terça-feira, fevereiro 10, 2026

  


PERSONALIDADE 'O JUMENTO' DO DIA
ALMIRANTE HENRIQUE GOUVEIA E MELO


Há muito que esta distinção diária não era atribuída, mas poucas vezes foi tão merecida como hoje, o almirante das vacinas já teria merecido ser o Jumento das Eleições Presidenciais, pelo que a distinção chega com algum atraso e sem a dimensão merecida.

Este “filho da escola” formado no curso de Marinha da Escola Naval que um dia se fez filmar junto de um quadro com alguns números, sendo promovido a grande especialista em logística e dizem que graça a ele o COVID foi derrotado, ainda que por aqui tenhamos muitas dúvidas, desconfiamos que a verdadeira vacina que imunizou uma boa parte dos portugueses foi a variante sul-africana daquele vídeo.

Se tivesse ficado calado desde que se apresentou como candidato o homem poderia ter ganho as eleições na primeira volta, mas a partir do momento em que falou percebeu-se que parecia mais um sargento cantineiro do que um almirante e cada vez que abriu a boca perdeu votos.

Agora, parece não ter entendido que “pela boca morreu o almirante candidato” e em vez de ficar calado decidiu dizer uns disparates, ultrapassando o Ventura pela direita, ainda que pareça que pretende piscar o olho ao PS.

O mínimo que se esperava de um candidato derrotado seria o silêncio, pelo menos durante um par de semanas, mas o homem tem medo de desaparecer e nem esperou cinco dias. Enfim, ainda não percebeu que é um cadáver político à espera de melhor tempo para lhe ser feito o merecido funeral.

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«O ex-candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo considera que o Governo falhou na organização da resposta às populações afetadas pelo mau tempo e defende que a ministra da Administração Interna deveria pedir a exoneração. A posição é expressa num artigo de opinião publicado esta terça-feira no jornal Público.

No texto, intitulado “Estado do improviso”, Gouveia e Melo aponta falhas no planeamento, nos avisos antecipados, na comunicação do risco e no aconselhamento à população. Para o antigo chefe do Estado-Maior da Armada, o “Estado falhou” e o Governo, enquanto responsável político pela resposta, terá de retirar consequências do sucedido.

O autor sustenta que o primeiro-ministro deve avaliar se a ministra da Administração Interna reúne condições para se manter no cargo, considerando adequado que esta apresente a sua exoneração “a bem do Governo e do país”.

Gouveia e Melo defende ainda uma profunda reforma da Proteção Civil, com maior profissionalização e libertação de influências políticas, e propõe a criação de uma estrutura de crise sob dependência direta do primeiro-ministro, capaz de coordenar todos os ministérios em situações de desastre. Entre as medidas sugeridas estão também a ativação de mecanismos de financiamento comunitário e a criação de um plano de reconstrução regional.» [24 Horas]

segunda-feira, fevereiro 09, 2026

1.729.371 VOTOS

 


Um milhão, setecentos e vinte e nome mil e trezentos e setenta e um portugueses votaram no André Ventura para o cargo de Presidente da República. Não foi presidente de uma junta de freguesia, de uma câmara municipal ou mesmo do Governo, foi para Presidente da República. Mais de 33% dos portugueses votaram em André Ventura, mais dos que os que votaram em qualquer partido nas últimas eleições, aliás, mais do que em qualquer partido nas duas últimas legislativas.

Mais de 300 mil portugueses votaram pela primeira vez num candidato do CHEGA levando a que este partido tenha expectativas de chegar a um patamar eleitoral nas próximas eleições legislativas.

Estão reunidas as condições perfeitas para uma grande tempestade política, um PR a quem alguém no passado chamava de Totó Inseguro e esse “alguém” não foi qualquer político. O PS é liderado por um secretário-geral que pouco mais vale do que um tostão furado e que chegou a secretário-Geral da mesma forma que o Seguro chega a PR, graças à cobardia e oportunismo de uma casta dirigente do PS que só se chega a frente quando cheira a palha.

E à direita o melhor que o PSD arranjou foi o Ganda Noia, um político que durante anos foi o “garganta funda” da vida política portuguesa, alimentando as suas intervenções políticas semanais na TV com fugas de informação que convinham aos sucessivos governos. Mais à direita surge um moço bonito que entrava muito bem num papel de uma telenovela brasileira e um almirante que falava como um sargente cozinheiro e que cada vez que abria a boca ou entrava mosca ou saiam 5% das intenções de voto.

E agora?

