quarta-feira, maio 24, 2017

O Ronaldo do Ecofin

Os Cenários Macroeconómicos “desenhado” por um grupo de economistas liderados por Mário Centeno já foram quase esquecidos, na ocasião a direita dividiu-se entre a gargalhada e a mobilização de economistas apoiantes da tese do empobrecimento forçado. O desplante chegou ao ponto de a direita propor que as propostas económicas apresentadas pelo PS fossem previamente avaliadas pelo Conselho de Finanças Públicas, para o que prontamente Teodora Cardoso se ofereceu.

Os cenários Macroeconómicos previam 3,1% de crescimento para 2017, número que serviu para promover gargalhadas à direita. A primeira ida de Mário Centeno ao parlamento não foi notícia pelas suas propostas ou ideias, mas sim porque segundo a comunicação social noticiou Passos Coelho riu até chorar. Sem experiência de calhandrice parlamentar e com o seu ar desajeitado Mário Centeno parecia presa fácil para o cinismo de políticos com calos no cu.

Mas Centeno lá foi sobrevivendo e quando a direita se começou a aperceber dos resultados em catadupa perdeu a vontade de rir, a partir de então a estratégia era destruir a sua política, aproveitando-se de uma divergência entre o PS e os seus parceiros no parlamento, a direita votou de forma suja na questão da TSU. A estratégia era agora boicotar as propostas de Centeno, percebia-se que resultavam e era imperioso que tal não sucedesse.

A estratégia falhou e o objetivo passou a ser o derrube de Mário Centeno, custasse o que custasse. Um obscuro gestor de bancos proporcionou a oportunidade, amigo de um conhecido especialista de corredores e de porteiro de passagens entre o poder e a finanças, proporcionou a oportunidade, durante semanas desenrolou-se o folhetim miserável das mensagens de SMS. Mais uma vez Passos Coelho teve o azar do diabo.

Mário Centeno não só está de pedra e cal como em pouco mais de um ano provou que quem se opunha à reformatação económica do país iniciada por Passos Coelho tinham razão. Ainda ontem a agência de Notação Fitch teceu elogios às mudanças de orientação política, apontando-as como uma das causas do crescimento da economia. Mário Centeno não só provou que era possível seguir outro caminho, como já conseguiu negociar dois orçamentos com o PCP e o BE, já ninguém acredita que o governo caia antes do fim da legislatura.

É a newsletter “Político” que divulga que o ministro das Finanças Alemão disse em privado que Mário Centeno é o Ronaldo do Ecofin acrescenta:

“Há doze meses, era tudo tão diferente. Portugal estava à beira das sanções económicas da União Europeia e o sucesso do seu novo Governo de coligação de esquerda estava longe de ser assegurado. Hoje, já não viola as regras orçamentais da UE e espera entregar antecipadamente 10 mil milhões de euros ao FMI”

Por cá há quem diga que tudo se deve a vários treinadores, argumento muito usado quando os presidentes dos clubes querem chamar a si os louros pelo bons resultados de uma equipa.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo vai peregrinar ao Luxemburgo e no meio das suas habituais sessões de selfies descobre que no Luxemburgo há portugueses em todas as esquinas. Esperemos que não se lembre de abrir um mini Palácio de Belém naquele país, onde já existe um mini santuário de Fátima.

«O Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, comentou hoje que na cidade do Luxemburgo "há portugueses em todas as esquinas", enquanto percorria as ruas a distribuir beijos e a tirar 'selfies', desafiando a capacidade de improviso dos seguranças.

Quando saiu hoje de uma sessão solene no centro cultural Cércle Cité, Marcelo foi aplaudido por algumas dezenas de portugueses que gritavam "Portugal, Portugal". O Presidente já sabia que uma jovem fazia 18 anos e fez questão de lhe ir dar os parabéns, seguindo-se depois várias 'selfies'.

Face a tantas solicitações, até os grão-duques do Luxemburgo, Henrique e Maria Teresa, se aproximaram das barreiras de segurança para cumprimentar os populares, o que gerou o nervosismo dos seguranças.

Antes de avançar pelas ruas da capital, o Presidente português ainda perguntou: "Qual é o maior país do mundo?" A resposta: "Portugal. E o segundo é o Luxemburgo".» [Notícias ao Minuto]

terça-feira, maio 23, 2017

Avaliar a política económica de Passos Coelho

O PS cometeu o erro de nunca ter promovido a avaliação da política económica de Passos Coelho e Vítor Gaspar, apadrinhada pelo defunto António Borges, tendo permitido que nos momentos de falhanço a direita se escondesse atrás do memorando com a Troika. A Política económica de Passos Coelho foi muito além do previsto no memorando, Portugal foi um banco de testes para experiências de política económica.

