segunda-feira, janeiro 18, 2010

Umas no cravo e outras tantas na ferradura

FOTO JUMENTO

Ponte Vasco da Gama, Lisboa (foto de A. Cabral)

IMAGEM DA SEMANA

[Gerald Herbert/Associated Press]

«REUNITED: Redjeson Hausteen Claude, 2, smiled at his mother, Daphnee Plaisin, after Belgian and Spanish rescuers pulled him from a collapsed home in Haiti Wednesday following a devastating earthquake.» [The Wall Street Journal]

JUMENTO DO DIA

João Saraiva, dos Socorristas sem Fronteiras

É lamentável que quando é preciso chegar a mais diversa ajuda ao Haiti o país assista a cenas de ciúmes tipicamente portuguesas, como a protagonizada por João Saraiva. Questionar o currículo dos "Canarinhos" quando toda a ajuda é pouco é ridículo. Parece que há gente mais preocupada com o prestígio das suas organizações do que com a ajuda ao povo haitiano.

É mais um exemplo de uma mania tipicamente nacional, ao mau cagador até as calças empatam.

CAVACO FRACO INSPIRA AMBIÇÕES

«Como se sabe, as eleições presidenciais realizam-se de dez em dez anos. Pelo meio, ao quinto ano, faz-se um simulacro para o eleitorado não perder a mão. O Presidente em exercício faz de conta que põe o seu lugar em jogo, as oposições presidenciais apresentam cordeiros para degola e o Presidente é reeleito. O seu mandato natural é, pois, de dez anos, com uma vitória ao meio por falta de comparência de adversário. Vejam as eleições presidenciais de simulacro que já tivemos. Em 1980, o opositor militar que defrontou o Presidente Eanes era de segunda linha e o opositor civil, Mário Soares, encolheu-se. Em 1991, o Presidente Soares teve como adversário... Basílio Horta. Em 2001, não se encontrou melhor do que Ferreira do Amaral para combater o Presidente Sampaio. Por que não houve Soares, em 1980, Freitas ou Cavaco, em 1991, e Cavaco, em 2001? Por que razão nos anos de Presidente de saída há engarrafamentos (1986: Soares-Freitas-Zenha-Pintasilgo; 2006: Cavaco-Alegre-Soares) e nos anos de recandidatura presidencial há assobiares para o lado? A disponibilidade de Manuel Alegre para 2011 podia fazer supor que, pela primeira vez, havia um bravo a desafiar um Presidente. Mas não é disso que se trata. Pela primeira vez o que temos é um Presidente com fraca recandidatura. » [Diário de Notícias]

Parecer:

Por Ferreira Fernandes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

ALEGRE ESTÁ A CUMPRIR A SUA FUNÇÃO, DIVIDIR O PS

«A candidatura de Manuel Alegre a Belém está a dividir o PS. Tudo aponta para um apoio oficial ao histórico socialista, após o debate do Orçamento do Estado, mas várias figuras de topo do PS já falaram na "divisão do partido" ou na preferência por outros candidatos.

O dirigente socialista Vitalino Canas desferiu ontem um violento ataque a uma eventual candidatura alegrista, dizendo que esta "dividirá seriamente" o PS. O ex-porta- -voz do partido não se coibiu de lançar dois nomes que prefere ver em Belém: Ferro Rodrigues e António Guterres. » [Diário de Notícias]

Parecer:

Alegre está a cumprir a estratégia de Francisco Louçã, dividir e destruir o PS como o líder do BE disse numa entrevista dada em plena campanha eleitoral.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Alegre se já convidou Louçã para mandatário ideológico da sua campanha.»

KENVIN PINARDY

MADD