Agora voltaremos ao mesmo, depois de termos um Marcelo que durante dois mandatos, isto é, 10 anos, se dedicou a desvalorizar os partidos, mais parecendo um velho professor primário a distribuir palmatoadas pelos líderes do PS e do PSD com a famosa “menina dos oito olhinhos”. Teremos um Totó Inseguro, com o poder eleitoral que resulta de ser o Presidente da República que teve mais votos em democracia, destruindo o governo numa tentativa de ressuscitar um PS que se suicidou e foi tão competente na tentativa de suicídio, como na governação do António Costa, não morreu, mas ficou moribundo.

quinta-feira, junho 06, 2024

SOU RICO!



Quando nos imaginamos ricos pensamos num jackpot do Euromilhões, mas parece que para Pedro Nuno Santos não é assim, basta ganhar 1900€ brutos para sermos ricos. E para que os ricos não fiquem ainda mais ricos juntou-se ao CHEGA para impedir esta pouca vergonha de os riscos dos 1900€ passarem a pagar menos 20€ ou 30€ de IRS.

João Galamba tem toda a razão ao escrever no X que “Há disputas substantivas pelas quais vale a pena lutar. E depois há mesquinhez ideológica, o que parece ser o caso na contenda em torno do IRS.  Esquerda está a chumbar 20 ou 30 euros mensais de redução de IRS nos escalões mais elevados em troca de 1 ou 2 euros nos menos elevados”

A minha única discordância em relação a Galamba é que esta abordagem do líder da Cheringonça é bem pior do que mesquinhez, é estupidez e, pior do que isso, um crime contra a economia portuguesa.

Para estes imbecis a política fiscal não passa de instrumento de estratégias eleitorais e, no caso do Pedo Nuno Santos a estratégia é perversa. Ao desprezar os portugueses que ganham mais de 1500€, condicionando todas as medidas de política fiscal e salaria ao benefício dos salários mais baixos à custa dos salários mais altos, está destruindo a economia portuguesa.

Um dia alguém convidou os licenciados a buscar o conforto no estrangeiro e isso serviu de bandeira do PS de António Costa e Pedro Nuno Santos. Agora o líder do PS faz muito pior e diz a todos os profissionais qualificados a partir, porque para o Pedro Nuno Santos são ricos e devem ser maltratados pela política económica.

Não admira que os inquéritos concluam que o sonho da maioria dos estudantes é sair do país. Há muitos anos Mário Soares referia-se a “socialismo de miséria”, apontando para a então Albânia, como forma de criticar os partidos à sua esquerda. Com Pedro Nuno Santos é o PS que defende a implantação do socialismo de miséria ou, pior ainda, do socialismo de "merda".

sexta-feira, abril 26, 2024

UM PRESIDENTE DESTRAVADO, SEM TRAVÕES


Como se percebeu pelas últimas declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, começa a ser difícil entender o que lhe vai na cabeça. Desde o caso da cunha das gêmeas, que agora se terá tornado num problema familiar, que Marcelo Rebelo de Sousa tem intervenção de forma errática.

Com António Costa tudo corria bem ao ponto de termos visto o governo adotar uma medida inconstitucional, enquanto o Presidente da República, a quem cabe cumprir e fazer cumprir a Constituição, divertindo-se que esclareceu que em vez de vetar essa medida optou pela sua homologação, porque mesmo que fosse questionada junto do Tribunal Constitucional, quando este adotasse um acórdão a medida já teria produzido os seus efeito, pela que a decisão do Tribunal seria irrelevante.

A palavra que define a relação entre António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa é cumplicidade. Essa cumplicidade era tanta que até as crises entre os dois mais pareciam arrufos de namorados e, não raras vezes, fiquei com a impressão que tinham sido combinadas, para dar ares de que haveria alguma conflitualidade.

Essa cumplicidade só não se verificou com a decisão de dissolver o Parlamento. Mesmo assim, António Costa parece estar muito feliz, enquanto Marcelo não se cansa de manifestar a sua pena pelo então primeiro-ministro ter pedido a demissão. Isto é, o que faria Marcelo se António Costa não tivesse pedido a demissão? Parece que nada.

Mas, com o fim da maioria absoluta e a vitória da AD, Marcelo Rebelo de Sousa parece estar nas “sete quintas”. Com um governo altamente vulnerável, que depende do Presidente da República para sobreviver cada dia, Marcelo tem o país nas mãos e pode dar largas à sua criatividade e em poucos dias já disse tantas baboseiras como durante os anos em que já foi Presidente da República.

