domingo, agosto 24, 2014

Semanada

Miguel Laranjeiro, secretário nacional do PS e natural de Braga, veio desvalorizar o estranho fenómeno ocorrido no seu condado, dois defuntos pagaram as quotas em atraso para podem votar em eleições internas do PS. Não só desvalorizou o fenómeno como não sentiu necessidade de o investigar, talvez porque conheça bem os falecidos e a sua militância pos mortem. Ainda bem que estamos perante apenas dois mortos que decidiram regressar à vida política activa, imaginem o que seria se os cemitérios em peso se levantassem para tomar conta dos partidos. Bem vistas as coisas Laranjeiro até poderia ter realçado o fenómeno argumentando que a simpatia por Seguro e pala sua equipa é tão grande que até os mortos pedem para votar neles.
  
Mais inteligente do que o Laranjeiro foi uma das girls de Seguro, mais precisamente a beneficiária das inscrições dos defuntos. Diz a senhora que o pagamento das quotas dos falecidos foi uma homenagem das famílias os ditos. Esta senhora não só concorre com Jesus em matéria de ressurreições como ainda se sente com graça para chamar burros aos portugueses. Isto está mesmo transformado numa imensa escola preparatória cheia de espertalhões e de espertalhonas.
 
Se Seguro ganhasse as directas e as indirectas do PS e a tal tontinha de Braga, de nome Maria José Gonçalves, fosse designada ministra das Finanças o país país superaria a crise em três tempos e sem a troika, bastava emitir declarações do IRS em nome dos defuntos com o argumento de que as famílias queriam homenagear os seus entes queridos de forma original ou que se tratava de gente tão empenhada em ajudar a nação que mesmo depois de mortos ainda insistiram em pagar impostos. Com gente desta o Seguro vai longe, vai...
  
Mais dia, menos dia teremos o regresso da santinha da Ladeira ao altar do governo, depois de ter sido apeada graças aos milagres da Santinha da Rua da Horta Seca a verdade é que não só deixaram de se registar milagres como começa a ser evidente que a nova santinha é uma trapaceira. Longe vão os tempos em que mal chegado ao governo Pires de Lima debitava o sucesso nas exportações. Agora assiste-se ao regresso da vaga de importações e Portugal começa a disputar o estatuto de campeão no desequilíbrio externo. O famoso ajustamento começa a ser um pesadelo.  

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