quarta-feira, julho 05, 2017

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo exige que se faça uma investigação de alto a baixo, doa a quem doer. Mas mArcelo ignora que em Portugal as investigações são feitas de alto a baixo sem que seja necessário uma exigência seja de quem for. Enfim, um pequeno beliscão na separação de poderes, ainda que só para inglês ver.

«Em Castanheira de Pera a propósito do Dia do Município, Marcelo Rebelo de Sousa foi instigado a comentar o caso, mas preferiu abster-se de o fazer.

“O Presidente da República não comenta processos judiciais concretos. A justiça segue o seu curso, o Presidente respeita a tramitação da investigação da justiça e não tem nada a dizer sobre ela”, atirou o Chefe de Estado.

Sem querer tecer mais comentários sobre as 12 detenções na Força Aérea, foi-lhe então pedido que voltasse a falar sobre o roubo de armamento de guerra do paiol de Tancos.

“Tem de se apurar tudo de alto a baixo, doa a quem doer”, apontou Marcelo, frisando que tem de haver um “apuramento de factos e responsabilidades”.

Nesta senda, e lembrando que “estão em causa o prestígio de Portugal, das Forças Armadas, da autoridade do Estado e a segurança das pessoas”, Marcelo foi perentório: “Exijo que haja uma investigação total, doa a quem doer, não deixando ninguém imune”.» [Notícias ao Minuto]

 Oficiais fazem manif

Oficiais na reserva fazem manifestação, vão fardados e depositarão as espadas. Sendo pessoal que está na peluda fazia mais sentido que fossem de pijama e lá deixassem a faca e o garfo.

      
 Já não se pode confiar nos generais
   
«A Polícia Judiciária deteve 16 pessoas, entre os quais 12 militares, por suspeitas de crimes corrupção passiva e activa para acto ilícito, abuso de poder e falsificação de documentos. Entre os militares contam-se um general e um coronel. Foram ainda detidos quatro empresários ligados ao ramo da comercialização de géneros alimentícios, informou a Judiciária em comunicado, explicando que se trata da segunda fase da chamada Operação Zeus.

As detenções foram efectuadas pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) no âmbito de um inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa. Em Novembro passado já tinham sido detidos seis militares no âmbito da mesma operação. Nessa altura, o advogado de um dos suspeitos, o major Rogério Martinho, falou sobre o caso à Lusa dizendo ser "impensável" que neste caso "a responsabilidade criminal seja assacada só a seis pessoas". 

As actuais detenções resultaram do trabalho de 130 efectivos da PJ e de 10 magistrados do Ministério Público, com a colaboração dos Serviços da Polícia Judiciária Militar, fruto de 36 buscas nos distritos de Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal, Évora e Faro – destas 31 foram buscas domiciliárias e cinco não-domiciliárias, detalha a PJ na mesma nota. Foi apreendido material relacionado com a actividade em investigação, bem como documentos, sem que sejam avançados mais detalhes sobre o tema.» [Público]
   
Parecer:

O consumismo está a levar muita gente à loucura.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

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