segunda-feira, agosto 24, 2015

As sete maravilhas do governo destes PAFalhões

Maravilha 1 - O sucesso da reforma da legislação laboral


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Durante dois anos foi apresentada como grande sucesso deste governo no plano da concertação social, dela emergiram as imagens de Álvaro Santos Pereira e de João Proença, um desapareceu, o outro ainda sonhou com a sucessão de substituição de Silva Peneda. Hoje já ninguém se gaba dessa obra, a verdade é que o governo nunca cumpriu com a sua parte e os resultados em matéria de criação de emprego. Esta foi a maior fraude na história da concertação social em Portugal.


Maravilha 2 - A aposta nos minérios


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Apesar da sua breve passagem pelo governo o antigo ministro Santos Pereira foi um dos seus maiores idiotas no sentido em que foi o governante que teve mais ideias. Inspirado no Canadá, de onde veio para ajudar este país de imbecis, o agora quadro da OCDE descobriu que Portugal podia ser um Alaska ou mesmo uma Angola da Europa e de um dia para o outro surgiam grandes minas por todo o lado, a indústria extractiva passava a ser o primeiro sinal de esperança para um país que precisava de apostar em algo mais do que licenciados.

Aguardamos que o Expresso nos dê conta dos resultados dos 100 contratos mineiros.


Maravilha 3 – A reforma da Justiça


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A reforma da Justiça foi uma anedota contada ao país por uma senhora que não raras as vezes parecia estar alterada. Foi a barraca do CITIUS e as promessas de aumentos generosas aos procuradores, figuras principais do seu prometido fim da impunidade.


Maravilha 4 – A salvação do SNS


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Deve estar para breve a realização da habitual missa de acção de graças promovida pelo irmão Paulo Macedo na Sé de Lisboa, se conseguir o pleno emprego sem investimento é um case study, melhora como nunca se viu o SNS cortando brutalmente nas despesas e investimentos, e reduzindo o pessoal médico e de enfermagem é um milagare só digno de um devoto eleito por Jose Maria Escrivá de Balaguer.

Resta agora que alguém diga aos portugueses quantas camas hospitalares firam destruidas, quantas enfermarias foram desmanteladas e quantas unidades hospitalares foram convertidas em hospícios, para não falar das dívidas ocultas do SN e outos resultados de uma política manhosa que tudo escondeu menos os que morreram às portas das urgências.


Maravilha 5 – A refundação do Estado


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Com a fuga do espavorido Vítor Gaspar emergiu um Paulo Portas reforçado de poderes em troca da sua cedência na nomeação da esposa daquele rapazola jornalista que se notabilizou por ter tido um tacho na EDP durante uma semana e por ter andado a ameaçar os colegas que ousassem criticar a sua amada. A refundação do Estado passou a ser um desígnio nacional a cargo do eterno líder do CDS.
  
Em pouco tempo o governo tinha encomendado um estudo sobre o tema ao FMI que incluia todas as ideias de Passos Coelho, cabendo ao Portas a implementação. Mais tarde Portas prometeu a sua calendarização, uns tempos depois ja se dizia que uma boa parte das suas medidas já estavam em execução. Ao que parece a famosa refundação do Estado foi mais um grande sucesso de Paulo Portas. O problema é que desde o tempo dos submarinos que Paulo Portas parece ser um especialista em obras invisíveis.


Maravilha 6 – A reindustrialização


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Estávamos em 2013 e o país começava a ganhar nova esperança, já tinham sido ultrapassados os tempos negros em que Vítor Gaspar gozava com o seu colega Álvaro Santos Pereira por este se lembrar de falar em crescimento. De um dia para o outro um país que estava no fundo emergia com o estatuto de novo tigre europeu, tudo graças à  reindustrialização iniciada pelo então ministro da Economia, mais tarde corrido para dar lugar ao famoso bobo da Horta Seca, uma metamorfose que começou como santinha da mesma Horta Seca.

Até o Público se desfazia em elogios a esta nova era:

«Em cerca de seis anos, o tema da reindustrialização passou de residual a fulcral no pensamento e acção de Álvaro Santos Pereira. Se antes a concorrência da Ásia trazia receios sobre o sucesso de uma aposta nesta área, ligado à questão da produtividade, agora há a firme crença de que é uma forma de resistir à crise.»

Hoje já ninguém se recorda do sô Álvaro, o economista vindo do Canadá que dispensava o tratamento de sotôr e que instalou a sua secretária no meio de um quintal.


Maravilha 7 – A criação de emprego


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Os franceses têm um presidente que anda de Lambreta para dar umas escapadelas, os gregos têm o Varoufakis a passear a sua beldade do Paris Match na sua Yamaha enquanto os portugueses não conseguem ver forma de escapar de um governante que anda de Lambreta para desancar o seu furor sexual no país. O sucesso do Lambretas tem sido tão grade que corre um sério risco de se tornar um case study das políticas de emprego, um país sem investimento público e abandonado pelos investidores e com um crescimento próximo do zero evolui rapidamente para o pleno emprego.
  
Estamos perante o maior espectáculo laboral de desaparecimento em massa de trabalhadores, algo que vai obrigar à reformulação de todas as teses em matéria de criação de emprego


Se em condições tão difíceis este governo de pavalhões fez tanto em tão pouco tempo o que não farão em amis quatro anos.
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