgula ao preencher a declaração entregue na Plataforma de Comunicações – Transparência e Publicidade, presente no site do Infarmed. O valor já foi atualizado pelo próprio.» [Observador]
   
Parecer:

Só um jornalista muito distraído, para dizer pior, acredita que um médico receba quase um milhão de euros para ir a um congresso. Num tempo de caça às bruxas os jornalistas andam armados em cabo da guarda.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Idiotas!»
  

   
   
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quinta-feira, janeiro 01, 2015

2015, As nuvens que Passos não viu

Aquele que poderia ser um ano de retoma económica mundial será um dos anos que começa com maior incerteza e se Passos Coelho achou que era um ano sem nuvens é porque muito provavelmente em vez de se preocupar com o BES enquanto estava em férias na Manta Rota, optou por adiantar trabalho e olhando em direcção a sul escreveu a sua mensagem de Natal. As expectativas para 2015 são muito sóbrias, seja para Portugal, para a Europa e para o mundo.



Estado Islâmico

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Ao lado do Estado Islâmico a Al Qaeda é quase uma brincadeira, a organização de Bin Laden fez algumas operações espectaculares mas só sobrevive porque está encostada aos talibans e protegida por uma zona tribal do Afeganistão e do Paquistão. O Estado Islâmico não está escondido nas montanhas de Bora Bora, está em terreno aberto, ocupa uma boa parte da única potência do Médio Oriente que incomodava Israel, ocupa mais de metade do Iraque incluindo parte Curdistão iraquiano, controla muitas explorações petrolíferas, tem dezenas de milhares de soldados no terreno, atrai a simpatia dos sunitas e mobiliza cada vez mais muçulmanos da Europa e do resto do mundo. A Europa enfrenta as ameaças do EA do outro lado do Mediterrâneo e e das muitas centenas de “lobos solitários” dentro das suas próprias fronteiras.



Ucrânia

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Movida pelos objectivos geo-estratégicos da Alemanha como já tinha sucedido na ex- Jugoslávia a EU decidiu associar-se à estratégia política dos “democratas” ucranianos, gente que como se sabe são um modelo de valores democráticos para todos os europeus. O resultado foi a anexação da Crimeia com a Rússia, uma guerra civil que Kiev não consegue ganhar, uma economia ainda mais arrasada do que já estava e um conflito económico com a Rússia que depois de lançar este país numa crise económica e financeira acabará por chegar à economia da EU.



Preço do petróleo

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Com a crise na Líbia, no Iraque e na Síria e o conflito entre a Rússia e a Ucrânia por cujo território passa o gás natural de que a EU precisa era de esperar tudo menos uma descida do preço do petróleo. Mas foi isso que sucedeu e numa dimensão que ninguém imaginaria, os preços estão de tal forma baixos que muitas explorações estão em risco de serem viáveis, designadamente as explorações off-shore e a produção a partir dos xistos betuminosos. Os que festejam os benefícios estão ignorando os custos e no caso português  estes são tudo menos negligenciáveis. De entre os países com os quais mantemos relações comerciais e/ou política mais próximas estão vários produtores de petróleo, é o caso de Angola, Brasil, Venezuela e Timor-Leste. A perda de receitas de países como Angola, em relação à qual temos uma cada vez maior dependência (exportações, investimento e emigração), não se deixará de fazer sentir mais cedo ou mais tarde.
 


A ilusão estatística

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O governo deixo de trabalhar na resolução dos problemas do país para se dedicar ao ilusionismo estatístico, estratégia iniciada desde que o humorista Pires de Lima chegou ao governo. Agora o país é um fenómeno, caminha para o pleno emprego e incrivelmente não produz mais riqueza, não atraiu qualquer investimento produtivo e o Estado reduziu o investimento a quase zero. O problema é que enquanto gente de recursos intelectuais limitados se entretém a manipular as políticas para iludir as estatísticas a economia portuguesa está numa pasmaceira.


