sábado, fevereiro 14, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Lisboa
  
 Jumento do dia
    
António Costa

Num país onde por meia dúzia de euros de impostos há famílias a verem a pensão ou o ordenado penhorado ou assistem ao leilão da sua casa é muito questionável que uma emrpesa de construção tenha este tipo de benefícios fiscais. António Costa tem a certeza de que os dinheiros do Benfica são todos gastos em prol do desporto?

«A Câmara de Lisboa aprovou na quarta-feira a isenção do pagamento de taxas urbanísticas de cerca de 1,8 milhões de euros por intervenções a realizar junto ao Estádio da Luz, o que gerou críticas da oposição.

A proposta, que prevê a isenção em obras de ampliação a realizar no lote 14 da Avenida General Norton de Matos, por parte da Benfica Estádio-Construção e Gestão de Estádios, SA, foi aprovada com os votos contra da oposição no executivo municipal (de maioria socialista) - PSD, CDS-PP e PCP - e de uma vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa (eleita nas listas do PS).

O vereador António Prôa, do PSD, explicou à Lusa que o valor das isenções (de cerca de 1,8 milhões) diz respeito a intervenções em áreas desportivas e em áreas complementares à atividade desportiva, como é o caso das instalações da Benfica TV e de restaurantes que existem no estádio.» [DN]

 Memória 

Também o Salazar, indiferente à miséria que grassava no país, gostava de exibir os seus grandes resultados na balança comercial. Dantes proibia-se o povo de comer sardinha para se poder exportar as conservas para a Alemanha nazi, agora corta-se nos ordenados do povo para que estes não comprem, obrigando os produtores a vender para a Alemanha democrática. EM ditadura ou em democracia a lógica económica da direita é sempre a mesma.

 Dúvidas que me atormentam

A comunicação social divertiu-se, a Ana Gomes espetou-se e muita gente interrogou-se sobre a competência de quem na justiça portuguesa transcreve as muitas escutas que se fazem na caça ao criminoso ou aos políticos que seria bom se fossem também criminosos.

Mas, curiosamente, ninguém questionou a possibilidade de alguém ter feito a transcrição errada de forma intencional, com o objectivo de produzir matéria que pudesse servir para uma acusação difamatória. E se os que fazem escutas não se limitarem a transcrever o que ouvem e passarem a colocar na boca dos escutados palavras que não disseram? Isso significaria que a partir de agora a defesa teria de perder horas intermináveis a comparar as escutas com as transcrições para identificar falsas acusações produzidas pela própria justiça.

Seria terrível se as confissões que dantes eram conseguidas com recurso à tortura fossem agora obtidas graças a erros de transcrição. Aceitemos que foi mesmo um erro de transcrição, um erro de simpatia pois alguém confundiu inadvertidamente o que ouviu com o que queria ouvir.

      
 (A)versão da polícia
   
«"Se mandasse vocês seriam todos exterminados. Não sabem o que eu odeio vocês, raça do caralho, pretos de merda." Constante numa reportagem do Público sobre os acontecimentos de 5 de fevereiro na Cova da Moura, a frase é atribuída a um agente da PSP da esquadra de Alfragide por um membro da direção da Associação Moinho da Juventude, há décadas referência de mediação social. Este diz que foi com outras pessoas à esquadra para tentar perceber o que se passara pouco antes no bairro, onde um homem fora detido por, alegadamente, atirar uma pedra a uma viatura policial, tendo na sequência sido disparadas balas de borracha. Queixa-se de, à chegada, o grupo ter sido agredido e insultado e igualmente alvo de balas de borracha. Detidos e acusados de resistência e coação a funcionário, passaram noite na esquadra, apresentando no dia seguinte queixa por tortura no MP.

Publicada a 10, a reportagem dá também voz ao homem acusado de apedrejar o carro. Este nega: estava na rua, foi agredido sem motivo e, ante protestos dos moradores, a polícia disparou - atingindo por três vezes uma funcionária do Moinho da Juventude na varanda da sua casa (a qual mostra os ferimentos ao jornal). Confrontada com estas versões, a esquadra remete para a Direção da PSP, que se resguarda nos inquéritos entretanto desencadeados: um interno e outro da Inspeção-Geral da Administração Interna.

É tarde para resguardos, porém. Logo após os acontecimentos a PSP, pela voz do "subcomissário Abreu do Comando Metropolitano de Lisboa", certificava à Lusa que a esquadra de Alfragide fora alvo de "uma tentativa de invasão por um grupo da Cova da Moura". Situando o início do ocorrido - o alegado apedrejamento do carro - às 14 horas, admitia "um tiro de shotgun para o ar para dispersar" e um outro quando "os restantes jovens tentaram invadir a esquadra." Pouco depois, informado pelo Público da existência de ferimentos numa mulher, Abreu admitia mais disparos e menos certezas: "A PSP não confirma nem desmente que possa ter ocorrido esse incidente, mas vamos apurar e no final da tarde teremos uma resposta mais consolidada."

Não é possível, nesta altura, saber a verdade dos factos - se algum dia vai ser. Mas podemos, e devemos, concluir várias coisas sobre a PSP. Que veicula para os media versões instantâneas, autojustificativas e incendiárias para depois, confrontada, admitir que não sabe o que se passou; que admite disparar mas não sabe quantos tiros nem se feriu alguém, quanto mais explicar porquê. Numa polícia com esta cultura, com tais graus de irresponsabilidade e desprezo pela verdade, estranho será não haver agentes que acham que podem dizer e fazer tudo. Ser rufias, violentos, racistas, até homicidas - por que não, afinal? Como estranho, tão estranho e triste, é que assim seja há tanto tempo, e que tão pouca gente se escandalize - mas, lá está: fosse diferente a exigência e não seria esta a polícia.» [DN]
   
Autor:

Fernanda Câncio.