Essa ausência de avaliação permite a Marcelo Rebelo de Sousa branquear muito do que se passou, passando a mensagem falsa de que há uma complementaridade ou continuidade no domínio da política económica. Para Marcelo tenta passar a ideia de que a política económica e a medicina são coisas parecidas, isto é, a economia portuguesa está doente e não há grande diferença entre Gaspar, Maria Luís Albuquerque e Mário Centeno, como se fosse médicos que aplicam ao doente a receita adequada a cada fase do tratamento.

Marcelo está tentando enganar o país, como se essa mentira fosse benigna por ser em nome do bem da Nação, do crescimento e do emprego. Se a abordagem da Política Económica por parte de Marcelo é muito honesta, esta forma de ver a democracia, em que chama a si o papel de eliminar diferenças é muito duvidosa. A democracia é feita de confrontos e nada justifica que Marcelo sempre tenha assumido os confrontos políticos, desde António Guterres, um dos seus melhores amigos, a Passos Coelho, seu sucessor na liderança do PSD. Agora que é Presidente Marcelo tenta fazer passar a ideia de que a democracia é paz e amor de mistura com muitas selfies.

A democracia é confronto de ideias e de projetos e é posr isso que Passos caiu e Costa adota políticas contrárias e antagónicas com as do seu sucessor. Como é possível que alguém tente dar a entender que não há diferenças no mérito de políicas diferentes, quando um dos trabalhos deste governo foi corrigir as asneiras e busos do governo anterior.

Se, como Marcelo parece defender, as políticas não devem ser avaliadas e não passam de políticas idênticas e sem qualquer conflitualidade, para que servem as eleições e o debate político? Mas, ao mesmo tempo que Marcelo defende que o debate deve ser feito em águas mornas, chama a si o papel de meter o primeiro-ministro e o líder da oposição na linha. Umas vezes dá uma porradinha nu, outras dá a porradinha no outro. Umas vezes passa a ideia de que um é muito otimista, nas outras deixa que os jornais sugiram que Marcelo está a ajudar a derrubar o outro.

Aos poucos o debate político está entrando num pântano onde só Marcelo consegue andar. É preciso contrariar esta estratégia de Marcelo e começar por lançar o debate em torno das políticas económicas. Já dados mais do que suficientes para que se avalie da política económica conduzida durante o governo de Passos Coelho.


Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Marcelo rebelo de Sousa

Há poucos dias Marcelo tentou evitar que se atribuíssem méritos pelo crescimento económico, agora tenta impor a ideia de que o mérito da saída do procedimento dos défices excessivos é de todos. Para Marcelo o que importa é que o presidente seja ele, tudo o resto pouco interessa, para ele é a mesma coisa um défice conseguido com cortes inconstitucionais de salários ou pensões ou um crescimento associado a justiça social.

Não é um exercício inteletualmente honesto aquele que Marcelo faz, dizer que politicas absolutamente contraditórias têm o mesmo resultado ou que se complementam é uma forma de desvalorizar o debate de ideias e impede uma avaliação do desempenho dos governo. Marcelo parece tentar passar a ideia de que o bom é ele. Mas, o problema é que as selfies contribuem muito pouco para o crescimento económico, senão pediríamos a todos os portugueses para sorrirem e tirarem fotografias e em menos de nada acabaria o desemprego e a dívida estaria paga.

Veremos se quando algo correr mal Marcelo assume as responsabilidades ouy explica que a culpa é de todos os governos.

«O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que o mérito da saída de Portugal do procedimento por défice excessivo é "dos dois" governos, o atual e o anterior.

Questionado pelos jornalistas sobre de qual governo é o mérito da decisão da Comissão Europeia, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu apenas: "dos dois". E escusou-se a fazer mais declarações.

O Presidente da República falava à saída da cerimónia de entrega dos prémios de jornalismo da AMI (Assistência Médica Internacional), na Fundação Calouste Gulbenkian, à qual também assistiu o líder do PSD, Pedro Passos Coelho.

Ao saudar a presença de Passos Coelho na cerimónia, Marcelo Rebelo de Sousa fez referência ao mérito "determinante" do ex-primeiro-ministro: "Hoje a justo título partilhando o júbilo de todos os portugueses por ter contribuído de forma também determinante para também para esse júbilo", disse.» [DN]

 Passos e a saída do procedimento dos défices excessivos

Se tudo o que Passos previu, a começar pela vinda do diabo, tivesse o mínimo de fundamento, se as suas críticas à política do Governo, se as suas previsões se tivessem concretizado, Portugal nunca teria saído do procedimento dos défices excessivos. A decisão da Comissão de propor esta saída obriga a que se conclua que Passos não teve razão nas criticas e previsões que fez ou que continua a fazer.

