terça-feira, abril 01, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura



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Grafitti , Lisboa

   Fotos dos visitantes do Jumento

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Fila ao sol (M. Henrique)
   
 Jumento do dia
    
Passos Coelho

parece que Passos Coelho quer evitar dar a cara pelas novas medidas orçamentais, só isso explica a sua ausência em todas as reuniões em que está em discussão o Documento de Estratégia Orçamental. Longe vão os tempos em que o líder do PSD gostava de dizer que dava a cara pelas medidas difíceis.

«O Conselho de Ministros esteve hoje reunido extraordinariamente durante quase cinco horas, num encontro para discutir o Documento de Estratégia Orçamental (DEO), que o Governo tem de apresentar até Abril. No final da reunião, que se iniciou às 8:30 e terminou cerca das 13:15, não se realizou qualquer 'briefing', nem foi emitido nenhum comunicado.
  
Na quinta-feira, o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Marques Guedes, tinha anunciado que o objectivo do encontro era "permitir que a discussão relativamente ao DEO seja fechada com a participação e coordenação" do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que esteve ausente, por questões de agenda, das últimas duas reuniões ordinárias e não estará também na da próxima quinta-feira.» [DE]

 Ela errou, quem o disse foi o seu coordenador Paulo Portas
 
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 Um incompetente à frente da Comissão Europeia

Ibndependentemente da opinião que se possa ter da actuação de Constâncio à frente do BdP o mínimo que se pode dizer das referências de Durão Barroso na entrevista que deu ao Expresso é que só provam que a Comissão tem um incompetente à sua frente, é inédito ver um presidente da Comissão Europeia a atacar desta forma um vice-governador do BCE.

 Poiares Maduro

Este vinho é uma martelada tão mal feita que desde que chegou à garrafeira de Passos Coelho ainda nem se percebe se é branco ou tinto. Veja-se o caso do Aguiar, é uma zurrapa mas ao menos não deixa dúvidas quanto à uva utilizada, é Branco! Não admira que com vinhos destes o governo dê tantos sinais de intoxicação alcoólica, vulgo bebedeira.

 Marcelo Rebelo de Sousa

Agora agora candidato que diz que nãao é candidato assumiu o papel de defensor oficioso de Passos Coelho e só isso leva a que se perceba a forma como abordou o problema das pensões, atacando o pobre do secretário de Estado da Administração Pública e o Maduro, deixando impunes Passos Coelho e a ministra das Finanças.

Marcelo sabe muito bem o que se passou, sabe que não estamos nem perante uma fuga de informação, nem perante uma má gestão da comunicação, o que aconteceu foi uma manobra de manipulação da opinião pública combinada e decidida ao mais alto nível. É preciso muito cinismo para o ignorar e tentar atirar as culpas sobre segundas figuras.

 Finalmente Passos Coelho tem alguma razão

Quando diz num entrevista a um jornal moçambicano "Tivemos que percorrer este caminho para agora poder ter o crescimento da economia e para podermos ter um futuro melhor para todos os jovens portugueses e de todos os portugueses" Passos Coelho fala com razão, talvez pela primeira vez desde que é o primeiro-ministro deste desgraçado país. Todos os jovens que foram forçados a abandonar o país podem agradecer-lhe terem arranjado emprego e ganhar mais do que alguma vez se há-de ganhar neste país. A dúvida está em saber se algum desses jovens lhe vai agradecer.

 Um british no Twitter

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Ainda bem que ele escreve em inglês, de tão feio que é não abonaria nada a favor dos portugueses se lá fora soubessem de onde é.

 Eleições francesas

Um aviso para António José Seguro.

 Já percebi porque não se reestruturou o Estado

Foi com receio de que ao ouvirem falar em reestruturação os credores pudessem pensa que Passos Coelho não queria pagar-lhes a dívida.

      
 Vem aí a União Nacional?
   
