sexta-feira, janeiro 09, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



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 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Cada vez que Cavaco fala apetece perguntar-lhe como fez Juan Carlos ao falecido presidente da Venezuela "¿Por qué no te callas?". Cavaco que começou a sua carreira fazendo cair um governo de coligação e que fez uma carreira desprezando todas as opiniões diferentes da sua lembrou-se agora das virtudes do diálogo e só falta dizer aos portugueses para votarem no seu partido a fim de impedir uma maioria abosluta de que não gosta.

Ninguém se recorda de ouvir a Cavaco qualquer sugestão de diálogo na primeira metade do mandato de Passos Coelho, essa preocupação só surgiu quando percebeu que o PSD poderia perder as eleições e seria bom se o PS partilhasse as culpas das políticas governamentais. Desde então tem articulado com Passos Coelho uma estratégia que visa forçar o PS a dialogar, não porque daí resultem novas medidas, mas unicamente para partilhar prejuízos eleitorais.

Na mensagem de Ano Novo Cavaco propunha que o diálogo fosse anterior às eleições porque o país não podia ficar parado. Dias depois o mesmo Cavaco descobre que o país pode esperar mais de um mês pelo novo governo e que isso é comum na Europa. Isto é, Cavaco já não está preocupado que não haja uma maioria absoluta de um partido, de uma coligação ou de um programa de governo, os portugueses já não pecisam de votar para assegurar uma solução estável porque ele vai resolver o problema.

Cavaco percebeu que o PSD não terá condições de ganhar as eleições e a única forma de assegurar a sua continuação no poder, talvez para o poder ajudar a derrubar o governo na primeira oportunidade, é promovendo um governo de coligação, isto é, evitando uma maioria absoluta. É por isso que agora desdramatiza a ausência de diálogo pré-eleitoral que já exigiu e receando que os portugueses votem no sentido da estabilidade é ele que agora promove a instabilidade, sugerindo que já tem uma poção mágica que conduz a um excelente governo de coligação.

Não seria mais fácil Cavaco dizer de uma forma clara aquilo que anda a dizer das mais diversas formas, que os portugueses votem em Passos Coelho? Tudo ficaria muito claro e se Passos perdesse as eleições Cavaco pediria a demissão pois com a idade que tem já não precisa do país, nem o país precisa dele. Cavaco quer que os portugueses votem num governo de iniciativa presidencial, um governo presidido pelo PSD ou pelo PS mas com o programa do PSD.

«As regras estão definidas. O Presidente da República disse ontem que já avisou os partidos que o governo que sair das próximas legislativas deve ser apoiado por uma maioria parlamentar. Cavaco Silva está disposto a "negociações demoradas" antes de dar posse ao governo.

Num encontro com diplomatas portugueses, o Chefe do Estado lembrou que "em 25 dos 28 países da União Europeia existem governos de coligação, quase todos dispondo de apoio maioritário nos respetivos parlamentos". O Presidente lembrou também que "as negociações para a constituição dessas coligações foram, às vezes, muito demoradas e em dez países europeus foram precisos mais de 30 dias até serem negociadas."

Após esta introdução veio o aviso aos partidos: só há governo com apoio alargado e condições de governabilidade. Cavaco Silva foi claro: "Vamos ter de nos habituar não apenas à cultura do compromisso e do diálogo mas também, eventualmente, a negociações demoradas entre partidos para encontrarem entendimentos."» [DN]

 Je ne suis pas Charlie

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Se José Sócrates pensava que ia ter folga na capa do CM por causa do atentado em Roma estava muito enganado, 12 jornalistas mortos em Paris não justificam uma capa dispensando Sócrates por um dia! No CM a frase deveria ter sido "Je ne sui pas Charlie!".

 Aposta

Aposto que ó Paulo Macedo só vai aparecer em público depois de terem deixado de morrer portugueses à espera de serem atendidos nas urgências e o assunto já tiver sido esquecido na comunicação social. Perante o escândalo Paulo Macedo mandou o seu secretário de Estado Adjunto dar uma entrevista na TVI24 mas o homem meteu os pés pelas mãos e foi incapaz de justificar a negligência do ministério.~

Paulo Macedo começou por dar a culpa a empresas de colocação de médicos, depois até se aproveitou da colocação de 168 médicos estagiários para dar ares de quem resolvia o problema, a seguir mandou o secretário de Estado dar a cara. Só falta ser ele a ter os ditos cujos para aparecer e assumir as responsabilidades políticas que neste caso implica a sua demissão.

