sábado, outubro 04, 2014

Mais um ataque de vontade de diálogo

Com os ministros do mini governo em retiro especial para se escaparem ao contágio do ébola da incompetência que levou a que a tontinha da justiça e o Crato fossem metidos em coma induzido e como uma boa parte dos outros membros do governo em regime de hibernação antecipada não vão ser atingidos pela peçonha da Tecnoforma coube ao Opus ministro Macedo a tarefa de desafiar António Costa para um pacto.
  
Atrapalhado com os acontecimentos Passos Coelho apanhou a boleia do antigo director-geral das missas de acção de graças e uma semana depois da eleição de Costa deu seguimento ao repto do seu opus ministro, confirmando o desafio a Costa para acordos. Agora já só falta vir o pau mandado elogiar a vantagem dos acordos, ainda que já ninguém espere que as taxas de juro baixem. 
  
Um governo que segue a visão de um incompetente e que nunca aceitou qualquer ideia da oposição recorre sistematicamente a estes desafios como forma de eliminar os líderes dos partidos da oposição. O truque é sempre o mesmo, são proibidas novas ideias sem se dizer se baixam os impostos ou cortam, nos vencimentos e quando se receia que os portugueses possam ter de escolher entre ideias diferentes tenta-se reduzir a oposição a nada com propostas de diálogo. O processo é sempre o mesmo, um ministro desafia, Passos confirma e o pau mandado apadrinha.
  
O problema é que Paulo Macedo propôs a missa mas esqueceu-se de escolher a oração, não explicou se o pacto que sugere é para manter as ambulâncias do 12 nas garagens para poupar nas despesas, se é para cortar as comparticipações nos medicamentos dos idosos ou se serve para aumentar as taxas moderadoras ou ainda para destruir o que resta de uma ADSE que até dá lucros. Ou talvez para se crie um regulamento sobre propaganda manhosa na saúde.

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