 Está explicado o excesso de trokismo de Passos Coelho
   
«O consumo de cerveja atingiu, em 2014, o valor mais baixo dos últimos 24 anos. De acordo com a Associação Portuguesa dos Produtores de Cerveja (APCV), os portugueses beberam, em média, 46 litros desta bebida, quantidade que não era registada desde, pelo menos, o início de 1990.

Dados compilados pelo PÚBLICO mostram que, depois de anos de crescimento até 2006, o consumo de cerveja tem caído de forma quase continuada. Passou de 61 litros há 12 anos para os actuais 46. Entre 2010 e 2011 (ano em que a troika chegou a Portugal), a descida chegou a ser de 10%.

Com um cenário difícil no mercado interno, os produtores de cerveja, com cinco fábricas em território nacional, exportaram mais 4,6% em 2014, num total que ultrapassou os dois milhões de hectolitros. As vendas para o estrangeiro cresceram mais do que a produção total, que aumentou 0,7% face a 2013.» [Público]
   
Parecer:

Foi para os portugueses andarem mais sóbrios ainda que com ministros como o da Economia, o homem das cervejas, até seria conveniente o inverso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 O cachecol velho
   
«Está esclarecida a polémica que incendiou as redes sociais nestes últimos dois dias. O cachecol com que Yanis Varoufakis se apresentou na reunião do Eurogrupo da passada quarta-feira, com o padrão da conhecida e cara marca Burberry, é mais velho do que crise europeia. Tem 12 anos e foi-lhe oferecido pela mulher.

O facto de o novo ministro das Finanças ter surgido na reunião com um cachecol, que, a ser verdadeiro, custará cerca de 400 euros, causou forte polémica nas redes socias. Como é que um homem da esquerda radical, que quer renegociar a dívida do seu país em grave crise, se apresenta com tal luxuosa peça entre a, digamos assim, nata do capitalismo europeu? As críticas foram muitas e vieram de todo o mundo.» [Público]
   
Parecer:

Digamos que o padrão tem bem mais de doze anos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ofereça-se um cachecol novo ao Varoufakis.»

 A ministra inimuptável
   
«Paula Teixeira da Cruz relembra que cabe aos órgãos de gestão de comarca deslocar funcionários de acordo com as necessidades dos tribunais e as 600 novas vagas para funcionários judiciais.

"A Reforma da Organização Judiciária implicou alterações substanciais que, neste momento, permitem já aos órgãos de Gestão das comarcas uma maior flexibilidade e racionalização de recursos no que se refere também à gestão dos recursos humanos, o que permitirá, nos termos legais, a deslocação de funcionários de acordo com as necessidades da respetiva comarca". As declarações são de Paula Teixeira da Cruz, numa nota enviada às redações.» [DN]
   
Parecer:

A ministra que de forma desastrada prometeu o fim da impunidade assume-se como uma ministra inimputável, uma ministra que não assume a mais pequena culpa e que parece ser especializada em inventar culpados que assegurem a sua inimputabilidade.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se a pobre senhora.»

 A taxa da panela
   
«Câmara Municipal da Povoação anunciou hoje a entrada em vigor a 01 de março das tarifas para a confeção do cozido das Furnas

Segundo a autarquia, "a partir de 01 de março serão aplicadas a tarifa de entrada, a tarifa de panela de cozido e a tarifa de estacionamento", mas os residentes nas Furnas estarão isentos.

"A entrada custará 50 cêntimos, por pessoa, com isenção a crianças até 12 anos, aos residentes na Freguesia das Furnas e a todos quantos possuam o Cartão Amigo do Parque da Direção Regional do Ambiente. Estão ainda isentos o portador do cozido, os Guias Turísticos, os empresários da restauração e dos táxis e os condutores de autocarros", adianta o município, numa nota.» [DN]
   
Parecer:

No meio de tantas taxas e taxinhas eis que foi criada a taxa da panela.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proponha-se a criação da taxa do tacho.»

 Ofendam antes o profeta
   
«Martin Jaeger, porta-voz do ministério das Finanças alemão, considerou, em conferência de imprensa, que se trata de uma “caricatura ofensiva” e que “o cartoonista deveria envergonhar-se”.

Na imagem em causa, que tem estado a circular em plataformas como o Twitter, vê-se Wolfgang Schäuble não só fardado como nazi mas também a afirmar que a Alemanha vai “insistir em fazer sabão da vossa [gregos] gordura”, uma frase alusiva a uma das práticas nos campos de concentração nazis, na altura da Segunda Guerra Mundia» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Lá se foi a admiração pelos cartonistas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Mais claro não podia ser
   
«Miguel Albuquerque vai disputar as eleições na Madeira a 29 de Março. O sucessor de Alberto João Jardim na liderança do PSD/Madeira afirma que não vale a pena iludir os portugueses, dizendo que para reduzir o peso do Estado nas contas públicas, o tão afamado projeto de reforma da Função Pública, será sempre necessário "despedir" trabalhadores.

“[A reforma do Estado] é despedir funcionários públicos, não vale a pena estar com ilusões, 78% da despesa do Estado é com pessoal", argumenta o novo líder social-democrata da Madeira.

Como tal, considera Albuquerque que o Governo deveria ter criado um fundo, fora do quadro do Orçamento do Estado, para assegurar despedimentos, considerando que nessa altura Passos Coelho estaria em condições para tirar “10, 15, 20, 30, 40 mil pessoas".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Depois de um corte de mais de 20% ainda há quem defenda o despedimento.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao rapazola se quer mais dinheiro para a Madeira.»
  

   
   
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