 Dúvidas que me atormentam

Aguiar-Branco já terá avançado muito na sua comissão parlamentar de inquérito que visa derrubar Mário Centeno, por causa do Domingues? Vá Lá Aguiar, faz qualquer coisinha!

      
 Se a moda das estátuas de jogadores pega...
   
«Rui Patrício, guarda-redes do Sporting e da seleção nacional, demonstrou um enorme orgulho ao ver uma estátua ser erguida em sua honra, na cidade de Leiria, que retrata uma das suas defesas no Euro2016.

"Quando entro em campo, Leiria também entra em campo. Estou muito orgulhoso por este reconhecimento, simboliza muito para mim. Obrigado à minha família, amigos e treinadores do Sporting. Sem eles não teria chegado aqui nem teria a minha estátua. Tudo se consegue com força e determinação, é preciso lutar pelos nossos sonhos", afirmou o guardião do Sporting e da seleção nacional.» [DN]
   
Parecer:

Se esta moda autárquica e regionalista de estátuas de jogadores da bola pega dentro de poucos anos as estátuas em qualquer cidade vão dar para fazer mais de uma equipa de futebol. Depois das rotundas parece que os autarcas investem agora em estátuas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Grande Catarina Martins
   
«"As pessoas perguntam o que isto tem a ver com a nossa vida. Digamos que haverá menos pressão europeia para a necessidade que o país tem, imensa, de investimento público em áreas como a saúde ou como a educação", disse, reafirmando que o PDE "é uma das muitas absurdas regras da União Europeia".

Catarina Martins falava à chegada a Santarém, onde assiste hoje à apresentação dos candidatos do Bloco de Esquerda (BE) aos órgãos autárquicos do concelho nas eleições autárquicas de 01 de outubro, num movimento que integra vários cidadãos independentes.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Tudo serve para a Catarina converter em mais despesa pública.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se à senhora que tenha juízo.»

segunda-feira, maio 22, 2017

Propaganda

Desde que a direita perdeu o poder que CDS e PSD ensaiam estratégias sucessivas para inverterem uma situação que lhes é cada vez mais adversa. Começaram por não reconhecer legitimidade política ao governo, tentaram encontrar ajuda externa para inviabilizar o governo de Costa, fizeram tudo para que a EU condenasse as mudanças de política orçamental, previram um segundo resgate sob a forma de diabo.

Quando perceberam que o diabo não estava para cá virado começaram a ensaiar novas estratégias políticas, caíram no ridículo quando se juntaram ao PCP e ao BE na questão da TSU, perdendo mesmo a confiança das associações patronais. A seguir sentiram-se asfixiados e a Assunção cristas foi mesmo a Belém queixar-se de que estava com falta de ar. De dois em dois meses testam uma nova estratégia, agora dizem que é tudo propaganda.

Portugal vai sair do procedimento dos défices excessivos e o governo, bem como o partido que o integram ou os partidos que o apoiam quase nem se têm referido a essa questão. Compare-se a descrição com que o tema tem sido tratado com o espetáculo proporcionado pela famosa caca da saída limpa, durante meses os portugueses foram ameaçados com austeridade para que a 7.ª avaliação viabilizasse a “saída limpa”, O foragido Paulo Portas até instalou o famoso relógio na sede do CDS e quando a Troika fez a 7.ª avaliação Cavaco agradeceu à NS de Fátima.

Este governo tem vindo a substituir dívida ao FMI, que paga juros elevados, com direito conseguido no mercado financeiro com juros mais baixos, o assunto é tratado como um ato de gestão corrente e pouco se diz. Compare-se com o que fez Maria Luís Albuquerque que montou uma mentira para fazer propaganda, declarando aos quatros ventos que Portugal já tinha pago ao FMI, passando a mentira de que o país estava a pagar a sua dívida externa. 

Poderiam ser dados muitos exemplos de como o governo anterior usou estratégias de propaganda ora para ameaçar os portugueses, ora para inventar sucessos, ou para fazer promessas desonestas, como sucedeu com a famosa promessa do reembolso da sobretaxa. Isso sim era propaganda digna de aprendizes de Goebels.

Chamar propaganda à divulgação oficial de resultados, de indicadores ou de dados estatísticos roça o ridículo e mostra o estado de desorientação a que Passos e os seus chegaram. Como é que podem acusar o governo de propaganda se a divulgação da maioria dos indicadores e dos factos económicos tem cabido a Marques Mendes?

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
João Salgueiro, um "cavaquinho" sobrevivente

João Salgueiro é um caso curioso na vida política portuguesa, foi durante alguns meses ministro das finanças de Cavaco Silva, não havendo memória de ter feito algo de relevante, tem um currículo académico comum, pouco se conhece de obras de conteúdo intelectual ou de grandes desempenhos enquanto gestor.

