terça-feira, outubro 07, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Símbolos maçónicos na decoração de sala nobre na Alfândega de Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Maria de Belém

Mais um pouco e o processo de renovação da liderança do PS estaria pronto lá para meados da próxima legislatura. Depois de abandonar a distância em relação aos candidatos que seria de esperar de uma presidente de um partido, Maria de Belém apoiou com todos os seus trunfos as propostas de Seguro que apenas visavam adiar qualquer substituição e agora fica-se com a sensação de se arrastam os pés. O PS leva mais tempo para mudar de líder do que o país precisa para mudar de governo.

Agora resta esperar que no fim do processo Maria de Belém fosse coerente e se demitisse da presidência do PS, aquele partido só teria a ganhar com isso pois a senhor está muitos furos abaixo da qualidade que se espera naquele cargo.

 Marinho e Pinto

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O prometido striptease financeiro de Marinho e Pinto

É um gajo tão inteligente que concorreu a um cargo sem se informar do que ia fazer e de quanto ia ganhar, ficou arrependido depois de saber que não ia fazer nada e a troco disso ia ganhar muito. Só depois de estar farto do Parlamento Europeu e de querer um partido só seu é que se apercebeu do que era o MPT.

Marinho e Pinto não é um populista, antes disso é um imbecil perigoso.

 Onde estão os professores

Quando estava em causa a avaliação, processo que incomodava os mais instalados por se sentirem no direito de serem eles próprios a avaliarem-se, como chegou a propor o Mário Nogueira, vieram todos para a rua. Quando milhares de professores são dispensados, despedidos ou marginalizados por uma prova indigna os professores instalados ficaram em silêncio enquanto as suas estruturas sindicais limitaram-se aos protestos da praxe.

Agora chegou-se ao ponto de serem despedidos professores em massa porque foram colocados ao abrigo de um concurso viciado por um erro da responsabilidade do governo. Estes professores tomaram tiveram um prazo curto para aceitarem os lugares e apresentarem-se nas escolas, algumas a centenas de quilómetros da sua residência. Em meia dúzia de dias muitas famílias tiveram de se reorganizar, mudando crianças de escolas e infantários, alugando novas casas, programando mudanças de vida que nalguns caos envolvem os dois conjugues.

Quem protestou? Quem se manifestou? Quase ninguém.

Quando precisaram os professores instalados serviram-se do activismo destes colegas. Agora retribuíram o seu favor com um silêncio vergonhoso.

Este é um caso que justifica uma reflexão profunda sobre a natureza dos actuas sindicatos. Representam os trabalhadores ou representam os seus sócios e se for necessário contra os outros trabalhadores? No caso de alguns sindicatos o oportunismo é ainda maior, nos momentos em que estão em causa os seus interesses representam todos os profissionais, quando os seus estão protegidos representam apenas os sócios. Será isto sindicalismo ou oportunismo?

 5 de Outubro

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Há tipos que quando abrem a boca ou entra mosca ou sai asneira.

 Dão-se alvíssaras

A quem viu Cavaco lutar pela democracia antes do 25 de Abril a fim de confirmar a sua declaração no discurso que fez na comemoração do dia 5 de Outubro.

Um trabalhou gratuitamente para a ONG, o outro lutou pela democracia antes do 25 de Abril, agora já só falta o Portas dizer que no tempo em que compraram os submarinos ele não era mais do que um modesto funcionário do PCP.

PS: O Jumento catrapiscou o seu cabeçalho dedicado à gloriosa luta anti-fascista de Cavaco Silva ao Câmara  Corporativa, num post de leitura obrigatória.
  
 Simplesmente amigos?

Marcelo compreende o abraço entre Passos e o Zé Maria, tudo normal entre amigos. Só que estando em ambiente profissional esse argumento conduz a uma conclusão, a de que Passos e o Ricciardi misturam amizades com "negócios" pois o encontro não foi propriamente um chá em Massamá.

 Um partido de tradição de democracia democrática...

Segundo Maria de Belém é esta a tradição de Belém. Até poderia dizer que o PS é um parido democrático de tradição de democracia democráticas cujos militantes são democratas defensores da democracia e da tradição da democracia democrática do seu PS democrático e que vive em democracia na melhor das tradições democráticas. Haja paciência!

 Amália por Júlio Resende / "Medo" - Dueto com Amália Rodrigues



      
 Quem muito dá bocas fica debaixo de olho
   
«Marinho e Pinto tem daquelas coisas que, num país de cágados, me faz gostar dele: dá bocas. Marinho e Pinto tem daquelas coisas que, em quem dá bocas, me põe de pé atrás em relação a ele: é desbocado. Estamos apresentados: gosto dele pela condição rara e essa condição faz-me desconfiar dele. Em agosto, ele disse: "Verifiquei uma coisa que não sabia antes: o Parlamento Europeu não tem utilidade, é um faz-de-conta, não manda nada."

Dois meses e meio antes, ele pediu-me o voto para uma coisa que não tem utilidade, é faz-de-conta e não manda nada... Só um desbocado viria arrasar uma função para a qual tentou desinquietar-me, e que em meros dois meses e meio viu a perfeita inutilidade. Outro deputado, cágado, perante o ato por si cometido - que só pode ser de vígaro ou de ingénuo - calar-se-ia. Marinho e Pinto, não. Dá bocas.

Por isso gosto dele. Mas, lá está, também mais desconfio. Fui ver e vi que desde agosto, mês da iluminação, Marinho e Pinto continua a ganhar um ordenado por fazer de conta num lugar inativo! Ontem, fiquei contente por saber que ele procura alternativa a esse ócio remunerado: criou um novo partido, o PDR. Boa, o desbocado vai voltar a ter uma tribuna onde trabalhar.

