quinta-feira, abril 19, 2018

JORNALISMO EXEMPLAR

Quando leio na comunicação social notícias que poem em causa a credibilidade de políticos questiono-me sobre se além dos nossos procuradores, também os jornalistas foram inoculados com uma vacina especial que os torna em sacerdotes livres de pecado. Parece que estes seres puros chamaram a si a tarefa de purificar a democracia, descobrindo que vem a bola com convites ou quem anda a receber gorjeta duas vezes.

A propósito da última grande descoberta do Expresso, veio-me à memória uma notícia em tempos abafada, dando conta que a EDP tinha convidado um rebanho de jornalistas para irem ver o Rock in Rio. Mas como se tratava de gente chunga, não podia ima ao Rock in Rio de Chela e jogar à lerpa num canto escondido do parque da Bela Vista, tiveram de ir a Las Vegas com tudo pago. Lembro-me muito bem de nesse tempo ler no Expresso artigos laudatórios da EDP e de Mexia.

Este tipo de casos repete-se na nossa comunicação social e explica porque motivo algumas personagens com quem quer ninguém quer agora ir à missa nas capelas privativas, andavam no passado com todas as partes luzidias graças às lambedelas do jornalismo. Quem não se lembra da ameça de Ricardo Salgado de deixar de dar de comer ao pessoal da Impresa, se continuassem as notícias sobre o mensalão? Pinto Balsemão ainda formulou a competente afirmação de independência, mas o assunto foi abafado ainda mais depressa do que o ataque químico ao espião russo.

Dantes não existiam escolas de jornalismo, os jornais eram propriedade de patrões que punham e dispunham nas redações e os nossos jornais foram exemplos de luta pela democracia. Agora, com tanta preocupação com a independência e a deontologia, fico abismado ao ver tantos jornalistas esforçando-se por denegrir a democracia. Pior ainda, todos os dias vemos na comunicação social sinais de corrupção, desde a promiscuidade com agentes da justiça, à graxa a empresas e patrões que gerem grandes orçamentos publicitários, passando pelos almoços discretos entre diretores de jornais e agentes dos poderes, acabano na promiscuidade entre jornalismo e o mundo duvidoso da bola, com jornalistas a converterem-se em pequeninos Goebbels ao serviço de presidentes manhosos.

É pena que os nossos jornalistas que todos os dias tentam passar a imagem de uma democracia de políticos corruptos, não comecem por mostrar que a instituição da democracia que mais está corroída pela promiscuidade é precisamente a comunicação social.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Pedro Santana Lopes, advogado

Parece que Pedro Santana Lopes, que disputou a liderança do PSD na qualidade de marioneta dos passistas, considera agora que tem direito a metade da liderança do PSD e que tudo o que se decide tem de passar pela sua aprovação. Ridículo.

«"Confirmo que não tem havido trabalho em conjunto", reconheceu esta terça-feira à noite Pedro Santana Lopes à SIC Notícias, quando questionado se está em "rota de colisão" com Rui Rio. "Na verdade, nem se pode chamar rutura, pois nunca houve sequer um casamento", sublinhou ainda, acrescentando que "desde o congresso do PSD, durante o qual se tentou algum trabalho em conjunto na elaboração das listas, nada mais existiu".

A gota de água foi o anúncio da equipa de coordenadores e porta-vozes do Conselho Estratégico Nacional (CEN), o novo organismo do partido, onde não consta qualquer um dos nomes apontados por Santana. O ex-líder social-democrata deu como exemplo o nome do embaixador Martins da Cruz e de Vítor Rosário Cardoso, cuja inclusão no Conselho Estratégico "tinha ficado acordada" e nada aconteceu. "O líder do PSD tem que seguir o seu caminho", frisou. Negou, no entanto, que que tivessem intenção de liderar um movimento de oposição interna: "Não posso, nem quero. Tenho uma vida muito ocupada e, sinceramente, já dei para esse peditório", assinalou.

