quinta-feira, junho 24, 2021

FINALMENTE VAMOS INVADIR A ESPANHA

“Espero que os portugueses se desloquem de forma massiva para o sul de Espanha e que possam apoiar uma grande vitória de Portugal nos oitavos de final deste Campeonato da Europa”, disse Ferro Rodrigues esta quarta-feira à noite, depois do jogo da Seleção com a França. Em declarações transmitidas pela RTP3, sublinhou ainda que estará “com todo o gosto” com o Presidente da República “a acompanhar a Seleção Nacional”. 

O país parece estar com os copos e Ferro Rodrigues não quer ficar de fora desta bebedeira nacional, até porque se não é o presidente da adega é pelo menos o homem que assegura a prova dos vinhos. 

Em plena pandemia e quando se sabe que estamos proibidos de sair de Lisboa para ir molhar os pés ao Troia ou comer na Maria, no Alandroal, eis que o presidente da AR decide apelas aos portugueses para invadirem Espanha, a caminho de um dia de calor no próximo domingo. 

O costume é serem os espanhóis a invadir Portugal e nós enxotá-los com a ajuda de santos e padeiras, finalmente seremos nós a invadir Espanha para comer chocos fritos e acompanhar gambas com algumas canhas. 

Em tempos de crise os portugueses estão ansiosos por fazer centenas de quilómetros, comprar um bilhete de 90 € e pagar um teste ao covid-19. Está claro que para Ferro Rodrigues tudo será mais fácil. Só é pena que os tempos do MES estejam tão longe e o aburguesado Ferro Rodrigues se esquece com facilidade de que os da região de Lisboa estão condenados a ir ver o Tejo e os que fizerem a viagem a Sevilha gastarão umas centenas de euros, num país onde o ordenado mínimo é 600€. 

Mas vamos todos no Falcon com Ferro e Marcelo.

domingo, junho 20, 2021

PERPLEXIDADES COVIDIANAS

Quando se esperava que o alvo das estratégias de comunicação fossem os jovens, eis que se faz saber que há doentes graves que tinham sido vacinados, A mensagem subliminar é evidente, os vacinados devem ter tanto cuidado como deveriam ter se não foicem vacinados. Compreende-se, é preciso assustar os vacinados para que se mantenham firmes no cumprimento das regras, como se estivessem ainda em março do ano passado. 

E desta forma só falta dizer aos jovens que não deixem de ir a farras, a covid-19 é um problema de velhos e a esses nem a vacina lhes vale. Enfim, parece que ao divulgar números de vacinados com doença grave, quando noutros países se aligeiram as medidas, as autoridades são mais eficazes do que os negacionistas que se recusam a receber a vacina. Talvez os jovens, tenham razão, a contaminação em festas é mais eficaz do que as vacinas, ganham-se umas feris em casa e não é preciso esperar meses para receber a segunda dose. 

Há poucos dias Portugal e os seus governantes revoltaram-se contra os ingleses, como não se via desde o tempo do mapa cor-de-rosa. Não só se protestou como se ridicularizou as autoridades britânicas, desde políticos a ingleses asseguraram que o argumento da variante indiana não fazia qualquer sentido, que só tinham sido registados meia dúzia de casos e estavam sob controlo. 

Poucos dias depois de os ingleses terem fugido, eis que a variante indiana é dominante e justifica o descontrolo de uma pandemia que parece estar a provocar uma quarta vaga, Enfim, em janeiro a culpa da terceira vaga era da variante inglesa. Qual será a variante que desencadeará a quinta vaga?

segunda-feira, junho 14, 2021

A DECADÊNCIA DA DIREITA

 Teve alguma graça a organização do arraial liberal, conseguiu o mediatismo proporcionando o exclusivo do dia para muito0s jornalistas frustrados pró falta de notícias, conseguiram-se meia dúzia de adesões com os boletins a cheirara a sardinhas, foi um sucesso, se não fosse o comício ainda teria mais sucesso, seria um arraial alternativo ao estilo do que noutros tempos teria sido organizado pelo Louçã, que agora que é um idoso sério e responsável e sonha com a Mortágua em ministra das Finanças já não organiza. 

O problema é que estamos numa pandemia que destruiu muitas empresas e ver o suposto líder dos liberais tugas a dar de mamar ao vírus que destruiu muitas daquelas que são a maior maravilha das criações divinas, só pode dar vontade de rir. 

Mais vale ter graça do que ser engraçado e a brincadeira do irresponsável que lidera o PL só merece um lamento. Se isto é a direita fina, estamos perante um processo de decadência que é preocupante. Um dia destes o PS é a direita portuguesa e à sua direita só haverá aquele partido que tem um símbolo que parece o logo de uma marca branca de detergente para máquinas de lavar, com um líder a lembrar a REMAX.

sexta-feira, junho 11, 2021

NOTAS SOLTAS SOBRE UM CASO INFELIZ

 

O caso dos ativistas russos envergonha-nos e mostra como na Administração Pública (como em toda a sociedade) há idiotas em lugares chaves. É evidente que o caso tem dimensão política e justifica um pedido de desculpas. Foi o que o presidente da CM de Lisboa fez, fê-lo em nome da CM dando a cara pias asneiras dos seus funcionários. 