Mas desde o reinado de Cavaco Silva que é uma espécie de Nobre da política de direita, sempre que o ex-presidente precisava de mandar recados a Sócrates,, chamava algumas personalidades para ouvir e lá ia o João Salgueiro falar mal do governo.

Agora parece que foi chamado à mesma tarefa, como como já não pode contar com o átrio de Belém alguém lhe encomendou uma entrevista, nela diz baboseiras que também revelam alguma falta de honestidade inteletual. Só alguém sem muita vergonha diz que um crescimento de 2,8% no primeiro trimestre "não é um bom começo, não, porque não se fez nada para isso, o que mudou foi o médio oriente e o mediterrâneo".

Acontece que Salgueiro refere-se a crises muito anteriores a este ano e das quais poderia ter beneficiado o anterior governo, mas em vez disso assistiu-se a uma recessão, a crise da Primavera Árabe aconteceu em 2010! Ainda por cima acha qu o país nada fez para atrair turismo, ignorando as apostas feitas por sucessivos governos, mas no desespero de falar mal da geringonça Salgueiro não olha a meios.

O único interesse desta destas declarações reside no fato de representarem uma mudançda de discurso da direita, Maria Luís e outras personagens do PSD apressaram-se a dizer que o crescimento se devia ao programa do governo de Passos. Agora mudaram de ideias, é uma consequência da Primavera Árabe.

«O antigo presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) afirma que o Governo não fez nada para que este crescimento se verificasse, atribuindo o mesmo a um conjunto de circunstâncias.

Na Conversa Capital, um espaço de entrevista conjunto entre o Negócios e a Antena 1, João Salgueiro atribui este crescimento "basicamente ao turismo" que beneficiou das convulsões registadas no Médio Oriente e no Mediterrâneo.» [Jornal de Negócios]

 Assunção 3 - 0 Teresa Leal Coelho




Assunção Cristas começou muito antes, a sua proposta de uma estação de Metro em cada esquina é melhor do que a de uma creche em cada bairro e ficou melhor na foto no mesmo miradouro. Três a zero para a líder do CDS.

Assunção Cristas não vai ganhar as autárquicas, mas vai sobreviver durante mais algum tempo, pelo menos até quando Paulo Portas resgatar o seu cargo vitalício de presidente do CDS, Teresa leal Coelho dificilmente sobreviverá à derrota nas autárquicas.

A ideia de Teresa Leal Coelho de se fazer fotografar no Miradouro de São Pedro de Alcântara não só revela pouca originalidade como a deixa em desvantagem, os kiwis da Cristas são bem mais apetitosos.

 A Vespa do Título 2017/2018



Parece que um dos maiores problemas a resolver nas quatro reuniões que JJ disse que se iriam realizar para a semana será saber se será JJ ou bruno de Carvalho a conduzir a Vespa de celebração do título. Ao que parece JJ diz que Bruno não tem unhas para a máquina.

      
 Pobre primeiro-ministro no exílio
   
«O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou este sábado que o partido está nas próximas autárquicas para as ganhar e não para “ver passar comboios” ou “fazer a festa”.

No encerramento da convenção autárquica distrital do PSD em Lisboa, Passos Coelho fez questão de responder ao secretário-geral do PS, António Costa, que, na sexta-feira à noite, em Penafiel, pediu uma campanha animada para as autárquicas de 1 de outubro.

“Uma campanha animada, esta é a expectativa que o secretário-geral do PS tem, como se os políticos ou ele próprio funcionassem assim como mestres-de-cerimónias para a festa que aí vem”, criticou.» [Observador]
   
Parecer:

Até aqui o malogrado primeiro-ministro no exílio estava fazendo uma campanha autárquica a pensar nos problemas nacionais, mas com a economia a crescer a 2,8% começam a faltar argumentos, resta-lhe usar expressões de António Costa para construir um discurso político à base de graçolas de gosto duvidoso. Costa disse que queria uma campanha animada, nada mais do que o desejo de qualquer líder partidário, daí o exilado fez um discurso a roçar o imbecil, sem conteúdo e sem graça.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Fundação onde cairia o dinheiro
   
«O empresário Carlos Santos Silva e um primo de José Sócrates, José Paulo Pinto de Sousa, criaram na Suíça uma fundação — a Belino Foundation — que seria a titular de contas bancárias onde cairiam luvas para José Sócrates. A notícia é avançada este sábado pelo jornal Sol — algumas informações já tinham sido adiantadas também pela revista Sábado — que chama a este esquema complexo “a prova que faltava” para comprovar que Santos Silva e o primo eram, na realidade, “testas de ferro” e que o dinheiro pertencia ao ex-primeiro-ministro socialista. Os advogados desmentem a notícia.