Agora é ele o dono da bola, manda no país, diz o que lhe apetece e onde lhe apetece, fala em nome do país porque apesar do sistema parlamentarista ele se pode comportar como um presidente num regime presidencialista.

quarta-feira, abril 24, 2024

MARCELO ESTARÁ LÉLÉ DA CUCA?


Independentemente das apreciações que possam ser feitas sobre as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, algo que farei nos próximos dias, há uma dúvida que se coloca: tal como um dia disse de Pinto Balsemão estará o próprio Marcelo lé-lé-da-cuca?

Todos conhecemos o que se está a passar com Biden, que cada vez que abre a boca ou entra mosca ou sai asneira, confunde países, baralha nomes de políticos e até se lembrou que um tipo cujo avião caiu no mar, foi comido por canibais.

Mas, se Marcelo não tem sinais de demência como o presidente americano, a verdade é que como sucede com toda a gente, tem vindo a mudar cada vez mais com a idade.

Algumas pessoas adquirem aquilo a que habitualmente se designa por sabedoria e seria de esperar que um professor universitário, político e comentador com tantos anos de atividade, se tornasse numa espécie de sábio.

O problema é que parece que o envelhecimento de Marcelo não vai no caminho da sabedoria, temos a sensação de que usa cada vez menos da sua inteligência e vai mais no sentido da patetice. DIgamos que Marcelo Rebelo de Sousa dá sinais de poder estar a ficar lélé-da-cuca. Ainda bem que o seu mandato caminha para o fim, esperemos que chegue ao seu termo com alguma credibilidade.

domingo, novembro 12, 2023

O PROXI DO ANTÓNIO COSTA

António Costa inventou um novo modelo de governação, para além de adjuntos, assessores, um chefe de gabinete cheio de envelopes, ministros e secretários de Estado, criou um proxi dele próprio.

Foi uma boa solução, o proxi era um primeiro-ministro virtual, que se relacionava com os membros do governo e, porventura, com os altos cargos da Administração pública como se fosse um primeiro-ministro virtual, com os poderes do António Costa.

Além disso, o proxi do primeiro-ministro poderia ser ainda proxi de empresas, o que significa que estamos perante uma modelo avançado de governação, uma espécie de simplex dos novos tempos.

O problema é que estamos perante uma aberração institucional que, como acabou por se confirmar com o processo judicial em curso. Foi uma boa solução para pular por cima da burocracia, a mesma burocracia que o Costa acha que deve acabar, mas que o fim de 7 anos pouco ou nada fez para modernizar os procedimentos administrativos.

Agora o proxi parece ter sido vítima do vírus do tráfico de influências e o António Costa optou por o desligar em direto numa conferência de imprensa absurda. Afinal a maior amizade de toda uma vida foi terminada na forma mais à Costa que poderíamos imaginar, em direto na TV e sem quaisquer contemplações.

Parece ser uma tradição de alguns políticos portugueses, aao longo das suas carreiras deixam atrás de si um longo cemitério de cadáveres, servidores usados enquanto deu jeito e executados na hora em nome da salvação dos líderes políticos. Já conhecíamos o cemitério privativo de Cavaco Silva, agora temos um segundo cemitério privativo, o de António Costa, onde ao lado de Vieira da Silva, de Sócrates, de Seguro e do Cabrita, foi juntar-se o Lacerda, a cusa incineração o país assistiu em direto, pela televisão e em hora de prime time.

E assim acaba a carreira de um político bem como de muitos que agora tentam sobreviver inventando outros proxis, veremos quem será o proxi dos costistas que apresentarão no congresso do Partido socialista.


quinta-feira, outubro 26, 2023

ISRAEL É UM ESTADO TERRORISTA?



Alguns dos atos cometidos pelo Hamas no seu ataque a israelitas que vivem nos territórios que no passado foram conquistados aos palestinos pela força e que ainda não mereceram a aprovação da ONU foram atentados terroristas.

Não podemos invocar o direito de lutar pelos seus direitos para justificar atos terroristas, ainda que todos sabemos que Israel é uma potência militar, que detém armas nucleares à margem das normas internacionais e que, portanto, qualquer luta convencional inverterá a situação. Mesmo assim foram atos terroristas que não se justificam.

Mas quando assistimos a um dos maiores bombardeamentos na história sobre populações civis não podemos esconder a sua natureza terrorista por detrás de um suposto direito de defesa. Porque Israel não está a defender-se, está a atacar e não ataca militares ataca civis, matas milhares de crianças e até já há notícia da morte de 50 cidadãos israelitas que eram reféns.