A justiça
  
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A direita pode festejar a prisão de Sócrates e tem a secreta esperança de que um caso que começa a evidenciar muitas falhas funcione como oxigénio eleitoral. O problema é que dois ou três licenciados em direito com uma pós graduação no centro de estudos judiciários, que se sentem magistrados romanos do país arriscam-se a lançar o país numa profunda crise política, ao mesmo tempo que a justiça se afunda e só os chineses se arriscam num mercado onde ninguém pode contar com tribunais. A ressaca deste processo pode ter maiores consequências do que as que o Teixeira, o Alexandre a PGR e outros imaginam. A justiça está obrigada a condenar Sócrates a qualquer custo e ninguém sabe o que sucederá se não o conseguir e os portugueses concluírem que estiveram perante um golpe conduzido por interesses políticos e corporativos.



A economia Europeia
  
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Enquanto a Alemanha enriquece e volta a ter ambições há muito perdidas as potências europeias vão estagnando uma atrás da outro e por agora só se escapou um Reino Unido que mantem um pé fora da EU. O sonho que a Europa foi para muitos países pode tornar-se um pesadelo enquanto a direita e a social-democracia alemã vão reconstruindo a influência aos países do Leste e da Europa Central. A Europa ado progresso e da riqueza é a Europa do Norte e do centro com sede em Bona enquanto o sul se vai arrastando numa crise profunda. E nas relações europeias Portugal tem cada vez menos influência, não só somos descartáveis para os alemães como a estratégia da direita portuguesa é transformar o país num satélite do PC Chinês, uma versão europeia e democrática da Coreia do Norte.


A estagnação da economia portuguesa

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O problema da economia portuguesa começou por ser uma crise financeira agravada pelo contexto internacional, agora e graças às medidas adoptadas por gente mal preparada não só não resolvemos o problema da dívida como o o agravámos e ainda por cima criámos novos problemas ou agravamos outros que já eram evidentes. O país está sem investimento há quase meia década o que terá consequências trágicas para as novas gerações e para a sustentabilidade do modelo social em que assenta o Estado Social e os pressupostos sociais do regime democrático. O país perdeu recursos humanos preciosos, dantes emigravam trabalhadores analfabetos, agora parte os mais qualificados e ambiciosos, um capital humanos indispensável ao desenvolvimento de qualquer país. Os portugueses perderam a confiança no Estado, na justiça vale tudo, na economia é o salve-se quem puder, os contratos deixaram de ter valor, o Estado deixou de ser gerido com uma entidade credível para se comportar como um canalha. O sistema financeiro está paralisado e empobrecido enquanto as empresas estão sem recursos financeiros para ir além de uma visão de curto prazo.
  
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Ainda bem que Passos Coelho não vê nuvens no horizonte, isso ajuda-o a ter esperança e a ser feliz e a acreditar nas estatísticas que ele próprio vai forjando para inventar um país que não existe e no qual quer desesperadamente ganhar as eleições.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Desejos de um 2015 o menos mau possível




   Foto Jumento


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Praça da Figueira, Lisboa
  
 Jumento do ano de 2014
    
Paulo Macedo

O Opus ministro da Saúde acaba o ano da forma que mais gosta, fazendo propaganda à sua pessoa. A notícia de que vai perseguir as empresas prestadoras de serviços que colocam médicos no SNS não passa de uma manobra de propaganda grosseira que ao mesmo tempo que ilude a incompetência do Opus ministro faz passar a mensagem do ministro duro e exigente.
 
A verdade é que o sector da Saúde tem tdio os seus momentos Citius e isso sóp tem sucedido por incapacidade do ministro de prever e prevenir estas situações. A culpa pode ser das empresas, mas a responsabilidade e a culpa é do ministro pois o seu papelnão é aplicar multas ou perseguir empresas, é assegurar-se de que o SNS tem capacidade de resposta para um mero surto de gripe ou para uma tolerância de ponto decidida pelo governo.
 