O esquema foi criado por Santos Silva e José Paulo Pinto de Sousa, a mando de José Sócrates, com a ajuda de Michel Canals, um nome bem conhecido por ser, na altura, gestor de contas no UBS e líder da Akoya, uma empresa de gestão de património que foi encerrada em 2011, no âmbito da Operação Monte Branco. A criação da fundação, a par da constituição de uma conta offshore, servia como camada adicional de opacidade, já que as fundações são entidades blindadas do ponto de vista jurídico na Suíça.» [Observador]
   
Parecer:

O dinheiro não caiu, não estava lá dinheiro, mas alguém sabe que iria cair dinheiro e que esse dinheiro seria para Sócrates. Parece que a imaginação já serve de prova.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 No tempo de Passos não havia precários?
   
«"Já estamos a discutir, pela mão da maioria, a integração dos precários na Administração Pública e ainda não houve ninguém que perguntasse, no seio da maioria e do Governo qual Administração Pública, o que queremos da Administração Pública nos próximos anos?", questionou Pedro Passos Coelho, no encerramento da convenção autárquica distrital do PSD em Lisboa.

O líder social-democrata criticou que se estejam "a converter vínculos precários em permanentes sem saber se é nas áreas que são importantes, que estão em défice".

"É esta discussão que não está a ser feita e que deve ser feita com coragem, é esse o desafio que deixo ao primeiro-ministro: poder discutir as reformas importantes que o país precisa de fazer", apelou.» [DN]
   
Parecer:

A verdade é que a intenção de Passos era promover um despedimento em massa no Estado.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 E o ano passado não pensou no mesmo para este ano?
   
«"Continuamos a elaborar ideias e a trabalhar em cima delas. Queremos que no próximo ano o Sporting seja o que foi no meu primeiro ano, quando lutou até ao último segundo pela conquista do título, com um comportamento espetacular. É isso que perspetivamos e estamos a analisar para que seja um Sporting forte", afirmou Jorge Jesus, em conferência de imprensa.

As reuniões que o técnico teve esta semana com o presidente do clube, Bruno de Carvalho, acabaram mesmo por dominar a conferência de imprensa de antevisão da receção ao Desportivo de Chaves, da 34.ª e última jornada da I Liga, sendo que, na véspera, Jesus tinha negado a possibilidade de abandonar o comando dos 'leões', como foi avançado na imprensa.

"Numa semana tivemos duas reuniões e, na próxima, teremos de ter pelo menos quatro ou cinco. Faz parte do processo normal de uma pré-época. Temos os dois a mesma linha de pensamento, que passa por criar um Sporting forte, como no ano passado. O Sporting só ganhou um troféu nestes dois anos, o que é muito pouco, porque estou habituado a ganhar muitos, mas temos feito um trabalho muito grande para o crescimento e criação de um clube para ser campeão. O Sporting tem criado bases grandes para poder pensar naquele que foi o meu propósito quando vim, que é ser campeão", vincou.» [DN]
   
Parecer:

Parece que a ideia de Jesus foi não ganhar nada este ano e que só tenciona ganhar alguma coisa para o ano, retomando o seu hábito de conquistar títulos, mania que, como se sabe, ganhou quando era pequenino.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao exilado se fez alguma coisa neste capítulo.»

 Já comparam Costa a Cavaco
   

«Comparar António Costa com Cavaco Silva é mais fácil com um dicionário à mão. “O que não pode ser comparado por ter características diferentes” é “incomparável”. Mas “incomparável” também significa “singular, ímpar, único, excecional”. Herman José avisou que a língua portuguesa é traiçoeira. O facto é que, com 31 anos de distância e uma viragem de século pelo meio, Costa e Cavaco foram artistas de peças (políticas) ímpares em que ninguém apostava um tostão (moeda da fase Cavaco) e compará-los é uma tentação.

Em 1985, ninguém dava nada pelo homem que rompeu com o bem-comportado Bloco Central e foi de boca aberta que o viram liderar um Governo minoritário de combate, queixinhas e armado em vítima, que lhe abriu espaço para uma maioria absoluta em 87, repetida e aumentada quatro anos depois. E em 2015, também ninguém dava nada pelo golpe (de asa?) do socialista que, tendo perdido as eleições, se virou para os partidos da esquerda mais radical apostado em provar que os comunistas não comem criancinhas ao pequeno-almoço e que, ano e meio depois, está com uma popularidade média de 40% nas sondagens. Um e outro arriscaram, um e outro romperam e ambos ganharam com isso. Cavaco ficou 12 anos no poder mais dez em Belém. António Costa, a quem muitos não davam um ano de vida (os Orçamentos não iam passar, lembram-se?), chegou a meio da Legislatura sem mácula junto de Bruxelas apesar das alegadas más companhias e com muitos dos que o acusavam de ter cedido aos radicais a reconhecerem que, afinal, ele foi garante de moderação. Falta-lhe o mais difícil: provar se num formato politicamente oposto ao de Cavaco e humanamente de outro tom também consegue chegar lá, à maioria absoluta. Uma coisa corre a seu favor — no desiludido centro-direita (território que Cavaco liderou e que Passos Coelho, ganhador nas urnas mas perdedor no xadrez, segura a custo) há quem lhe aprecie o jeito. Foi, aliás, um cavaquista, ex-líder do PSD e hoje comentador do regime quem se lembrou de fazer a comparação “incomparável”. Há três semanas, na SIC, Marques Mendes enumerou seis semelhanças entre as circunstâncias em que Costa hoje governa e aquelas em que Cavaco governou entre 1985 e 1987.» [Expresso]
   