De acordo com João Montenegro, ex-diretor de campanha de Santana Lopes, o acordo estabelecido no congresso entre as duas candidaturas à liderança do PSD contemplava a integração de nomes indicados pelo candidato vencido (com 45,6% dos votos), quer no Conselho Nacional do partido, quer no Instituto Sá Carneiro e no Conselho Estratégico Nacional (CEN) - os nomes "foram viabilizados pelo dr. Rui Rio e pelo dr. Salvador Malheiro". "Ficámos espantados por nenhum desses nomes indicados por nós ter integrado os porta-vozes e coordenadores" do CEN, sublinha o antigo secretário-geral adjunto, apontando uma "quebra do acordo celebrado".» [DN]

      
 Só agora é ficou desagradada?
   
«A procuradora-geral da República disse, esta quarta-feira, ter ficado desagradada com a divulgação, na televisão, de vídeos dos interrogatórios da Operação Marquês, no âmbito do qual o Ministério Público (MP) acusou, entre outros, o ex-primeiro-ministro José Sócrates.

"O Ministério Público e a procuradora-geral ficam sempre desagradados quando veem factos que constituem a prática de um crime", afirmou aos jornalistas Joana Marques Vidal, à margem de um seminário sobre maus tratos de crianças, em Leiria.

A SIC e a CMTV divulgaram vídeos de interrogatórios no âmbito do processo Operação Marquês, tendo na terça-feira o Ministério Público (MP) anunciado a abertura de um inquérito para investigar esta situação.

"Embora o processo em causa já não se encontre em segredo de justiça, a divulgação destes registos está proibida, nos termos do art.º 88º n.º 2 do Código de Processo Penal, incorrendo, quem assim proceder, num crime de desobediência (artigo 348.º do Código Penal)", refere o MP numa resposta à agência Lusa.» [DN]
   
Parecer:

Não deve ter reparado no que se passou antes. Enquanto o processo esteve em segredo de justiça ninguém se queixou.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Bretin
   
«A Câmara dos Londres desafiou o Governo de Theresa May, ao aprovar uma emenda à proposta de lei para saída da União Europeia que exige ao Governo britânico que explore a possibilidade de manter a união aduaneira com a UE, mesmo após o “Brexit”, e relatem os resultados dos seus esforços até ao fim de Outubro.

Com 348 votos a favor e 225 contra, esta emenda é mais um embaraço do que realmente um entrave para Theresa May – o parecer dos Lordes não tem poder vinculativo. Além disso, é sabido que a Câmara dos Lordes, onde os cargos são herdados ou obtidos por nomeação por mérito, é pró-europeísta, ao contrário da Câmara dos Comuns, para a qual os deputados são eleitos por sufrágio directo.

Ainda assim, 24 conservadores dos Lordes votaram a favor desta emenda, diz o Guardian. Os apoiantes da manutenção do Reino Unido no mercado único após o “Brexit” esperam a dimensão da maioria na Câmara do Lordes – 123 deputados – sirva para impedir a câmara baixa do Parlamento de reverter esta decisão» [Público]
   
Parecer:

Andam, andam e ainda pedem para voltar.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quarta-feira, abril 18, 2018

O MRPP NA JUSTIÇA PORTUGUESA

Olhando para os nossos justiceiros de hoje sinto-me a recuar aos tempos da revolução cultural chinesa, um tempo em que primeiro se escolhia quem era merecedor de uma  condenação, depois promovia-se o enxovalho em público, exibia-se a vítima numa tentativa de desmoralizar a vítima e destruir a sua credibilidade pública, os dazibaos, os tablóides dessa época, dedicavam paredes e paredes a denunciar os supostos criminosos, que eram condenados depois de julgamentos que não passavam de farsas pois a justiça limitava-se a fazer o que povo queria, condenar.

Esta metodologia está muito presente e ainda hoje é comum, quando o atual ditador da Coreia do Norte ascendeu ao poder, decidiu eliminar aqueles que o poderiam incomodar, a começar por um tio. O homem foi acusado de todos os prazeres proibidos, desde a luxúria até gostar de meninas. No final o julgamento e a execução foram meros passos burocráticos.