Os bombardeamentos de populações civis em Gaza em nada se distinguem aos bombardeamentos de Varsóvia, na sequência da sublevação polaca durante a ocupação civil. Na ocasião Hitler mandou destruir Varsóvia e bombardeou indiscriminadamente a população civil

Aquilo a que estamos a assistir de forma passiva e cobarde é muito provavelmente o maior atentado terrorista na história da humanidade, nunca foram usadas bombas tão poderosas para destruir prédios civis, nunca foram mortas tantas crianças em tão pouco dias em consequência de um bombardeamento premeditado a alvos civis cujos responsáveis sabem antecipadamente quem são as vítimas. Nunca foi bombardeado de forma premeditada um hospital cristão de Gaza, nem nunca vimos tantas vítimas num ataque desta natureza.

Aquilo que estamos a assistir é um atentado terrorista como a humanidade nunca tinha assistido. Não é conduzido por um grupo de terrorista com alguns milhares de militantes, é conduzido por um Estado, apoiado por aliados que lhe disponibilizam o apoio com três porta-aviões, muitos navios de combate e centenas de aviões estacionados em várias bases na zona.

E se um Estado organizado mobiliza uma das forças aéreas mais poderosas do mundo, apoiada com milhares de tanques e 350 mil soldados, para promover um atentado terrorista destas dimensões, esse Estado não é outra coisa senão um Estado terrorista. 

O EXERCÍCIO DO DIREITO DE ISRAEL A DEFENDER-SE

 

quarta-feira, outubro 25, 2023

O REGRESSO HÁ BARBÁRIE

Há muitas guerras que não se via tanta barbárie no mundo.

Desde A batalha de Somme que não víamos “assaltos de carne” como aqueles a que temos assistido na guerra na Ucrânia, onde os discursos e vídeos de Zelensky são alimentados por assaltos sucessivos de batalhões de soldados sem qualquer preparação, sabendo-se que o destino da maioria deles é a morte sem glória e sem resultados.

Nunca tínhamos visto assaltos suicidadas como aqueles que Zelensky manda fazer na Crimeia apenas com o objetivo de espetarem uma bandeira na praia e tirar uma fotografia, sabendo que a maioria dos soldados não regressarão a casa.

Desde os pilotos kamikaze japoneses e dos carros bomba e cintos de bombas do DAESH que não assistíamos a tantos ataques suicidas, na maioria dos casos sem quaisquer resultados para além da morte de centenas de soldados suicidas.

Desde Hiroxima e Nagasaki que não víamos ataques indiscriminados contra população civis, apenas com o objetivo de espalhar o terror e forçar uma rendição sem condições.

Desde o gueto de Varsóvia que não vimos tanta gente confinada, aterrorizada e atacada por uma potência militar que parece ter por objetivo expulsá-los da sua terra.

Desde os tempos em que Hitler, um velho cabo da primeira guerra que começou a carreira como pintor sem sucesso, que assumia o comando do exército, levando-o a manobras derrotadas, que não víamos alguém que nada sabe de guerra, armando-se em comediante em chefe, forçando a batalha de Bakhmut, onde teve mais de cem baixas e comprometeu a prometida contraofensiva.

Desde a Batalha de Kursk, onde a ofensiva foi atrasada por Hitler, para contar com novos tanques, que não víamos a destruição de tantos tanques sofisticados, em particular alemães e uma derrota tão expressiva como a que estamos a assistir em Zaporíjia.

Desde o lançamento de paraquedistas aliados sobre a Holanda, decidida pelo general inglês Bernard Montgomery, que não assistimos a uma ofensiva tão mal conduzida e suicida como a que está ocorrendo em Kherson.

E, pior do que tudo, em vez de vermos as potências ocidentais tentarem resolver os conflitos, vemos americanos, ingleses franceses e alguns galos-da-Índia, como o nosso ministro da Defesa a incitar ao conflito e à sua generalização, como se alguém tivesse alguma coisa a ganhar com uma guerra mundial ou com um conflito generalizado no Médio Oriente, que também pode levar a um conflito de dimensão mundial.

sexta-feira, outubro 20, 2023

BIDEN E ISRAEL


 

A ARTE DE BEM AUMENTAR OS IMPOSTOS

 


Quando um governo apresenta um orçamento sem défice, com um aumento da receita fiscal e alardeia uma suposta redução dos impostos, através de mexidas nas taxas do IRS temos de desconfiar, seguindo a máxima popular de que quando a esmola é grande até o pobre desconfia.

Não é fácil de imaginar que os governos contam com modelos econométricos que lhes permitem simular as receitas fiscais em função de alterações nas diversas taxas de impostos, considerando os diversos cenários de crescimento económico.

