sexta-feira, novembro 07, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura



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Manifestante, Lisboa (2/03/2013)
  
 Jumento do dia
    
Miguel Cadilhe

É bom ouvir Miguel Cadilhe queixar-se do Tribunal Constitucional ou referir-se ao guião da reforma do Estado da autoria de Paulo Portas como sendo uma parolice. Mas este é o mesmo Miguel Cadilhe que defensdia o despedimento de mais de 200 mil funcionários públicos e que queria que Sócrates lhe emprestasse 400 milhões de euros porque com esse dinheiro resolveria o problema da SLN e do BES.

Foi também ele que propôs a venda do ouro do BdP paa reformar o Estado. É uma pena que nunca tenha sido chamado a cocretizar um guião com base nestas propostas, da mesma forma que nunca demonstrou como teria salvo a SLN e o BPN com 400 milhões de euros dos contribuintes.

A credibilidade de alguns opinion makers desta praça vale o que vale e no caso do Cadilhe há uma contradição clara entre a forma como fala dos outros e o seu desempenho. É bom lembrar que Cadilhe foi ministro das Finanças com Cavaco Silva, que o seu secretário de Estado do Orçamento, com a pasta dos impostos, era um tal Oliveira e Costa e de que não há memória de enquanto ministro ter defendido ou proposto muito do que desde então vai defendendo.

«“Derrocada de 2011″ foi talvez a expressão mais usada por Miguel Cadilhe na conferência sobre a “jurisprudência da crise” na Faculdade de Direito. Mas foi a expressão utilizada para caracterizar o “chamado” guião da reforma do Estado que mais ficou no ouvido: “É uma parolice, uma desconsideração”. O ex-ministro das Finanças defende um compromisso entre PS e PSD para que se faça a verdadeira “reforma estrutural” pois caso contrário o país “não poderá continuar na zona euro”.

Na conferência na Faculdade de Direito de Lisboa, Miguel Cadilhe defendeu que se o Governo teve alguma razão sobre alguns acórdãos do Tribunal Constitucional, mas que também é verdade que cometeu alguns erros, nomeadamente, disse, no que a reformas estruturais diz respeito. E foi aí que classificou o “chamado” guião da reforma do Estado.» [Observador]

 Idiota


Esta gente não hesita em recorrer a estratégias dignas de idiotas.


 Temos uns almirantes muito corajosos

  
Estimulados por um ministro dado a brincar aos drones e que anda muito excitado no seu papel de galo-da-Índia disfarçado de falcão os diversos ramos das forças armadas gastam o dinheiro dos contribuintes a brincar às guerras. Primeiro foi a Força Aérea a exibir o seu temível poderio aéreo fazendo companhia a dois bombardeiros russos que voavam no espaço aéreo internacional.
 
Agora foi a Armada, que à falta de um perigoso porta-aviões andou a chatear um navio hidrográfico russo só porque navegava em águas que sendo internacionais fazem parte da zona económica exclusiva. Para justificar as brincadeiras agressivas o nossos destemido almirantado fez questão de informar que a investigação científica ou os levantamentos hidrogárficos no mar territorial de um país pode ser considerado "prejudicial à paz, à boa ordem ou à segurança do Estado costeiro.
 
O problema é que o navio hidrográfico não estava  a investigar nada, nem sequer navegava no nosso mar territorial, um eufemismo destinado a evitar a expressão de águas territoriais. O navio navegava em águas internacionais e o que a Armada fez foi deslocar um navio de combate para encher o peito junto de um navio desarmado.
 
Quem teve um comportamento prejudicial à paz e à à boa ordem foi quem usou de meios para intimidar quem navegava livremente em águas internacionais. é bom recordar estes destemidos almirantes que no tempo do anterior governo diziam que nem havia dinheiro para o gasóleo, agora já sobra o dinheiro dos contribuintes para andarem a brincar às guerras?