Mas não foi apenas o tio do ditador a ser executado, todos os seus familiares e próximos foram perseguidos. Um método muito antigo e presente em todas as épocas, Marquês de Pombal fez o mesmo com os Távoras e ainda mandou salgar o terreno onde ficava o palácio. Também por cá, quem tiver sido namorada, apoiante, ministro, blogger apoiante ou simplesmente amigo de alguns arguidos, é merecedor da humilhação pública, perseguido pela difamação dos justiceiros que mandam para os tabloides pormenores picantes que sugerem comportamentos pecaminosos.

A nossa justiça tresanda a MRPP, sente-se isso nos métodos, percebe-se nos poderes que querem ter, na forma como difamam uma boa parte dos políticos, nas atoardas moralistas que pregam em programas televisivos, até nesse tique agora muito comum de que a justiça ataca os mais poderosos. Aqui junta-se o extremismo do MRPP com o falso moralismo cristão, a velha máxima de que “mais fácil um camelo passar pelo fundo duma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus” (Mateus 19:24) consegue a fusão entre o jihadismo típico do MRPP com o falso franciscanismo de muita gente, como se as velhos empedernidos do MRPP e beatas se juntassem numa estranha cruzada contra o poder.

Não deixa de ser curioso que aqueles que dizem querer defender a democracia, tal como a Constituição o determina, em vez de buscarem boas referências democráticas em matéria de justiça, optam por imitar e querer copiar os métodos da justiça brasileira, uma justiça herdade dos coronéis e que a maioria dos que se preocupam com os direitos humanos e a justiça a condenam como muito duvidosa nos métodos. Não admira que um juiz de instrução queira ser famosos condenando em vez de garantindo a defesa dos direitos de quem é perseguido. 

Compreende-se que por cá queira adotar os meios de prova usados pela justiça portuguesa e se imitem os juízes brasileiros na forma como usam a comunicação social. Infelizmente esta degenerescência na nossa democracia, este abcesso do MRPP na nossa justiça mesmo depois de ser lancetado vai deixar os seus maus princípios disseminados, levará muito tempo a eliminar estas metástases. Tal como foi mais fácil tirá-los do MRPP do que tirar o MRPP deles, vai ser mais fácil tirar a justiça do MRPP do que o MRPP da justiça. Já passaram mais de 40 anos depois do 25 de abril e ainda vamos ter de esperar muitos mais para limpar a justiça das heranças de Salazar e do MRPP.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Mário Centeno, ministro das Finanças

Enquanto a comunicação social dava conta de que em 2019 não haveriam qualquer aumento dos vencimentos da função pública Mário Centeno não sentiu necessidade de tomar posição, para além do que tinha feito constar. Agora que o debate está conspurcado com as posições oportunistas de Assunção Cristas e depois de António Costa vir abrir a porta a uma mera atualização de um ano, Centeno dá cambalhoras e nunca digas nunca. Pois é, o melhor seria nunca dizer asneiras ou frases dúbias.

É uma pena que o sucesso governamental nas finanças se esteja a perder devido a sucessivos erros de comunicação num sector onde o governo parecem apostar no amadorismo.

«O ministro das Finanças, Mário Centeno, não coloca de lado a possibilidade de aumentos na função pública em 2019. "Nunca me ouviu dizer a palavra nunca e também não vai ser agora", disse, em entrevista à TSF.

O governante recorda o que o Governo tem feito na área da administração pública. "Nós anunciámos que iríamos fazer e começar um programa de recrutamento na administração pública. Para áreas que têm estado muito fechadas, digamos assim, em termos de admissões nos últimos anos. É um caminho que está a ser feito, vai continuar a ser feito, e os equilíbrios que forem encontrados no âmbito do orçamento de 2019 ditarão qual é o seu desenho final", salientou.

Assegurado está o descongelamento de carreiras. "No Orçamento de Estado para 2019 [OE] posso-lhes garantir que o descongelamento das carreiras vai prosseguir, e isso é visível no quadro que foi incluído no Programa de Estabilidade, e isso significa quase 400 milhões de euros de aumento das despesas com o pessoal e, portanto, os funcionários públicos vão ter um aumento no ano que vem, isso é garantido", referiu Centeno.

