quinta-feira, maio 21, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



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Pedido, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Nuno Crato, ministro incompetente da Educação

É evidente que não é o ministro da Educação que elaborou um teste que prevê audição de um CD para alunos surdos, mas é o ministro que estimula uma cultura de competência ou de incompetência no ministério. Neste ministério da Educação é óbvio que grassa alguma incompetência e quando os alunos surdos são esquecidos durante dois anos seguidos é óbvio que algo funciona muito mal na equipa de Crato.

«Os cerca de cem estudantes surdos que frequentam o 9.º ano de escolaridade na Rede Nacional de Referência para a Educação Bilingue de Alunos Surdos não fizeram o exame de inglês que se realizou em todas as escolas e agrupamentos do país, na semana passada. É que a prova inclui uma parte oral que, obviamente, está fora do seu alcance.

O Ministério da Educação e Ciência obrigou todos os alunos do 9.º ano a realizar o Preliminary English Test for Schools (PET), elaborado pela universidade inglesa de Cambridge. E os alunos surdos até queriam fazer o exame, mas a forma como a prova foi elaborada não permite que os estudantes com limitações realizem a parte oral e auditiva, impedindo-os assim de, após o pagamento de 25 euros, obter o certificado passado pela universidade inglesa a reconhecer os seus conhecimentos.

"Temos sete alunos surdos no agrupamento que não realizaram a prova", disse ao JN João Dantas, responsável pelo Agrupamento de Escolas D. Maria II, em Braga. "Com conhecimento do Instituto de Avaliação Educativa, tomamos a decisão de dispensar os alunos".» [JN]

 É uma pena

É uma pena que os agentes da PSP não sejam tão tolerantes com os cidadãos como os seus sindicalistas estão sendo em relação ao famoso graduado de Guimarães. No momento de multarem cidadãos por dá cá aquela palha os agentes da PSP não dizem que foi uma precipitação, um comportamento pontual, etc., etc.. Se fossem tão tolerantes com o cidadão comum como são com os colegas a PSP teria uma melhor imagem do que a que tem.

 Julgamentos na praça pública

Há os que podem ser feitos e os que não devem ser feitos, por exemplo, se estiver em causa um ex-primeiro-ministro pode e deve ser feito e até pode envolver magistrados a brincar aos julgamentos no Facebook, mas se a vítima for um graduado filmado em flagrante delito não se deve fazer um julgamento na praça pública, porque os únicos julgamentos que podem ser feitos em tal local são aqueles em que um polícia decreta e executa logo as vergastadas.

 Um jornal da esquerda

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O Observado até parece um jornal da esquerda, é o jornal oficioso da candidatura de Henrique Neto e no dia em que o PS apresentou o seu projecto de programa eleitoral ainda tem espaço para dar destaque ao livre. O jornal do antigo estalinista da Voz do Povo sabe muito bem que a melhor forma de ajudar a direita a vencer em todas as frentes é usar os que à esquerda querem um lugar no parlamento ou em Belém sem olhar aos custos.

      
 Já não foi uma cuspidela?
   
«O subcomissário Filipe Silva, filmado por uma televisão a agredir à bastonada um adepto do Benfica, caiu em si logo a seguir aos incidentes de domingo junto ao estádio vimaranense. Um colega do comandante da Esquadra de Investigação Criminal da PSP de Guimarães garantiu ao DN que o oficial "está consciente que exagerou" e que já transmitiu isso a amigos logo a seguir aos acontecimentos. "Ele errou, está consciente que exagerou mas perdeu a cabeça quando o indivíduo se virou para ele e disse: "Vai-te f..., vai para a p... que te pariu".
  
Filipe Silva saiu de sua casa em Guimarães, onde vive com a namorada, e resguardou-se em casa do pai, como já tinha noticiado o JN. "Está muito em baixo", disse um colega muito próximo do oficial, assegurando que nem ele nem outros amigos conseguem contactá-lo por telemóvel. Uma das últimas vezes que um amigo polícia falou com ele, anteontem, foi via Messenger.
  
Os pais que o oficial sempre ajudou e a namorada são o seu conforto numa altura em que os ódios inflamados no facebook "já chegaram ao ponto de ameaças diretas ao subcomissário", como disse um polícia.» [DN]
   
Parecer:

Agora foram ofensas pessoais que levaram a que um graduado da PSP, um filho exemplar, perdesse a cabeça em dois segundos. Primeiro a PSP divulgou o auto da cuspidela numa tentativa desastrada de justificar o injustificável, agora promove-se outra manobra e faz-se passar a mensagem do acto motivado por ofensas graves. Esperemos que não se estejam a afundar com mais mentiras.

Os colegas desdobram-.se em elogios e como não devem ter visto o vídeo até dizem que o seu graduado "é exigente com ele e com os outros. Para o Filipe Silva a lei é para cumprir". POis, viu-se a forma como é exigente com ele próprio para em segundos passar à agressão brutal e também se percebe que é um grande cumpridor da lei, o problema é que deve desconhecer que a agressão que perpetrou é crime. O problema destes polícias é que da mesma forma que acham que as suas viaturas não estão sujeitas ao Código da Estrada também os seus agentes não precisam de respeitar o código penal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pela conclusões das investigações ainda que não sejam promovidas por entidades que garantam independência.»
  
