terça-feira, dezembro 05, 2017

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Pedro Passos Coelho

Não foi um qualquer ministro das Finanças a ser escolhido para presidir ao Eurogrupo, foi o minsitro de um governo que durante quase dois anos foi considerado quase ilegítimo pelo ex-primeiro-ministro que não conseguiu uma maioria parlamentar, foi o mesmo ministro que a ex-ministra tentou humilhar com exercícios de aritmética, foi o mesmo que seria responsável pela vida do diabo.

Ouvir os dois candidatos à liderança do PSD sugerir que a escolha de Centeno era em 50% resultado do trabalho de Passos Coelho só pode merecer uma gargalhada, mas as declarações desses dois artistas tiveram o mérito de trazer o ex-primeiro-ministro para o centro do debate. É impossível falar de Centeno sem referir Passos Coelho, sem recordar da exigência de sujeitar as suas propostas a um visto prévio ainda antes das eleições, das gargalhadas com que o tentou humilhar na sua ida ao parlamento, da forma desprezível como se comportou durante mais de um ano, convencido do fracasso do agora ministro.

A escolha de Mário Centeno é um espinho na garganta de muitas personalidades de direita, mas em relação a Passos Coelho é mesmo humilhante, ver aqueles a quem Passos foi pedir em Madrid, na reunião do Partido Popular Europeu, para chumbarem o novo governo ajudando-o a regressar ao poder, decidirem agora escolher Centeno para presidir ao Eurogrupo é uma chapada demasiado violenta para alguém a suportar.

Depois de forçado a abandonar a liderança do PSD, Passos é humilhado pelos seus parceiros europeus, incluindo a senhora Merkel a quem ele foi tão subserviente, em frente de quem chicoteou os portugueses pensando que assim a Europa reconheceria nele um grande líder. A escolha de Centeno é a derrota mais humilhante que Passos e todos os que apoiaram a sua política, de Teodora ao Costa, de Marques Mendes ao João Duque, de Jorge Ferreira ao redator da Voz do Povo, de Cavaco Silva a Paulo Portas.

À direita anda só encontrei um comentador com lucidez, foi AlexandreHomem Cristo, no Observador:

«Ora, a extinção dessa associação expõe finalmente, no discurso da direita, o grande vazio de ideias com que tem feito oposição desde 2015: se não puder acusar a geringonça de ser irresponsável na gestão das contas públicas, que alternativa propõe a direita ao país? Nenhuma. Não se percebe qual é o projecto do CDS e percebe-se que o PSD não tem projecto. É, aliás, essa a nota dominante da actual campanha interna dos sociais-democratas – cujo partido, pela dimensão, tem a responsabilidade de liderar um projecto alternativo à frente de esquerda. Nem Rui Rio nem Santana Lopes são capazes de se definirem de direita, nenhum trouxe propostas para modernizar a política portuguesa, e a ambos falta a capacidade para desencostar o PSD ao Estado, abrindo as portas à sociedade civil – como bem notou Henrique Monteiro. Eis, portanto, a direita num beco. Em parte, porque lá se colocou a si mesma. Em parte, porque a vitória de Mário Centeno representa a derrota final do seu discurso político. E agora? Agora o tempo acabou: o que nos próximos meses a direita fizer para sair deste beco vai definir onde chegará nas eleições legislativas de 2019.»


 Partidinha de 1.º de Abril

Uma partidinha de 1.º de Abril é alguém ter telefonado ao ex-presidente do SEF, este ser acusado de corrupção passiva e o que meteu a cunha andar por aí a dizer patacoadas e a meter mais cunhas. Enfim, há gente que não é mesmo para levar a sério.

 Já nem o consigo ouvir

O Paulo Portas não consegue estar calado, fala, fala e já não suporto ouvi-lo.

 Uma perguntinha a Marcelo

Nestes dois anos o governo não tem sido rigoroso nas contas públicas porque Centeno ainda não era presidente do Eurogrupo? Ao dizer que agora o governo não pode ter desvios nem aventuras, está a sugerir que tal ocorreu em 2015 e 2016? Enfim, quem muito fala pouco acerta.

 O CDS vai ser mais vigilante

Será que vão meter um espartilho na Cristas porque a rapariga está mais gordinha?

 Passos Coelho já partiu

Foi essa a sensação com que o PSD nos deixou ao comentar a eleição de Mário Centeno. Quanto á reação do PCP também nos mostrou que Jerónimo de Sousa não partiu e que o PCP nem mudou, nem nunca mudará.

 Argumento de ordem psiquiátrica

Um dos argumentos psiquiatricamente mais questionáveis que temos ouvido desde que se percebeu que Mário Centeno seria a escolha mais provável para a presidência do Eurogrupo é que depois disso há garantias de que agora sim, Portugal tem garantias de que as regras iriam ser cumpridas. Ainda bem que Cavaco não se lembrou de que só com Centeno é que as regras seriam respeitadas, teria condicionado a nomeação de Costa como primeiro-ministro à eleição de Centeno para este cargo.

Numa escala psiquiátrica teríamos Marcelo no primeiro nível e Assunção Cristas já num nível de demência, com o deputado Pacheco do PSD a meio da tabela. Assunção Cristas meteu os pés pelas mãos dizendo que Centeno era uma desgraça para Portugal e agora iria ser uma desgraça para a Europa, mas como ia para presidente do Eurogrupo o país ficava sem norte por não ter ministro.