Sobre os aumentos reais de salários, o ministro responde: "Este aumento é superior ao da inflação, a despesa com pessoal vai aumentar acima da inflação, garantidamente já com os compromissos que temos assumidos em 2019". Garante que o Governo preocupa-se "com as questões da redistribuição" e que estas "estão a ser tratadas com muita atenção". "Temos medidas, que foram já implementadas este ano, para aqueles trabalhadores que ganham salários mais baixos e cujas posições foram, digamos assim, absorvidas pela evolução do salário mínimo. O governo fez questão de, para esses que iam ser progredidos, haver uma valorização salarial adicional" afirmou na entrevista que foi hoje difundida.» [DN]

      
 O Feliciano volta a estudar
   
«Feliciano Barreiras Duarte disse que nunca beneficiou do estatuto de “visiting scholar” na Universidade de Berkeley para nada, mas a Universidade Autónoma de Lisboa acaba de desmenti-lo. A comissão científica do Departamento de Direito deliberou esta segunda-feira que se o antigo secretário-geral do PSD quiser continuar a frequentar o doutoramento em Direito vai ter que voltar às aulas. Numa avaliação dura, o departamento diz ainda que o aluno “induziu em erro” a instituição e que o facto de ser “visiting scholar” em Berkeley foi mesmo o “fator de excelência” que lhe permitiu dispensar a parte letiva do doutoramento. Só falta mesmo a ratificação do Conselho Científico, que reúne no início de maio.

A Comissão Científica de Direito, numa deliberação à qual o Observador teve acesso, entendeu assim que o estatuto de “visiting scholar” foi “um fator determinante” para Feliciano Barreiras Duarte ter dispensado a frequência das aulas de doutoramento. Ou seja: “Sem menção do candidato relativa ao estatuto de ‘visiting scholar‘ não tem cabimento a dispensa do ciclo de estudos“. Desta forma, o candidato só pode continuar a ter o estatuto de doutorando se voltar a frequentar as aulas.» [DN]
   
Parecer:

Só lhe faz bem.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Aconselhador genético?
   
«Se a proposta do Bloco de Esquerda (BE) for aprovada, em breve Portugal vai poder contar com uma nova profissão: a de “aconselhador genético”. Num projecto de resolução que acaba de dar entrada na Assembleia da República, os bloquistas recomendam ao Governo que reconheça e regulamente a profissão de técnico de aconselhamento genético, alegando que esta existe já em muitos países.

Lembrando que em Portugal algumas doenças neurológicas têm uma frequência “particularmente elevada”, os deputados do BE defendem que é "inequívoca" a necessidade de integração deste novo profissional "como técnico de saúde nos serviços de genética e serviços clínicos interdisciplinares".» [Público]
   
Parecer:

Um dia destes ainda vamos ter a raça luzitana.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Deputados nacionalista da Catalunha cantam a Grândola
   
«A intervenção centrou-se no que Portugal e Espanha alcançaram desde a democracia. "Só em democracia podemos ser o que realmente queremos ser", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa nas Cortes Gerais, ouvido pelos membros da Câmara dos Deputados e do Senado de Espanha, em Madrid. "Só com a democracia e a integração europeia encontrámos o equilíbrio entre identidades, instituições, pessoas", continuou o Presidente português. Marcelo não se referia seguramente às aspirações independentistas dos catalães mas estes tinham preparado com antecedência um momento especial para a visita do chefe de Estado português.

Marcelo já tinha sido aplaudido de pé à chegada pelos membros de todos os grupos parlamentares. O mesmo aconteceu no final, mas, entre aplausos, os deputados e senadores da ERC (Esquerda Republicana da Catalunha) e do PDeCAT, o partido do ex-líder catalão Carlos Puigdemont, de cravo amarelo na mão, começaram a cantar a Grândola vila morena.» [Público]
   
Parecer:

Parece que Marcelo não tem o dom para o canto que tinha o Miguel Relvas.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Ensine-se a Grândola Vila Morena a Marcelo.»

terça-feira, abril 17, 2018

ESTOU FARTO DESSA IMBECIL

Questionada sobre a questão dos aumentos de vencimentos dos funcionários públicos, uma conhecida imbecil respondeu que é contra, que antes de aumentar os vencimentos dos funcionários deveria ser reduzida a carga fiscal. Acrescentou com aquela cara de parva que diminuindo os impostos os funcionários públicos também seriam beneficiados.

