quinta-feira, agosto 03, 2017

Os céus estão seguros

Durante semanas os registos de incidentes com drones foram tantos que fiquei que nos céus de Lisboa foram tantos que mais parecia que os lisboetas estavam a assistir à  versão tuga da Batalha da Inglaterra. Felizmente o governo apressou-se a adotar as leis que lhe foram pedidas e sem qualquer nova norma em vigor os incidentes terminaram de uma hora para a outra.

Agora estamos descansados, os drones vão encher os cofres de uma das instituições cujos dirigentes podem decidir o que querem ganhar, estarão identificados com matrícula e têm seguro. Já só falta exigir a quem tem um drone que ande vestido e equipado como um  piloto de um F 15 e que tire um curso de pilotagem devidamente certificado por um qualquer instituto público que ande a precisar de engordar as receitas com mais taxas.

Mas uma coisa é certa, estamos seguros no ar. O problema parece ser em em terra, tudo leva a crer que os nossos pilotos não gostam de ir ao banho e não me admiraria nada que o pessoal da segurança aérea, os mesmos que tinham medo que algum fuinha da 2.ª Circular derrubasse um avião, viessem a exigir ao governo novas normas para quem ande nas praias, que como se sabe, devem ser consideradas pistas alternativas.

Agora que o problema dos drones está resolvido talvez exijam que os banhistas da Caparica respeitem as pistas de areia e passem a usar pisca-pisca e matricula no traseiro, tudo em nome da segurança aérea. Até porque as praias têm um espaço aéreo muito ocupado, onde circulam as avionetas que anunciam de tudo, desde o cantor pimba à festa do berbigão. Sem esquecer as asas deltas e os passeios pelo litoral de algumas aeronaves militares.

É uma pena que as gaivotas não tenham orçamento, senão só estariam autorizadas a voar em Lisboa ou nas praias depois de pagarem a competente taxa e de prenderem uma chapa de matrícula às patas.

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