sábado, maio 09, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



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Janela, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Paulo Portas

Paulo Portas tem um conceito de dignidade pessoal muito próprio, supera um vexame público gozando consigo próprio. Enfim, o preço que está disposto a pagar por garantir muitos mais deputados do que o seu partido vale, tudo nesta vida, até a dignidade tem um preço.

«Paulo Portas decidiu brincar com as polémicas da última semana: a forma como pediu a demissão “irrevogável” no verão de 2013 e o estatuto que Passos Coelho lhe deu no último debate quinzenal.

“Apresenta-se ao serviço o líder do principal partido da oposição, se tiverem perguntas podem enviar um SMS”, gozou o vice-primeiro-ministro, quando os jornalistas quiseram ouvir a sua versão sobre os temas.

Com a ironia, Portas pretendeu pôr fim à polémica levantada pela biografia autorizada de Passos Coelho, apresentada esta semana, que adiantava que em julho de 2013 o primeiro-ministro teria recebido o pedido de demissão do seu parceiro de coligação via SMS. O vice-primeiro-ministro e líder do CDS-PP fez um desmentido formal, garantindo que se demitiu, formalmente, por carta. Um dia depois, no parlamento, a polémica voltou, quando Passos tratou Portas como “o líder do principal partido da oposição”. E não faltaram as notícias e as análises sobre estas questões após o anúncio de que os dois partidos se apresentarão coligados nas próximas legislativas.» [Observador]

      
 O governo amigo da economia
   
«O Governo quis incentivar os portugueses a comprar carros "amigos do ambiente" e criou apoios financeiros para quem quisesse trocar o seu veículo com mais de dez anos por um carro elétrico. A lei entrou em vigor no dia 1 de janeiro, mas, passados quatro meses, ninguém recebeu um cêntimo deste programa. Os concessionários das marcas dizem que "há muitos clientes que desesperam por receber o dinheiro, pois fizeram as suas contas a contar com o incentivo do Estado". Outros garantiram à VISÃO que "já tivemos potenciais interessados em comprar carros elétricos que desistiram por não saberem quando receberiam o dinheiro dos apoios que o Governo prometeu". "Há alguns clientes que deram o seu carro para abate e, sem a ajuda que o Estado prometeu, não conseguiram comprar o veículo elétrico. Agora não têm nenhum meio de deslocação", garante um concessionário.

Contactado pela VISÃO sobre as razões que estão a atrasar o pagamento dos incentivos prometidos no âmbito da fiscalidade verde, o Ministério do Ambiente respondeu que "foram esta semana concluídos, pelo Ministério das Finanças, os procedimentos de autorização financeira que permitirão a célere atribuição deste incentivo ", não avançado com qualquer data para começar a fazer os respetivos pagamentos.

O Ministério do Ambiente garante que, atualmente, existem "cerca de três dezenas de casos em apreciação" de pessoas que compraram veículos elétricos.» [Visão]
   
Parecer:

O que seria da economia se não fosse a paixão assolapada que por ela sente este governo...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Funcionária privativa
   
«Uma funcionária do Fisco que está a ser investigada por ter acedido aos dados fiscais do primeiro-ministro diz que o fez a pedido de Pedro Passos Coelho, embora não diga qual foi o pedido exato do primeiro-ministro, noticia o Diário Económico. O gabinete de Passos Coelho diz que não foi pedido qualquer “tratamento de favor”.

De acordo com uma ata da audiência desta funcionária no âmbito de uma auditoria da Autoridade Tributária, que o Diário Económico cita na sua edição de hoje, a funcionária terá acedido aos dados primeiro-ministro devido a um pedido do próprio, devido a uma questão relacionada com o seu IRS.

O acesso terá sido feito em novembro de 2014 e terá sido detetado no âmbito da chamada lista VIP, que controlava o acesso dos funcionários do fisco a alguns contribuintes, todos eles governantes, e entre os quais estava Passos Coelho.

A funcionária do Fisco explicou que o primeiro-ministro lhe ligou porque têm uma “relação de amizade”. Confrontado com estas declarações, o gabinete de Passos Coelho disse apenas que não houve qualquer pedido de tratamento de favor por parte da AT.» []
   
Parecer:

Este é o outro lado da devassa dos dados o informalismo. O problema é quando os conjugues e amigos deveriam abster-se de pedir este tipo de informações pois, por exemplo, há magistrados casados com chefes de finanças,. etc., etc..
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Varoufakis estará a brincar?
   
«Que da próxima reunião do Eurogrupo não se esperava um acordo entre a Grécia e os credores já era assumido publicamente, mas as negociações parecem ter dado mais um passo atrás. Nos encontros recentes que teve com alguns dos seus homónimos da zona euro, o ministro das Finanças grego entregou um plano de reformas que difere em muito do que está a ser negociado em Bruxelas, noticia o Wall Street Journal.

Depois de uma muito tensa reunião do Eurogrupo em Riga, no início de maio Yanis Varoufakis foi substituído nas negociações com a troika por Euclid Tsakalotos, um economista de Oxford próximo do vice-primeiro-mininstro Yannis Dragasakis.» [Observador]
   
Parecer:

Isto ainda acaba mal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Comunicado com erro 
   
«O Miniistério da Educação e Ciência tomou uma série de medidas no sentido de garantir que sejam os candidatos melhor preparados a ensinar os nossos alunos", escreve o próprio Ministério em comunicado. A informação enviada aos jornalistas vem a propósito da divulgação, esta sexta-feira, dos resultados da componente específica da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), realizada por 1500 candidatos a dar aulas. 

Se em matéria de princípio nada haverá a apontar, a questão está na expressão “melhor preparados”, um erro gramatical frequente, que tem a sua ironia por vir impresso num documento sobre as provas onde chumbaram 60,4% dos avaliados a Português.

O domínio “do raciocínio lógico e a capacidade de comunicação em língua portuguesa são transversais à lecionação de todas as disciplinas”, lê-se no mesmo comunicado, aliás escrito num português escorreito, não fosse o termo “melhor” refletir o sentido de “mais bom” — o que é errado. Na verdade, a expressão correta é “mais bem”, uma vez que o "mais" é que traduz a noção pretendida de “bem preparado”. » [Expresso]
   
Parecer:

Crato no seu melhor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

   
   
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