Para esta senhora atualizar os ordenados dos trabalhadores do Estado ou diminuir os impostos são medidas alternativas. Também poderia defender, por exemplo, que em vez de atualizar os vencimentos defende a sua redução, devendo as poupanças serem investidas nas estradas, os funcionários públicos também sairiam beneficiados pois andam de carro.

Esta senhora insiste em considerar os funcionários públicos como uma mera despesa, dependendo o seu bem-estar de estratégias eleitoralistas deste ou daquela imbecil. Ignora que os funcionários públicos estão há quase uma década sem qualquer atualização profissional, que durante muitos anos não beneficiaram de qualquer profissão e, pelo meio, um governo de velhacos onde estava a imbecil, ainda lhes eliminou os subsídios e cortou nos vencimentos.

Esta senhora insiste em atirar portugueses contra portugueses julgando que desta forma consegue mais votos, mesmo depois de desaparecidos os ideólogos do governo dos velhacos, insiste em ser a fiel depositária do pior que se pensou e fez durante o governo a que pertenceu e onde só ficou conhecida pelo dress codé dos homens do seu ministério, que deixaram de usar gravata para poupar no ar condicionado.

Convencida de que vai ultrapassar os votos do PSD e animada por uma sondagem da Aximage a senhora continua com o seu estilo de Le Pen do Restelo, agredindo uns e ofendendo outros, transformando as suas baboseiras de ressabiada do Rossio em programa eleitoral.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Paulino Ascensão, um rapazola de princípios

O gesto foi bonito e punha em causa os seus colegas que tal como ele pensavam não estar a cometer qualquer ilegalidade. Mas, afinal, o gesto não passa de mero oportunismo, a sua saída já tinha sido anunciada recentemente pelo próprio, como noticia o Expresso. É o moralismo da treta dos bloquistas no seu melhor.

«O deputado do Bloco de Esquerda Paulino Ascenção, eleito pelo círculo da Madeira, apresentou esta segunda-feira a sua renúncia ao cargo na sequência da manchete de sábado do Expresso, sobre deputados das regiões autónomas que são reembolsados por viagens que não pagam. "Sendo um dos deputados visados, considero, após reflexão, que esta foi uma prática incorreta. Quero, por isso, apresentar o meu pedido de desculpa", refere o deputado na nota de demissão, enviada esta manhã às redações.

"Por considerar que o exercício do mandato parlamentar tem de ser pautado pelo mais absoluto rigor e por inabaláveis princípios éticos, decidi, em coerência, renunciar ao mandato de deputado na Assembleia da República", explica Paulino Ascenção, revelando ainda que irá "proceder à devolução da totalidade do valor do subsídio de mobilidade" que auferiu enquanto exerceu funções no Parlamento.

"Não sendo possível a sua devolução ao Estado português, este será entregue a instituições sociais da região da Madeira, círculo eleitoral pelo qual fui eleito", conclui a nota do deputado bloquista.» [Expresso]

      
 PS desce nas sondagens
   
«As expetativas dos portugueses em relação ao Governo estão mais baixas, as intenções de voto no PS caíram e a popularidade do primeiro-ministro também já conheceu melhores dias. Estas são três das principais conclusões da sondagem da Aximage para o Correio da Manhã e o Jornal de Negócios, segundo a qual os socialistas estão mais distantes de uma maioria absoluta do que há um ano.

A sondagem revela que 38% dos inquiridos têm intenção de votar no PS, uma preferência que parece estar a diminuir: eram 39,2% em março, 40,6% em fevereiro e 42% há precisamente um ano. Isto significa que os socialistas, mesmo reunindo os votos suficientes para ganhar eleições, continuariam a precisar do apoio de outros partidos para garantir uma maioria parlamentar.

Nesta avaliação, o CDS de Assunção Cristas tem a maior subida nas intenções de voto, passando de 5,4 para 7%. Ainda assim, continua em quinto lugar numa lista em que a CDU (PCP e PEV) sobe ligeiramente (de 7,4 para 7,7%), mas não o suficiente para ultrapassar o Bloco de Esquerda, que se mantém com 10% das intenções de voto.» [Observador]
   
Parecer:

Parece que os sucessos orçamentais fazem mais mal do que os incêndios à imagem do governo.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Medite-se.»
  