Marcelo roçou o divertido, ele que há um par de meses andou a ler os SMS privados de Mário Centeno deixando no ar a ameaça de demissão de ministro, veio agora recordar que Centeno até era o patinho feio. De caminho lá veio com o argumento de toda a direita, que agora agora não podia haver desvios nem aventuras. Isto é, até parece que nestes dois anos o país andou em desvios e em aventuras porque não tendo responsabilidades não estava obrigado a respeitar regras.

É caso opara perguntar, anda tudo maluco?

O ministro é o mesmo, o Eurogrupo é o mesmo, as regras são as mesmas, quem gosta de ler os SMS alheios é o mesmo, o primeiro-ministro é o mesmo, a geringonça é a mesma. Nada mudou, apenas ficámos a saber que o ministro português das Finanças conquistou a confiança dos seus pares e conseguiu convencê-los de que há mais finanças para além da austeridade cega e castigadora.

      
 Blá, Blá, Blá pesidencial
   
«Elogios e avisos. Perante a iminência da eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo, Marcelo Rebelo de Sousa avisa que, sendo “bom para Portugal”, tudo o que é bom tem um preço e esse preço vai ser a exigência acrescida da União Europeia ao caminho financeira.

“Tudo tem um preço na vida, não se brinca em serviço. O Orçamento para 2019 e a execução para 2018 têm de corresponder à exigência de alguém que dá o exemplo no Eurogrupo. Há que continuar a ter muito juízo na linha definida e não ter aventuras”, afirmou o Presidente da República aos jornalistas à saída do Centro de Apoio aos Sem-Abrigo (CASA) da Almirante Reis (Lisboa).

Marcelo até começou com os elogios, quando afirmou que a eleição de Centeno “representa o reconhecimento do percurso que Portugal fez, é bom para o Governo, porque representa o reconhecimento daquilo que fez nos últimos dois anos, é bom para o ministro das Finanças, é o reconhecimento dos seus parceiros na UE sobre as políticas que dirigiu a nível financeiro”. Sublinhou mesmo que Centeno era “o patinho feio, para muitos muito feio, há dois anos”, e agora é “o cisne resplandecente”.» [Público]
   
Parecer:

Marcelo Rebelo de Sousa diz tantras banalidades que se arrisca a ficar conhgecido pelo Mr. Banal. A necessidade de comentar tudo e de chamar a si todo o protagonismo quando algo de bom sucede leva-o a falar como se fosse uma metralhadora falante, o resultado é um discurso cada vez mais pobre, mais próximo do jornalista da agência noticiosa, que faz comentários para outros reproduzirem, do que de um Presidente que se quer dar ao respeito e ser respeitado. Marcelo fala tanto e diz tantas banalidades que são cada vez em maior número aqueles que já não o querem ouvir.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Soria-se por condescendência.»
  
 Não é Trump que escreve os tweets?
   
«No sábado, o Presidente norte-americano afirmou que despediu Michael Flynn do cargo de conselheiro de Segurança Nacional “porque ele mentiu ao vice-presidente e ao FBI”. No entanto, o tweet de Trump pode trazer problemas ao líder da Casa Branca, uma vez que com esta declaração pode estar a admitir que já tinha conhecimento das mentiras de Flynn. O que significaria que a demissão de Flynn foi uma obstrução à justiça e uma tentativa de influenciar as investigações relacionadas com as ligações da sua campanha à Rússia. 

Este domingo, num esforço de conter as consequências da publicação, John Dowd, um dos advogados de Trump, declarou-se o autor do tweet em questão, assumindo as responsabilidades (e eventuais consequências) da afirmação.» [Público]
   
Parecer:

É pior a emenda do que o soneto, agora temos um Presidente virtual que não sabem o que escrevem em nome dele nas redes sociais.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

segunda-feira, dezembro 04, 2017

A CHAPADA SEM MÃO

Aquilo que é mentira a 1 de abril pode ser a verdade do 4 de dezembro...
A citação não é do zipadinho, mas foi inspirada no seu brilhantismo televisivo.



Se uma chapada sem mão partisse os dentes à vítima, a esta hora Marques Mendes estaria no dentista reparando a sua dentuça, isso se não tivesse ficado com uma fractura no maxilar e condenado a comer por uma palhinha durante um par de meses. Estaria cheio de sorte, porque se a palmada fosse de cima para baixo ainda alguém se lembraria de o devolver à escola primária. Marques Mendes teve, neste domingo, uma excelente oportunidade de pedir desculpa a Centeno e aos que o ouvem na SIC, mas com a ajuda da jornalista preferiu ignorar a figura triste que fez no passado. Mesmo assim e por mais charlatão que seja Marques Mendes, é impossível que não tenha sentido o violento estaladão que levou.



Quando não sabia como criar mais dificuldades à formação do governo, Cavaco Silva tirou seis condições da sua manga costurada no Rosa & Teixeira. Que para formar governo Costa teria de dar garantias adicionais sobre a aprovação de orçamentos de Estado, o cumprimento das regras de disciplina orçamental da zona euro e à estabilidade do sistema financeiro. Como se sentirá este senhor que mandou Portugal à porta do FMI quando era ministro das Finanças ao revalorizar o escudo com intuitos populistas, destruindo a competitividade das empresas, que deixou o seu governo em dificuldades financeiras, chegando ao ponto de pagar vencimentos com títulos do Tesouro, que se candidatou a Presidente para ajudar com os seus conhecimentos de economia e depois não sabia gerir as suas pensões e para terminar e, a cereja em cima do bolo, ousou colocar condições para aceitar a nomeação de Costa como primeiro ministro? A mera hipótese de Centeno ser presidente do Eurogrupo é como uma missa do sétimo dia de um cavaquismo já morto e devidamente enterrado. Mas convém não esquecer esta "filoxera" que nos atacou durante quase duas décadas.



