sábado, janeiro 11, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Panteão Nacional, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
João Almeida, secretário de Estado do mini governo do CDS

O debate sobre uma eventual aliança entre PSD e CDS nas próximas legislativa não passa de um parto difícil de um nado morto decidido ainda nas primeiras semanas da gravidez. Só um imbecil imagina um Paulo Portas a dizer não à sua própria bóia de salvação e dizer não à derradeira possibilidade de sobreviver enquanto político. Perante um cenário do PS sem vitória com maioria absoluta essa coligação será a garantia de Paulo Portas para exigir fazer parte de uma solução de poder. Se o PSD concorrer sozinho Cavaco Silva tudo fará para salvar o seu partido e exigirá ao obediente Seguro um governo de salvação nacional sendo mais do que certo que Portas ficará a viver das suas memórias de negociante de submarinos, com todos os pesadelos que daí poderão resultar.

Portas corre um sério risco de passar de irrevogável a dispensável, se concorrer sozinho na esperança de ser muleta do PS arrisca-se a que fique marginalizado pela solução que Cavaco sempre desejou.

Neste contexto se Seguro os tivesse em su sitio já teria declarado que nunca aceitará coligações com o PSD ou com o CDS enquanto forem liderados respectivamente, por Passos Coelho e por Paulo Portas. Seria tratar o cão com o seu próprio pêlo, Seguro mais não faria do que fizeram aqueles dois artistas.

«O porta-voz do CDS-PP, João Almeida, afirmou esta sexta-feira que "o mais provável" é que o próximo mandato de Paulo Portas não seja o último e admitiu uma aliança pré-eleitoral com o PSD nas legislativas de 2015.
  
Em entrevista à Agência Lusa, João Almeida admite uma candidatura de Portas à Presidência da República e defende também que o "balanço positivo" no final da legislatura pode determinar condições "como nunca houve" desde o Governo da Aliança Democrática para "discutir uma eventual coligação pré-eleitoral" com o PSD.» [DN]

 Ridículo

Aqueles que mais escutas divulgam são precisamente os que mais as receiam.

Um jornalista que divulga uma escuta telefónica, manipulando o seu conteúdo com o único objectivo de obter resultados políticos está a fazer jornalismo ou a fazer política? Se os jornalistas fazem política, como ainda esta semana se viu com o caso do jornalista que anda armado em No Name Boys do Correio da Manhã, porque razão devem estar a coberto de investigação como sucede com qualquer político?

Dirão que assim morre o jornalismo? Só teriam razão se em Portugal ainda existisse jornalismo, são cada vez mais escassos os jornalistas sérios e basta olhar para os proprietários da nossa comunicação social para se perceber que há muito que o objectivo do negócio não é o jornalismo, é o lucro fácil e a golpada política.
 
 Um vaucher para um Panteão nacional

Pela arvoada que por aí vai o próximo jogador que caia na graça dos No Name Boys além do ordenado e dos prémios de jogo vai receber um vaucher para que após a sua morte venha a instalar-se no Panteão Nacional.
 
 Sugestão de negócio imobiliário

Depois de Cavaco ter trocado a Vivenda Mariani por uma luxuosa vivenda na Quinta da Coelha ainda alguém se vai lembrar de lhe perguntar se não quer trocar a Quinta da Coelha por um apartamento no Panteão Nacional.


