quinta-feira, janeiro 01, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



   Desejos de um 2015 o menos mau possível




   Foto Jumento


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Praça da Figueira, Lisboa
  
 Jumento do ano de 2014
    
Paulo Macedo

O Opus ministro da Saúde acaba o ano da forma que mais gosta, fazendo propaganda à sua pessoa. A notícia de que vai perseguir as empresas prestadoras de serviços que colocam médicos no SNS não passa de uma manobra de propaganda grosseira que ao mesmo tempo que ilude a incompetência do Opus ministro faz passar a mensagem do ministro duro e exigente.
 
A verdade é que o sector da Saúde tem tdio os seus momentos Citius e isso sóp tem sucedido por incapacidade do ministro de prever e prevenir estas situações. A culpa pode ser das empresas, mas a responsabilidade e a culpa é do ministro pois o seu papelnão é aplicar multas ou perseguir empresas, é assegurar-se de que o SNS tem capacidade de resposta para um mero surto de gripe ou para uma tolerância de ponto decidida pelo governo.
 
Não são apenas as empresas que devem ser perseguidas, é também a incompetência de um minsitro que gere mais a propaganda da sua própria imagem do que o SNS.
 
«O Ministério da Saúde vai penalizar as empresas de prestação de serviços que falhem a colocação de médicos nos hospitais e centros de saúde. O incumprimento de contratos, que deixa frequentemente escalas por preencher, está a acontecer em grande parte dos hospitais públicos, que têm pouca margem para as evitar. É o caso do Amadora-Sintra, que lidou recentemente com esperas acima das 20 horas na urgência.

Perante constantes falhas, o Ministério da Saúde disse ao DN que "no âmbito dos novos concursos a realizar, está a estudar medidas que visam assegurar que as empresas prestadoras de serviços cumpram os contratos estabelecidos, sob pena de penalizações para as que entrarem em incumprimento".» [DN]

 Expectativas para 2015

Não espero muito de 2015 nem no plano pessoal, nem numa perspectiva nacional, será mais um ano perdido na vida de muitos portugueses que Passos Coelho condenou a suportar a crise em dose dupla, o crescimento continuará raquítico e dificilmente a descida temporária do preço do petróleo afastará as muitas nuvens negras que vão desde a crise na Ucrânia ao problema ignorado do Estado Islâmico.

No plano europeu as incertezas não são menores, à crise no leste junta-se a persistência da crise grega, não sendo de excluir o recrudescimento do terrorismo com os extremistas islâmicos a apelar aos “lobos solitários” da Europa, perante as dificuldades em chegar à Síria muitos jihadistas irão actuar na Europa. Espero que a extrema-esquerda ganhe as eleições na Grécia ainda que não acredite, seria bom para lançar o debate da dívida e para testar de uma vez por todas as propostas da esquerda conservadora.

No plano político nacional já estamos assistindo a uma campanha eleitoral suja, em que tudo vale e em pouco tempo já se foi mais longe do que alguma vez se imaginou. Alguma direita mais militante, instalada nalguns jornais e nalguns sectores da Justiça dão tudo por tudo pela destruição do centro esquerda, numa tentativa desesperada de transformar o PSD num partido único eleito democraticamente, o equivalente nacional ao PSD Madeira.
  
O caso BES vaio arrastar-se no parlamento enquanto que a venda do Novo Banco será agendada de forma a favorecer o PSD nas eleições, o mais provável é que o prejuízo seja grande, mas com manobras como a que foi feita com os dinheiros da Goldman Sachs é provável que o BdP iluda a realidade e daqui a uns anos Portugal ter´+a de pagar os prejuízos por conta dos empréstimos e investimentos bons que foram manhosamente transferidos para o banco mau.
  
Quanto aos governante espero que o PSD perca as eleições apesar de todas as manobras e truques a que já estamos a assistir, até porque os portugueses não são os pacóvios que alguns mangas de alpaca da capital imaginam. Será um enorme prazer ver Cavaco dar posse aos que em tempos derrubou. Se Cavaco não tiver um fanico na posse de um futuro governo, entºão que tenha uma caganeira que o mande para a Quinta da Coelha um ano mais cedo pois já não há paciência para ver mais mensagens de Natal dos Silvas de Boliqueime.
  
No plano pessoal pouco há a fazer, mais um ano que se espera ser  de recuperação do pouco que resta por recuperar. No plano profissional será mais um ano sem novidades, sem quaisquer incentivos e com os cortes do costume que Passos quer eternizar e que engasgam o discurso económico de António Costa.

Enquanto consumidor vou abandonar a EDP pois não vou ser mais cliente do PC Chinês nem contribuir para o vencimento do professor pintelhos. Quanto ao banco aguardo o destino do BE e no que se refere a supermercados continuarei a evitar o Pingo Doce pois não gosto de empresários que tentam influenciar eleições com fundações e outros truques manhosos. No que se refere a telecomunicações equaciono a hipótese de abandonar a Meo.

   
   
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