Em termos académicos as habilitações de Maria Luís Albuquerque não passariam da primeira fase de uma candidatura a um doutoramento nas melhores cem universidades do mundo. Isso não impede que a senhora diga o que lhe vai na cabeça, ainda que esta não seja grande coisa em aritmética. Na entrevista que deu à SIC Notícias em 14 de setembro de de 2016 Maria Luís Albuquerque sentia-se como peixinho a água, animada por Jorge Ferreira, o seu admirador número 1, a funcionária do banco inglês achou que podia dispensar os travões e disse o que lhe ia na alma. Ao considerar o défice de 3% em 2016 "aritmeticamente impossível" Maria Luís não se limitava a discordar de uma política, estava a desvalorizar inteletualmente o seu sucessor, a humilhá-lo em público. A iletrada pagou bem caro a sua ousadia e durante este fim-de-semana prolongado já deve ter gasto o stock de Alka-Seltezer da farmácia de serviço, diria mesmo que Centeno está cheio de sorte, correu um sério risco de levar umas pantufadas do marido da senhora, famoso por defender agressivamente a sua (ainda?) dama.

Recorde-se que Setembro de 2016 era o mês em que o diabo deveria vir, esta entrevista da iletrada foi dada dez dias antes de sair o relatório de execução orçamental, que deveria tornar pública a desgraça e consequente chegada do diabo, anunciada por Passos Coelho na festa do Pontal. Tal como Passos também Maria Luís acreditou na  vinda do diabo. Provavelmente teve razão, desde então que a vida política deste casam malfadado foi um inferno.



Um dos momentos mais ridículos, baixinhos e caricatos deste PREC marcelista, onde os beijinhos e abraços e beijinhos se misturam com a definição espontânea e apressada de novas prioridade, onde os poderes presidenciais dão lugar ao paternalismo e onde o poder presidencial é alimentado por likes e novos amigos, foi o incidente dos SMS de Mário Centeno. A democracia desceu a um novo patamar quando Marcelo chamou Lobo Xavier a Belém para, de acordo com a imprensa, ler comunicações privadas de um cidadão. mas o mais divertido deste momento negro da democracia é o jornal da família vir dizer que Marcelo se sentia traído, como se sentiria então alguém ao saber que o Presidente da República estava lendo as suas mensagens privadas? Mas graças a mais um gesto de bondade de Marcelo Centeno sobreviveu, esperemos agora que Marcelo não queira ler as mensagens entre Centeno e a senhora Merkel ou o presidente do BCE ou a sugerir que é graças ao seu estilo avô Boca Doce que Centeno foi eleito presidente do Eurogrupo.



Há expressões populares que por mais brejeiras que pareçam são incontornáveis, por mais que tentemos não encontramos forma de colocar o que pensamos no papel. É o que sugere a postura de Passos Coelho quando Mário Centeno foi ao parlamento pela primeira vez, armado em primeiro-ministro no exílio que só estava ali fazendo um frete pois esperava pela vinda da ajuda do mafarrico, agendada para Setembro de 2016. O jornal da família não perdeu a oportunidade e juntou-se a Passos Coelho na ridicularização de Mário Centeno, anunciava com gozo que Passos Coelho tinha chorado até às lágrimas na primeira aparição parlamentar de Centeno. Sentindo-se num casting do La Feria o líder do PSD fez a encenação do choro para o jornalista do Expresso. Enfim, alguém lhe deveria ter dito aquilo que o povo pensou "ri-te, ri-te, quando souberes que é no ... até choras!".



Terem nomeado a Dra. Teodora Cardoso para presidente dessa instituição desnecessária que é o Conselho de Finanças Públicas foi como se tivessem metido uma palhinha no rabo da economista em fim de carreira, uma licenciada em economia que tinha sido funcionária do BdP. A importância chegou-lhe à cabeça e fê-la perder a noção da realidade. Desde que Mário Centeno apareceu na apresentação dos cenários macroeconómicos que a Dra. Teodora é uma incansável opositora, cometendo mais erros aritméticos do que a Maria Luís poderia imaginar que alguém conseguisse cometer.  Aliás, a senhora é tão desastrosa que uma semana antes de Centeno ser candidato a presidente do Eurogrupo ainda fez uma tentativa derradeira de o destruir comparando as suas políticas à de Salazar.

Por fim, fica um vídeo dedicado ao Dr. Carlos Costa, governador do BdP, personalidade que pela sua dimensão pouco mais merece do que um sorriso:

OS DISPARATES



Que Centeno era agora o defensor da austeridade ou porque teria de o assumir estaria de partida, ouvi Duque dizer na TSF. Que teria de dar atenção às suas funções de ministro, disse um Marcelo que parece gostar de ler os SMS dos ministros gentilmente mostrados pelo seu amigo e conselheiro Lobo Xavier. Que a escolha de Centeno era mérito deste e do anterior governo.

Se quando se falou da candidatura de Centeno Marques Mendes, no papel de bobo da corte, disse que isso era mentira de 1.º de Abril, desde que se confirmou o apoio de alguns países às sua candidatura parece que o país regressou ao Carnaval, agora com bem mais do que três dia. Os disparates e as palhaçadas são tantas, que até parece que os políticos da direita decidiram ir todos aos circos, que como se sabe reabrem as tendas nesta época natalícia. 

