sexta-feira, fevereiro 20, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Bairro da Sé, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Pires de Lima

Pires de Lima recusou um projecto do PS para o caso de vir a ser governo, isto significa que o ministro da Economia deve estar a pensar que vai fazer parte de um governo do PS, cabendo-lhe a função de dizer o que esse governo pode ou não fazer. Imbecil!

«O ministro da Economia, António Pires de Lima, recusou nesta quarta-feira a ideia do PS de criar um fundo de capitalização para apoiar empresas endividadas. O governante diz que não vai usar o dinheiro dos contribuintes para aplicar em empresas, contudo, a ideia do PS fala não só de dinheiro público, mas também de dinheiro de investidores privados, gerido por uma entidade pública.

No debate desta quarta-feira à tarde sobre o estado da economia, o ministro da Economia quis matar à nascença a proposta do PS, que tinha sido apresentada por António Costa de manhã. Dizendo estar disposto a um “consenso patriótico” recusou, no entanto, um consenso que:

“Sirva para pegar no dinheiro do sr. contribuinte Manuel ou da sra. contribuinte Maria e através de uma entidade pública decidir que empresa – se na A, B ou C –  devem ser capitalizadas. (…) Propor a capitalização de pequenas e médias empresas através de fundos públicos, pode ser a via socialista, mas não é a via que defendemos. (…) Não creio que seja grande ideia usar fundos públicos para capitalizar empresas privadas. Não creio que esse seja um bom modelo”.» [Observador]

 A Grécia e o cinismo dos partidos portugueses

Os partidos portugueses falam muito de solidariedade com a Grécia ma, na verdade, os nossos políticos estão bem mais preocupados em saber o que poderão ganhar com a crise Grega do que com a solidariedade para com os gregos.

O governo português não esconde a sua estratégia, assume a tarefa de morder na Grécia como se fosse um pitbull do canil do Wolfgang Schäuble. EM plena crise grega a ministra das finanças presta-se a participar numa encenação de um seminário, com figurantes sentados numa sala pequena e escura, onde o ministro alemão exibe o falso caso de sucesso por oposição aos gregos, que ele detesta. Um país soberano sujeita-se a espectáculos pouco dignos, vende a sua soberania a troco de uns elogios, colaborando numa manobra suja do governo alemão.

O PS não concorda, nem discorda de nada e de tudo, limita-se a obter ganhos em resultado do debate da situação grega, espera que uma folga dada à Grécia permita a um futuro governo ter folga orçamental para ignorar um pacto de estabilidade que assinou e contra o qual não disse uma palavra. António Costa é contra a austeridade e ao mesmo tempo é a favor de um limite ao défice que só pode ser alcançado com a austeridade de que discorda. É por isso que é a favor da reposição dos vencimentos dos funcionários mas consegue ler no acórdão do TC margem para os manter, esperemos que um dia não recorra aos argumentos de Vital Moreira, descobrindo que os cortes vieram para ficar.

O BE está convencido de que da mesma forma que o eleitorado grego foi a votos para decidir o futuro da Europa, dispensando os outros povos de tão penoso debate, também escoleram os governos dos outros países, não admira, portanto, que já há candidatos do BE a apresentarem-se aos eleitores como os delegados locais dos eleitos pelos gregos. Até o PCP que nunca simpatizou com esta pequena burguesia esquerdista e viu o seu congénere grego ser derrotado, já fala como se tivesse a maioria absoluta e propõe ao país que prepare a saída do Euro.

Estão todos mais preocupados em saber o que poderão ganhar com os gregos do que em ajudar aqueles de que falam enquanto vertem lágrimas de crocodilo.

 O Novo Banco vai dar lucro?

Tudo aponta para uma estratégia sinistra por parte do BdP em relação à venda do Novo Banco. De vez em quando o BdP vai tramando alguns dos clientes ou dos credores do BES aliviando o passivo do Novo Banco e desta forma valoriza artificialmente o banco antes da venda. Isto significa que este governo vai poder dizer que a intervenção no BES não custou nada aos contribuintes e depois será o próximo governo a suportar os processos judiciais e as consequências financeiras das decisões do senhor Costa está.

O próximo governo arrisca-se a ter de tapar um buraco financeiro de valor incalculável, o suficiente para o forçar a adoptar ainda mais austeridade. O que terá o PS a dizer a isto?
 
 A entrevista da senhora procuradora
 
Um triplo zero, um zero em inteligência, um zero em esclarecimento e um zero em transparência, o que nos vale é que não faltará muito para mais a senhora se reformar. É uma sorte para o país toda esta geração de democratas e justiceiros formados na escola do MRPP, a pior geração que passou pelo poder e que tem grandes responsabilidades no estado a que isto chegou.