«O Instituto Nacional de Estatística publicou os números da crescente pobreza que nos assola. Dois milhões de portugueses vivem com menos de 409 euros por mês. Muitos deles com muito menos. Isto, em 2012. Hoje, em 2014, certamente tudo se agravou muito mais. Para além dos números, já por si cruéis, escondem-se os dramas pessoais de milhões de pessoas, desde casais desempregados e sem subsídio de desemprego a crianças com frio e mal alimentadas, idosos sem dinheiro para medicamentos ou uma mãe a empurrar a filha, numa cadeira de rodas, durante dez quilómetros, numa estrada nacional, para uma consulta médica. É um retrato desolador de um país cujo governo apostou no empobrecimento, nos salários baixos, nos serviços de saúde mínimos ou na miséria de reformados e pensionistas como "saída" da crise que a ganância dos bancos provocou.

A maioria dos portugueses ainda está longe de ter chegado ao fim da sua caminhada para o calvário da pobreza. Todos os dias o discurso oficial nos avisa disso. Ora é o senhor Presidente da República a anunciar, num prefácio, que nem daqui a 30 anos os portugueses deixarão de empobrecer para pagar as dívidas que o Estado contraiu em seu nome, ora são as luminárias da situação, como o conselheiro de Estado Vítor Bento que, do alto do seu bem-estar, diz: "O país empobreceu menos do que parece." Ou seja: ainda pode empobrecer mais, muito mais, como já tinham avisado outras luminárias, como por exemplo, o banqueiro Fernando Ulrich, com o " ai aguenta, aguenta" mais pobreza. Ou como disse uma "fonte oficial" do Ministério das Finanças: o empobrecimento é definitivo. Ponto.

A Direita portuguesa - o PSD e o CDS-PP -, estimulada pelos ventos favoráveis que sopram na Europa, começou já a gizar os cenários políticos que lhes permitem perpetuar por décadas um país feito à imagem dos seus ideais ideológicos, uma sociedade assente em profundas desigualdades sociais, democraticamente aprisionada, cabisbaixa, reverente, miserável e culturalmente amorfa. Goradas, por ora, as insistentes tentativas, desde Belém a São Bento, passando por Bruxelas e Berlim, de comprometer o maior partido da oposição na formação de uma nova União Nacional, remeteram a concretização desses objectivos para depois das eleições de 2015. O cenário já está desenhado, segundo as suas previsões: caso o PS ganhe as eleições legislativas, não alcançará a maioria absoluta. Se assim acontecer, o senhor Presidente da República, invocando os "supremos interesses da Nação", sempre colaborante com os desígnios dos "mercados", recusar-se-á a dar posse a um governo sem maioria absoluta no parlamento. E, segundo pensam, ao PS não restará, então, outro caminho para formar governo senão aceitar participar na almejada União Nacional, apadrinhada por Belém. Depois, no governo, em comunhão de cama e mesa, PS, PSD e CDS-PP escolheriam um candidato comum à presidência da República, como defende Durão Barroso em entrevista ao semanário "Expresso". Tudo se conjugaria para a consumação da desejada ditadura eleitoral. Ficará apenas por esclarecer quem iria fazer o triste papel de Américo Thomaz.

Para mal dos portugueses, este cenário político desenhado pela Direita portuguesa pode acontecer, caso o maior partido da oposição não enfrente o pensamento único dominante, aqui e na Europa. E, na pior das hipóteses, quando perguntarem a António José Seguro, qual é a alternativa, deve responder como o fez o economista dinamarquês Bengt-Ake Lundvall, um dos subscritores estrangeiros do "manifesto dos 74", perante a mesma pergunta: "O que parece ser realizável hoje em dia está a levar-nos para muito próximo do fim do projeto europeu. Deste modo, a única estratégia possível é propor o que parece estar fora do alcance. Sabemos que a História nos reserva sempre surpresas de vez em quando - esperemos por uma surpresa positiva."» [i]
   
Autor:

Tomás Vasques.
      