O único que ficou calado foi Passos Coelho, é caso para dizer que gato escaldado de água fria quente tem medo, aprendeu a lição, sempre que se meteu ou mandou a Maria Luís meter-se com o ministro das Finanças as coisas correram-lhe muito mal. Passados dois anos os momentos mais ridículos do ex-primeiro-ministro e da sua ex-ministra das Finanças tiveram Mário Centeno como protagonista. Desta vez teve o cuidado de abrir a boca, nem sequer fez aquilo que nestas circunstâncias os políticos da oposição fazem, dizer que se empenharam na nomeação telefonando aos seus amigos europeus. Pelos vistos nem sequer a sua tia Merkel já lhe atende as chamadas.

A mera hipótese de Centeno ser elegível para presidente do Eurogrupo é um pesadelo para o que a coberto da Troika e do memorando tentaram impor uma agenda ao país que nada tinha que ver com a crise financeira. Desde os executores desta política, vivos ou mortos, a entidades como o presidente do muito caladinho presidente do BdP deverão estar neste momento a engolir pastilhas de Alka-Seltzer, umas atrás das outras.

Não admira a desorientação de tantas personalidades da direita, há dois anos seriam necessários requintes de malvadez para imaginar forma tão humilhante de calar esta direita de Marcelo, Marques Mendes, Assunção Cristas, Maria Luís, Cavaco Silva, Duques e ternos, Santana Lopes e Rui Rio, Carlos Costa, o recordista do rigor orçamental Miguel Cadilhe, Luís Campos e Cunha, João Salgueiro e muitos outros, para não referir muitos outros, incluindo os que a natureza levou.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Pedro Santana Lopes

O que é feito do Santana Lopes original, não era grande coisa mas surpreendia e tinha ideias próprias. Este falso Santana Lopes é um copista de Marcelo. Por pouco enganava-se e em vez de defender que o desenvolvimento do interior é um desígnio diria que é mais uma das prioridades, tal como faz quase diariamente o original deste pobre Santana.

«O candidato à liderança do PSD Pedro Santana Lopes afirmou neste sábado que o desenvolvimento do interior é um "grande desígnio", pelo que lamentou que nova empresa pública de gestão da floresta fique sediada em Lisboa.

"Só não consigo dizer que essa é a principal [prioridade] porque o crescimento também o é e as políticas sociais também, mas é um comprometimento muito forte", afirmou. Pedro Santana Lopes falava no Fundão, distrito de Castelo Branco, onde participou na sessão com jovens sociais-democratas.

Questionado pelos jornalistas sobre as ideias que tem para o interior do país, o candidato à liderança social-democrata lembrou que "há muitos anos" que defende essa causa e garantiu que nos próximos anos trabalhará para concretizar "o sonho de reequilibrar o território português".» [Público]

 A ida de Durão Barroso para a Comissão

É uma injustiça dizer que o país não ganhou nada com a ida de Durão Barroso para a Comissão Europeia. Até é uma pena que não tenham io mais umas quantas personagens que ainda andam por aí.

 Jerónimo de Sousa e Mário Centeno

Nunca Jerónimo de Sousa esperou ver um estudante da UEC ser Phd em Harvard e chegar a presidente do Eurogrupo, o normal teria sido estudar em Moscovo e agora ser professor numa escola secundária do Alentejo. Enfim, num mundo em mudança só o Jerónimo de Sousa e que não muda.

domingo, dezembro 03, 2017

Semanada

Os candidatos à liderança do PSD tiveram a mais brilhante das ideias sobre como desvalorizar uma eventual escolha de Mário Centeno para presidir ao Eurogrupo, lembraram-se dos parabéns dados por Marcelo aos dois governos aquando fim do processo por défices excessivos e acharam que esta escolha era um prémio tanto para o governo de Cosa, como para o de Passos Coelho. Esta gente está muito esquecida do que andou a dizer nestes dois anos, aliás, já nem se lembram, do que disseram do OE para 2018. No caso de Rui Rio a posição é ainda mais ridícula, não se percebe porque andou quatro anos a atacar Passos Coelho.

Costa prefere outra abordagem, cedo fez constar que estamos perante um sucesso diplomáticos e que o seu papel junto de líderes como a senhora Merkel tinha sido determinante. Na reunião dos socialistas europeus voltou ao tema e ainda Centeno não foi escolhido e já o primeiro-ministro se assume como o ideólogo da moeda únicas.

No meio disto quem anda com muito azar é a Dra. Teodora Cardoso, depois de ter assumido o papel de mãe da austeridade a pobre senhora não acertou com um único dos seus maus agoiros previsionais, talvez tão irritada com tanto falhanço a pobre mulher voltou ao ataque e fez comparações entre Salazar e Centeno. Bem, agora que Centeno pode vir a ser presidente do Eurogrupo preparem-se, daqui a uns tempos Centeno será comparado com Hitler.

Já quase nem se fala da mudança do INFARMED, aprece que o assunto vai ficar esquecido e o governo acabará por colocar uma telefonista no Porto. Só não percebe porque motivo Medina veio a dizer que não via problemas na mudança do INFARMED. Será que os organismos públicos da Administração Central com sede em Lisboa vão passar para a tutela do autarca? Pela forma como produz postas de pescada parece que sim.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Marcelo Rebelo de Sousa, comentador televisivo

Compreende-se que Marcelo se sinta incomodado, habituado a tratar os ministros como se fossem criancinhas o "avô" Marcelo sente-se incomodado por ver um dos seus meninos crescer ao ponto de ter tamanho demais para apanhar palmatoadas, como Centeno na presidência do Eurogrupo como é que o Presidente da República poderá voltar a chegar oa ridículo de o cahmar a Belém para ler os seus SMS?

