sexta-feira, abril 11, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Beco do Arco Escuro, junto à Rua dos Bacalhoeiros, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Assunção Esteves, pensionista rica da democracia

Ir ao actual parlamento celebrar o 25 de Abril é mais ou menos a mesma coisa que ir a um baile de debutantes e encontrar uma sala cheia de putas, uma boa parte dos deputados não seriam ninguém sem esta democracia mas odeiam o 25 de Abil ou, pelo menos, o 25 Abril do povo português.

Assunção Esteves, a segunda escolha do PSD para presidir ao parlamento e uma personalidade que enriquece com pensões políticas adquiridas à custa de uma carreira feita à sombra da democracia e mais à custa de "inconseguimentos", para usar um termo muito querido da senhora, do que de outra coisa.

Se alguém tinha dúvidas sobre o que vai na cabeça desta senhora bastaria a ideia de recorrer a privado para patrocinar as celebrações do 25 de Abril, um sinal do que a senhor pensa desta data. Mas ao recusar dar a palavra aos que impuseram a democracia à direita portuguesa a senhor foi mais longe, não tanto pela decisão mas pela forma cobarde como o fez. E o que a senhora fez foi um convite ao boicote às celebrações oficias do 25 de Abikl.

O 25 de Avbril foi feito na rua e entre o povo e é aí que deve ser celebrado, entre os que amam a demoxcracia e não são alérgicos a cravos.

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 Uma pergunta a Cavaco

Já falou com os finlandeses sobre o pós-troika para viabilizar a sua saída com um programa cautelar ou insiste em forçar o PS a aceitar tudo o que o seu governo decide com o falso argumento de que assim se conseguem juros mais baixos?
 
 Saída à irlandesa


Pagava para ver o Paulo Portas consagrado nesta saída à irlandesa.
 
      
 Pinóquio resgatado
   
«O secretário de Estado Hélder Reis é o responsável do Orçamento do Estado. É um divulgador e publicou o Orçamento do Cidadão, que pretende ensinar ao povo onde o Estado vai buscar o dinheiro e onde o gasta. Confesso, não li. Para mim o Orçamento tem o charme das listas telefónicas, muitos números, mas com a desvantagem de não ser gordo e próspero como as velhas Páginas Amarelas. Ontem, ouvi o debate parlamentar entre Hélder Reis e os deputados da oposição sobre o aumento da contribuição dos funcionários para a ADSE. Que era mais um imposto, acusavam uns, e Hélder Reis negava. Então ele disse: "Eu sou como o Pinóquio, quando minto, cresce-me o nariz. Não estão a ver o meu nariz a crescer - eu não estou a mentir."
E foi assim que um governante, especialista da entediante arte de orçamentar, subiu para o patamar fascinante de falar dizendo, tão raro na nossa vida pública. Desde pequenino gosto de Pinóquio. Ele é um personagem admirável. Nasceu de um tosco pedaço de madeira e chegou ao que sonhava, ser um rapaz - é uma alegoria sobre a vontade que nos faz ir além. Nunca se viu o nariz de um homem público crescer por mentir mas a ignorância dos palradores sobre o valor das palavras levou a que Pinóquio - que mentia (como os rapazes) e a quem crescia o nariz quando mentia (numa maravilha de personagem fantástico) - se tornasse um mero insulto. Só por essa lição Hélder Reis merecia ser promovido, do Orçamento para a Educação.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
   
   
 Será arqueologia
   
«A Polícia Judiciária (PJ) esteve ontem durante a tarde a fazer buscas na sede da CP, em Lisboa, por suspeitas de corrupção no negócio da venda de 40 carruagens e sete locomotivas em segunda mão, por 6,9 milhões de euros, para os caminhos-de-ferro da Argentina, em 2006.

Como o i avançou ontem à tarde na edição online, as buscas foram feitas no âmbito de um inquérito do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). No terreno estiveram elementos da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ, dirigidos pelo juiz de instrução Carlos Alexandre.

O i sabe que o inquérito do DCIAP foi aberto depois de se ter conhecimento de que corre também na Argentina uma investigação relacionada com aquele negócio. As buscas foram feitas no âmbito do inquérito que está a decorrer em Portugal e não no âmbito de uma cooperação internacional. Embora o negócio em causa seja o mesmo, fonte próxima do processo explicou ao i que os crimes sob suspeita podem não ser os mesmos aqui e na Argentina, como aconteceu nos processos relacionados com a compra dos submarinos pela Alemanha.» [i]
   
Parecer:

Quando o MP investiga um negócio de 2006 até apetece perguntar se estão praticando arqueologia ou se fizeram as escutas no Cemitério dos Prazeres ou no do Alto de São João.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 O Irrevocable Doors goza com os trabalhadores
   
«A propósito de discussões recentes em torno do salário mínimo nacional, o governante defendeu que este deve ser melhorado, remetendo para a concertação social a calendarização e a definição de valores.

"Melhorar o salário mínimo nacional é um ato de justiça, o resto é essencialmente do domínio da concertação social e do entendimento entre parceiros sociais, o momento e as modalidades", afirmou.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Ao miserável só faltou dizer que a ideia de aumentar o salário mínimo foi do seu chefe.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 BPN financiou PSD
   
«O BPN concedeu um crédito de 150 mil euros à distrital do PSD/Aveiro em 2001. O financiamento, que é revelado no acórdão do Tribunal Constitucional sobre as contas dos partidos políticos em 2009, destinou-se à compra da sede da estrutura local dos sociais-democratas. 

Os responsáveis da distrital do PSD/Aveiro esclareceram ontem, na sequência da notícia do CM, que o empréstimo concedido pelo BPN, então presidido por José Oliveira e Costa, recebeu "como garantia do financiamento" o próprio imóvel que foi adquirido para acolher a sede da estrutura local dos sociais-democratas. Em comunicado, a comissão política distrital do PSD/Aveiro afirma que, "no âmbito das suas responsabilidades encontra-se, em termos legais e contratuais, a amortizar tal empréstimo e respetivos juros."» [CM]
   
Parecer:

Era de esperar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investiguem-se as ligações financeiras entre o gang de Oliveira e Costa e o PSD.»
     

   
   
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