quarta-feira, abril 16, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Campo de Ourique, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças

Parece que Paulo Portas está em queda e já não representa o governo em matéria económica, muito devido à cobardia dos homens do partido dos pensionistas o protagonismo desde a última visita da troika deixou de ser do submergível irrevogável do CDS. Mas sucede que a ausência de Portas não mudou os truques usados para enganar os portugueses e Maria Luís Albuquerque fez um milagre, corta mais 1700 milhões na despesa mas deixa os vencimentos e pensões intactos.

Mas faltou-lhe a coragem, a honestidade e frontalidade para assumir que os cortes dos vencimentos e pensões apesar de inconstitucionais são para continuar, isto é, a ministra ignora qual vai ser a decisão do Tribunal Constitucional mas persiste nas decisões que poderão vir a ser revogadas.

A ministra preferiu gabar-se de que os cortes não seriam alargados o que significa que confirma as declarações do seu secretário de Estado no briefing secreto, declarações que no mesmo dia foram desmentidas por Paulo Portas e Passos Coelho. Tentou passar por cima da decisão em relação aos cortes nos vencimentos e nas pensões para falar em cortar gorduras do Estado. Isto significa que há gorduras que o governo optou por manter durante três anos, isto é, durante rês anos o governo gastou sem necessidade qualquer coisa como 1700 milhões de euros.
 
 Já nasceu, é tinto!

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 O que é feito da menina Estela Barbot ?

Lembram-se da Estela Barbot, com o argumento de ser uma portuguesa a trabalhar no FMI teve um grande protagonismo durante a campanha eleitoral da direita. Entretanto, desapareceu e estou mesmo preocupado com a senhora. Só espero que esteja bem de saúde.

Há algum tempo ainda era notícia, ao que parece era acusada de burla. Enfim, já na campanha eleitoral a senhora andou a burlar os eleitores.

É um nome a acrescentar à lista dos desaparecidos em combate desde que Passos Coelho chegou ao poder.
 
      
 Os deputados têm medo de um reformado com 70 anos?
   
«Citando a presidente da Assembleia da República, o facto de os militares envolvidos no golpe de 25 de Abril de 1974 não irem às celebrações da Assembleia da República é um "problema deles". É verdade. Acontece, porém, que "o problema deles" traz também uma carrada de problemas para a "Casa da Democracia", para usar expressão grata a Assunção Esteves.

Os homens que fundaram este Estado, a que chamamos democrático, não vão às comemorações organizadas por esse mesmo Estado porque queriam falar. Disseram-lhes que não podiam. As razões não interessam, qualquer uma serviria para PSD e CDS. 

O que interessa é que a Casa da Democracia, onde todas as semanas ouvimos disparates eleitoralmente mandatados, mostrou que tem medo de ouvir, em cerimonial, uma reprimenda, eventualmente idiota, possivelmente acertada, dada por um militar reformado com mais de 70 anos. O primeiro problema da Assembleia da República com os Militares de Abril, portanto, é ter medo do que eles dizem. Os deputados são cobardes.

Estes antigos revolucionários, estes "Pais da Democracia", não são donos do regime. Ainda bem. Quando se portam como tal devem ser criticados, como acontece a todos os que intervêm no debate público, eleitos e não eleitos. Uma maravilha permitida pelo exercício da liberdade de expressão instituída por esta "Brigada do Reumático", como ofensivamente já lhes chamaram. Mas a Casa da Democracia não lhes dá, ironicamente, liberdade de discurso oficial no 40.º aniversário da democracia que ergueram. O segundo problema da Assembleia da República com os Militares de Abril é, consequentemente, ser ingrata. Os deputados são frios.

Estes velhotes que tanto incomodam os representantes do povo renunciaram voluntariamente ao poder, já quase vazio mas que ainda detinham, a 30 de setembro de 1982, apenas oito anos depois de controlarem o País pelas armas. Mas para os dirigentes do PSD e do CDS, que não conseguem resolver a má relação que têm com o 25 de Abril, nem isso merece uma gentileza protocolar. O terceiro problema da Assembleia da República com os Militares de Abril é, já se viu, ser mal-educada. Os deputados são uns rudes.