 Argumento da treta
   
«O primeiro-ministro considerou esta segunda-feira extemporâneo colocar agora a questão sobre aumentos da função pública em 2019, mas não fechou completamente a porta a que possam acontecer, para além do descongelamento das carreiras.

“Ninguém pode acusar este Governo de ter tido uma atitude negativa relativamente à Administração Pública, pelo contrário: temos tido uma preocupação de valorização permanente da AP”, afirmou o líder do executivo aos jornalistas no final da sessão de abertura do seminário dos cônsules honorários na Fundação do Oriente, em Lisboa.

Costa sublinhou que já foi eliminada a totalidade dos cortes dos vencimentos, salvo aos titulares de cargos políticos, e que está a decorrer o descongelamento das carreiras. “Desde o início da legislatura, todos os anos os funcionários públicos têm visto a aumentar os seus rendimentos, e assim será para o ano, quanto mais não seja com a prossecução do processo do descongelamento das carreiras”.

“Se será necessário ou se justificar outras formas, será discutido na altura própria, mas não vale a pena discutir já isso”, acrescentou, dizendo que a seu tempo o Governo "olhará para o Orçamento do Estado" para 2019, sendo "extemporâneo colocar-se em Abril de 2018" a questão de um aumento dos salários da função pública no próximo ano.» [Público]
   
Parecer:

Alguém terá de perguntar ao Dr. António Costa o que terá o cu que ver com as calças, porque motivo o descongelamento progressivo e a aprazo de carreiras que foram congeladas há quase uma década são uma alternativa à atualização dos vencimentos dos funcionários públicos.

É bom que António Cota não se baralhe, tudo o que ele julga que deu aos funcionários públicos estava decidido que tinha de ser dado antes dele chegar a primeiro-ministro, a reposição dos vencimentos não foi o resultado da sua generosidade mas sim consequências de acórdãos do Tribunal Constitucional. De resto todos sabemos quem é que dentro da Geringonça mais exigiu a aceleração deste processo.

Os funcionários públicos não ganham mais, apenas perdem menos, porque na verdade continuam a perder. Seria bom que o primeiro-ministro tivesse mais respeito pelos funcionários públicos, não usando raciocínios que parece pressuporem a estupidez alheia.

António Costa está fazendo em pequenas doses o que Passos Coelho fez de uma assentada, sem atualizar os vencimentos em função da inflação o governo está a reduzir o rendimento da Função Pública em prestações suaves.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sugira-se a António Costa que agradeça aos funcionários públicos uma parte dos resultados orçamentais.»

segunda-feira, abril 16, 2018

CALOTEIROS VIP

Se um funcionário da AT for considerado responsável por uma dívida fiscal por cobrar é alvo de um processo disciplinar, se em concluiu com um contribuinte permitir que uma dívida fiscal fique por cobrar será alvo de um procedimento criminal, é detido numa mega operação, o seu nome aparece nas primeiras páginas, é provável que fique em prisão preventiva.

Se um contribuinte não cumprir as suas obrigações fiscais será perseguido pelo Estado, o seu ordenado é penhorado, o seu património poderá ser vendido, enquanto a dívida não prescrever tudo isto poderá suceder-lhe, andará anos sem poder ter contas bancárias, só andando à margem da lei se escapa dos mecanismos de cobrança do Estado. Tudo isto sucede independentemente do montante da dívida.

Mas se a dívida for à CGD ou ao BES e tiver sido considerada incobrável o nosso caloteiro até pode convidar o responsável do Novo Banco ou da CGD para um almoço, no fim pedirá a competente fatura, depois serão os contribuintes, incluindo aquele que tem a casa penhorada, a compensar com os seus impostos, as deduções fiscais do almoço do caloteiro. Se alguém deve impostos é um caloteiro vulgar, mas se dever milhões a um banco cujo capital teve financiamento público é um caloteiro VIP.