Não são apenas as empresas que devem ser perseguidas, é também a incompetência de um minsitro que gere mais a propaganda da sua própria imagem do que o SNS.
 
«O Ministério da Saúde vai penalizar as empresas de prestação de serviços que falhem a colocação de médicos nos hospitais e centros de saúde. O incumprimento de contratos, que deixa frequentemente escalas por preencher, está a acontecer em grande parte dos hospitais públicos, que têm pouca margem para as evitar. É o caso do Amadora-Sintra, que lidou recentemente com esperas acima das 20 horas na urgência.

Perante constantes falhas, o Ministério da Saúde disse ao DN que "no âmbito dos novos concursos a realizar, está a estudar medidas que visam assegurar que as empresas prestadoras de serviços cumpram os contratos estabelecidos, sob pena de penalizações para as que entrarem em incumprimento".» [DN]

 Expectativas para 2015

Não espero muito de 2015 nem no plano pessoal, nem numa perspectiva nacional, será mais um ano perdido na vida de muitos portugueses que Passos Coelho condenou a suportar a crise em dose dupla, o crescimento continuará raquítico e dificilmente a descida temporária do preço do petróleo afastará as muitas nuvens negras que vão desde a crise na Ucrânia ao problema ignorado do Estado Islâmico.

No plano europeu as incertezas não são menores, à crise no leste junta-se a persistência da crise grega, não sendo de excluir o recrudescimento do terrorismo com os extremistas islâmicos a apelar aos “lobos solitários” da Europa, perante as dificuldades em chegar à Síria muitos jihadistas irão actuar na Europa. Espero que a extrema-esquerda ganhe as eleições na Grécia ainda que não acredite, seria bom para lançar o debate da dívida e para testar de uma vez por todas as propostas da esquerda conservadora.

No plano político nacional já estamos assistindo a uma campanha eleitoral suja, em que tudo vale e em pouco tempo já se foi mais longe do que alguma vez se imaginou. Alguma direita mais militante, instalada nalguns jornais e nalguns sectores da Justiça dão tudo por tudo pela destruição do centro esquerda, numa tentativa desesperada de transformar o PSD num partido único eleito democraticamente, o equivalente nacional ao PSD Madeira.
  
O caso BES vaio arrastar-se no parlamento enquanto que a venda do Novo Banco será agendada de forma a favorecer o PSD nas eleições, o mais provável é que o prejuízo seja grande, mas com manobras como a que foi feita com os dinheiros da Goldman Sachs é provável que o BdP iluda a realidade e daqui a uns anos Portugal ter´+a de pagar os prejuízos por conta dos empréstimos e investimentos bons que foram manhosamente transferidos para o banco mau.
  
Quanto aos governante espero que o PSD perca as eleições apesar de todas as manobras e truques a que já estamos a assistir, até porque os portugueses não são os pacóvios que alguns mangas de alpaca da capital imaginam. Será um enorme prazer ver Cavaco dar posse aos que em tempos derrubou. Se Cavaco não tiver um fanico na posse de um futuro governo, entºão que tenha uma caganeira que o mande para a Quinta da Coelha um ano mais cedo pois já não há paciência para ver mais mensagens de Natal dos Silvas de Boliqueime.
  
No plano pessoal pouco há a fazer, mais um ano que se espera ser  de recuperação do pouco que resta por recuperar. No plano profissional será mais um ano sem novidades, sem quaisquer incentivos e com os cortes do costume que Passos quer eternizar e que engasgam o discurso económico de António Costa.

Enquanto consumidor vou abandonar a EDP pois não vou ser mais cliente do PC Chinês nem contribuir para o vencimento do professor pintelhos. Quanto ao banco aguardo o destino do BE e no que se refere a supermercados continuarei a evitar o Pingo Doce pois não gosto de empresários que tentam influenciar eleições com fundações e outros truques manhosos. No que se refere a telecomunicações equaciono a hipótese de abandonar a Meo.