Se o objetivo é reduzir as receitas de IRS sem reduzir as receitas fiscais é uma questão de mexer noutros impostos, simular taxas de crescimento e taxas de inflação. Feitas todas as contas dá-se o milagre, anuncia-se a redução dos impostos sobre o rendimento, quando, feitas as contas, o cidadão paga um pouco menos de IRS e compensa este benefício pagando mais noutros impostos.

O aumento do IUC das viaturas mais antigas quase não se falou aquando da apresentação do orçamento, mas dias depois quase fez esquecer a tão falada redução do IRS. Não tanto pelos montantes que estão em causa, mas por se tratar de uma medida que atinge em cheio os mais pobres, porque é de pobres que falamos quando se aumentam os impostos sobre os carros velhos.

Está claro que a medida até é apresentada com uma boa intenção ambientalista, aliás este tem sido um argumento muito usado desde há alguns anos para aumentar alguns impostos. Nunca é a intenção de aumentar as receitas fiscais, é sempre a boa intenção de proteger a saúde, de proteger o ambiente ou proteger qualquer coisa.

É por isso que este aumento de impostos é uma medida fiscal cínica, pensada por gente que gosta se apresentar como muito bem intencionada, preocupada com as pessoas e o com o ambiente e que para isso não encontrar melhor solução do que penalizar precisamente as pessoas com menos recursos, que são os que compram carros velhos ou não conseguem substituir o seu carro a cair aos bocados por um novo ou mesmo por um menos velho.

FOTO DO DIA


 


Aldraba, Lisboa

quinta-feira, outubro 19, 2023

FOTO DO DIA

 


Arte no Jardim Gulbenkian, Lisboa


QUEM ATINGIU UM HOSPITAL EM GAZA?

Depois do hospital de Gaza, um hospital da Igreja Baptista, perante a acusação de crime de guerra o governo israelita responde usando o argumento mais fácil, que tinha sido um míssil dos terroristas islâmicos, acrescentando que uma elevadas percentagens destes mísseis caem no próprio território da Faixa de Gaza. 

Coloca-se, portanto, a questão: a morte de mais de 400 civis foi responsabilidade do terrorismo islâmico ou do terrorismo sionista?

Até agora dizia-se que o Hamas lança rockets e que a maioria destes são destruídos pela cúpula de ferro, perante o incidente estes rockets artesanais, feitos com tubos de canalizações de água, foram promovidos a "mísseis" e uma boa parte deles, afinal, caem na Faixa de Gaza, antes de serem derrubados pela cúpula de ferro e apenas uma pequena percentagem ultrapassa o sistema defensivo.




A promoção de rockets a mísseis não é ingénua, sugere-se uma grande carga explosiva. Só uma carga explosiva de grande potência afeta um edifício sólido, matando mais de 400 pessoas. Mas, os terroristas sionistas não acrescentaram que modelo de míssil foi lançado pelos terrorista do Hamas.





As imagem documentam os estragos resultantes de edifícios em Siderot, Israel, que foram atingidos por rockes lançados pelo Hamas. A imagem seguinte documenta os estragos feitos num edifício atingido por um rocket, em Ashkelon, Israel:



Até agora não não há imagens de edifícios em Israel que mostrem estragos da dimensão dos que foram feitos num edifício que permitissem fazer 400 vítimas.

Até aqui sabia-se que uma munição de 155 mm dos sofisticados tanques israelistas tem um poder destrutivo vem superior ao dos rockets dos terrrosristas do Hamas:




Se até aqui não vimos grandes estrados feitos por mísseis dos terroristas do Hamas, o mesmo não se pode dizer das bombas lançadas pela aviação dos terroristas sionistas, todos já vimos vídeos e fotografias que documentam a dimensão do poder das bombas com grandes cargas explosivas lançadas sobre a Faixa de Gaza:





Se os terroristas sionistas não documentarem estragos provocados pelos supostos "mísseis" dos terroristas do Hamas em território Israelita, que provem que podem impactar num edifício com um  poder explosivo do quase resulta um nível de destruição que justifique as 400 mortes ocorridas no hospital baptista da Faixa de Gaza, teremos de concluir que se tratou de um muito grave e vergonhoso crime de guerra cometido por terroristas sionistas.

Infelizmente a esmagadora maioria das vítimas desta guerra entre terroristas são civis e especialmente as crianças e com uma única bomba foram feitas mais vítimas e morreram mais crianças do que no ataque inicial dos terroristas do Hamas.