Aceita-se que Marcelo se esqueça de que é Presidente da República e diga uns bitaites na qualidade de comentador televisivo, aliás, desde que as boas abertas liam o boletim meteorológico que ninguém aparecia nas televisões diariamente, incluindo sábados, domingos e feriados, para fazer p+revisões e analisar as várias zonas frontais que pairam no país. Marcelo não é um Presidente é um Presidentário, isto é, um presidente diário.

Mas vir dizer que é trabalho demais para Centeno ou que o ministro não deve perder o rumo das finanças nacionais roça o ridículo. Se ser presidente do Eurogrupo impedisse um ministro de assumir as responsabilidades nacionais, então apenas o ministro das Finanças do Luxemburgo poderia ser candidato ao cargo. Ou será que  Marcelo está convencido que o único português com capacidade de trabalho é ele?

Compreende-se perfeitamente as dificuldades políticas de Marcelo, depois de os incêndios não terem queimado o PS nas sondagens e encostado cada vez mais à candidatura de Santana Lopes à presidência do PSD, o prior que poderia suceder a Marcelo seria a sua capacidade de prejudicar eleitoralmente o PS ficar limitada pelo sucesso nacional e internacional do governo.

Marcelo quer dar ares de que pode ou não ajudar o PS e o governo, esperemos que não tenham de ser o PS e o governo a ajudar Marcelo Todos estes afetos e bla bla de Marcelo são muito bonitos mas mais tarde ou mais cedo virá o desencanto, verão que não é por Marcelo servir umas sopas aos pobres que acaba a pobreza ou por ele ter muitos likes e definir muitas prioridades que o país fica rico. A sua demagogia e populismo terão de enfrentar a realidade e a realidade é que Marcelo pode dar muitos abraços e beijinhos, mas não dá de comer a ninguém.

«O Presidente da República veio pôr freio no ânimo sobre a candidatura do ministro das Finanças Mário Centeno à liderança do Eurogrupo. Marcelo Rebelo de Sousa considera que “pode haver votos dispersos por vários candidatos” e avisa Centeno que “é fundamental não perdermos o rumo em matéria de financeira”.

A candidatura de Centeno ao Eurogrupo foi oficializada na última quinta-feira, com o ministro das Finanças português a partir como favorito, mas Marcelo adverte: “Isso de cantar vitórias… é como o resultado do desafio antes do termo do desafio”. E também diz que considera “bem possível que haja um resultado que se traduza por uma dispersão de votos, mas em que haja um núcleo duro forte e claramente maioritário a favor do ministro das Finanças português”. “Resta saber se existe uma maioria clara”, a favor de Centeno, “neste momento parece que sim, mas a votação é só na segunda-feira”, atirou em declarações aos jornalistas na noite de sexta-feira, à margem de uma iniciativa do Banco Alimentar.

O chefe de Estado considera que “é muito trabalho para ele [Centeno], mas quem corre por gosto não cansa” e mostra preocupação com o rumo das finanças nacionais. Apesar de dizer que, caso ganhe, o ministro português vai ter de “estar na Europa atento ao que é fundamental” para ela, Marcelo diz que Centeno não se pode “esquecer que começou por ser ministro das Finanças português e que só chega lá por se ministro das Finanças português. Não caiu do céu”, sublinhou para logo depois acrescentar ser “fundamental” que o ministro não perca o pé dentro de fronteiras com a eventual nova tarefa, até porque ainda “faltam dois anos para 2019”.» []

 Artistas pelo sim


 Hipocrisia 



Hipocrisia é terem metido o Loução como consultor do Banco de Portugal, o mais duros e fundamentalista defensor das políticas da Troika, mesmo para além da presença daquela em Portugal, para agora criticarem Centeno por ser candidato à presidência do Eurogrupo por este ser defensor das políticas de austeridade.

 Calma aí Costa

Ainda Mário Centeno não foi eleito para presidir ao Eurogrupo e já António Costa se manifesta como líder europeu do Euro. Não ser´acedo demais para que Costa fale do tema?

      
 Mau precedente
   


«O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, comprometeu-se esta sexta feira a analisar o caso de um grupo de professores que se manifestaram na praça dos Restauradores, Lisboa, no final da cerimónia comemorativa do 1.º de Dezembro.

Cerca de meia centena de professores, com cartazes a reclamar “respeito” e “justiça”, procurou chegar à fala com o Presidente da República, que assistiu à cerimónia, mas não discursou, ao contrário do ano anterior, para lhe fazer chegar um protesto sobre a sua situação laboral.» []
   
Parecer:

A partir de agora sempre que se realizar uma cerimónia oficial com a Presença do Presidente da República todos os que tiverem ou pensarem que têm motivos para protestar contra uma decisão ou contra a ausência de decisão governamental organiza manifestações. É certo e sabido que Marcelo, para conseguir mais likes e dar mais afetos vai junto dos manifestantes e garante-lhes que vai avaliar o que faz, fez ou vai fazer o governo.

Portugal está a viver cada vez mais uma espécie de PREC marcelista.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Rapariga ambiciosa
   
«Assunção Cristas quer voltar ao Governo, mas defende que o CDS e o PSD devem ir separados a eleições. Em entrevista à Antena 1, que será dvulgada no sábado, por volta do meio-dia, a líder do CDS diz que quer ser poder "já em 2019" e exclui o Partido Socialista da equação política do futuro, insistindo num governo de coligação com o PSD.

