sábado, fevereiro 15, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Óbidos
  
 Jumento do dia
    
Paulo Portas, primeiro-ministro do protectorado

Se estes investimentos são em grande parte financiados pela UE, obedecem a estratégias comuns e devem ser aprovados pela UE a que título o BCE ou o FMI terão de se pronunciar sobre os mesmos? Será que Paulo Portas considera Barroso e a Comissão Europeia incompetentes para se pronunciarem sobre assuntos do protectorado?

«O Governo vai discutir com a troika durante a próxima avaliação do programa de resgate a lista de investimentos em infraestruturas prioritárias para Portugal, disse o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

O governante, que falava durante uma audição no Parlamento sobre a décima avaliação do programa de resgate, enunciou alguns dos temas que serão debatidos com a 'troika' na avaliação que começa no dia 20 de fevereiro.

Entre estes temas, disse Paulo portas, está o início do "trabalho técnico", que terá necessariamente "avaliação política", "relativamente às infraestruturas prioritárias no nosso país, nos próximos anos".

"Falaremos deste tema com a missão externa", disse Paulo Portas.

Em janeiro, foi divulgado um relatório de um grupo de trabalho nomeado pelo Governo para apontar as prioridades em termos de investimento em infraestruturas, que referia os portos e a ferrovia como setores que necessitam de investimento.» [Notícias ao Minuto]

 
 Tacanhez tuga

Uma actriz usou uma jóia portuguesa que nem sequer comprou e meia comunicação social dedicou grandes espaços ao acontecimento. Imagine-se que a comunicação social de um país europeu a fazer o mesmo, na Alemanha tudo parava porque um americano usou um BMW, na França fazia-se o mesmo por causa de uma garrafa de vinho ou a Itália parava porque um chinês rico tinha comprado uma bolsa de uma marca de moda.

Quando será que o país deixa de ter esta mistura entre tacanhez e complexo de inferioridade? Se ao menos a americana tivesse pago a jóia com a qual poucas portuguesas passeariam em Portugal...
 
 Reflexão curta

Se Seguro não sabe muito bem o que dizer e o que quer nas eleições europeias, imagine-se como vai ser nas legislativas e vier com ideias como a do tribunal vip para estrangeiros.
 
      
 Fisco: uma nova PIDE
   
«(...)E como é que - aparentemente sem reação das pessoas e das autoridades competentes - pudemos chegar a este ponto? Essencialmente porque os governos anteriores ao governo PSD de Durão Barroso (no qual Paulo Macedo desempenhou as referidas funções de diretor-geral das Finanças) tinham deixado o "fisco" numa situação obsoleta em matéria de tecnologia, de recursos, e de procedimentos. Foi assim que - quase de um momento para o outro - as Finanças se modernizaram, criaram uma subcultura de cobrança a prémio de impostos e - de caminho - cometeram o que parecem ser abusos e excessos continuados. Aliás, se este último episódio da oferta de automóveis topo de gama a contrapartida de pedidos de faturas é apenas mais um exemplo, a verdade é que esta cultura de "PIDE" se tem vindo a instalar na AT. Por tudo isto, trata-se certamente de um caso para o qual valeria a pena a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) olhar com atenção. Assim, talvez - e por uma vez na vida - pudesse a CNPD justificar a sua existência com algo de útil e que fosse verdadeiramente feito em prol da segurança e dos direitos dos cidadãos portugueses. Veremos...» [DN]
   
Autor:
 
Paulo Pereira de Almeida.

Parecer:

Um artigo da treta que revela desconhecimento factual e não passa de uma forma subtil de defender a bandalhice fiscal.
      
 Viciados no aborto
   
«Esta semana ficámos a saber uma coisa escandalosa: desde que foi legalizado o aborto, ocorrem muito mais abortos legais do que quando o aborto era ilegal. Naturalmente, há quem, chocado com este estado de coisas, proponha soluções. A mais óbvia, proposta pelo Governo espanhol, é ilegalizar: não deixa de haver abortos, mas passamos a ignorá-los, só dando conta deles quando morre uma mulher ou é desmantelado um negócio abortivo. E se o Estado pode gastar mais em tratamentos das complicações do aborto ilegal e custos associados, as contas ficam tão clandestinas como os abortos - debaixo do tapete. (...)» [DN]
   
Autor:

Fernanda Câncio.