Há uns tempos falava-se muito de investigações aos créditos concedidos pela CGD, todos sabemos como foram conseguidos muitos financiamentos, no dia a dia todos os portugueses sabem de um financiamento duvidoso a um negócio que faliu ou ficou por lançar. Todos sabemos das casas de luxo e dos carros de topo de gama comprados com créditos duvidosos, todos conhecemos alguém com um grande calote na banca.

Mas não houve um único gerente ou responsável pela gestão do crédito da CGD que tenha sido chamado à pedra, tudo ficou na mesma. O Dr. Macedo conseguiu um milagre que já tinha alcançado no passado, faz esquecer as suspeitas e todos os responsáveis dos serviços ficam com o lugar garantido até à oportunidade, são branqueados desde que trabalhem para o sucesso do Dr. Macedo.

É inaceitável que o Estado tenha dois pesos e duas medidas, na AT os contribuintes levam pela medida grossa., mesmo que as dívidas sejam resultado de dificuldades económicas. Na banca há milhares de milhões que ficaram por cobrar e foram compensados com o dinheiro dos impostos, o tal dinheiro que é cobrado nem que para isso uma cassa de habitação seja vendida para recuperar uma dívida fiscal de meia dúzia de euros.

Porque razão os créditos supostamente incobráveis não resultam na responsabilização disciplinar ou, se for caso disso, criminal dos que os concederam? Porque motivo não é o fisco a cobrar os créditos incobráveis que de uma forma ou outra foram compensados com aumentos de capital financiados pelos contribuintes?

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Rui Rio, líder amnésico

É necessário ter muito descaramento ou mesmo lata para que se acuse este governo de não aumentar os funcionários públicos para poder ajudar a banca. Nunca alguém ouviu Rui Rio vir a público criticar o corte dos rendimentos dos funcionários públicos e muito menos apoiar este governo contra na decisão de repor os vencimentos de forma mais rápida do que o defendido pelo seu partido.

Há pouco tempo Rui Rio declarou apoio às política de Maria Luís Albuquerque e até defendeu que se deveria ir mais longe na redução do défice, disse mesmo que com ele haveriam superávites, discurso incompatível com a generosidade de que agora se di defensor. Rui Rio é presidente do PSD e por isso é o fiel depositário das políticas passadas e, em especial, das mais recentes. Nem sequer pode invocar discordância em relação a essas políticas, nunca as criticou e agora não se poder armar em objector de consciência.

Sugerir que os funcionários públicos não serão aumentados por causa do Novo Banco é esquecer que foi o seu partido que criou a situação deste banco e durante muito tempo defendeu que a solução não teria custos para os contribuintes.

domingo, abril 15, 2018

SEMANADA

Nenhum partido deseja eleições antecipadas, quem as desencadear corre um sério risco de perder muito mais do que julga que vai ganhar. Mesmo assim toda a oposição, incluindo o pé esquerdo de Catarina Martins, parece ter aproveitado o PEC para brincar às crises políticas, fazendo de conta que há instabilidade política a muito meses de começar o ano eleitoral. Até o próprio Marcelo Rebelo de Sousa decidiu mandar recados. No meio desta confusão, com a Catarina Martins a propor uma resolução que mais parece uma moção de censura, não se percebe se estão testando a coesão dos partidos que apoiam o governo ou a capacidade de sobrevivência de Rui Rio.

Rui Rio mandou o incansável e cansativo Leitão Amaro fazer um comentário arrasador ao PEC, que mais pareceu um comício de abertura da campanha das legislativas. Tudo isto para horas depois ficar no ar que o PSD poderia apoiar o governo com uma abstenção. Isto é, se Catarina Martins pretende sugerir que o governo depende apenas dela, corre um sério risco de dar a Rui Rio a oportunidade de se mostrar como um líder responsável que responde aos apelos de Marcelo. O BE parece estar a querer olear o velho e ferrugento Bloco Central, para que funcione às mil maravilhas na próxima legislatura. Catarina Martins não percebe que não é a sua chantagem que lhe garante o protagonismo.

