quinta-feira, agosto 13, 2015

Só podem querer mal ao país

Gente que no Natal justifica a morte de pessoas por abandono nas urgências do Serviço Nacional de Saúde devido à falta de médicos e depois vão de visita à Alemanha e chama a atenção dos médicos portugueses ara o facto de haver boas ofertas de emprego naqueles pais só podem querer mal ao país. Foi o que fez Paulo Macedo, que parece pagar fortunas a médicos cubanos enquanto os médicos formados nas universidades portuguesas estão em termos remuneratórios entre a empregada doméstica e o canalizador.

Gente que nada faz para cobrar a dívidas à Segurança Social, mantendo os elevados níveis de ineficácia neste sector, como ficou demonstrado com a forma fácil como o próprio Passos Coelho se esquivou ao cumprimento das suas obrigações contributivas, só pode querer fazer mal ao país. O crescimento das dívidas à Segurança Social envolve montantes muitos superiores aos muitos cortes feitos nas pensões. Há uma clara estratégia de promover a insustentabilidade da Segurança Social para depois a privatizar. Tem sido esta a estratégia destes canalhas, dizem que a TAP é inviável e privatizam-na, com o mesmo argumento privatizam os transportes públicos, agora estão usando o mesmo argumento para defender a privatização da TAP e há muito que afundam a Segurança Social para destruir o Estado Social.
 
Num país com graves problemas demográficos é preciso querer-lhe mal para abandonar políticas de crescimento e promover a emigração de quadros, dando aos “amigos alemães” milhões gastos pelos contribuintes para formar quadros de grande qualidade. Quando Vítor Gaspar gozava com o ex-ministro Álvaro Santos Pereira dizendo que não havia dinheiro para medidas de promoção do crescimento, havia ministros que achincalhavam os jovens portugueses sugerindo que eram uns gandulos que preferiam o conforto do desemprego a trabalhar no estrangeiro.
 
Na política deste governo houve muito mais do que memorando, de política económica ou de uma ideologia alimentada por muitos shots nas boates de Lisboa, desde a tese do consumo acima das possibilidades, à destruição deliberada de sectores da economia esteve sempre presente um ódio doentio ao país e aos portugueses.


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