sábado, fevereiro 28, 2015

Fazer oposição em conversas de taberna

Eu até compreendo que um adepto do Benfica como o António Costa vá ver um jogo do Porto na Liga dos campeões e aplauda a vitória do clube rival, mas convenhamos que se o mesmo António Costa for ver o mesmo jogo com uma camisola do Quaresma e embrulhado num cachecol do FCP já seria um pouco ridículo. Aquilo que o António Costa fez no jantar do ano da cabra foi mais ou menos o mesmo, perante estrangeiros vestiu a camisola do adversário.
  
Considerar que perante investidores estrangeiros devemos recorrer á mentira em nome de um suposto interesse nacional é ridículo, e não é difícil de imaginar que uma boa parte da audiência riu-se por dentro pois uma coisa é ser estrangeiro e outra é ser parvo, quem ali estava sabe o suficiente do país e só não se terão apercebido dos disparates por problemas de tradução.
  
Neste país é essa ideia bacoca que defender o país é falar bem dele e que todos os que o critiquem no estrangeiros ou perante estrangeiros estão cometendo um crime de lesa pátria. Essa é uma ideia muito antiga que o anterior regime promoveu numa tentativa de promover a condenação daqueles que se exilavam e criticavam o regime no estrangeiro. Mas este é um aspecto que Mário Soares terá a oportunidade de explicar a António Costa pois há coisas que ele não teve a oportunidade de aprender na JS.
  
Mas António Costa enfrenta agora uma grande contradição, como é que vai pedir à Europa soluções se ele só pode questionar a situação do país perante nacionais ou, na pior das hipóteses, em Badajoz? Se a situação do país já não á aquela que enfrentava há quatro anos isso significa que as políticas são as mais adequadas, não fazendo sentido questioná-las, a não ser em conversas de taberna tidas em Portugal.
  

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