quarta-feira, fevereiro 26, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Castelo dos Mouros, Sintra
  
 Jumento do dia
    
Pires de Lima, ministro da propaganda do mini governo de Portas

Deste que chegou a ministro a vedeta do CDS pouco mais fez do que discursos, provocações à oposição e falsos milagres, desta vez exige à oposição que reconheça a retoma. Se Pires de Lima percebe alguma coisa de política económica sabe muito bem duas coisas, que a retoma é medida por indicadores económicos e que não resulta de discursos.

Um crescimento de pouco mais do que o,1% só é retoma porque o governo a que Pires de Lima decidiu atirar a economia ao chão. Além disso nenhum economista honesto ou sabedor trata uma retoma económica como arma de arremesso político, esse é um discurso que apenas serve para fazer os operadores económicos, designadamente os investidores estrangeiros, a desconfiar do país e da seriedade dos seus políticos e em especial dos decisores económicos.

Pires de Lima devia dedicar-se mais à economia e menos à propaganda, mais à concepção de medidas e menos à criatividade retórica. Pires de Lima sabe muito bem que se há retoma esta deve-se a trabalho alheio e não ao seu esforço, sabe que muitas das exportações resultam de investimento e de decisões anteriores à sua entrada para o governo e até à posse do seu governo.

Pires de Lima não se cansa de lançar provocações à oposição ao mesmo tempo que revela pouca honestidade ao acusar a oposição de fazer "picardia política", precisamente o que ele faz com estes ataques sistemáticos.

«"Os sinais de crescimento económico são evidentes" e a "confiança [dada ao país e aos empresários] tem um valor económico, não me peçam para ir atrás do papel daqueles que estão permanentemente a desconfiar dos sinais positivos", afirmou Pires de Lima, no final do evento. Para o ministro da Economia, o seu papel "é valorizar o trabalho que está a ser feito pelas empresas".

Pires de Lima rejeitou ainda "um discurso de picardia política" e sublinhou uma vez mais que o crescimento deve-se "fundamentalmente ao mérito das empresas". Pires de Lima gostaria de ver neste âmbito "um discurso menos partidarizado e faccioso".» [Diário Económico]
 
 Consenso

A direita governou como bem entendeu, o Passos não só ignorou o PS na hora de ser ultra troikista como disse que este partido não era necessário para decidir o pós-troika, agora que se aproximam eleições a direita quer repartir os prejuízos e até quer comemorar o 25 de Abril com uma cedência a posterior do PS à pinochetada económica imposta pelo PPD ao país.
   
   
 Recuperação económica perigosa
   
«Convidado a discursar nas jornadas parlamentares do PS, que encerram esta tarde na Nazaré, o economista Silva Lopes, ex-ministro das Finanças e antigo governador do Banco de Portugal, começou por confessar aos presentes que é “um pessimista incurável” para depois apontar o dedo aos socialistas, ao Governo e aos credores internacionais.

Silva Lopes defendeu, desde logo, que “propor baixa de impostos” como tem sido sugerido e até prometido por vários governantes nos últimos tempos, “é, do ponto de vista económico, um disparate perigosíssimo”, "uma ideia estúpida", e uma “irresponsabilidade total”, conta o Diário Económico.

O ex-governante considerou ainda, perante os socialistas, que o Governo de coligação tem estado aproveitar-se da “desculpa do equilíbrio das contas públicas para implantar a sua agenda ideológica”.

Até porque considera que, a famosa recuperação de que se tem falado “é perigosa, porque é sempre com base na expansão do consumo” e “isso desequilibra a balança de pagamentos”. Além disso, Silva Lopes recuperou a ideia de que é necessário “travar” o peso da despesa com pensões, sustentando que a maioria não é paga de acordo com os descontos feitos. Pelo que, na opinião do economista, cai por terra o argumento dos “direitos adquiridos”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Mais um desmancha prazeres.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Se o ridículo matasse...
   