Primeiro era o Centeno chumbado pela distinta Teodora Cardoso, depois era o Centeno que só numa mentira de 1 de Abril iria para presidente do Eurogrupo, seguiu-se o Centeno a quem uma espécie de encarregado de educação de Belém podia ler os e-mails trocados com um senhor que ia para presidente da CGD, depois surgiu o Centeno das cativações e culpado de todos os males, agora é o Centeno insensível que põe os portugueses a pão e água para se exibir na Europa. 

Rui Rio teve uma ideia brilhante, algo inesperado nele, decidiu formar um governo sombra a que designou por conselho estratégico. Por aquilo que se viu ficamos na dúvida se aquilo é uma sala de espera da consulta de geriatria, uma espécie de governo no exílio ou uma sala de fisioterapia. Muitos deles foram tirados do governo no passado, já estão mais para lá do que para cá e um deles tem alguém mais novo, uma espécie de fisioterapeuta a que designam por porta-voz. São tantos que vão levar vários anos para sabermos quem fala em nome do PSD. A partir de agora sempre que aparecer alguém a falar em nome de Rui Rio não sabemos se é um penetra ou um porta voz de um dos muitos idosos do seu governo sombra.

Não sei qual é o rendimento médio dos cidadãos de Vagos, mas uma coisa é certa, o rendimento médio de Luís Montenegro ganho á custa dos impostos daquele concelho faria deste modesto deputado um dos cidadãos mais ricos do concelho. Depois da encenação do deputado que se sacrificou pelo parlamento e que agora iria fazer pela vida, soube-se que o escritório deste pobre coitado abichou 400 mil euros de avenças naquele pequeno concelho, uma vergonha.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Catarina Martins, líder do BE

As comparações feitas por Catarina Martins apenas revelam mau gosto e oportunismo político.

«A líder do BE, Catarina Martins, avisou hoje o ministro das Finanças para o risco de estar a reeditar os erros dos antecessores do Governo PSD/CDS-PP, ao ir além das metas do défice fixadas com as entidades europeias.

A dirigente bloquista, durante uma conferência nacional sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), em Lisboa, defendeu a necessidade urgente de maior investimento no setor, sublinhando as folgas orçamentais que têm vindo a acontecer.

"Estrangular o SNS, em nome de décimas de défice, que significam ir além de todos os compromissos com Bruxelas, é repetir os piores erros de Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque. O que o país precisa é de se preparar para o futuro, saber que tem um SNS que responde ao que a população necessita", afirmou.» [DN]

 Dúvidas que me atormentam a alma

O que é compreender um ataque por parte de três países liderados por um louco, uma idiota e um totó ,que se julgam com poder para atacar quem lhes apetece?

 Cuidado

O MP vai estar atento a quem vai ver o jogo da Luz na tribuna de honra! O melhor é verem o jogo no Benfica TV, senão já sabem, sai uma notícia no Sol, e uns dias depois seguem-se as buscas.

      
 Querem correr com o Centeno a qualquer custo
   
«Há pouco mais de um ano, a 31 de Março de 2017, o Expresso noticiava em manchete que o ministro Mário Centeno estaria a ser sondado para substituir Jeroen Dijsselboem na presidência do Eurogrupo. "Socialistas europeus procuram nome do Sul da Europa para suceder ao holandês na presidência do Eurogrupo. Mário Centeno já foi sondado, mas António Costa não quer ver o seu ministro das Finanças dividido entre Lisboa e Bruxelas", escrevia a jornalista Luís Meireles.

A notícia tornou-se realidade meses mais tarde. No dia 12 de Janeiro deste ano, o português Mário Centeno assumiu o cargo até então desempenhado pelo holandês que ficou conhecido por dizer que os povos do Sul da Europa gastam tudo em "copos e mulheres".

Este sábado, o mesmo semanário avança com uma nova tese sobre o ministro: "Mário Centeno na calha para comissário europeu". O primeiro-ministro considera a ideia, que anteriormente foi defendida na SIC por Marques Mendes, demasiado prematura, mas não a nega peremptoriamente. "Ainda ninguém está a pensar no assunto", disse António Costa ao jornal.» [Público]
   
Parecer:

Agora tentam desvalorizá-lo sugerindo que vai para comissário.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»