Houve um tempo, antes do Putin aparece, durante o qual os russos mudaram a sua dieta alimentar, deixando de comer criancinhas, nesse tempo os russos eram bem-vindos a Lisboa. Estávamos em Setembro de 2004 e uma fragata russa esteve estacionada no cais de Snata Apolónia, onde a sua tripulação chegou a dar um concerto. Imagens imposssíveis nos dias de hoje e, muito provavelmente, durante os próximos anos.
segunda-feira, outubro 09, 2023
sábado, outubro 07, 2023
PERSONALIDADE 'O JUMENTO' DO DIA
RUI TAVARES, DEPUTADO E LÍDER DO LIVRE
E DEPOIS DA ROMÉNIA, QUEM NOS ULTRAPASSA?
O desenvolvimento não é uma corrida entre países, ainda a questão não se deva colocar em termos de corrida, sabendo-se que da competividade externa resultarão maiores ou menores ganhos do ponto de vista do enriquecimento do país, não deixa de ser preocupante que no contexto da União Europeia por mais que se diga que nos estamos aproximando da “média” europeia, é evidente que estamos sendo ultrapassados nos indicadores económicos e sociais.
Quem se lembra do que era a Roménia deixada por Nicolae Ceaușescu, recorda-se certamente de problemas graves como a imensidão de órfãos abandonados a viver nos esgotos e a miséria generalizada que grassava naquele país, entre muitas outras situações que evidenciavam um enorme atraso económico e social.
O que sucedeu, então, para que depois de tantas ajudas europeus, de primeiros-ministros que não se cansam de gabar a sua competência, de Presidentes da República notáveis, como Cavaco Silva, que ainda hoje reaparece de tempos a tempos para dar raspanetes aos políticos e governantes no ativo, o país dar a imagem de parado no tempo.
Se ouvirmos António Costa a governação está cheia de grandes sucessos, o mesmo que ouvimos de todos os primeiros-ministros que o antecedera, bem como dos Presidentes das República, dos presidentes dos governos regionais, dos presidentes das câmaras municipais e dos modestos presidentes das juntas de freguesia. Todos eles anunciam grandes sucessos.
Talvez merecesse a pena para e refletir, em vez de discutirmos qual o indicador com que nos devemos comparar com a Roménia ou com a Grécia, não seria má ideia avaliarmos como foram gastos os muitos milhões que vieram de Bruxelas e transformara Portugal numa espécie de beneficiário do rendimento mínimo à escala das nações, um país cujos governos se transformaram em subsídio-dependentes e que governam em função do dinheiro que chega de Bruxelas.
sexta-feira, outubro 06, 2023
PERSONALIDADE 'O JUMENTO' DO DIA
JOÃO COSTA, MINISTRO DA EDUCAÇÃO
CHOQUE SALARIAL AO NÍVEL DO SALÁRIO MÍNIMO
Há quem defenda que o país precisa de um choque salarial, daí resultaria a morte imediata de muitas empresas pouco competitivas que sobrevivem à custa de salário, quando não o fazem recorrendo à evasão fiscal e a outros expedientes, daí resultando concorrência desleal com as que remuneram melhor e a destruição de empresas que poderiam crescer e promover o desenvolvimento.
Mas reduzir as preocupações em matéria de políticas salariais ao salário mínimo, enquanto o próprio Estado, enquanto maior empregador de quadros, tem como política reduzir os custos em pessoal através da redução dos salários no Estado, através da sua desvalorização com aumentos salarias sempre inferiores ou mesmo muito inferiores do que a inflação, significa que muito provavelmente em vez de uma política salarial a pensar no desenvolvimento estamos perante políticas meramente eleitoralistas.
Todos achamos bem que o salário mínimo ultrapasse os 800€, mas num país onde os jovens quadros e muitos doutorados que fazem investigação com bolas públicas ganham 1000€ ou pouco mais, estando sujeitos ao IRS o que não sucede com os que auferem o salário mínimo, estamos comprometendo o futuro.
As famílias que mais pagam impostos e mais investem na educação têm como resultado que os filhos, que estudaram durante cerca de 17 anos, ganhem pouco mais do que quem aufere um salário mínimo e, pior do que isso, sabe que a classe política está muito preocupada em aumentar os salários mínimos, enquanto em matéria de combate à inflação, em política fiscal ou na gestão da Administração Pública o objetivo é aumentar a carga fiscal e reduzir o rendimento dos supostos “ricos”.
Por outro lado, ignora-se o imenso mundo do trabalho informal do país, onde muitos empregadores declaram o salário mínimo, enquanto pagam uma parte substancial “por fora”, para não referir uma imensidão de profissionais e de “biscateiros” que trabalham sem pagar qualquer imposto. Todos sabemos do que se passa e não serão poucos os que poupam quando contratam “mulheres a dias” ou encomendam reparações.
O mais grave de tudo isto é que esta política salarial revela um desprezo quase total em relação ao desenvolvimento económico, ignora que uma aposta nesse desenvolvimento implicaria que empresas mais competitivas investissem em melhores salários e na qualificação dos trabalhadores, num mercado salarial onde escasseia cada vez mais a mão de obra qualificada.
Conseguir-se-ia ao mesmo resultado, mas esta estratégia salarial dos governos, que combina aumentos salariais de forma administrativa e favorece os menos remunerados através da política fiscal, tem mais resultados eleitorais a curto prazo, ainda que a médio prazo se traduza em menos desenvolvimento e na aposta de um modelo de crescimento económico cujos resultado é a perda de competitividade da economia portuguesa e a fuga em massa dos profissionais mais qualificados.
Pagamos impostos para termos mais e melhores universidades, mas fecham-se as urgências por falta de médicos, as escolas abrem sem professores, os concursos para muitas funções do Estado ficam sem candidatos, enquanto na City de Londres temos muitos jovens quadros na área das finanças, os hospitais de toda a europa contam com médicos ou enfermeiros portugueses.
quinta-feira, outubro 05, 2023
PERSONALIDADE 'O JUMENTO' DO DIA
ANTÓNIO COSTA, PRIMEIRO-MINISTRO, O ANTECIPACIONISTA
quarta-feira, outubro 04, 2023
PERSONALIDADE 'O JUMENTO' DO DIA
Rui Rocha, LÍDER do INICIATIVA LIBERAL






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