O presidente da CM deveria ter corrigido a situação muito antes? É óbvio que sim, mas também é óbvio que nem vereadores, nem deputados municipais da oposição podem dizer que nada têm que ver por não terem funções executivas. A verdade é que os políticos das autarquias estão especializados em matérias que dão votos, não é o caso desta. 

Os responsáveis pelos serviços envolvidos nas manifestações deverão ser, em princípio, formados em direito. É incrível como chefes de divisão e diretores de serviços, exercem funções tão críticas e nem sequer repararam que estavam borrando em cima de todos os valores éticos, legais e constitucionais. 

Se sempre que um funcionário comete um erro administrativo o secretário de estado, o ministro, o primeiro-ministro ou o Presidente da República devessem apresentar a demissão, o melhor seria entregar o país aos cuidados do Reino de Espanha. 

Até ao momento só vimos oportunismo e patetices da parte do Carlos Moedas, embirra com bicicletas, tem um outdoor que ninguém entende, convidou todos os virologistas que apareceram na televisão e parece que quer ganhar por falta de comparência, já que basta encontrar uma pedra solta na calçada para exigir a demissão do Medina. 

Quando tinha centenas de milhões para investir, contava com a luxuosa máquina da Comissão Europeias e os muitos lambe cus da nossa sociedade o homem é brilhante. Agora que só conta com ele e com a máquina do PSD, até parece o Diácono Remédios a fazer nudismo na Praia do Meco, despido não tem por onde se pegar.

Um jeito manso

quarta-feira, junho 09, 2021

A "MADRINHA"

 

 

Não vale a pena entrar no debate em torno da nomeação de um comissário para as comemorações do 25 de abril, desde que existe CHEGA e principalmente depois de o líder do PSD querer ser mais CHEGA do que o André Ventura que quem ousar intervir no debate é facilmente encontrado à direita e À extrema-direita.

Imagino que comemorar o 25 de abril seja uma tarefa tão complexa que só para arquivar o trabalho que foi feito na sua preparação seja necessário mais de um ano e que para se exercer tal tarefa seja necessário uma espécie de ministro a tempo inteiro. Enfim, nem quero imaginar quanto não se gastaria com os dirigentes da Administração Pública se fossem seguidos os mesmos critérios.

O que incomoda mesmo é ver a nomeação da ex-ministra Ana Paula Vitorino para um cargo ode se ganha muito e nada se faz e onde a troco de competência e independência, qualidades que não tem, a senhora vai ganhar uma “pipa de massa”.

Mas o que mais incomoda nesta senhora é que não é a primeira vez que ganha pipas de massa. EM tempos foi notícia um estudo que fez para a CM de Vila Real de Santo António, encomendado por um autarca que arruinou o Município e que merecia desta senhora rasgados elogios e sucessivas visitas ao concelho.

Infelizmente só agora este Município está sob o radar da justiça, porque se o estudo encomendado a esta senhora tivesse passado pelo crivo da justiça de qualquer país europeu, esta senhora já se teria retirado da política. Mas ver uma das personalidades que mais apoio estes autarcas a levar este brinde político não nos pode deixar de incomodar.

Um jeito manso

sábado, junho 05, 2021

ESTAVA ESCRITO NAS ESTRELAS

 Sentem-se num sofá numa daquelas casinhas norueguesas com vista para o fiordes e vejam as celebrações futebolísticas cá do sítio, digam-lhes que depois da festarola junto ao estádio, digam-lhes que o presidente do clube é médico e às tantas da madrugada mandou os jogadores promover mais um grande ajuntamento junto ao Marquês de Pombal.

Agora imaginem o que eles dizem de nós, provavelmente dirão o mesmo que nós já dissemos das manifestações dos holandeses e dos muitos vídeos virais que fizemos circular entre nós. E ainda bem que eles não sabem de tudo, porque não perceberiam a razão porque num lado se põe um concelho dentro de uma cerca sanitária e do outro promove-se o regabofe.

Dizer que foi autorizada a realização de uma  manifestação a uma claque de futebol e que isso não poderia ser impedido por ser um direito constitucional, como se a democracia dependesse do ecrã gigante e das escaramuças de uma claque banida pelo clube é gozar com a nossa inteligência. Então os mesmos que tentaram impedir que os cidadãos se candidatassem às autárquicas estão agora a dizer-nos que que a democracia não sobrevive sem as “manifestações” da Juve Leo?

Não vale a pena virem agora com resquícios da reacção ao Mapa Cor-de-Rosa, porque quem quer promover a imagem de um destino turístico de confiança não pode permitir ou mesmo promover aquilo a que se assistiu.

O ministro dos Negócios Estrangeiros descobriu que não era lá muito inteligente promover espectáculos como aqueles que agora partilhamos nas redes sociais, é pena que o tenha feito tarde, depois de terem arruinado as expectativas do turismo português.