 Afinal é um hábito
   
«Um comerciante de Guimarães acusa o subcomissário Filipe Silva de o ter agredido em abril, no final de um jogo entre o Guimarães e o Sporting de Braga.

O subcomissário que está a ser alvo de investigação por ter agredido adeptos do Benfica em frente a duas crianças é suspeito de uma outra agressão. O caso remonta ao dia 17 de abril, no final do jogo Guimarães-Braga: segundo o Correio da Manhã, Edgar Santos, um comerciante e adepto do Vitória de Guimarães, alega ter sido brutalmente agredido pelo agente Filipe Silva, pelas 23.00, pouco depois do final da partida de futebol.

O comerciante diz ter levado bastonadas em várias partes do corpo, inclusivamente na cabeça. "Eu ia jantar e passei próximo dos adeptos do Braga. Nisto, rebentou um petardo e, quando reparei, vinha uma série de polícias na minha direção. Quando ele chegou à minha beira começou logo à bastonada e algemou-me. Eu disse que não tinha feito nada, mas ele não quis saber", disse Edgar Santos ao jornal.» [DN]
   
Parecer:

Este polícia gosta tanto de bater que devia ser promovido a batedor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a sugestão.»

 A Arca de Noé
   
«Jorge Wemans e José Vítor Malheiros, jornalistas fundadores do Público (e o primeiro, depois disso, também diretor da RTP 2), são pré- candidatos a deputados pelo Livre/Tempo de Avançar, ambos pelo círculo de Lisboa. Serão escolhidos, como todos os outros pré-candidatos a deputados, nas eleições primárias que o movimento marcou para 20 e 21 de junho.

Para estas primárias estão convocados os subscritores do Livre/Tempo de Avançar e independentes simpatizantes da organização, terminando o recenseamento dia 15 de junho. Quem quiser pode inscrever-se como candidato a candidato. Terá antes de subscrever uma declaração de ética, ser proposto por 12 subscritores do Livre/Tempo de Avançar, preencher uma declaração de propositura e indicar o círculo (ou círculos) pelo qual pretende ser eleito.» [DN]
   
Parecer:

Digamos que o Livre é uma forma de os outros partidos se livrarem dos dissidentes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Livra!»

 Adoro este ministro
   
«O ministro da Defesa Nacional, Aguiar-Branco, acusou o Partido Socialista (PS) de querer um modelo de governação “muito à engenheiro Sócrates”, defendendo que a apresentação do projeto de programa eleitoral dos socialistas “é uma sondagem de ideias”.

“É mais uma sondagem de ideias, já foi feito esse ensaio com o cenário macroeconómico que aconteceu num primeiro momento, agora é o projeto de programa”, disse o ministro da Defesa Nacional à agência Lusa no final de uma visita ao navio-patrulha Tejo, quando questionado acerca do projeto de programa eleitoral hoje apresentado pelo PS em Lisboa.» [Observador]
   
Parecer:

Sempre que o ouço tenho um misto entre dó e vontade de rir.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Estalou o verniz no grupo parlamentar do PSD
   
«A votação na especialidade das iniciativas sobre enriquecimento ilícito foi esta quarta-feira adiada, depois de uma discussão que opôs Teresa Leal Coelho ao também social-democrata presidente da comissão de Assuntos Constitucionais sobre a constituição de um grupo de trabalho.

A votação na especialidade estava agendada e o presidente da comissão de Assuntos Constitucionais, Fernando Negrão (PSD), pediu à deputada do PSD Teresa Leal Coelho as conclusões do grupo de trabalho criado para tentar conciliar posições entre os diferentes grupos parlamentares acerca da criminalização do enriquecimento ilícito e começou aí uma discussão longa e dura.

Na resposta, Teresa Leal Coelho disse que não tinha sido criado nenhum grupo de trabalho porque PSD e CDS-PP se tinham oposto e que tinha ficado apenas estabelecido que seriam efetuados "contactos informais".

Fernando Negrão dirigiu-se a Teresa Leal Coelho num tom particularmente duro, afirmando que "a pior coisa que há na vida é desmentir a realidade", sublinhando que um "grupo de trabalho informal" tinha sido criado há duas semanas, envolvendo a indicação de elementos pelos grupos parlamentares e uma coordenadora, precisamente Teresa Leal Coelho.

"A deputada Teresa Leal Coelho disse que estava muito honrada por coordenar o grupo de trabalho e agora veio negar a realidade, o que me deixa muito preocupado porque temos trabalhado nesta comissão com grande seriedade", afirmou.

A deputada social-democrata disse que não era esse o seu entendimento: "Foi inequívoca a minha afirmação de que não criaríamos um grupo de trabalho", disse.

Fernando Negrão disse sentir que o seu trabalho estava posto em causa e que todos os deputados presentes na comissão ouviram Teresa Leal Coelho dizer que se sentia honrada por coordenar o grupo de trabalho.» [i]
   
Parecer:

É do nervosismo que se sente na direita.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se calma aos deputados do PSD pois não vão perder todos os assentos parlamentares para o CDS, ainda sobrarão alguns para o PSD.»
  

   
   
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