 
      
 Sobre a doença
   
«Agora, devagarinho. Esta crónica não é sobre Sócrates. Aliás, a de ontem também não. Esta crónica é sobre uma doença mental. E a de ontem também. Esta semana, Sócrates falou, como tanta gente, sobre Eusébio e "eu". Não disse nada de empolgante: que foi na escola que ele comemorou, tinha 8 anos, o jogo Portugal-Coreia do Norte. Sobre o âmago do assunto, Eusébio, li muito melhor. Na caixa de comentários do Guardian, um leitor lembrou a história que o seu pai sempre contara: que, em miúdo, vira o Eusébio no estádio de St. James" Park, em Newcastle, jogar de luvas, "era a primeira vez que via neve", e marcar um belo golo de livre. No domingo, o filho disse ao pai que o "grande homem" morrera. Então, o pai repetiu a história e os por-menores. Ora, no ano passado, o Benfica jogou com o Newcastle e o filho soube que o Benfica e Eusébio nunca tinham estado em St. James" Park. No domingo, o filho rematou: "Não tive a coragem de dizer ao meu pai a verdade." Ele escreveu heart, que em inglês quer dizer, além de coragem, coração. Reparem, ele não cobrava ao pai a inverdade, o pai baralhara memórias, como tantas vezes fazemos às antigas e por vezes às mais queridas. José Sócrates não baralhou a memória, o essencial do que disse já se confirmou - alguns garotos da Covilhã iam para o pátio da escola mesmo aos sábados e nas férias. O problema aqui não é Sócrates e o seu testemunho vulgar. O problema foi o alarido sobre esse nada. Esse nada, nada. Cometeram-no um diretor de jornal, um eurodeputado, blogues e o jornal mais vendido, patrulhando uma memória velha de 47 anos do que aconteceu a um miúdo de 8. Mesmo se ele se tivesse enganado merecia só um sorriso. A sanha persecutória, essa, sim, é doentia. Aliás, ela é a doença. Uma obsessão. Há três anos, ela diabolizou um lado a ponto de ter impedido o que era então necessário e o Presidente diz, só agora, ser necessário: um esforço conjunto para combater a crise. A doença já nos cegou uma vez. E a minha memória é exata.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
      
 O verdadeiro plano B
   
«Ao nono dia de vigência do Orçamento para 2014, o Governo anunciou as medidas do primeiro orçamento rectificativo do ano. O que vem aí, como se previa, é mais do mesmo: contribuições agravadas sobre os pensionistas e os funcionários públicos.

Mas que ninguém se iluda: as medidas podem ser novas, o plano é o velho.

Agora que o Governo anuncia mais um pacote de medidas de austeridade sobre as pessoas, vale a pena revisitar os argumentos que o PSD usou em 2011 para justificar a crise política que forçou o pedido de ajuda externa e acabou por o levar ao poder. Esses argumentos constam da resolução que o PSD apresentou na Assembleia da República contra a aprovação do célebre PEC IV, onde se pode ler o seguinte: "Mais uma vez o Governo recorre aos aumentos de impostos e cortes cegos na despesa (...)". A esse ímpeto laranja, em veemente protesto contra "qualquer aumento das contribuições", não faltou sequer o colorido habitual na sua linguagem de combate: "Mantém a receita preferida deste Governo: a solução da incompetência. Ou seja, se falta dinheiro, aumentam-se os impostos".

O CDS, por seu turno, fazia coro no protesto, erguendo bem alto a bandeira dos pensionistas, a quem se faziam juras de fidelidade irrevogável e a quem se prometia, com a maior solenidade, vistosas linhas vermelhas apontadas como intransponíveis.
Foi com base neste discurso panfletário que se construiu uma fantasia eleitoral, assente numa fantástica fórmula mágica: o corte nas detestáveis "gorduras do Estado". Eduardo Catroga, coordenador do Programa eleitoral do PSD, explicava assim a coisa, já depois de conhecido o Memorando de Entendimento (divulgado no dia 3 de Maio): "Na reunião que tivemos com a "troika", dissemos: basta de austeridade sobre as pessoas. Tivemos o PEC I, tivemos o PEC II, o PEC III com o corte de salários no Estado, corte de pensões e aumento de impostos.