E, de facto, já desbocou: "Vou fazer o striptease que outros se recusam a fazer. Não tenho nada a esconder em relação ao chorudo salário [de eurodeputado] que me pagam." Perdão, o que se lhe pede não é striptease, é despir-se desse ordenado.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 BES: faz o que eu digo...
   
«O Grupo Espírito Santo (GES) aconselhou os clientes com contas milionárias na Suíça a não aderirem ao perdão fiscal, isto é, a não repatriarem o dinheiro para Portugal, numa altura em que, soube-se depois, os próprios membros da família Espírito Santo estavam a recorrer a este mecanismo para transferir dinheiro para o país. Segundo avança o Correio da Manhã na edição desta segunda-feira, em causa está uma carta enviada pela Compagnie Financière Espírito Santo SA aos depositantes milionários na Suíça onde se dizia que podiam ter problemas com a justiça caso transferissem os fundos.

Na carta, a Compagnie Financière aconselhava os seus clientes na Suíça a não aderirem ao Regime Excecional de Regularização Tributária (RERT II), um mecanismo criado em abril de 2010 para declarar dinheiros depositados no estrangeiro. Segundo o Correio da Manhã, as sociedades do GES na Suíça serviam para canalizar dinheiro para as empresas do Grupo que na altura já tinham mais dificuldades, como é o caso da RioForte.

Na missiva, o Grupo Espírito Santo respondia a várias dúvidas dos clientes, deixando claro que não havia vantagem em transferir os fundos e alertando, inclusive, para o facto de poderem vir a ter problemas com a justiça caso o fizessem.

A adesão ao RERT II implicava para o Espírito Santo Financial Group uma descrição pormenorizada dos montantes que estavam no estrangeiro, nomeadamente através da divulgação de quais os bancos onde o capital estava depositado, assim como a entrega de documentos autenticados pelas respetivas entidades bancárias que provassem a titularidade dos depósitos. Ou seja, um conjunto de procedimentos que o grupo queria evitar para, no limite, não descapitalizar aquelas sociedades na Suíça.» [Observador]
   
Parecer:

Se calar era por isso que Passos estava encavacado ao cumprimentar o seu amigo Zé Maria.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Portugueses viajavam acima das possibilidades
   
«Nos últimos cinco anos, as redes rodoviária e ferroviária nacionais perderam entre 20% e 30% dos seus passageiros. A conclusão consta de uma análise feita pela comissão de acompanhamento do processo de fusão da Estradas de Portugal (EP)/Refer, a que o Diário Económico teve acesso.

Mais especificamente, entre 2009 e o final de 2013, registou-se uma perda de cerca de 20% na rodovia, medida em tráfego médio diário anual (TMDA), e cerca de 30% na ferrovia, medida em passageiros/quilómetro.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Graças a Passos Coelho agora andam a pé ou ficam em casa sem trabalho, andam mais elegantes e evitam as doenças profissionais.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Ébola chegou à Europa
   
«Uma auxiliar de enfermagem é o primeiro caso de contágio do vírus do Ébola na Europa, conta o El País. A cidadã espanhola fez parte da equipa que prestou cuidados ao missionário Manuel García Viejo, falecido no dia 26 de setembro, no hospital Carlos III, em Madrid.

Foi a própria que se dirigiu ao hospital de Alcórcon quando sentiu febre. As análises efetuadas à mulher deram positivo, segundo fontes do ministério da Saúde espanhol, cujo gabinete de crise está reunido, escreve o El País. Fontes do hospital de Alcórcon confirmaram que a segunda análise, realizada ao final da tarde, confirmou o diagnóstico da primeira.

Trata-se do terceiro caso do Ébola tratado em Espanha – os primeiros dois faleceram, sendo que um destes não foi tratado no hospital Carlos III, em Madrid. É o primeiro caso na história de contágio do vírus fora de África.» [Observador]
   
Parecer:

Não foi necessária a ajuda do aquecimento global.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Cavaco excede as suas competências
   
«O Presidente da República não quer que os apelos que fez no 5 de outubro caiam em saco roto e vai insistir, nas conversas que terá com responsáveis políticos (novos e atuais), na necessidade de se promoverem alterações tanto às leis eleitorais (para a Assembleia da República e para as autarquias locais) como à lei do financiamento das campanhas e partidos políticos. A intenção é que “alguma coisa” seja feita até às eleições legislativas do próximo ano.

Cavaco Silva tem feito referências ao calendário eleitoral e é vontade do Presidente que se tomem algumas decisões nos próximos meses, apurou o Observador. Desta vez, no discurso das comemorações da implantação da República, o chefe de Estado preferiu ir mais longe nos pedidos de diálogo e compromisso aos partidos políticos e avisou mesmo que se essa cultura não for seguida, o sistema partidário corre o risco de “implosão”.

Para o Presidente, a ideia é aproveitar as mudanças nas lideranças dos partidos e os novos momentos eleitorais para promover esta alteração no final do mandato. As eleições presidenciais serão em janeiro de 2016, o que lhe dá margem de pouco mais de um ano para o conseguir.» [Observador]
   
Parecer:

Não cabe a Cavaco a iniciativa política em matéria de mudança de fundamentos do sistema patidário. Isso é matéria dos partidos e não de quem se julga acima deles, os partidos portugueses, um dos quais ele dirigiu durante uma década, não precisam de tutores e ainda menos de quem só teve meia vida de democrata, por outras palavras, meia dose de democrata.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Cavaco que não iluda o seu esqueciemnto da Constituição com manobras da treta.»
  

   
   
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