quarta-feira, agosto 20, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Pilrito-pequeno (Calidris minuta), Terreiro do Paço, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Miguel Macedo, ministro da Administração Interna

O que sucedeu em Ferreira do Alentejo quase parece uma anedota, milhares de pessoas organizaram uma festa ilegal e barulhenta junto a uma barragem sem que as autoridades se tivessem apercebido da chegada de muitas dezenas de caravanas para as margens de uma pequena barragem. A GNR apenas apareceu depois das queixas de moradores das redondezas e acabou por fugir para um café da aldeia, onde segundo a dona chegaram a transpirar.

Muitos agentes feridos, viaturas danificadas, tiros de armas ilegais e a GNR fez o quê? Fugiu e apareceu depois em força para expulsar a meia dúzia de campistas que ainda permaneciam no local, dois dias depois da festa.

Parece que o nosso ministro só tem coragem para enfrentar manifestações, é um problema deste governo, só são corajosos quando isso não é necessário.
 
 Best ice bucket

   
      
 Tempos esquisitos, estes
   
«Tudo foge entre os dedos. Espírito Santo era uma família, certo? Tão poderosa que da admiração de muitos à inveja de tantos não deixava de ser o que sobretudo era: passado, riqueza, patine, poder. Família centenária. Agora, são queixinhas: "Olhem que os meus primos também..." Outros a patinar: a polícia era força, certo? Às vezes, extravasava, marrava para a sua crença natural, ser força. Mas querem os tempos modernos que ela agora seja mais de levar e calar. No sábado, foi cumprir a lei e baixar o som de uma rave em campos alentejanos e foi recebida à pedrada e sofreu feridos. Não está aí o problema, no levar. Não se exige à polícia que ganhe todas as batalhas. Não se exige, à primeira, atenção! Mas depois de ir curar os dói-dóis à urgência, não pode exibir como único espólio a detenção de um pobre diabo apanhado junto a aparelhos sonoros sem licença. Se policiar fosse só passar multas, era só armada de esferográficas. Terceiro sinal moderno: jornalismo é para informar, certo? Ontem, a RTP apresentou uma reportagem de um "bombista português" (e no último momento riscou "mártir", felizmente). Pois passou o tempo a pôr-lhe aspas no nome e a esconder a cidade onde morava. Mas até a esconder a reportagem foi má, tapou Marselha e mostrou igrejas emblemáticas de Marselha. Que saudades dos tempos em que as famílias presunçosas eram família, os polícias policiavam e os jornalistas revelavam, não apagavam.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
     

   
   
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