quinta-feira, agosto 25, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Hélder Amaral, deputado do CDS

Ao contrário do que se possa pensar a identidade deste deputado do CDS com Angola não vem das suas raízes angolanas, essa proximidade tem algo de genético mas mais porque este senhor se comportar como um paquiderme. Basta ouvi-lo na CMTV onde é um defensor do seu presidente Bruno de Carvalho para se perceber que é um perigo público sempre que abre a boca, comporta-se como um elefante numa loja de cristais.

«Hélder Amaral, o deputado do CDS que fez declarações polémicas durante o congresso do MPLA em Angola, vai regressar ao país a 4 de setembro, para representar o seu partido no Congresso da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE). Esta força, que participou nas eleições parlamentares angolanas de 2012 — conseguindo 6% dos votos e oito deputados — vai transformar-se em partido político e é liderada por Abel Chivukuvuku, ex-militar e ex-dirigente da UNITA.

Apesar do parlamentar democrata-cristão ter lançado uma discussão na semana passada, que obrigou o partido a reagir, causando uma enxurrada de críticas, por ter dito que havia uma proximidade “cada vez maior” entre o CDS e o MPLA, Assunção Cristas decidiu manter o dossiê de Angola nas mãos de Hélder Amaral, avançou o Correio da Manhã. A líder do CDS teve uma conversa telefónica com o deputado e terá considerado que houve um mal-entendido com as declarações proferidas em Luanda. O CDS já tinha feito saber que ia ao congresso do CASA-CE (a terceira maior força de Angola), mas não tinha anunciado que o seu representante seria Hélder Amaral — que tem dupla nacionalidade e também é angolano.» [Observador]

 O outro lado da guerra

Enquanto milhares de iraquianos morrem nos combates com o DAESH, enquanto as mulheres curdas do Iraque e da Síria combatem os extremistas islâmicos dando um exemplo de coragem que durante muito tempo não vimos no Iraque, enquanto os países ocidentais e a Rússia perdem soldados nessa guerra, os filhos do embaixador do Iraque andam a apanhar bebedeiras e a envolverem-se em desacatos em Ponte de Sor.

Eu não os incomodava judicialmente, mandava-os imediatamente para a linha da frente junto a Mossul onde em vez de beberem cervejas beberiam água inquinada e em vez de andarem a mostrar tatuagens n um bar alentejano andariam a mostrar se os tinham no sítio.

O mínimo que se pode dizer de um embaixador do Iraque que permite este comportamento aos seus meninos é que se trata de um idiota. Representando um país destruído tinha o dever de aconselhar os seus meninos a evitarem copos e rixas.

 Bons costumes

1922, Washington

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«Photo shows Bill Norton, the bathing beach "cop", using a tape measure to determine the distance between a woman's knee and the bottom of her bathing suit on a beach in Washington, D.C.» [Library of Congress]

2016, Nice

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«French police made a woman remove her burkini on a Nice beach on Tuesday while another was fined in the resort of Cannes for wearing leggings, a tunic and a headscarf.» [The Telegraph]

      
 Dossier CGD encerrado
   
«A recapitalização da Caixa Geral de Depósitos foi aprovada esta terça-feira ao final da tarde pela comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, em negociações directas com o ministro das Finanças, Mário Centeno, soube o PÚBLICO. O valor imposto pela comissária, e aceite pelo Governo português, é de 2,7 mil milhões de euros para a recapitalização directa. Mas, no total das operações financeiras permitidas, a recapitalização da CGD poderá atingir os 4,6 mil milhões.

Com esta aprovação fica tudo a postos para o novo presidente da Caixa Geral de Depósitos, António Domingues, e a nova administração tomarem posse antes do fim do mês, data em que cessa funções a anterior administração.

A recapitalização da CGD será composta por três parcelas. Uma é o investimento de 2,7 mil milhões. Outra é a possibilidade de conversão dos 900 milhões que o Estado investiu no sector bancário aquando da intervenção da troika (conhecidos como "CoCos"). Estas duas parcelas perfazem os 3,6 mil milhões autorizados ao Estado. Mas o Governo português está ainda autorizado a lançar uma operação de venda de obrigações da própria Caixa Geral de Depósitos até um valor limite de mil milhões de euros.» [Público]
   
Parecer:

Por este andar o Passos não sabe o que dizer.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
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