Se o governo israelita não provar a justificação que fez teremos de concluir que o este ataque não foi da responsabilidade dos terroristas do lado da Faixa de Gaza mas sim pelos terroristas que atuam do outro lado. Por uma razão muito simples, porque os terroristas do Hamas ainda não usaram bombas com tal efeito destrutivo e não há qualquer prova de que as possuam.








quarta-feira, outubro 18, 2023

terça-feira, outubro 17, 2023

PERSONALIDADE 'O JUMENTO' DO DIA

 


PERSONALIDADE 'O JUMENTO' DO DIA
André Ventura, Limpa-fundos da vida política portuguesa


André Ventura está para a vida política portuguesa tal como os limpa-fundos estão para os aquários. Os adeptos de aquários não prescindem de contar com estes peixinhos nos seus aquários, como se alimentam da caca dos outros peixes ajudam a manter os aquários limpos.

André Ventura não tem argumentos para valer por si próprio ou pelo seu projeto, não é um peixinho exótico, não atrai pela sua beleza, nem sequer tem valor de coleção, o seu papel na vida política portuguesa é reciclar a caquinha que encontram transformando-o num suposto discurso político.

A generalidade dos movimentos de extrema-direita europeia assentam em fundamentos ideológicos e, mais ou menos populistas no discurso, têm um programa definido. Por exemplo, o VOX da vizinha Espanha é uma emanação do franquismo, encontrando as suas raízes no que resta da ditadura de Franco, a Falange e o Movimiento.

Ao contrário do VOX que assume os seus valores o André Ventura chafurda no salazarismo para captar votos, xafurda na sociedade em busca de lixo para o usar como argumento, num dia associa-se aos movimentos fascistas estrangeiros, no outro faz queixinhas, porque é um democrata que foi a uma manifestação e lhe atiraram um copo de água.

Quem gosta de Ventura admira-o não pelo que vale, mas porque o considera representante dos que não se sentem bem em democracia, porque não gosta de democracia e preferem o autoritarismo, porque foram fascistas no passado e detestam a democracia desde que foi implantada, porque se sentem mais confortados em apoiar alguém que lhes dá voz do que intervindo no debate político, por incapacidade ou por falta de argumentos.

A maneira de fazer política é chafurdar no lixo em busca de algo que possa reciclar em argumentos que vão de encontro aos seus eleitores.


«O Chega anunciou hoje que vai requerer as audições do ministro da Administração Interna e dos serviços de informações para que prestem esclarecimentos sobre as medidas para evitar "ataques como os que aconteceram em França e na Bélgica".

Numa declaração aos jornalistas no parlamento, André Ventura disse que formalizará hoje a entrega desses requerimentos e, ressalvando que não quer "levantar alarmismos", considerou que ataques como os recentes em França e na Bélgica se podem "rapidamente espalhar por todos os países da Europa".

Ventura disse que pretende perguntar à secretária-geral do SIRP, Graça Mira-Gomes, "que trabalhos estão os serviços de informações a fazer neste momento e que recolha está a ser feita para garantir que Portugal está a salvo de ataques como os que ocorreram na Bélgica e em França".

Quanto ao ministro José Luís Carneiro, Ventura defendeu que deve prestar esclarecimentos sobre a "a proteção específica da comunidade israelita" e sobre os esforços que estão a ser feitos no âmbito da segurança pública, para acautelar evitar que se manifestem em Portugal atos motivados pelo fundamentalismo islâmico.» [Notícias ao Minuto]

A ÚLTIMA GUERRA ISRAELO-ÁRABE?


Por ter interesse na cultura do povo judeu, uma cultura que de certa forma está impregnada na nossa própria cultura, costumo acompanhar  alguns youtubers israelitas. Nestes dias, este youtubers, que habitualmente se dedicavam a questões relacionadas com a cultura e religiões de Israel, transformaram-se em soldados sionistas.

Um deles, um youtuber de origem argentina, com filhos mobilizados para esta guerra, chegou a prever a criação de colonatos na faixa de Gaza, após a ocupação deste território por parte do exército israelita. Não me surpreendeu, sempre que ocorreu uma guerra entre árabes e israelitas, os mais sionistas aproveitaram para conquistar novos territórios, sucedeu com a Península do Sinai, que foi devolvida depois do acordo de paz com o Egipto, bem como uma parte substancial do território palestiniano e com os Montes Golan, território reconhecido internacionalmente como sírio.