Com este objectivo bem definido no horizonte, Cristas explica que lançou a iniciativa "Ouvir Portugal" para fazer com que pessoas que nunca olharam para o CDS como uma hipótese eleitoral o façam. Nesse sentido, há um grupo de independentes, entre os quais a ex-jornalista Raquel Abecasis e o consultor de Marcelo Rebelo de Sousa Pedro Mexia, que estão a colaborar com o CDS "para organizarem conferências pelo país ate às eleições de 2019".» [Público]
   
Parecer:

Continuar paspalhona como tem sido vai ser poder na junta de freguesia das Berlengas. Só alguém muito incompetente diz que vai ser governo na qualidade de acessório decorativo de uma coligação.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Fim da competição fiscal
   
«António Costa afirmou este sábado, em Lisboa, que o combate à evasão fiscal na Europa passa pelo fim da competição fiscal no interior da UE.

"Não podemos continuar a ter a competição ou dumping fiscal entre os nossos países e precisamos de mais Europa para acabar" com uma realidade que facilita a evasão fiscal das grandes fortunas e multinacionais, sublinhou o secretário-geral do PS.» [DN]
   
Parecer:

Para que não haja competição fiscal terá de haver harmonização fiscal, isto é harmonização ao nível das regras e das taxas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a António Costa se está disposto a baixar as taxas dos impostos para níveis médios europeus.»

sábado, dezembro 02, 2017

O ERRO

O maior erro que os candidatos à liderança do PSD cometeram foi terem sido incapazes de se afirmar contra as políticas de extrema-direita de Pedro Passos Coelho, pior do que isso, iniciaram as suas campanhas com uma sessão de beija-mão ao ex-líder de beatificação da sua iletrada ministra das Finanças. 

Da parte de Santana Lopes isso era de esperar, afinal o ex-líder e agora recandidato a líder do PSD encontrou forma de vida assumindo a liderança da Santa Casa, numa altura em que os apoios sociais eram substituídos pela caridade. Santana tinha de apoiar quem o ajudou e estar de acordo com a política de que foi serventuário. Não admira a colagem a Passos Coelho, aqui e ali salpicada por tentativas ridículas de se colar à imagem de Marcelo. Vê-lo a meditar sozinho no meio do eucaliptal queimado ou levar a imprensa até Mértola para cumprimentar a única militante do PSD daquele concelho mereceu uma gargalhada.

A maior surpresa veio de Rui Rio, depois de anos a sugerir que discordava de Passos Coelho, assustou-se com a candidatura de Santana Lopes e apressou-se a dar o dito por não dito e colar-se ao líder que pretende substituir. Pela primeira vez temos uma sucessão no PSD em que o que une os candidatos à liderança é estarem de acordo com as políticas seguidas por aquele que querem suceder e que quiseram ajudar a derrubar. Mesmo Santana Lopes faltou na hora em que Passos mais precisou dele, pior ainda, andou meses a fazer de conta que poderia ser candidato a Lisboa, para desistir num momento em que o PSD já não teria soluções. 

O país gozou o feriado do 1.º de Dezembro e as empresas não perderam competitividade, os direitos ao vencimento e às pensões foi devolvido às vítimas do ódio de Passos Coelho e o país não foi à bancarrota. Mário Centeno provou que um país pequeno e em crise não precisa de ser subserviente para com o ministro das Finanças alemão e muito menos chicotear os portugueses pensando que isso é do agrado da senhora Merkel.

A herança de Passo Coelho foi o excesso de sofrimento imposto por alguém nunca fez uma ponta do dito na vida, políticas de ódio a funcionários e pensionistas acusados de todos os males do país. Ninguém tem saudades de ver um Passos Coelho chamar piegas a todo um povo ou a vergar-se, quase batendo com o queixo no joelho, perante meros funcionários da troika.

A colagem de Santana Lopes e de Rui Rio a Passos Coelho, quando esta já não passa de um cadáver irrequieto, é um erro grave. Ao fazerem-se de herdeiros do antecessor, Santana e Rio não terão qualquer espaço para se afirmarem como alternativa. No caso de Rui Rio a situação é pior, depois de tudo o que Passos fez ao país ainda acha que é pouco, quer mais uma revolução da direita a que designou por novo 25 de Abril.
 

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
D. Duarte, 

D. Duarte não se limita a dar vontade de rir quando imitado por Herman José, o homem tem mesmo sentido de humor, talvez por isso tenha escolhido o ! de Dezembro para dizer que é o garante da independência nacional. Pois é, esqueceu-se de dizer que foi por vi das regras do regime monárquico que Portugal perdeu a independência.

«O tradicional jantar de conjurados promovido pela Causa Real celebrou-se a 30 de Novembro, no Hotel Palácio Estoril. Foi oferecida a todos os participantes do jantar uma fotografia oficial da família real com a afirmação que a independência nacional está garantida pelos Bragança.» [Flash]

 Autoeuropa

Começa a ser cansativo ouvir as notícias sobre a Autoeuropa, talvez seja melhor deixar os seus trabalhadores fazerem os referendos, até pode ser que decidam fechar a fábrica e obrigar os patrões a mandar-lhes o ordenado a casa.

Está no direito dos trabalhadores fazerem as exigências que bem entenderem aos patrões, como está no direito destes recusarem-nas. É óbvio que se a fábrica portuguesa for inviável num contexto internacional por causa das exigências dos exigentes trabalhadores portugueses, os seus donos estão no direito da encerrar por ser inviável. Da mesma forma os trabalhadores portugueses podem procurar outros empregos onde certamente conseguem melhores ordenados e horários dos que são oferecidos na Autoreuropa.

Assim, o governo português deve abster-se de se envolver numa guerra laboral a que os outros portugueses são totalmente alheios, a Autoeuropa não apaga incêndios, não emprega os muitos desempregados, não manda o peixe para as redes de pesca nem dá chuva, portanto é um problema dos patrões e dos que podendo trabalhar estão no seu direito de fazer exigências, mesmo que isso possa resultar no seu desemprego.