   
   
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quarta-feira, dezembro 31, 2014

Previsões, adivinhações, palpites e pronúncios para 2015

O Paulo Portas vai casar.
   
A Maria Cavaco Silva vai a Madrid visitar a rainhas de Espanha e fazer-se fotografar com um dos seus vestidos a dar para o piroso na esperança de aparecer numa capa da Hola!.

O Passos Coelho vai comprar um carro novo a prestações para ir de férias para a Manta Rota.
  
Cavaco Silva vai continuar a usar o cargo para chamar a si as funções de conselheiro dos portugueses em matéria de investimentos na bolsa, designadamente em bancos como o BPN e o BES.
  
A Maria Luís vai continuar a roer as unhas de inveja por causa do ordenado do Moedas em Bruxelas, enquanto a raiva do marido vai dar-lhe para ameaçar todos os que critiquem a esposa ministra.
  
O super juíz Alexandre vai decretar a prisão preventiva do cavalo de D. José da estátua equestre do Terreiro do Paço depois do procurador Teixeira acusar o equino de fazer o serviço em plena via pública.
  
Marcelo Rebelo de Sousa vai candidatar-se a Belém e instalar a sua sede de campanha nos quartos do hotel do Estoril que Ricardo Salgado alugou quando saiu do BES.
  
António Costa vai divulgar o seu programa eleitoral e dar a conhecer a soluções que tem para os problemas do país.
   
Mário Soares vai continuar em melhor forma física e intelectual do que Cavaco Silva.
  
Pires de Lima vai abandonar o governo para aceitar um lugar de palhaço no Circo Chen.
  
Durão Barroso continuará a andar por aí por su conta, já que deixou de contar com o patrocínio do BES, á espera que em nome do interesse nacional o obriguem a candidatar.-se a Belém.
  
Paulo Macedo vai contracenar com Sara Sampaio num programa de sensibilização para o combate ao ébola.
  
Eduardo Catroga vai ser eleito para op Comité Central do PC chinês em representação da célula comunista da EDP.
  
Marques Mendes vai desvendar o seu maior segredo, que tem mais um centímetro do que o indicado no cartão de cidadão.

Alberto João vai para chairman do BES mau da Madeira.
  
Nuno Crato vai fazer um curso profissional de aritmética para não se enganar na fórmula de colocação dos professores no próximo ano lectivo.
  
Para Teixeira da Cruz vai ficar quietinha até às eleições para não perturbar o funcionamento do ministério.
  
O ministro Maduro vai ficar destapado na esperança de poder ser aproveitado para vinagre.
  
Jerónimo de Sousa vai propor que a idade de reforma a adoptar em Portugal corresponda à idade com que irá abandonar a liderança do PCP.
  
O BE vai propor que seja possível o casamento com meia dúzia de conjugues, à semelhança do que sucede com a sua liderança.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Castelo dos Mouros, Sintra
  
 Jumento do dia
    
Sérgio Monteiro, dono da TAP

O secretário de Estado dos Transportes convocou uma conferência de imprensa para festejar uma grande vitória em relação a uma pequena greve de quatro dos muitos sindicatos da TAP asfixiada por serviços mínimos e por uma requisição civil, para além das cedências que fez uma parte dos sindicatos suspender a greve.

Mas o secretário de Estado não falou como governante, falou como dono ou gestor da TAP e a palavra mais usada em relação á empresa nestes dias foi "nós", nós fizxemos, nós transportámos. Ao que parece as medidas de boicote da greve foram um sucesso e o secretário de Estado até comparou dados do movimento no aeroporto de Lisboa ignorando intencionalmente que há mais companhias a operar para além da TAP e as grandes variações de passageiros resulta com frequência dos voos não regulares.
 