      
 A  ver navios
   
«Como todos reconhecem, o alargamento do Canal do Panamá constitui uma oportunidade extraordinária para a nossa economia, sendo que o Porto de Sines reúne condições excelentes para tirar partido da sua localização privilegiada e atrair o tráfego dos grandes navios porta-contentores. Para isso, todavia, Sines precisa de ver assegurada uma ligação ferroviária que garanta o acesso expedito das suas mercadorias a Madrid e ao resto da Europa. Isto significa que é imperioso - como reconhece o próprio grupo de trabalho governamental nomeado para estudar os investimentos prioritários - relançar o projecto de construção do troço ferroviário Évora-Caia-Badajoz, que o actual Governo erradamente mandou suspender já lá vão mais de dois anos. Só que o tempo passa e, apesar de muita conversa, nada acontece. (...)» [DE]
   
Autor:

Pedro Silva Pereira.

Parecer:

Digamos que o governo esperou pelo fim do ajustamento para ter tempo de estudar o tema e de pedir a opinião à troika.
   
   
 Ganda Moedas!
   
«O atual Governo conseguiu, em dois anos e meio, cumprir mais de 400 medidas de reforma, a uma média de três por semana, destacou hoje o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Convenhamos que a maior parte dessas medidas não passam de trocos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Orçamento relaxado
   
«A economia portuguesa caiu 1,4% no conjunto de 2013, mas registou um crescimento homólogo de 1,6% no último trimestre do ano, de acordo com os números hoje avançados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Para o Núcleo de Estudos de Conjuntura sobre a Economia Portuguesa (NECEP) da Universidade Católica, "estes dados alimentam a hipótese da recuperação cíclica da economia portuguesa, sendo os sinais positivos inequívocos", considerando, no entanto, que o crescimento do último trimestre de 2014 parece ter sido motivado pelo consumo privado e pela procura externa, "não sendo ainda clara a recuperação do investimento que permanece em patamares historicamente muito baixos".

Além disso, os economistas do NECEP referem que "parte do crescimento foi suportado por algum relaxamento orçamental", que já tinha motivado uma revisão em alta do crescimento observado no 2.º trimestre.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Está desmontado o milagre da santinha da Horta Seca, grande concorrente da Santinha da Ladeira na produção de milagres.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento à santinha da nossa devoção.»
   
 Outra vez o Nobre?
   
«Fernando Nobre afirmou ao semanário Sol que poderá candidatar-se de novo às eleições presidenciais, em 2016.

O presidente da Assistência Médica Internacional (AMI) revela que tem sido abordado por várias pessoas que o têm incentivo a realizar uma nova candidatura, situação que o leva a refletir sobre essa possibilidade.

“Enquanto putativo candidato que sou, estou em período de reflexão”, refere ao Sol, acrescentado: “Na altura certa decidirei autonomamente”.» [Notícias ao  Minuto]
   
Parecer:

Digamos que o pobre senhor está a chegar-se à frente na esperança de ser candidato do Passos Coelho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se aom putativo candidato a candidato do futuro candidato a primeiro-ministro ue não tenha pressa, ainda é cedo para o avanço dos falhados da política.»
   
   
 Continua a perseguição aos idosos
   
«Os viúvos vão sofrer mais cortes na pensão de sobrevivência este ano em virtude das poupanças que tenham acumulado. A garantia foi dada pelo ministro da Solidariedade e Segurança Social, Mota Soares, que quer contar com outros rendimentos, como os de rendas, dividendos e mais-valias que os viúvos recebam, para calcular o valor do corte.

O ministro afirmou ontem, em entrevista ao ‘Negócios', que quer alargar os cortes a outros tipos de rendimentos nas pensões de viuvez "ao longo do ano 2014". Segundo disse, o único impedimento à medida são questões técnicas, mas recorda que "o Executivo quando anunciou esta medida disse que quereria avançar este ano também com o cruzamento de outro tipo de rendimentos". Uma posição que surge depois de o Provedor de Justiça ter afirmado que é injusto cortar nas pensões de viuvez a quem tem só rendimentos de pensões e não considerar outros rendimentos. » [CM]
   
Parecer:

Isto começa a parecer ódio.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»
     

   
   
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