Um jeito manso

quinta-feira, maio 06, 2021

PERPLEXIDADES

Ouvi o ministro mais pateta deste Governo invocar a proteção civil, dando exemplos de incêndios para justificar a requisição civil do empreendimento, estaria em causa a saúde pública e era necessário a decisão para separar doentes de não doentes. Agora já ninguém fala de pandemia e parece que é um problema de direito a uma habitação digna por parte dos emigrantes. 

Disseram-se que era necessário separar doentes de não doentes, mas reparo que há gente a ser levada p+ara o Zemar sem que estivesse em contacto doméstico com doentes, isto é, foram realojados para mudarem de habitação. 

Em Portugal a justiça tem limites, não podendo desencadear operações a qualquer hora. Parece que o ministro da Administração Interna não tem quaisquer limites e para realojar pessoas que não tinham uma habitação digna pode desencadear operações militares a meio da noite para entrar numa propriedade privada que ele requisitou. 

Numa região de baixa densidade populacional onde há aldeias onde são mais os emigrantes do que os residentes, ninguém tinha reparado na realidade miserável destes emigrantes. Onde estão os militantes locais dos partidos com tantas preocupações sociais, os herdeiros dos que nos disseram que o Alentejo era uma espécie paraiso, onde estão os autarcas. Sejamos, honestos, eram todos coniventes com a exploração dos emigrantes. Porque pimenta no rabo dos outros até nos sabe a refresco. 

Ainda que mal pergunte, quando desaparecer o surto de covid em Odemira os emigrantes abandonarão o Zemar ou esta urbanização vai ser algo parecido ao que suceder com os timorenses do Jamor. Receio que o ministro tenha criado um problema porque tentou resolver outro da forma mais fácil e com fogachos demagógicos para melhorar a sua imagem nas televisões.

quarta-feira, abril 07, 2021

PORREIRISMO DESCONFINADOR

Desta vez o primeiro-ministro e o Presidente da República não tiveram a infeliz ideia de irem para a praia, com um a comer maças na Caparica e o outro a mergulhar na Ericeira. Também não se lembraram de fazer uma romaria a um espetáculo no Campo Pequeno. 

É um grande progresso em relação ao que sucedeu na primeira vaga. Mas não seria má ideia mostrarem aos senhores das esplanadas e aos que acham que a pandemia é uma treta e não respeitam normas, que as regras são para cumprir. A ideia de que as regras só se aplicam quando as coisas dão para o torto é meio caminho andado para mais uma desgraça. 

A maioria dos portugueses cumprem as regras, cabe ao governo mandar aplicar a alei para que os outros também cumpra, E talvez não fosse má ideia adotar regras mais duras para os proprietários das esplanadas que fazem vista grossa aos clientes bandalhos, para que daqui a uns tempos não venham com movimentos de pão e água.

quinta-feira, abril 01, 2021

DESAFIO


Parece que é oficial, António Costa recuou na ideia de mandar os diplomas para o Tribunal Constitucional e desafiou Marcelo rebelo de Sousa para um combate de MMA a realizar-se no Ringue do Clube de Excursionistas do Bairro do Rego.
Se António Costa ganhar o Marcelo passa a respeitar e a fazer respeitar a Constituição como estava combinado desde que esta entrou em vigor. Se perder, Marcelo Rebelo de Sousa pode presidir respeitando apenas o Código da Estada, estando ainda autorizado a não respeitar as regras da velocidade, do respeito pelos traços contínuo e ainda as regras de circulação nas rotundas.

MAUS TEMPOS PARA A CONSTITUIÇÃO



Ao dizer que é o direito que serve a política e não a política que serve o direito, o Presidente da República está dizendo que é legítimo que seja ignorada a Constituição da República se ele gostar da medida política. Este argumento tanto pode servir para justificar as medidas que ele entendeu deixar passar, como para viabilizar um qualquer golpe de estado.

Até aqui tínhamos uma Constituição com regras conhecidas e um Tribunal Constitucional, agora tens um Presidente da República que em vez de cumprir e fazer cumprir a Constituição, chamam a si o poder de decidir quando é que o “direito serve a política” passando a ter o poder de ignorar a Constituição.

Deixamos de ter um Presidente que está obrigado a cumprir e fazer cumprir a Constituição, tal como jurou quando tomou posse. Agora temos um Presidente que se sente acima da Constituição e acha que tem poderes para decidir que leis devem ou não estar sujeitas à Constituição.

Mas também não foi o único a transforma r a Constituição numa espécie de “penico” do regime. O PCP que costuma achar que é um mais fiel interprete da Constituição, defendeu algo parecido, que as medidas correspondiam ao cumprimento da Constituição e por isso pouco importa que a lei seja inconstitucional. Os fins justificam os meios e tal como Deus escreve direito por linhas tortas, o PCP aplica a Constituição através de leis inconstitucionais.

Enfim, ao menos ainda todos respeitamos o Código da Estrada.