Parecer:

Tudo começou com um artigo da Helena garrido no Observador, parece que a direita receia uma nova era glaciar, um longo período sem o quentinho do poder e sem acesso ao pote.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

domingo, maio 21, 2017

Semanada

Esta foi a semana mais horrível para Passos Coelho desde que ele se dedica à sua pantominice do primeiro-ministro no exílio, depois de ter anunciado a vinda do diabo, esperando tranquilamente pela queda do governo, o ainda e felizmente líder do PSD engoliu tudo o que de mau previu e mandou a Maria Luís dizer que o mérito do crescimento de 2,8% no primeiro trimestre era todo dele. Já deve ter mudado de opinião, João Salgueiro uma das vozes argumentativas da direita veio agora dizer que o crescimento se deve aos problemas no Médio oriente e no Mediterrâneo.

Foi também nesta semana que os monárquicos declararam apoio á candidata do CDS a Lisboa, com Nuno da Câmara pereira a fazer o elogio de Assunção Cristas usando termos que lembram a famosa explicação dada pelo ministro da Administração interna do governo nado morto de Passos, para o temporal de Albufeira. Nuno da Câmara pereira elogios dotes femininos de Assunção cristas, um verdadeiro modelo de mulher cristã. "Como mulher, a dr.ª Assunção Cristas sabe bem que, para se trabalhar, não se pode usar espartilho nem a saia travada, a saia tem de ser larga e, se necessário, vestir calças, que ultimamente não se sabe onde andam, custam a ver"

Quem apareceu na corrida autárquica a Lisboa foi um atual Teresa leal Coelho e há algumas semanas atrás terá sido indicada por Passos Coelho para o frete da candidatura à capital. A pobre senhor, sem grandes ideias além de uma creche em cada bairro, lá foi imitar a foto de Assunção cristas, que já tinha escolhido o Miradouro de São Pedro de Alcântara, para mostrar aquilo a que o povo chama de “pernão”, sem saia travada e muito menos espartilho, como um estampado de kiwis a lembrar uma salada de frutas.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Teresa leal Coelho

Assunção cristas foi ao parlamento pedir uma estação do Metro em cada esquina, Teresa Leal Coelho não quer ficar atrás e oferece uma creche em cada bairro. Para além de mais baratinha nas propostas, a candidata do PSD revela uma grande falta de visão para a capital e limita-se a oferecer onde os outros ainda não ofereceram nada.

Pelo caminho fiou a acusação ao actual governo de ter reduzido as carruagens do Metro, quando sabe que foi o governo do seu partido que paralisou todos os projetos do metropolitano de Lisboa, que quase ficou sem equipamento circulante em condições.

«Não se poupou nas acusações, nem sequer no vocabulário. Na convenção autárquica do PSD, em Lisboa, criou-se a oportunidade para desferir vários golpes nas esquerdas que se uniram para governar o país, a solução conhecida como “geringonça”. Foram sobretudo os sociais-democratas Carlos Carreiras e Teresa Leal Coelho que puseram os pontos nos is: a candidata à Câmara de Lisboa defendeu que também os lisboetas estão a pagar o preço da “geringonça” e o ainda autarca de Cascais teceu muitas e muitas críticas a socialistas, bloquistas e comunistas. Até mal-educado chamou ao seu adversário da CDU no concelho, Clemente Alves.