Se a fábrica fechar terei de dar os parabéns aos seus trabalhadores, nem todos os trabalhadores estão dispostos a dizer não aos exploradores, tendo consciência de que daqui a dois meses poderão estar na fila do desemprego e sem grande esperança de voltar a ter patrões tão maus.

 Espera aí!!!


(Clicar para ver maior)

A Taxa do BE atingia um antigo cliente de um ministro nada tem que ver com a pasta da energia, por isso, de acordo com o jornal referência da direita, há aqui motivo de notícia, logo, há motivo de suspeita, porque só uma suspeita seria notícia.

É mesmo uma suspeita do caraças, em tempos passados a empresa recorreu aos trabalhos pontuais de um grande escritório de advogados onde trabalhava o ministro, sem que este tenha tido qualquer intervenção. Esta notícia não diz só sobre o nível de miséria humana dos responsáveis pela produção do Expresso, mas também do nível de gente que grassa neste país, alguém diligente e certamente herdeiro dos melhores valores da bufaria da PIDE,achou que esta informação poderia ser útil, foi a correr ao Ricardo Costa dar conta da preciosa informação e o diretor do Expresso produziu quase uma página do semanário.

Portanto, já sabem no próximo governo de um primeiro-ministro da safra de Ricardo Costa e Pinto Balsemão só entram frades da Cartuxa que não tenham exercido qualquer profissão antes de optarem pela vida de total reclusão!

Porque será que o Ricardo Costa não manda imprimir o Expresso em papel higiénico, com notícias destas o semanário só serve mesmo para limpar o traseiro nos momentos de defecação.

 Esperem para ver


Ri-te, ri-te, quando souberes da verdade é que vais chorar de gosto e até perdes a vontade de rir

Quando se falou pela primeira vez da possibilidade de Centeno gozaram, o pequenote Marques Mendes até dizia que era mentira de primeiro de abril e Passos insinuava que a notícia tinha sido plantada pelo governo para promover o ministro das Finanças.

Agora dizem que há muito para fazer e quie o ministro faz falta cá. O mote foi dado por Lobo Xavier, mas a paspalhona da Assunção cristas achou que devia ir mais longe, defendeu que o ministro só fazia asneiras para concluir que seria uma desgraça Centeno não estar cá, mais estúpida seria impossível.

Esperemos por segunda-feira, se Centeno for o escolhido vão dizer que o cargo é meramente simbólico e só o escolheram por ser socialista.

sexta-feira, dezembro 01, 2017

A DOR DE CORNO

Apesar das amostras de incompetência que foram muitos ministros de alguns governos de direita, com o governo de Santana Lopes na liderança do ridículo, a direita gosta de passar a ideia a ideia de que tem um exclusivo do rigor e da competência, em particular na pasta das Finanças. Todos os ministros das Finanças estão na linha de Oliveira Salazar, gente rigorosa e competente. 

Gaspar era um modelo de virtudes que recordava Salazar, não tinha nascido num meio rural, mas um grande jornal descobriu com a avó Prazeres, da Serra da Estrela o tinha moldado, o ex-ministro era um suprassumo, licenciado na Católica e doutorado na Nova até fi convidado pelo ministro das Finanças para escrever um artigo para publicar no site daquele ministério. A Maria Luís era uma sumidade, com modesta formação universitária foi promovida a sumidade e até foi falar num seminário de fachada organizado igualmente pelo ministro Alemão. De Gaspar dizia-se ser ele o futuro Salazar, a Maria Luís era apresentada como o plano B de Passos Coelho.

Quando Centeno apareceu e apesar d bem mais qualificado do que os antecessores, foi tratado e gozado como se fosse um patinho feia. A incansável Teodora Cardoso desancou nele e até se ofereceu para censora oficial das suas propostas, Passos Coelho chorou até às lágrimas na primeira vez que Mário Centeno se apresentou no parlamento.

Mas as coisas não correram como a direita desejava e até o ministro das Finanças o designou por Ronaldo do Eurogrupo. As reações de inveja e de desvalorização na direita não se fizeram esperar. Quando o nome de Centeno surgiu como hipótese de presidente do Eurogrupo a direita desvalorizou, no caso de Marques Mendes até gozou, o pequenote chegou a dizer que tal hipótese só podia ser uma mentira do dia 1 de abril.

Compreende-se as manifestações de dor de corno a que temos assistido, se da primeira vez ainda houve quem defendesse que era prestigiante para o país, desta vez Lobo diz que o ministro faz falta em Portugal. Compreende-se o incómodo dos que apoiaram a política de Passos, como o pequenote, o governador do Banco de Portugal, a incansável Teodora, o comentador da TVI Marcelo Rebelo de Sousa e muitos outros, nunca lhes passou pela cabeça que o “grego” cá do sítio soubesse o que estava fazendo e convencesse a Europa rigorosa e exigente do Euro a elegê-lo. Afinal, é mais fácil convencer a senhora Merkel com inteligência, competência e honestidade, do que chicoteando os trabalhadores portugueses com cortes, perdas de direitos e acusações subliminares de gandulice.

Como é que Marcelo que chegou ao ridículo de chamar o ministro a Belém para lhe ler as mensagens de SMS trocadas com um administrador bancário, engolir agora o Centeno numa posição três palmos acima da dele? Esperemos que Marcelo não se venha a lembrar de chamar o Centeno a Belém, para que o ministro lhe mostre os e-mails que trocou com o ministro das Finanças alemão ou com a presidente do FMI. Como se sentirá Marcelo quando se arma em merceeiro esclarecido  diz que vai estudar muito bem um orçamento elaborado por alguém que até pode ser presidente do Eurogrupo, antes do OE ser promulgado pelo muito douto, curiosos e afetuoso Marcelo?