Falta pouco para reduzir a palestina a dois guetos, depois de uma boa parte dos palestinianos terem sido empurrados para a diáspora restam 4,5 milhões, repartidos entre o que resta da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Na Cisjordânia a arma para confinar os palestinianos aí residentes num gueto tem sido obra dos colunatos. Agora chegou a vez de reduzir a Faixa de Gaza a metade, senão expulsar os palestinianos aí residentes para o Egipto ou para a Cisjordânia, um pequeno gueto que teria maior densidade populacional do que o execrável gueto de Varsóvia.

Tudo isto tem sucedido com o acordo e proteção dos EUA e o beneplácito da União Europeia, que tentam compensar a forma como ignoram o respeito de muitas resoluções da ONU e a violação sistemática da Carta das Nações Unidas e de todas as leis internacionais, com ajudas a territórios onde só se entra ou sai com a autorização de Israel. Cinicamente a UE, uma decisão vergonhosa, apressou-se a suspender todas as ajudas à Palestina, Cisjordânia incluída, logo a seguir aos ataques bárbaros por parte do Hamas. 

Só que em poucos dias Israel comportou-se de forma tão bárbara quanto o Hamas e se o mundo ficou indignado com as imagens de ataques extremistas, bem como com mentiras como a dos 40 bebés degolados, agora reage da mesma forma à barbárie dos bombardeamentos israelitas, que mais do que combater o Hamas visa criar um clima de terror, expulsando os palestinianos de metade da Faixa de Gaza, para a fronteira do Egipto, provavelmente na intenção de expulsar os palestinianos para este país, da mesma forma como no passado foram expulsos para países vizinhos como o Líbano ou a Jordânia.

Só que hoje já não há exércitos invencíveis nem tanques blindados indestrutíveis e poucas horas depois dos ataques israelitas, os EUA foram forçados a enviar aviões carregados de munições, a deslocar um porta-aviões acompanhado da sua força de ataque e vai um segundo a caminha, ainda não se sabe se para se juntar ao primeiro ou para o substituir, já que este está há quase 8 meses no mar, excedendo o tempo normal. Além disso, deslocaram muitos aviões de combate para a zona e preparam-se para deslocar mais 2.000 marines, para ajudar Israel se for necessário.

Isto é, os EUA sabem que se for desencadeada uma nova guerra Israelo-árabe, envolvendo os países árabes da região, bem como os turcos e iranianos, dificilmente Israel sairia vencedor. O Egipto, com os seus 109 milhões de habitantes já não tem um exército como no tempo de Nasser, A Arábia Saudita com 36 milhões de habitantes tem uma das forças armadas mais poderosas da região, o Irão que conta com 88 milhões de habitantes é hoje uma potência militar regional, superada em muito por uma Turquia com 85 milhões de habitantes é o segundo exército mais poderoso da NATO.

Se Israel começar uma guerra nunca saberá quando a mesma vai terminar, e se de início terá apenas o Hamas, também não sabe quantos países árabes e muçulmanos se juntarão ao conflito. Além disso também ninguém sabe quais as repercussões ao nível mundial, quer pela reação de outros países muçulmanos de todo o mudo, quer pelo risco de os países árabes voltarem a desencadear uma crise petrolífera, como sucedeu com o choque petrolífero de 1973.

Com as potências ocidentais a gastarem uma boa parte dos recursos no financiamento da guerra contra a Rússia, e com os seus arsenais quase vazios, depois de municiarem a ofensiva falhada de Zelensky, o Ocidente não está em condições económicas e militares para suportar uma nova guerra. Os países europeus dispõem de soldados e munições apenas para brincarem à guerra em exercícios militares que os generais de aviário tanto adoram. Depois de sucessivas crises financeiras internacionais, seguiu-se a pandemia de Covid-19 e pouco tempo depois a guerra na Ucrânia.

Mal comece uma guerra no Médio oriente o mundo entrará numa crise económica global, aprofundada por uma crise petrolífera, num momento em que a Europa já não suporta mais aumentos de preços de crude ou de gás natural, já que em consequência do fim do recurso ao gás russo uma boa parte da indústria alemã está à beira de uma crise.

E como se tudo isto não bastasse e. os problemas fossem poucos os EUA e a União Europeia tiveram a infeliz e inoportuna ideia de desencadear uma guerra económica com a China, de que dependem no que se refere a algumas matérias-primas estratégicas, como de bens manufaturados, como vimos durante a pandemia do Covid-19 e os problemas de abastecimento de material eletrónico que se lhe seguiu, por falta de contentores.

