quinta-feira, agosto 07, 2014

A crise no BES segundo o Luta Popular

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O que escreveria o Luta Popular, órgão oficial do MRPP nos tempos heróicos do camarada Arnaldo Matos, o grande educador da classe operária?
  
Antes de quaisquer causas de ordem humana ter-se-ia em conta a explicação do socialismo científico, a poderosa arma analítica do marxismo-leninismo que tem no Capital de Karl Marx a fonte de todas as explicações. E a explicação é simples, a crise do BES é a crise do capital financeiro que se internacionalizou depois de um processo tardio do capitalismo português na transformação do capital industrial em capital financeiro. Um processo que se atrasou em consequência de um golpe militar conduzido pela pequena burguesia militarista que instituiu uma democracia que serviu para enganar o povo.
  
Diria o Luta Popular que esse capital financeiro aumentou o seu poder porque teve ao seu serviço o mais alto responsável da Comissão Europeia e o governo português, dois serventuários corruptos ao serviço do capital. Foi graças à cobertura desses responsáveis e do Banco de Portugal, uma instituição que serve para acorrer ao capital financeiro quando este está em dificuldades, que o capitalista Ricardo Salgado roubou o país e o BES para voltar a renascer e voltar a explorar os trabalhadores.
  
A troika, representante do capitalismo internacional, soube da situação do BES mas como quer o governo, quer o seu chefe Durão Barroso davam cobertura aos truques de Ricardo Salgado, os seus serviçais preferiram ignorar a crise no banco, certos de que o banqueiros conseguiria mais um vez enganar os seus parceiros, desta vez com a ajuda do governo do BdP e da Comissão Europeia.
  
O Banco de Portugal não passou de um instrumento ao serviço do governo capitalista e do banqueiro Ricardo Salgado para enganar os pequenos accionistas enquanto davam tempo a Ricardo Salgado desnatar o BES e roubar o pecúlio do último aumento de capital, manobra que contou com a cobertura do BdP e da CMVM e que visou enganar mais alguns pequenos accionistas. Numa semana o governador do Banco de Portugal tranquilizava os pequenos accionistas, no domingo  à noite condenava-os por serem responsáveis pela gestão ruinosa do BES.
  
A actuação de Seguro que tranquilizou os pequenos accionistas do BES levando-os às câmaras de gás dizendo-lhes que iam tomar banho é facilmente explicado pela traição da social-democracia à classe operária, aos trabalhadores e à pequena burguesia progressista.
 
A comunicação acabaria com um "Morte ao banqueiro fascista Ricardo Salgado, aos seus lacaios Carlos Costa, Passos Coelho e Durão Barroso, ao pequeno burguês Seguro traidor da classe operária e a todos os esbirros que os apoiam".
  
Pois, mas o Barroso da Comissão, o José Manuel Fernandes do Observador ou a Ana Gomes que apoia o Seguro na treta das directas do PS é que eram do MRPP, eu nunca fui.
  

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