Teresa Leal Coelho começou por criticar as políticas do Governo em relação ao metro, acusando-o de, por exemplo, diminuir o número de carruagens. “O Governo diminui o défice à custa de cativações e quem se trama é não só, mas também, o cidadão de Lisboa”, disse. E o raciocínio continuou em relação à Carris: a municipalização da Carris e o “rasgar” do contrato de concessão defendido pelo PSD mais não é do que o preço que o executivo de António Costa “paga para ter o apoio do PCP”, e também do Bloco de Esquerda. Mais, insistiu: a autarquia vai buscar dinheiro à EMEL para pagar a “dívida operacional da Carris”. A candidata acusou a EMEL de duplicar as receitas, fazendo uma “caça à multa” e espalhando mais parquímetros pela cidade. Mais uma vez: “Os cidadãos que trabalham em Lisboa estão, por via da EMEL, das taxas e dos impostos, a pagar o preço da geringonça”, afirmou. Esta linha de pensamento só podia culminar com “uma das primeiras medidas” de Teresa Leal Coelho: “Deixar de colocar os cidadãos de Lisboa como avalistas para a sustentação do Governo.”» [Público]

sábado, maio 20, 2017

A reforma que mais falta faz

Passos Coelho já não tem discurso, já não sabe se deve anunciar a vinda do diabo, se o melhor é tirar férias porque o governo vai cair, se deve dizer que tudo falhar ou assegurar que tudo o que de bom venha a suceder a ele se deve. Se fosse um pouco mais inteligente poderia aproveitar as autárquicas para ignorar esta fase má em que tudo corre bem ao país e dedicar-se às temáticas locais, parasitando um ou outro dos seus autarcas mais exemplares. Fazia como Assunção Cristas, propunha muitas estações de metropolitano, sugeria rotundas e outras obras e esperava que o tempo fosse passando, mais tarde ou mais cedo poderia acontecer algo de mau que o ajudasse.

Mas a lucidez política de Passos não é muita, compreende-se, tudo lhe corre mal desde aquela malfadada hora em que chamou cata-vento a Marcelo, desde então falhou em tudo, pensava que uma vitória de Marcelo dependia do seu apoio e enganou-se, imaginava que a esquerda nunca se uniria e lhe bastaria uma vitória pequenina e está na oposição, esperava que o país precisasse de um segundo resgate e é ele que está à beira de ter de ser resgatado.

Prometeu que não tiraria consequências das autárquicas no plano nacional isto é, que não se demitiria por maior que fosse uma derrota nestas eleições e agora usa os jantares de lombo assado da campanha autárquica para ter antena ao nível nacional. Parasita as iniciativas dos seus autarcas para ganhar a notoriedade nacional que não consegue nos debates parlamentares. Opta por discursos sem contraditório para criticar o governo à sexta à noite.

Sem argumentos a sua lenga, lenga é sempre a mesma, as reformas, as reformas que ele fez e o governo não faz. Mas de que reformas fala Passos? Só pode ser da reforma dos cortes de vencimentos e das pensões, o aumento do IVA na restauração e os feriados transformados em dias nacionais de trabalho escravo.

Nos últimos anos foram feitas algumas reformas, uma reforma laboral iniciada e feita em grande medida durante o governo de Sócrates, uma reforma do regime da Função Pública feita igualmente por Sócrates, uma reforma da legislação do arrendamento iniciada antes de Passos e uma reforma do imposto sobre o património feita pró Manuela Ferreira leite. De que reformas que fala o senhor das reformas, provavelmente refere-se à sua própria reforma, aquela que para muitos, principalmente os do seu próprio partido, é a reforma mais urgente de que o país carece.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Marisa Matias

Ainda passou pouco mais de um ano e Marisa Matias já anda a avaliar quem ganha mais com a geringonça. Enfim, uma visão de merceeiro.

«Quem tem capitalizado mais a geringonça tem sido o PS, mas ele sabe que o fez com muitas medidas exigidas pelos partidos da esquerda”, diz Marisa Matias, eurodeputada do Bloco de Esquerda, em entrevista ao “i” esta sexta-feira.

Para a bloquista, o Governo de António Costa não deve ultrapassar os seus parceiros pela esquerda e correr para uma maioria absoluta, pois os portugueses sabem que o BE e PCP têm contribuído para sucesso da governação. “O PS governar sozinho, até agora, significou a obediência total à UE e com políticas liberais. E levaria a um grande afastamento das pessoas, como sucedeu com os sociais-democratas noutros países da Europa. Não interessa a lógica do quanto melhor pior. Nem podemos estar na política numa lógica calculista ou eleitoralista”, explicou.

A União Europeia é uma questão que não pode ser adiada indefinidamente entre o PS, o BE e o PCP, lembrou ainda Marisa Matias. “Acho que a destruição económica e social do país foi tão grande [nos últimos ]anos que, mesmo havendo uma divergência política grande entre os partidos que compõem a geringonça em relação à UE, há margem de manobra suficiente para se poder melhorar a vida das pessoas. No entanto, acho que não se consegue evitar a questão europeia muito mais tempo”, alertou.» [Expresso]
      
 Passos pode continuar a ter esperança
   
«A agência Moody’s defende que, para que o rating de Portugal, que continua em nível de alto risco (lixo), seja reclassificado é preciso que “a consolidação orçamental acelere de forma significativa, em comparação com as expetativas“. “Um crescimento económico muito mais robusto do que o previsto também seria benéfico”, acrescenta a agência de rating que, para já, prevê que o défice de 2018 seja o dobro do que o Governo prevê e que o crescimento económico, em vez de acelerar, abrande. “Apesar da recuperação do crescimento no curto prazo, as perspetivas económicas a mais longo prazo continuam a ser moderadas”, lamenta a agência.

