domingo, abril 13, 2014

Semanada

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Esta semana foi marcada pelo primeiro comício da campanha presidencial daquele que de forma injusta para o saboroso peixe da nossa costa ficou conhecido pelo Cherne, a alcunha foi posta por uma esposa de inspiração poética mas fica que nem uma luva a alguém que lembra o cheiro de peixe podre. Durão Barroso junto o que resta da dos saldos da sua Comissão e recorrendo ao financiamento dos dinheiros europeus juntou os seus amigos locais para retribuir a cunha falhada de Passos Coelho no congresso do seu partido europeu. Sem Bush, Blair e Aznar parece que a Europa devolveu-nos o Cherne, a senhor Merkel não achou que devia pagar-lhe a sabujice, agora um Durão Barroso comas banhas a pular quer que os portugueses lhe emprestem o palácio de Belém.
  
Mas Barroso achou que o seu comício com a brigada do reumático local correu mal e aproveitou uma cerimónia no Liceu Camões para fazer o elogio do fascismo. Compreende-se o desprezo da senhora Merkel por esta personagem, enquanto na Alemanha um elogio ao nazismo dá cadeia, por cá é um presidente da Comissão Europeia eu aproveita uma mentira histórica para elogiar o fascismo. O imbecil deve achar que desta forma ganha o voto dos portugueses, ofendendo a democracia a poucos dias da celebração dos 40 anos do 25 de Abril.
  
Quase tão mau desempenho teve a senhora pensionista que preside ao parlamento, uma senhora que nos últimos tempos só faz disparates, começou com as baboseiras relativas à eventual trasladação de Eusébio para o Parlamento Nacional depois foi a ideia de serem os descendentes do fascismo a patrocinarem as comemorações do 25 de Abril, agora comportou-se de forma imprópria em relação à Associação 25 de Abril. Esta segunda escolha do regime, para além de se parecer cada vez mais com um limão seco e azedo começa a chamar cada vez mais a si o protagonismo da direita ultra conservadora que nos governa. Sinal de que a legislatura se aproxima do fim e está na hora de dar graxa ao chefe.
  
O país assistiu a uma das mais pungentes intervenções de denúncia do estado do país, aconteceu com a intervenção de Alexandra Lucas Coelho quando recebeu o Grande Prémio de  Romance e Novela da APE: Mas se a denúncia da escritora chegou a quase todos os portugueses já o mesmo não sucede com as palavras rastejantes do secretário de Estado da Cultura, aquela personagem que nada diz de jeito e acha que aqueles óculos ridículos o fazem bonito e com um ar de intelectual. Lei-ase o que a escritora escreveu no seu Facebook porque é uma ajuda preciosa para compreender a pequenez da gente deste regime:

«Na parte, digamos, política, destaco quatro coisas: o SEC disse que eu devia estar grata por estarmos em democracia e eu poder dizer o que dissera; que durante anos os portugueses se tinham endividado acima das suas possibilidades; que, ao contrário do que eu dissera, ninguém saíra de Portugal por incentivo deste governo; e, sobretudo, que eu tinha dito que não devia nada a este governo mas que isso não era verdade porque este governo também subsidiava o prémio. 

Referia-se ele, assim, a um prémio com décadas de existência; atribuído a alguns dos mais extraordinários escritores de língua portuguesa; cujo montante em dinheiro resulta de vários patrocínios, sendo que os públicos resultam do dinheiro dos contribuintes; e que tem atravessado os mais variados governos, sem que nunca, que me recorde, algum governante o tenha tentado instrumentalizar. Foi a mais escancarada confusão de Estado com Governo que já presenciei, para além do tom chantagista ao nível de jardim de infância das ditaduras. E, apesar dos apupos, de quem lhe gritava da plateia "Mentira!" e "O Estado somos nós!", o SEC insistia. 

Como cabe ao Presidente da República, ou seu representante, encerrar a cerimónia, a APE instou Diogo Pires Aurélio a falar. O representante do Presidente da República declinou e encerrou a sessão. No fim, cumprimentou cordatamente todos os presentes na mesa e retirou-se. 

Já Barreto Xavier, aproximou-se de mim na confusão da retirada. Julguei que se vinha despedir, depois de dizer o que tinha a dizer. Nada disso. Queria dizer-me, visivelmente irritado, que o que eu fizera tinha sido de um grande "primarismo". Respondi-lhe que então devia ter dito isso mesmo ao microfone, que eu já dissera o que tinha a dizer e não lhe ia dizer mais nada. Fui andando, para contornar a mesa e acabar com a cena, mas o SEC insistia: que eu tinha sido “primária”. (…)»
  

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