 Filho, não digas “reestruturação”. É uma palavra feia
   
«No país há uma nova palavra proibida: “reestruturação”, se for associada a “dívida”. A forma como governo e partidos do governo, com o primeiro--ministro à cabeça, reagiram ao manifesto agora transformado em petição foi sobejamente conhecida. “Essa gente”, chamou--lhes Passos Coelho, enquanto o secretário de Estado Carlos Moedas, defensor do perdão parcial da dívida há pouco tempo atrás, disse que o texto era “triste”. Veio agora Durão Barroso, do alto da sua sapiência de péssimo gestor da crise do euro, juntar-se ao coro das enormidades. Para o presidente da Comissão Europeia em fim de mandato (e claramente à procura de qualquer coisinha nova em Portugal) “reestruturação é a palavra que Portugal não pode pronunciar”. Isto porque “quem diz reestruturação, em termos de mercados pensa-se logo em perdão da dívida, ou em corte da dívida, ou no ‘não pagamos’”. E então se “os principais credores, acham que Portugal está em condições, que a sua dívida é sustentável, são os próprios portugueses que vão dizer que não vão pagar?”.

Infelizmente, muitos acreditam nesta conversa para enganar tolos, como se os “mercados” fossem ingénuos ao ponto de considerarem uma dívida sustentável só porque meia-dúzia de cromos repete à saciedade que ela é sustentável. Isto não é um cachimbo, escreveu Magritte em cima de uma imagem de um cachimbo. É mais ou menos a mesma coisa. A este grande consenso em torno da expressão proibida junta-se o PS que não tem posição oficial sobre o manifesto que pede a reestruturação da dívida, embora vários dos seus deputados o assinem. Um dos secretários nacionais, Álvaro Beleza, chegou a brincar com a coisa sugerindo aos signatários que pedissem a adesão ao PS. Seguro não fala nisto. O tema é-lhe incómodo como era para o anterior secretário-geral do PS, José Sócrates, que em 2009 num debate com Francisco Louçã repetiu ipsis verbis os argumentos que Durão Barroso utilizou na entrevista à SIC e ao “Expresso”. Les bons esprits se rencontre toujours, principalmente quando ocupam lugares de poder.

Infelizmente, o nível de infantilização do debate político em Portugal impede uma discussão decente sobre aquilo que, em vésperas de eleições europeias, deveria ser a agenda dos principais partidos políticos. A transformação do manifesto dos 70 em petição parece que está a ser um sucesso, mas vai bater contra uma parede – a da imensa maioria que ocupa o parlamento e que evitará a todo o custo pronunciar a palavra maldita.» [i]
   
Autor:

Ana Sá Lopes.
   
   
 Um governo de burros
   
«Os gastos dos organismos públicos em consultoria e assessoria na última semana foram superiores às despesas com a alimentação. De acordo com a análise do i aos contratos de aquisição de bens e serviços divulgados no portal Base entre o dia 22 e as 16 horas de sexta-feira, o custo da contratação de serviços de consultoria e assessoria ascendeu a 3,5 milhões de euros, enquanto que o da alimentação (produtos alimentares e refeições confeccionadas) se ficou pelos 2,6 milhões.

O contrato mais elevado foi publicado pelo Banco de Portugal (BdP), que por 32 dias de "consultoria financeira" da Oliver Wyman pagou 322,2 mil euros. Este já é o segundo ajuste directo celebrado pelo banco central e esta empresa recentemente. Em Maio do ano passado, o BdP contratou os serviços (98 dias) desta consultora por 483 mil euros.» [i]
   
Parecer:

Não conseguem fazer nada sem pagar a quem lhes dê explicações.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Não são só os jovens a emigrar
   
«Depois de o banco BBVA ter concretizado a venda da área de pensões na América Latina e de ter alienado algumas filiais em países como o Panamá, o diário "El Confidencial" diz que o presidente do segundo maior banco espanhol, Francisco González, começou a sondar a venda da operação em Portugal, que, refere o diário, "nos últimos anos só reportou perdas".

No sector financeiro, diz o "El Confidencial", confirma-se que o BBVA, com sede em Bilbao, contratou os serviços do banco Nomura para analisar o interesse de potenciais compradores da operação do BBVA em Portugal.

Os ativos da operação bancária portuguesa do BBVA estão contabilizados em 5471 milhões de euros, o passivo ronda os 5192 milhões e o património detido pelo BBVA em Portugal ascende a 381 milhões, embora o seu valor contabilístico esteja fixado em 207 milhões de euros.» [Expresso]
   
Parecer:

Esperemos que o fenómeno seja limitado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «O último a saiur que apague a luz.»
     

   
   
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