Agora, é preciso austeridade no Estado, porque não aceitamos mais austeridade para as pessoas" (Público, 11-5-11). Foi em nome desta afirmação, tão categórica como demagógica, que se vendeu aos portugueses, para consumo eleitoral, um mirabolante plano de governação - o verdadeiro Plano A do Governo - que jurava apostar forte no corte nas despesas do Estado e no combate ao famigerado "Estado paralelo", onde se dizia habitar um monstro horrível e insaciável. As pessoas, essas, podiam, finalmente, respirar de alívio e, por consequência, eram convidadas a votar tranquilamente no partido cujas setas até apontam para o céu. Ou, em alternativa, no outro cujas setas não apontam para lado nenhum.

Tudo isto, porém, foi antes das eleições. O que veio a seguir, foi bem diferente. Desde a primeira hora, o Governo da direita decidiu trocar as sedutoras promessas eleitorais dos partidos da maioria por uma estratégia económica de sinal absolutamente contrário: uma estratégia firme de empobrecimento. Empobrecimento do País e empobrecimento das pessoas. E tudo em nome de uma austeridade que se julgava expansionista. Foi aí - não foi agora - que nasceu o Plano B do Governo. E é esse plano que essencialmente se mantém, com estas ou com aquelas medidas.

Agora que os partidos da direita, uma vez que falta dinheiro para cumprir as metas do défice, reincidem no aumento das contribuições que tanto contestaram quando estavam na oposição, seria fácil recordar, com ironia, o que o PSD dizia do Governo anterior: "essa é a solução da incompetência". Mas o que está em causa é sério demais para convidar à ironia: a insistência do Governo nesta sua estratégia de empobrecimento, que inapelavelmente revoga todas as promessas eleitorais, confirma um chocante desprezo pelos compromissos assumidos com os eleitores. E expõe toda a magnitude da fantasia eleitoral que foi vendida aos portugueses.» [DE]
   
Autor:

Pedro Silva Pereira.
      
 O tiro ao reformado
   
«O plano B que o governo sempre jurou que não existia para o chumbo das pensões pelo Tribunal Constitucional foi ontem dado à luz pelo conselho de ministros. Confirma-se que não havia plano B: os reformados são a carne para canhão deste governo, o alvo do tiro na guerra do défice, a vítima da revolução que vai extinguir de vez em Portugal e na Europa conceitos políticos antigos como social-democracia e democracia-cristã.

Para o poder em vigor, os contratos com os reformados são aqueles que podem ser alterados à vontade, sem que existam riscos de o Estado ser obrigado a pagar milhões. Com os ricos não se brinca - os governos nunca brincam com os ricos e basta ver as parcerias público-privadas e outros contratos dantescos, impossíveis de mexer porque estão em causa cláusulas inamovíveis. Não é de estranhar que enquanto Passos Coelho afirma que a crise "foi um custo que quase toda a gente teve que suportar pelas medidas difíceis", os últimos números disponíveis indiquem que em Portugal os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

Uma vez que não existem "cláusulas" de protecção do contrato realizado entre o Estado e reformados - para surpresa de todos, a Contribuição Extraordinária de Solidariedade passou no ano passado no Tribunal Constitucional - opta-se pela medida mais fácil. Aguarda-se agora a decisão do Tribunal Constitucional, reconhecendo-se que é um facto que a CES passou no TC com a presunção de que era transitória e poupava os menos "ricos".

O problema dos reformados vai para lá do confisco do contrato feito entre o Estado e os cidadãos que nasceram no Portugal de Eusébio - em que praticamente só Eusébio funcionava e dava razões de felicidade. O problema é que são os reformados que estão a fazer de cintura de segurança para os seus filhos e netos desempregados ou com empregos que não dão para a subsistência mínima. Como o i escreve nesta edição, 1/3 da população activa está desempregada ou vive de um sub-emprego que não dá para ter uma casa nem eventualmente dará para comer. Ouvir o primeiro-ministro dizer que está a

"tirar o país da crise" torna-se penoso nestas circunstâncias.» [i]
   
  
 E porque não
   
«Procuradoria-Geral da República sugere que se façam buscas nas redações e sejam apreendidos computadores em caso de violação do segredo de justiça. Dos 83 inquéritos abertos pela PGR apenas nove resultaram em acusação e há jornalistas arguidos em seis deles.» [DN]
   
Parecer:

Nós não temos jornalismo, temos demasiados jornalistas sem princípios a usar as notícias para fazerem política e neg+ocios que se deve questionar se merecem ser respeitados.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Defenda-se o jornalismo.»
   