 Pergunta ao PS

Quantos portugueses terão de morrer à espera de tratamento nas urgências dos hospitais para que o maior partido da oposição exija a demissão do ministro da Saúde? Por este andar vão morrer mais portugueses nas urgências sem serem tratados do que as vítimas do atentado de paris e ninguém faz nada para honrar a sua memória.

 Polícias com fraldas para receber o papa
   
«Começam os preparativos para a visita do Papa Francisco às Filipinas. Ruas enfeitadas, desvios do trânsito, medidas de segurança e muitos polícias. Para a visita do Papa, as fardas estarão bem engomadas, as botas engraxadas e as fraldas bem apertadas. Sim, leu bem, vão ser 2.000 polícias de trânsito, com olhos atentos, que não poderão sair dos seus postos durante 24 horas e, por isso, usarão fraldas para adultos para que não haja interrupções no trabalho.

Os polícias estarão de serviço de 15 a 19 de janeiro, fazendo turnos de 24 horas e terão sido aconselhados pelo comando da polícia de Manila a usar fraldas, conta o South China Morning Post. Iniciativa que foi “bem recebida” pelas autoridades, explicou o presidente da corporação.

Como é normal nestas ocasiões todos os procedimentos serão testados antes da chegada do Papa e, por isso, esta sexta-feira 800 polícias estarão a postos com o uniforme completo durante 24 horas, na procissão da Nazaré Negra – milhares de católicos caminham descalços rumo a uma figura de Jesus Cristo.» [Observador]
   
Parecer:

Uma boa ideia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Paulo Macedo que passe a oferecer fraldas nas salas de espera das urgências.»

 António Costa manda Cavaco à fava
   
«À preocupação de Cavaco Silva de um futuro governo “sólido”, António Costa responde com confiança num futuro resultado do PS. Mas mais que isso, o secretário-geral do PS diz mesmo que só uma maioria absoluta evita “jogos partidários” e um “condicionamento do voto” por parte do Presidente da República.

A resposta de António Costa foi dada à saída esta quinta-feira de manhã de um encontro com o presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Quando questionado sobre as palavra de Cavaco Silva, António Costa primeiro ironizou e depois atacou a vontade de Cavaco Silva:

“O Presidente da República confia pouco na capacidade do PS de construir uma maioria absoluta que poupará o pais dessas incertezas. Acho que os portugueses terão a presciência de compreender que a melhor forma de evitar essa situação pantanosa ou condicionamento do voto pelo Presidente da República é dar a maioria absoluta ao PS”.

Ou seja, para António Costa, a solução para evitar o pântano depois das eleições é apenas uma maioria absoluta dos socialistas, votação que tem vindo a colocar como fasquia desde que chegou ao Largo do Rato.» [Observador]
   
Parecer:

É óbvio que Cavaco quer salvar o governo de que ele tem sido o primeiro-ministro atrás do arbusto.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprovem-se as palavras de Costa.»

 Só nos faltava este!
   
«O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, admitiu esta noite entrar na corrida para Belém, não para ser Presidente da República, mas para ter a oportunidade de apresentar as suas ideias para o país.

"Vou a jogo para apresentar ideias para o país, mas sem qualquer ambição de ser Presidente da República", afirmou Jardim no programa "Grande Entrevista", da RTP Informação.» [DN]
   
Parecer:

o ainda presidente do governo da nossa ilha tropical quer invadir o "Contenente" e acabar com a amaldiçoada 3.ª República.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 O Citius aprodreceu
   
«O presidente do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), Rui Pereira e o vogal para a área informática - responsável pelo Citius - Carlos Brito, estão a aguardar a sua exoneração pela tutela. Esta segunda-feira terão sido "convidados" a demitir-se, mas recusaram.

O gabinete da ministra da Justiça nega a intervenção de Paula Teixeira da Cruz neste processo, remetendo uma resposta para o secretário de Estado, António Costa Moura, que não quis comentar.» [DN]
   
Parecer:

Não há memória de um governante tão incompetente e patética como esta ministra da Justiça.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   

   
   
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