sábado, novembro 22, 2014

Episódio 02

A PGR dá informações pela segunda vez em poucas horas, desta vez para se saber que o processo não resultou de uma carta anónima mas sim de uma comunicação de um banco. Alarga-se o âmbito do processo à fraude fiscal e corrupção, crimes não referidos no primeiro comunicado, e informa-se que o motorista de José Sócrates também foi detido.
 
«A Procuradoria-Geral da República revelou há minutos, através de um comunicado, que além do antigo primeiro-ministro José Sócrates froam detidos para interrogatório o seu motorista atual, João Perna, o empresário Carlos Santos Silva e o advogado Gonçalo Trindade Ferreira.

"Para além de José Sócrates, detido ontem, foram ainda detidos, na passada quinta-feira, Carlos Santos Silva, empresário, Gonçalo Trindade Ferreira, advogado, e João Perna, motorista. Os interrogatórios dos detidos, no Tribunal Central de Instrução Criminal, tiveram início ontem e foram retomados já este sábado", lê-se na nota divulgada pelo gabinete de imprensa da PGR.

O documento sublinha uma vez mais que os crimes que estão a ser investigados abrangem fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção.

A nota adianta que este inquérito atual teve origem numa comunicação bancária efetuada ao DCIAP ao abrigo da lei de prevenção e repressão de branqueamento de capitais. "O inquérito, que investiga operações bancárias, movimentos e transferências de dinheiro sem justificação conhecida e legalmente admissível, encontra-se em segredo de justiça".» [Expresso]

Entretanto a telenovela policial vai desenvolvendo-se e agora sabem-se os passos de Sócrates através de fontes policiais, fica-se com a impressão de que há um gabinete de comunicação instalado algures, gerindo a informação pois é tanta e tão prontamente divulgada que não pode ser considerada como mera violção de qualquer segredo.
 
«Uma fonte policial contou ao Expresso que o ex-primeiro-ministro saiu da prisão ao final da manhã, mas ainda não há sinais dele no Campus da Justiça, no Parque das Nações, onde será ouvido pelo juiz Carlos Alexandre.» [Expresso]

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