«A iniciativa teve os votos favoráveis da maioria social-democrata e da bancada do CDS, contando com a abstenção do PCP, PAN e PTP e contra do PS e MPT.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Se o ridículo matasse já não haveria PSD-Madeira há muito tempo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada extensível aos que se abstiveram.»
   
 Em 1974 foi a 16 de Março
   
«“[Porque] não podemos ficar indiferentes ao que se passa”, as Associações Profissionais de Militares (APM), que incluem a Associação Nacional de Sargentos (ANS), a Associação dos Oficiais das Forças Armadas (AOFA) e a Associação de Praças (AP), decidiram “apoiar o Desfile da Família Militar, de âmbito nacional, que vai ter lugar no próximo dia 15 de Março de 2014, em Lisboa”.

No comunicado enviado às redações lê-se que “com a aprovação” do Orçamento do Estado para 2014, “acentuou-se a gravidade das medidas que são impostas aos portugueses, com especial relevo para os que servem o Estado e os pensionistas e reformados, incluindo, num e noutro caso, os militares”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Este governo diverte-se a humilhar e destruir a vida de todos os que servem o país trabalhando para o Estado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»
   
   
 Consultas de quê?
   
«O antigo ministro intensificou atividade empresarial no mês em que regressa a cargo político. Passos Coelho tem o "braço-direito" à disposição para batalha eleitoral de 2015

As últimas atividades empresariais de Miguel Relvas mostram que o regresso à política - para o órgão maior do PSD entre congressos, o conselho nacional -não significa um abrandamento da atividade profissional de consultor.

O antigo ministro constituiu, aliás, este mês uma empresa de "consultoria para os negócios e gestão", que tem o nome de "M.F.Relvas - Planeamento Estratégico, Lda".» [DN]
   
Parecer:

Seria muito interessante saber em que matérias Miguel Relvas dispõe de conhecimentos de gestão para ser consultor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Relvas se não será consultoria em gestão de influências.»
   
 Atée o imbecil Olli
   
«Olli Rehn insistiu hoje na importância do "consenso" político, à medida que se aproxima o fim do programa assistência financeira. Para o comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários está "provado" que a "unidade nacional" melhora a "tomada de decisões".

"Penso que ficou provado, nas experiências do passado, que naqueles países nos quais existe unidade nacional suficiente na administração do país, normalmente corre melhor na tomada de decisões e para restaurar a saúde e a recuperação", afirmou o comissário.» [DN]
   
Parecer:

Este imbecil nunca se lembrou de consensos enquanto as eleições não estavam próximas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se o Olli mais o seu pitbull à bardamerda.»
   
 O ministro que tem medo das ondas
   
«O ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, anunciou hoje estar garantida uma verba "adicional" de 17 milhões de euros para reparar os estragos do mau tempo na costa portuguesa, totalmente financiada por fundos comunitários.» [DN]
   
Parecer:

Parece que foi necessário o mau tempo partir para aparecer o ministro dito do Ambiente.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao pequeno ministro se estava com medo de o mar o levar.»
   
 O empresário consultor Miguel Relvas ainda é dr.
   
«"Está para o senhor juiz despachar. Fizemos a conclusão do processo no dia 21 para o senhor juiz poder decidir a partir do dia 27. Só no dia 27 (quinta-feira) é que o processo está concluso para o juiz", afirmou a fonte, quando questionada sobre a fase em que se encontra o processo.
Contactado pela Lusa, Miguel Relvas afirmou apenas: "Não sei de nada".

O Ministério Público pediu, em junho, a declaração de nulidade do ato de atribuição de licenciatura a Miguel Relvas, na ação administrativa especial intentada contra a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, segundo informação divulgada na altura pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

"O Ministério Público no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa intentou ação administrativa especial na qual peticiona, para além do mais, a declaração de nulidade do ato de atribuição de licenciatura a Miguel Relvas", lê-se numa nota da PGR então emitida. » [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O mais divertido da notícia é o Relvas dizer que não sabe de nada. Digamos que no meio disto tudo a única coisa que ele soube foi fazer requerimentos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada»
     

   
   
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