sábado, janeiro 25, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Ponte 25 de Abril
  
 Jumento do dia
    
Maria Luís Albuquerque

A ministra das Finanças continua a falar em sucesso e até diz que houve consolidação orçamental. A verdade é que houve um aumento brutal do IRS, o imposto mais fácil de cobrar, tudo o resto são medidas apresentadas como tendo um carácter temporário. Pelos números divulgados conclui-se que a austeridade foi além do necessário, sacrificando os portugueses de forma desnecessária.

«"Expurgados todos os efeitos extraordinários em 2012 e 2013, tivemos um défice em 2012 de 5,8% e em 2013 de 5,2%. Expurgados todos os efeitos extraordinários, temos, portanto, uma diferença de 0,6 pontos", afirmou a governante que está a ser ouvida na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, em resposta a uma pergunta do PS.

Na mesma comissão, a ministra tinha já afirmado que, sem medidas extraordinárias, o défice orçamental de 2013 teria registado um "excedente de 500 milhões de euros" face ao limite de 5,9% definido no segundo Orçamento Retificativo, apresentado em outubro.» [Notícias ao Minuto]

 
 Dux

Se um desses imbecis que andam armados em "dux" pusesse um filho meu a rastejar com pedras amarradas às pernas cortava-lhe os tomates!

Com ou sem intenção, com ou sem dolo, voluntário ou involuntário aquilo que sucedeu na Praia do Meco foi um homicídio colectivo e começa a ser cada vez mais evidente a responsabilidade do tal "dux" que agora sofre de amnésia selectiva, só se recordando do que lhe interessa.
 
 Pergunta do referendo sobre a co-adopção

Concorda que Cavaco Silva co-adopte o Passos Coelho e o leve tão depressa quanto possível para a Quinta da Coelha?
 
      
 Quem tem capa sempre escapa
   
«No dia seguinte à tragédia do Meco, escrevi aqui sobre a irresponsabilidade dos comentários (de facto, bitaites) que não respeitavam a obrigação do silêncio quando nada se podia ainda saber sobre um acontecimento tão doloroso. Era tempo de silêncio. Agora, quase mês e meio depois, o que choca é o prolongamento do silêncio. Começaram a pingar indícios de que as mortes estão relacionadas com praxes académicas. As praxes conduzem demasiadas vezes a um tipo de relacionamento doentio entre quem manda e quem obedece - esse é um facto público, até pelo despudor com que os seus protagonistas o trazem para as ruas e fazem com ele cortejos. Numa tragédia em que seis subalternos morrem e o único sobrevivente é o chefe ("dux", na terminologia do grupo), há fortes razões para tirar a limpo se o que ocasionou a tragédia foi acidente ou foi ter-se colocado as vítimas em perigo, deliberadamente, em nome das famigeradas praxes. Não sei como os códigos legais vão classificar essa ação - se é crime ou não -, o inquérito policial irá dizê-lo. Mas a comprovar-se que foram as praxes que levaram os seis para o mar ou perigosamente para junto ao mar, a sentença social só pode ser uma: há que extirpar as imbecis praxes de um lugar, a universidade, feito para cultivar a inteligência. Que me desculpe o direito à tanga da "amnésia seletiva" que o "dux" pode ter, mas o tempo, agora, não é de silêncio. Nenhum código de seita vale seis mortos.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
      
 Onde estava o Olli?
   
«As declarações do Comissário Olli Rehn sobre um alegado pedido tardio de ajuda externa por parte de Portugal são frontalmente desmentidas pelos factos. Mas é preciso compreender o contexto desta tentativa desesperada de rescrever a história.

No Parlamento Europeu, convém lembrar, o Comissário Olli Rehn é o rosto da ‘troika' e está sob o fogo de uma acusação pesada: a de ser co-responsável, com Barroso e Merkel, pela resposta desastrada da Europa à crise grega e pela dureza de uma política de austeridade que agravou os problemas e falhou no seu objectivo de impedir que a especulação financeira arrastasse as dívidas soberanas num impiedoso (e lucrativo) "efeito dominó". Olli Rehn suspeita que a história não será meiga com a resposta da Europa à crise - e tem razão. Para além das óbvias insuficiências na construção do euro, que já ninguém contesta, Olli Rehn sabe que o consenso geral diz que a Europa podia e devia ter cortado o mal pela raiz, logo que os mercados escolheram a Grécia como primeiro alvo. Tal como sabe que esse erro, cometido à medida dos interesses de uns contra os interesses dos outros, provocou muito sofrimento inútil e trouxe o projecto europeu até à beira da ruptura. Embora Durão Barroso, animado pela liquidez artificial nos mercados financeiros, se tenha apressado a decretar o fim da crise do euro, Olli Rehn sabe que a economia europeia está agora ainda menos forte do que estava no início da crise. E conhece o indicador que, em vésperas de eleições, todos se esforçam por ignorar: ao fim de três anos de austeridade, o nível médio da dívida pública na zona euro atingiu cerca de 93% do PIB, valor que é sensivelmente o mesmo (!) que Portugal apresentava em 2010 quando, por entre gritos de pânico, soaram as campainhas de alarme.