Compreende-se a dor de corno que se sente por aí, engolir o Centeno no Eurogrupo é muito doloroso. Não deve ser difícil para Passos e Assunção cristas, que foram a Madrid, onde se reuniam os seus parceiros do Partido Popular Europeu, implorar para que chumbassem o governo português e as políticas propostas por Centeno, serem agora humilhados e rebaixados ao verem algumas das mais importantes personalidades da direita Europeia a apoiarem a candidatura de Mário Centeno.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Assunção Cristas

Era difícil Assunção Cristas ter sido mais ridícula e miserável do que conseguiu ao comentar a candidatura de Mário centeno. Compreende-se a indigestão de uma menina que não foi educada a engolir sapos sem qualquer condimento. Diz que o ministro é incompetente mas que faz falta, que está preocupada com a Europa mas que o ministro faz falta em Portugal. Esta senhora é mesmo idiota.

 Marcelo vacinou-se contra a gripe




O problema agora é encontrar uma vacina que nos proteja da marcelite.

 Centeno candidato ao Eurogrupo

Espero bem que seja o escolhido, senão ainda alguém se lembra de transferir o INFARMED para Vila Real de Santo António para lhe calar o desgosto!

 Ainda que mal pergunte

Se daqui a uns tempos Centeno for presidente do Eurogrupo e ocorrer algum incidente nesse âmbito, Marcelo Rebelo de Sousa vai chamá-lo a Belém para que o ministro das Finanças lhe mostre os e-mails trocados com outros colegas europeus. Ou esta vigilância presidência só tem efeitos cá na paróquia?

 Contributos para o estudo da amnésia

Marques Mendes tem sido umas das figuras menores do país que mais se divertiu com a possibilidade de uma candidatura de Mário Centeno. vejamos algumas da s alarvidades ditas pela personagem:

2 de Abril: "‘partidinha’ próprio do dia das mentiras", "Neste momento, com tanta coisa ainda a negociar com Bruxelas e Frankfurt, é preferível não ter o ministro preso à presidência. Para já não é uma prioridade", "não é nada credível ser Presidente do Eurogrupo o Ministro das Finanças de um país que ainda está na ‘lista negra’ dos procedimentos de défice excessivo".

27 de Maio: "Primeiro, porque o ministro das Finanças alemão, que é quem vai ter a opinião decisiva na escolha, não gosta da solução de governo que há em Portugal. Segundo, e mais importante, esta decisão só será tomada depois das eleições na Alemanha. E depois dessas eleições não é líquido que haja da parte da Alemanha uma maior flexibilidade. A Sra. Merkel vai ganhar, provavelmente vai coligar-se com os Liberais, e os Liberais alemães ainda são mais radicais em relação aos países do sul que o Sr. Schäuble ou a Sra. Merkel". 

Ao longo dos meses Marques Mendes foi a voz da dor de corno e parvo, como de costume, fartou-se de gozar com o ministro das Finanças. Veremos como vai dar mais uma das suas cambalhotas.

 Fenómenos estranhos que acontecem em Portugal

Quando foi anunciado o falecimento o Presidente da República colocou no site da Presidência uma mensagem a roçar o miserável. Não faltou quem tivesse reparado e as televisões recordaram as opiniões que Belimro tinha de Marcelo, ditas numa entrevista feita no tempo da aventura de Marcelo na presidência do PSD, num tempo em que os seus likes e amizades virtuais andavam na rua da amargura. Cheiro a vingança pouco digna.

No dia seguinte ao da seca dos afetos presidenciais ocorreu um fenómeno digno do Entroncamento, o Público tem um artigo de Marcelo sobre Belmiro, que parece ter sido escrito pela escrituraria de plantão e Marcelo apareceu nas cerimónias fúnebres que a comunicação social tinha anunciado estarem reservadas à família.

Enfim, populismo a quanto obrigas...

      
 Mais uma imbecilidade
   

«Voltando à floresta e à multiplicidade de problemas que explicam os incêndios, um deles é o despovoamento do interior. Aproveitando o caso do Infarmed, o Ministério da Agricultura não seria uma das estruturas de Estado que faria sentido sair de Lisboa?

Sim, faria sentido. Fiz toda a minha carreira como funcionário do Ministério da Agricultura e aquilo que mais me entristeceu nos últimos anos, fruto de vários governos, não apenas do último, foi ter visto o sucessivo desmantelamento do ministério e particularmente nas zonas onde mais devia estar, que era nos territórios rurais. A concentração urbana no litoral, a macrocefalia de Lisboa, a concentração nas capitais de distrito do interior foi um trajecto que o Ministério da Agricultura também fez. Retirou os seus balcões concelhios onde estava o apoio aos agricultores e concentrou-os nas sedes distritais e nas sedes regionais.

E agora há intenção de reverter?

Nós temos vindo a reverter essa situação e a compensar de uma forma que se tem revelado bastante positiva, que é através das associações agrícolas que, fruto também de alguns apoios, foram crescendo e foram medrando e hoje foram ocupando esse espaço, quer na formulação das candidaturas a diversos apoios à agricultura, quer na divulgação da informação, quer na formação. Vieram a exercer muitas das funções que no passado eram exercidas pelo Ministério da Agricultura. E digo-lhe até que não o fazem de forma menos eficaz, talvez muito pelo contrário.» [Público]
   
Parecer:

Por vontade de Capoulas o país tinha parado no século XIX.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»