As declarações constam de um relatório publicado esta sexta-feira, precisamente duas semanas depois da data que a Moody’s reservara para mexer no rating de Portugal. Como já aconteceu no passado, a Moody’s ignorou essa data mas, poucos dias depois, publicou um relatório onde não altera a notação de risco, que continua um nível abaixo de investimento de qualidade, e no qual faz uma atualização das suas principais ideias sobre o país.» [Observador]
   
Parecer:

Isto dá muito alento a Passos e Maria Luís.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Somos uns sortudos, temos todos mais 20 cm!
   
«O Presidente da República considerou esta sexta-feira que a vitória de Portugal na Eurovisão reforçou de tal forma a autoestima dos portugueses que todos ficaram com “mais 20 centímetros” e agora “acham que vão ganhar tudo na vida”.

Num encontro com estudantes de português, num anfiteatro da Universidade de Zagreb, Marcelo Rebelo de Sousa contou que, na noite da vitória de Portugal, o primeiro-ministro, António Costa, lhe enviou uma mensagem telefónica a perguntar: “Senhor Presidente, está a ver a votação da canção?”.

«Eu estava. Ele próprio estava estupefacto, admirado por tantos votos de numa canção portuguesa – porque nós normalmente tínhamos, ou os votos da Espanha, que percebia um pouco de português, ou trocávamos os votos com a Espanha, ou tínhamos os votos de quatro, cinco países, poucos votos”, explicou, provocando risos.»

O Presidente da República, que respondia a uma pergunta de um estudante croata sobre o significado da vitória no festival da Eurovisão, descreveu: “De repente, começámos a ver aquilo, começou todo o português a telefonar a todo o português: Estás a ver? Vamos ganhar a Eurovisão?”.» [Observador]
   
Parecer:

Gostei da ideia dos 20 cm, como diria o Mota Amaral é um belo número!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Cristas fez as contas
   

«O projeto de Assunção Cristas para a expansão do Metro de Lisboa custaria 1.876 milhões de euros, cerca de 144 milhões de euros por ano até 2030. Os detalhes do plano de construção das 20 novas estações do metropolitano fora apresentados esta sexta-feira pela líder do CDS, que aproveitou para deixar uma resposta aos que tem ridicularizado a estratégia do partido: “Não é uma megalomania, como alguns querem fazer crer. É um projeto com os pés bem assentes na terra e com princípio, meio e fim”, afirmou a líder democrata-cristã e candidata à câmara de Lisboa.

Na apresentação das linhas orientadoras do projeto de expansão do Metro, na sede do partido, Assunção Cristas garantiu que, apesar de “ambicioso e com rasgo”, o plano é perfeitamente “realista” e exequível. Acompanhado por Carmona Rodrigues, ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e por Miguel Moreira da Silva, coordenador do projeto, a líder do CDS fez questão de lembrar que o projeto foi analisado durante “os últimos oito meses”, tentando assim rebater a tese, alimentada pelos opositores, de usou a expansão do Metro como trunfo eleitoral artificial e demagógico.» [Observador]
   
Parecer:

parece que a senhora sabe fazer contas, agora aguardamos que diga que obras devem deixar de ser feitas para que a sua proposta seja aprovada.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se.»

 Estes portugueses são uns tontinhos
   
«O Presidente da República, que respondia a uma pergunta de um estudante croata sobre o significado da vitória no festival da Eurovisão, descreveu: "De repente, começámos a ver aquilo, começou todo o português a telefonar a todo o português: Estás a ver? Vamos ganhar a Eurovisão?".

"Eu nessa noite fiquei muito feliz, mas fiquei preocupado, porque pensei: agora os portugueses acham que vão ganhar tudo na vida", prosseguiu.

Marcelo Rebelo de Sousa provocou mais risos na assistência quando relatou que no dia seguinte, quando fazia compras num hipermercado, foi abordado por uma portuguesa que lhe disse: "Presidente, logo à noite vamos ganhar o campeonato de ginástica rítmica".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O que nos vale é termos o senhor professor para nos explicar as coisas como a criancinhas de quatro anos e a dizer-nos no que devemos ou não acreditar.  O problema é que os estudantes croatas que ouviram as últimas baboiseiras de Marcelo poderão ter ficado a pensar que somos mesmo os idiotas a que Marcelo se referiu.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Agradeça-se ao senhor professor por ajudar os palerminhas dos portugueses a saberem no que podem acreditar.»