segunda-feira, agosto 15, 2016

Avaliar a experiência

Agora que o traste de Massamá anda tão emprenhado em, avaliar a política económica deste governo vale a pena referir que é lamentável que sejam adoptadas políticas que afectam a vida dos portugueses ao ponto de uma boa parte dos jovens qualificados ser empurrada para a emigração sem eu seja feita qualquer avaliação. Seria lógico, por exemplo, que a senhora presidente do Conselho de Finanças Públicas que tanto se empenhou em tentar convencer os eleitores das vantagens da política económica do governo anterior viesse agora avaliar o impacto da política em que tanto se empenhou.

A não ser que envolva medidas como uma desvalorização ou um aumento brutal de impostos a política económica não é avaliável no espaço de três ou quatro meses, principalmente se essa avaliação for feita através de indicadores como o desemprego ou o crescimento económico. O OE para 206 foi aprovado em finais de Março, a maioria das suas medidas começaram a ser adoptadas em Abril e isso significa que estamos no quarto mês de uma política. Além disso, em relação ao passado o impacto do OE foi diminuto, quer no plano da procura interna, quer no que respeita a medidas financeiras com consequências económicas. Além disso ninguém questiona o rigor financeiro, pelo que a questão da credibilidade externa não se coloca.

O que de bom ou de mau possa estar a ocorrer na economia deve ser entendido como o resultado de uma política inovadora pensada por António Borges, adoptada por Passos Coelho, implementada pelo fugidio Gaspar e continuada por Maria Luís. Tratou-se de uma desvalorização fiscal apoiada em reformas no mercado de trabalho, da desvalorização social dos pensionistas e na destruição do serviço público do Estado através da desqualificação salarial dos funcionários.

Com essa dose brutal de medidas prometia-se a criação de emprego, a promoção do desemprego e a retoma do crescimento. Estamos no tempo em que se deverão sentir os benefícios prometidos, é a ocasião para avaliar a experiência que tantos sacrifícios impôs aos portugueses. ´Ser honesto em política económica é avaliar rigorosamente das políticas que foram apoiadas e está na hora de gente como Vítor Gaspar, Teodora Cardoso ou Carlos Costa avaliarem as políticas que apoiaram ou ajudaram a impingir aos portuguese.  O mesmo se diz de muitos jornalistas como Paulo Ferreira, António Costa, Helena Garrido e muitos outros que foram arautos da boa nova também virem republicar e explicar muito do que escreveram nestes quatro anos.

Enfim, sejamos honestos e rigorosos!

  

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