 John Lewis Christmas Advert 2014 | Football Edition
 


 Desapareceram três espécies em 2014
   
«Se alguém espera que a próxima campanha eleitoral seja um modelo para a história da democracia que se desiluda, vamos estar perante uma campanha suja, onde vale tudo para eliminar os adversários. Passos Coelho vai tentar manter a imagem do governante cheio de bons princípios, que não governa a pensar em eleições e que se abstém de dar golpes baixos nos adversários políticos.
É o cenário que ninguém, em lado nenhum, por norma deseja ver — quando uma espécie deixa de existir e ter representantes no planeta. Ou seja, quando morre o último indivíduo. Hoje a lista de espécies extintas já vai longa — a lista da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla inglesa), por exemplo, calcula que tenham sido 832 nos últimos 50 anos. E, em 2014, houve pelo menos três que se juntaram ao grupo que já não existe em natureza, ou em cativeiro. E uma delas até foi arrasada, na Malásia, por uma cimenteira.

Aconteceu em novembro, quando o habitat da Plectostoma sciaphilum, uma espécie de lesma, foi destruído por uma empresa de cimento. O local era composto, sobretudo, por um aglomerado de rochas calcárias, que acolhia até várias outras espécies de lesmas. O The Guardian, porém, escreveu que apenas os espécimes da Plectostoma sciaphilum — que só ali tinham sido oficialmente registados e vistos — foram extintos.» [Observador]
   
Parecer:

E ainda por aí tanto espécime e tanta espécie que não faz falta...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Chineses já desnataram mais um pouco da EDP
   
«A informação foi avançada num comunicado enviado pela EDP, que detém 77,5% da EDP-Renováveis, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“O âmbito da transação abrange 84 MW [megawatts] em operação, com uma idade média de quatro anos, bem como 237 MW em desenvolvimento, remunerados de acordo com os contratos celebrados a longo prazo para vender a eletricidade produzida por 20 anos”, precisa o comunicado.

De acordo com a EDP, na aquisição da participação acionista de 49% nos parques eólicos em operação em desenvolvimento, “a CWEI-Brasil vai investir um total de 364,8 milhões de reais [111 milhões de euros], incluindo R$100,8 milhões [30,6 milhões de euros] em contribuições de coinvestimento futuro estimados para os projetos atualmente em desenvolvimento”.

A conclusão da operação deverá ocorrer durante o primeiro semestre de 2015 e está sujeita às aprovações regulatórias, adianta o documento hoje enviado à CMVM.

“Estes investimentos da CWEI-Brasil serão considerados para efeitos do cumprimento do Acordo de Parceria Estratégica, em relação ao investimento total de 2 mil milhões de euros a efetuar pela CTG (incluindo cofinanciamento de investimento operacional) em projetos de produção de energia renovável operacionais e prontos a construir”, esclarece ainda a elétrica portuguesa.» [Observador]
   
Parecer:

Não tardará muioto tempo para que os bons investimentos e as tecnologias da EDP tenham sido transferidos para os chineses. O mais engraçado é que a China compra a nata da EDP e desta forma diz ter cumprido as contrapartidas prometidas na privatização, isto é, o famoso investimento que im fazer nas renováveis consiste em comprar mercados da EDP. Resta saber a que preços está a China a pagar o melhor da EDP.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Ucrânia em crise financeira total
   
«Só “reformas rápidas e extremas” poderão resgatar a Ucrânia da “crise financeira total” em que o país vive neste momento. O alerta é da governadora do banco central ucraniano, Valeriya Gontareva, organismo que estima que o produto interno bruto (PIB) do país tenha afundado 7,5% em 2014.

Os deputados ucranianos aprovaram na segunda-feira o orçamento do Estado para 2015, o que lhes deverá garantir o desembolso de novas tranches de um empréstimo de 17 mil milhões de dólares (o equivalente a 14 mil milhões de euros) concedido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Este dinheiro servirá para evitar que o Estado caia em incumprimento já nos próximos meses, mas quase todos os economistas acreditam que o país necessitará de mais 15 mil milhões de dólares, no mínimo, em assistência financeira externa ao longo de 2015.» [Observador]
   
Parecer:

Vamos ver como se safa a Ucrânia sem a Rússia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Voltem, estão perdoados...»