      
 Prognóstico antes do fim do jogo da Grécia
   
«Raramente estamos perante um jogo político que não é meramente eleitoral e onde é possível vir a saber o resultado a curto prazo. De um lado temos, então, o grego Varoufakis todo ao ataque, dizendo que a Grécia está "insolvente" e há que aceitar às suas exigências. Ao que parece, Mario Draghi advertiu-o do perigo de com tal linguagem assustar os mercados. Poderia responder--se ao patrão do BCE que não se ouviram os mesmos apelos à contenção de linguagem quando em plena crise as agências de rating incendiaram países com notações de "lixo". Mas não nos interessa, agora, discutir estilos e retóricas. Só eficácia.

Desta vez, o duelo é claro e com resultado até ao fim de semana. O grego Varoufakis pode enervar o Eurogrupo com o seu ar de dador de lições de macroeconomia e o alemão Schäuble pode acantonar-se no seu papel de agiota para quem o combinado é o combinado. Mas não interessa, agora, quem tem razão. Vamos saber, dentro de dias, o resultado dos ultimatos mútuos.

E o resultado é um de dois: ou a Grécia ganha, uma coisinha que seja; ou a Grécia perde e cede em tudo (e, eventualmente, acaba por sair da União Europeia e do euro, para um destino dramático). Nada nos limpará da indignidade de nos terem passado a mão pelo pelo e termos abanado o rabo. Mas o segundo resultado é o único que provará que Portugal não podia ter feito, ou ter tentado, outra coisa, além de passar por bom aluno da tanga.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

 A confissão de Junckers
   
«Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, acusou a troika de beliscar a dignidade dos portugueses e acusou a anterior Comissão Europeia, liderada por Durão Barroso, de confiar “cegamente” nela, conta a TSF, citando a agência EFE.

“Pecámos contra a dignidade dos cidadãos da Grécia, Portugal e, muitas vezes, da Irlanda também”, começou por dizer o atual presidente da Comissão Europeia. O próprio considerou que, por ter presidido ao Eurogrupo recentemente, essa declaração até pode parecer “estúpida”. O luxemburguês não quis comentar a atual situação da Grécia e preferiu dizer que as instituições europeias têm de “aprender as lições do passado” e “não repetir os mesmos erros”.

Quem também não passou incólume nestas declarações foi Durão Barroso, o anterior presidente da Comissão Europeia, que foi acusado de confiar “cegamente no que dizia a troika” na questão grega: “Antes não se falava [na Grécia].”» [Observador]
   
Parecer:

Resta agora ao governo português assumir que se rabaixou ao ponto de lamber as botas a meros funcionários, envergonhando o seu país, da mesma forma que Barroso o fez à frente da Comissão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Passos Coleho como se sente dos bicos de papagaio com que ficou depois de se curvar tantas vezes perante os funcionaecos da troika.»

 As pessoas não são loucas
   
«“Ninguém me perdoaria se eu tomasse uma posição num caso concreto. Mas sou solidária com os meus colegas”, disse, sobre o caso José Sócrates. A decisão do juiz Carlos Alexandre de prender o ex-primeiro-ministro mereceu um único comentário: “as pessoas não são loucas“.

Sobre as fugas de informação, Maria José Morgado disse que “a fuga de informação, por parte da defesa, é frequente em casos de grande corrupção”, ou seja, quando estão em causa pessoas com muito poder. E defendeu que o Ministério Público deveria dar mais informações oficiais sobre os casos, sempre que isso não prejudique os processos.» [Observador]
   
Parecer:

Pois, mas pelos processos que não dão em nada se calhar serão parvas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 Grande Paulo Macedo
   
«Dos doentes que começaram a ser tratados, no último trimestre do ano passado, com recurso aos fármacos inovadores, como o Sovaldi (sofosbuvir) e equivalentes terapêuticos, já houve 44 a entrar em remissão e que foram considerados curados. A partir desta quarta-feira o sovaldi e o harvoni – os dois medicamentos topo de gama no tratamento da hepatite C – já podem ser administrados a todos os doentes que tiverem indicação clínica para tal.

“Temos já mais de 600 doentes a fazer tratamento efetivamente e muitos deles com o medicamento inovador. E do grupo dos inovadores temos já 44 doentes que saíram do sistema por estarem considerados curados”, revelou Eurico Castro Alves, presidente do Infarmed, à saída da reunião com os hospitais.» [Observador]
   
Parecer:

Quando estava em causa salvar a vida dos portugueses o Paulo Macedo andou escondido, deu aos seus secretários de Estado a tarefa de darem a cara e só apareceu quando pensou que tudo estava mais calmo e em visitas organizadas. Agora que o que está em causa salvar a sua imagem é o ver se te avias.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se o incompetente e responsável político pela morte de portugueses.»
  

   
   
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