 O sentido de humor da Martifer
   
«O presidente da Martifer afirmou esta sexta-feira, após assinar o contrato de subconcessão dos terrenos e infra-estruturas dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), que já foram contratados dois trabalhadores da empresa pública.

Carlos Martins, também presidente da recém-criada empresa que vai gerir o espaço dos ENVC, reafirmou a intenção de contratar cerca de 400 dos atuais trabalhadores dos estaleiros.
Reconhecendo que a Martifer foi contactada pelo Governo para saber se estava interessada nos ENVC, Carlos Martins sublinhou que o seu grupo avançou porque quis e na medida em que esse passo decorre da "nova estratégia" empresarial.

O responsável da Martifer insistiu na importância de "entrar de forma pacífica" nos estaleiros e desvalorizou um cenário conflitual porque vive num "Estado de direito".» [DN]
   
Parecer:

Um dia conheceremos este negócio em toda a sua dimensão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o senhor da Martifer mais o ministro amigo à bardamerda.»
   
   
 A vingança do sôr Álvaro
   
«Depois do Canadá e do Ministério da Economia, Álvaro Santos Pereira vai agora rumar a Paris para ocupar um cargo na sede da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

O antigo ministro vai ocupar o cargo de diretor de departamento de "Countries Studies" da organização, ficando responsável pela negociações com os ministros das Finanças e da Economia dos estados-membros da OCDE.

"É um cargo semelhante ao de deputy chief economist", avançou Álvaro Santos Pereira ao Dinheiro Vivo. A OCDE é liderada por José Angel Gurria, secretário-geral da organização, que tem como economista-chefe o italiano Pier Carlo Padoan.» [DN]
   
Parecer:

Quem diria que o rapaz ia ultrapassar o doutoríssimo Gaspar e do seu padrinho coxo?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
   
 Alguém falou em acabar com a impunidade
   
«Artur Osório falava à agência Lusa a propósito da reportagem difundida quinta-feira na SIC, sobre alegadas cobranças ilegais ao sistema de Proteção Social dos Trabalhadores em Funções Públicas (ADSE) e ligações entre o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e um grupo privado de saúde.

"É lamentável ser a comunicação social a investigar o que devia ser o Ministério da Saúde a fazer", disse Artur Osório, defendendo "auditorias constantes aos negócios da saúde e aos negócios com o Estado".

Para este administrador de um grupo privado de saúde, existe uma "distribuição de migalhas dos dinheiros do Estado que está nas mãos de uns senhores que têm esse poder" e que, na sua opinião, devia ser investigada.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Não foi a ministra da Justiça?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à ministra da Justiça se trepassou a promessa para o dr. Paulo Macedo.»
   
 Que simpático que o homem é....
   
«"O ano 2014, como o senhor Presidente da República teve oportunidade de dizer, é um ano decisivo, porque vai obrigar a uma mobilização de todos, de modo a que terminemos da melhor maneira este programa excecional de resgate", afirmou Guilherme d'Oliveira Martins, adiantando: "E, por isso, a economia portuguesa vai ter de ser criadora, a economia portuguesa vai ter que ser solidária".

Em Fátima, onde foi orador nas Jornadas Nacionais da Pastoral do Turismo, o presidente do Tribunal de Contas salientou: "A responsabilidade social é absolutamente fundamental".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Deste o governo não se pode queixar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Use-se o desodorizante, cheira a BPN.»
      

   
   
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