 Natal mais pobre
   
«Os portugueses aumentaram ligeiramente as compras no período de Natal, a avaliar pelo montante de compras pagas através dos Terminais de Pagamento Automático da Rede Multibanco, que subiram 4,8%, para 3460 milhões de euros, no período compreendido entre o dia 24 de Novembro e o dia 28 de Dezembro, comparativamente a igual período do ano passado.

Os dados divulgados esta terça-feira pela SIBS mostram um ligeiro decréscimo dos levantamentos realizados através das Caixas Automáticos da Rede Multibanco, que totalizaram 2766 milhões de euros, menos 0,5% que em igual período do ano passado.

O valor médio levantado por dia ascendeu a 66 euros, idêntico ao realizado no ano anterior; e nas compras, o valor médio dos pagamentos em lojas foi de 41 euros, contra 42 euros no período homólogo.

A SIBS, a entidade responsável pela rede Multibanco, adianta que neste período, “e em comparação com o ano anterior, registou-se um aumento global (levantamentos e compras) de 3,9% no número de operações e de 2,5% no montante transaccionado”.» [Público]
   
Parecer:

Parece que o consumo não serve de alavanca ao crescimento.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  

   
   
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terça-feira, dezembro 30, 2014

A campanha suja

A direita sabe que em condições normais vai perder o poder e se ao nível do governo e da Quinta da Coelha ainda se faz os possíveis por manter a imagem, na sociedade já se vive uma guerra civil onde as fardas foram substituídas por togas e os morteiros pelas primeiras páginas dos jornais. Estão demasiados interesses em causa para que os governantes se sintam livres que nem uns passarinhos por deixarem o poder e a sua revolução está ainda a meio e com sinais de ter falhado.
  
A Saúde sofreu danos mas no plano dos princípios as ideias de Passos estão por concretizar e Macedo deixa atrás de si um SNS empobrecido e com menos qualidade mas sem ter sido alvo da prometida revolução ideológica. O mercado laboral sofreu profundas alterações mas as ditas reformas estão aquém da perda de direitos laborais pretendida. O ensino público sofreu estragos mas o governo ficou aquém do pretendido no favorecimento do sector privado.
  
Para se manter no poder, nem que seja com o estatuto de membro de uma coligação a destruir a prazo como fez o agora dialogante Cavaco Silva no passado, a direita não hesitará em recorrer a todos os métodos e mal se instalou o ambiente de pré-campanha eleitoral foi o que se viu, uma a uma muitas personalidades do PS ou ligadas ao PS estão sob fogo de uma campanha difamatória, primeiro Sócrates, depois Vieira da Silva, agora Mário Soares.
  
Não é a primeira vez que isto sucede, mas o crime de corrupção é bem mais fácil de ser colado a qualquer personalidade do que outros tipos de crimes a que se recorreu no passado, basta ter um carro novo ou exibir alguma riqueza pessoal para se poder lançar a suspeita. Mas desta vez a ofensiva apresenta níveis de articulação mais evidentes, o sindicato dos magistrados vem a público apoiar a campanha da justiça na comunicação social, um seu ex-presidente defende a conjugação do tempo eleitoral com os processos judiciais em curso sugerindo uma confusão entre o estatuto de eleitor e o de jurado num processo manipulado claramente com recurso a violações primárias do segredo de justiça. Não querendo ficar atrás Passos apressou-se a apresentar-se como um homem diferente e o PSD ressuscitou a lei do enriquecimento ilícito.
  
Começa a perceber-se  a recusa de Cavaco Silva em antecipar eleições, os nove meses que se avizinham vão ser tempos em que tudo vale e em que o governo dará tudo por tudo para se manter no poder. E pelo pouco que se viu a direita não vai usar guardanapo.