Quando se assinalar o cinquentenário da Revolução dos Cravos a Natureza ditará, infelizmente, que quase nenhum destes homens estará vivo. Nessa altura vão atropelar-se homenagens no Parlamento. Talvez, finalmente, se decida levar Salgueiro Maia para o Panteão... Mas ninguém será incomodado com um discurso subversivo. O quarto problema da Assembleia da República com os Militares de Abril é, logicamente, ser hipócrita. Os deputados são uns falsos.» [DN]
   
Autor:
 
Pedro Tadeu.
   
   
 Passos prepara fartura para 2015
   
«A expressão ‘mais troikista do que a troika’ vem sendo associada a este Executivo desde que colocou o memorando de entendimento em curso. O ‘enorme aumento de impostos’, à data ainda anunciado pelo então ministro das Finanças, Vítor Gaspar, associado a uma rígida disciplina orçamental, com todos os cortes que se fizeram sentir nas carteiras dos portugueses, permitiu que o défice de 2013 ficasse abaixo do previsto.

E, apesar da retoma da economia, o caminho da austeridade ainda não se esgotou. Pelo contrário. Até porque, avança a edição de hoje do Diário de Notícias, o objetivo do Governo de Pedro Passos Coelho é repetir o feito do ano passado, ou seja, conseguir um défice inferior àquele que está obrigado pelos credores internacionais.

Aliás, não só inferior, como duas vezes inferior, que é como quem diz um défice público de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), quando a meta exigida é de 4%. Tal só será exequível também graças à folga herdada em 2013.

A intenção é revelada num documento enviado pela Comissão Europeia à Assembleia da República, e ao qual o Diário de Notícias teve acesso, justamente no dia em que terá lugar o Conselho de Ministros extraordinário, com vista a fechar os cortes para 2015, que, por sua vez, permitirão encerrar a 11.ª avaliação da troika ao programa de ajustamento português.

Saliente-se que as medidas a implementar em 2015 estarão dependentes do que for conquistado em 2014, sendo que o Orçamento de Estado para o próximo ano coser-se-á pelas linhas que este ano permitir. Isto sem esquecer que em 2015 realizar-se-ão as eleições legislativas.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O homem é doido.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Haja vergonha na cara
   
«A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, vai ser recebida esta quarta-feira pela Associação 25 de Abril. Um encontro que acontece a pedido da própria governante, segundo a TVI24, e na véspera da cerimónia dos 40 anos da Revolução dos Cravos.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Parece que a senhora desastrada está nervosa. A senhora não sabe proteger a dignidade do seu cargo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se a senhora apanhar gambuzinos.»
   
 Alemanha não precisa de mais jovens do sul
   
«“O dinheiro não é o problema, o problema é como usá-lo para dar aos jovens desempregados uma nova perspectiva.” Foi com este mote que a chanceler Angela Merkel deu início, há menos de um ano, ao programa O emprego da minha vida, através do qual previa ajudar os jovens da União Europeia a encontrar um emprego em Berlim. Contudo, dez meses volvidos, os 48 milhões de euros previstos para financiar o programa esgotaram-se e este foi agora suspenso.

O emprego da minha vida foi criado para minimizar o problema do desemprego jovem, que assola diversos países europeus, nomeadamente Portugal, Espanha e Grécia. A candidatura fazia-se através de um portal online e os escolhidos tinham acesso a aulas gratuitas de alemão, ainda no país origem, e, já na Alemanha, a uma bolsa que lhes permitisse iniciar uma nova vida. Desde o seu lançamento, 8919 jovens já foram ajudados, 5600 dos quais espanhóis, de acordo com números divulgados pela ZAV, uma entidade vinculada à agência alemã para o emprego.

Berlim justificou a decisão de suspender o programa com o facto de os pedidos de ajuda, nos primeiros meses deste ano, terem sido o dobro dos recebidos em igual período do ano passado. Um porta-voz do Ministério do Trabalho alemão, em declarações ao diário espanhol El País, confirmou que “não é possível satisfazer a procura”.» [Público]
   
Parecer:

Por agora e com ajuda.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Acompanhem-se as estatísticas da fuga de jovens quadros para o Reich.»
     

   
   
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