Os EUA sabem muito bem, ao contrário da pateta da senhora Ursula Von der Leyen, que se tem comportado nesta crise, iniciada com a guerra na Ucrânia, como uma galinha choca, que esta guerra envolve grandes riscos e num contexto de crise na Ucrânia, onde muitos desejam desencadear uma guerra mundial para derrotar os russos, o mundo pode estar à beira de um colapso.

Alguns líderes europeus, como o nosso António Costa, dera carta branca para matar por conta de um “direito a defender-se” quando o que está em causa é um direito a atacar e bombardear indiscriminadamente alvos civis, sabendo-se que os terroristas são os menos indefesos e por estarem em bunkers e túneis não serão os mais atingidos. Matar significa que serão mulheres e crianças as vítimas, já que os terroristas estão escondidos em túneis e bunkers. Parece que os EUA têm mais bom senso e foram os primeiros a pressionar Israel, sugerindo que está fora de questão ocupar a faixa de Gaza e tudo fazem para impedir ou retardar uma invasão, de consequências cada vez menos imprevisíveis.

Benjamim Netanyahu, que ignorou muitos dos avisos que recebeu, levando a crer que esperava e desejaria este ataque do Hamas, ainda que não tivesse previsto a dimensão de que veio a revestir-se, usando o argumento da defesa para acabar de vez com a Faixa de Gaza e segurar um Governo em crise e esquivar-se às perseguições da justiça israelita por acusações de corrupção, parece ter tido mais olhos do que barriga.

Agora o mundo pode estar à beira de uma nova guerra israelo-árabe de dimensões nunca vista e isso põe em perigo, primeiro do que tudo, a própria existência do Estado de Israel.





FOTO DO DIA


 Festa do Avante, 2005


segunda-feira, outubro 16, 2023

 


  


PERSONALIDADE 'O JUMENTO' DO DIA

Paulo Rangel, Deputado Euro-endinheirado do PSD


Quem viu o eurodeputado Paulo Rangel questionar a legitimidade "política da geringonça", ignorando a sua constitucionalidade o que obrigou Cavaco Silva, então presidente da República a "engolir" a contragosto a alternativa política apresentada por António Costa, não pode deixar de dar uma gargalhada ao vê-lo agora exultar com a possibilidade de uma geringonça polaca que vai de encontro Às suas expectativas políticas.

«Para o deputado europeu, o resultado dá uma "grande esperança" à Europa, uma vez que a Plataforma Cívica de Donald Tusk e os seus parceiros obtiveram "uma maioria confortável" que pode vir a por fora do poder os conservadores populistas do Lei e Justiça (PiS).


"Uma viragem fundamental para a União Europeia e para a democracia liberal", salientou o vice-presidente do PSD.

As palavras de Rangel foram, contudo, criticadas por José Gusmão, deputado europeu do Bloco de Esquerda (BE) que recordou que o PSD, que agora vê com bons olhos uma "geringonça polaca", viu como um "golpe" a geringonça formada pelo PS, PCP e BE, em Portugal, em 2015.» [Notícias ao Minuto]


GALINHIROS EM ISRAEL

 



Quando os tanques russos apareceram na Ucrânia cobertos por armações que lembram galinheiros não faltaram piadas, sugerindo qu isso eram um sinal da fraqueza dos blindados russos que dessa forma evitavam ataques de armas antitanque drones, evitando o seu impacto na parte superior, onde a blindagem é mais frágil.

Até nas nosas televisões vimos os nossos generais na reserva, agora comentadores televisivos, brincarem com a situação, enquanto que garantiam que os brinquedos fornecidos pelo Ocidente iriam mudar o curso da vitória. Aliás os nossos generais, que nunca ouviram uma munição explodir a não ser nas carreiras de tiro, anunciaram a vitória sempre que era enviado um brinquedo novo.

Agora parece que não só os ucranianos usam esses galinheiros, além de terem reforçado as blindagens dos Leopard com velhas proteções herdadas da URSS, como também em Israel os blindados estão a ser equipados com galinheiros em cima. Esperemos por ver os poderoso e prometedores tanques M1 Abrams enviados para a Ucrânia, para confirmarmos se não imitam os russos, ainda que há muito que os tanques ocidentais tenham sido retirados da linha da frente, para não estragarem a imagem da indústria de armamento europeu.

Agora, a dúvida está em saber se os poderoso tanques Merkava de Israel são tão indestrutíveis como diziam dos Leopard alemães ou dos Chalenger ingleses.

Parece que a "arte" da guerra mudou e que deixaram de existir tanques invencíveis e os próprios russos perceberam isso ao não enviarem os seus melhores tanques, os Armata, para o campo de batalho.