É, pois, em defesa própria que Olli Rehn, desafiando os factos, se lembrou de tentar rescrever a história: afinal, "a Europa respondeu bem à crise", sugeriu ele, "Portugal é que respondeu tarde". Se a primeira tese não tem, por razões óbvias, muitos compradores na Europa e menos ainda nos Estados Unidos, já a segunda encontrou em Portugal a clientela do costume, sempre disposta a aproveitar as ofertas de ocasião.

Acontece que a resposta de Portugal à crise foi sempre concertada pelo Governo português com a Comissão Europeia e com o senhor Olli Rehn. Quer quando, no auge da grande recessão de 2009, foram decididas medidas de apoio social e estímulo à actividade económica que implicaram o agravamento do défice e da dívida; quer quando, em 2010, no início da crise das dívidas soberanas, Portugal acompanhou a mudança de estratégia da Comissão e adoptou sucessivos pacotes de medidas de controlo do défice (com os chamados PEC I, PEC II e PEC III). Tal como foi com o apoio da Comissão Europeia que foi proposto, em Março de 2011, o PEC IV, entendido como alternativa a um pedido de ajuda externa.

Felizmente, nada disto é hoje matéria de opinião. Está tudo por escrito. Foi por escrito que, a 11 de Março de 2011, o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e o Presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, fizeram a seguinte Declaração Conjunta sobre o PEC IV: "We welcome and support the announced policy package". Foi por escrito que a Bloomberg relatou a entrevista de Olli Rehn ao jornal Finlandês "Helsingin Sanomat" em que o Comissário, no próprio dia da rejeição do PEC IV, ainda dizia: "Não é certo que Portugal precise de ajuda externa". Foi por escrito que o Público citou o testemunho na primeira pessoa do Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa: "Testemunhei que a Comissão Europeia e o BCE não queriam que Portugal fizesse um pedido de assistência financeira, igual ao grego e ao irlandês, e estavam empenhados na aprovação do PEC IV" (Público, 31-3-2012). E foi por escrito que o Diário Económico transcreveu uma entrevista de Eduardo Catroga, que agora apareceu a dizer que Portugal devia ter feito uma "negociação mais atempada", mas que 15 dias antes da apresentação do PEC IV dizia: "Não defendo, nas actuais circunstâncias de acesso, o recurso ao FEEF em parceria com o FMI, porque as experiências da Grécia e da Irlanda correram muito mal" (DE, 21-2-2011).

Numa coisa Olli Rehn tem razão: Portugal só pediu ajuda externa quando foi encostado à parede. E bem. A história ensina que nenhum país pede ajuda externa a não ser quando é absolutamente necessário. Mas o apoio expresso da Comissão Europeia e do BCE ao PEC IV continha uma mensagem clara: não encostem Portugal à parede. O problema é que por cá houve quem achasse que tinha uma ideia melhor.» [DE]
   
Autor:

Pedro Silva Pereira.
   
   
 Ferreira Leite está desconfiada
   
«A ex-líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, levanta a suspeita de o Governo estar a guardar os 533 milhões de euros da dotação provisional para pagar as indemnizações por despedimento dos funcionários públicos.
Na semana passada, Ferreira Leite denunciou o caso no comentário que faz semanalmente à quinta-feira na TVI24. Ontem, a comentadora disse estranhar que a ministra das Finanças não tenha ainda explicado para que vai servir a dotação provisional. 

A ex-ministra das Finanças começou por sublinhar que Maria Luís "não negou" que tinha lá o dinheiro e lembrou que “um ministro não tem a autonomia nem a capacidade política para decidir sobre um número daquela natureza. A responsabilidade é da Assembleia”. 

Sobre para que servirá esse valor, a ex-líder do PSD admite que possa servir para "indemnizações para despedimentos de funcionários públicos. Pode ser uma coisa desse estilo", defendeu na TVI.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

Parece que o dinheiro é para champanhe.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
     

   
   
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