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Aquilo que estes senhores andam a fazer é a tramar arranjar maneira de o país perder mais uns mercados, arranjando um inimigo onde não existe. Como não tem mais nada para se armar ao pingarelho o nosso ministro da Defesa anda a inventar guerras para dar nas vistas. Dantes era o Paulo Portas que mandava fragatas "atacar" uma traineira onde faziam abortos, agora é o Aguiar-Branco a criar um estado de guerra naval mandando uma corveta "ladrar" a um pacífico navio hidrográfico. Um dia destes os russos manda um porta-aviões passear por estas bandas e mijam-se todos.
  
Se os jornais europeus dessem conta de cada "traque" russo por esse mundo fora não haveria papel para tanta notícia e se todos os ministros europeus pagassem a sua bazófia agressiva com manobras navais não haveria dinheiro que chegasse para o gasóleo.

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PS: O perigoso navio russo que levou os novos bravos almirantes a calçarem as pantufas para sob o comando do Neptuno da Defesa foi um navio que até esteve na Expo 98, a tal exposição dedicada aos mares e até estava previsto vir a Lisboa em Outubro.

A marinha, que deve estar cheia de dinheiro, acompanhou este navio com uma corveta ao longo de uma semana, navegando desde o Algarve até ao Minho.

 Resgatar a PT para quê

Para que os futuros donos peçam ajuda na defesa dos centros de decisão portugueses para dois ou três meses depois a venderem a bom preço a chineses?

      
 Outra vez a Carlyle
   
«A investigação, divulgada nesta quinta-feira por vários jornais europeus, dos acordos confidenciais celebrados entre grandes empresas e o Estado do Luxemburgo para reduzir o pagamento de impostos identifica seis empresas associadas a Portugal. De acordo com o jornal britânico The Guardian, uma das empresas é o Carlyle Group, uma das mais conhecidas empresas de investimento americanas que tem ligações ao antigo embaixador americano em Portugal, Frank Carlucci, que ainda é presidente emérito, mas sem funções executivas.

Entre as companhias que terão beneficiado das benesses fiscais do Luxemburgo e que surgem associadas ao mercado nacional, contam-se a Hypo Real State Group, um grupo financeiro alemão que tem interesses no setor imobiliário e controla o Depfa Bank.

A KBL Lombard International Assurance, empresa seguradora do Luxemburgo, e a Maus Frére, empresa suíça de retalho que distribui a marca Lacoste, são igualmente referidas, bem como grupo DPR Corp que atua no setor imobiliário. Há ainda referência a uma sexta empresa que não é identificada.» [Observador]
   
Parecer:

Lembram-se da famosa tentativa de compra da Galp com dinheiro da CGD no tempo em que o Durão Barroso era primeiro-ministro? A compradora era a Carlyle em associação com a Fomentivest onde trabalhava o Passos Coelho.

Sabem quem representa a Carlyle em Portugal? É um tal António Martins da Cruz, é compadre do Durão Barroso, de quem foi ministro dos Negócios Estrangeiros e ficou conhecido como pai da Diana, uma famosa candidata ao curso de medicina com vaga assegurada graças ao apoio generoso do governo.

Este país é mesmo pequeno, são sempre os mesmos. Mas o mais engraçado de tudo isto é que para uns aumentam o IRS e nunca mais o baixam, para os outros criam amnistias e perdões fiscais manhosos e ainda lhes baixam o IRC,
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 Um esquentador cobardolas
   
«O Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, cancelou esta quinta-feira de manhã a sua presença numa conferência sobre a Europa, em Bruxelas, na sequência da revelação, também hoje, de acordos fiscais secretos durante oito anos entre o governo luxemburguês e centenas de empresas multinacionais.

A ausência de Jean-Claude Juncker foi justificada pelo facto do responsável ter tido conhecimento de que Jacques Delors, antigo presidente da Comissão Europeia, que também era orador no evento, iria faltar por motivos de doença.      

"O ex-presidente da Comissão Europeia Jacques Delors não se sente bem e não vai viajar. Por essa razão, Jean Claude Juncker também não vai participar no diálogo", anunciou ao início da tarde Margaritis Schinas, porta-voz da Comissão Europeia.
      
A organização já criticou a ausência do responsável político num painel que pretendia discutir os desafios da Europa, sobretudo, importantes numa altura em que a Comissão conta com uma nova liderança.  

"Neste ponto de viragem para o projeto europeu e, quando se instala uma nova Comissão, lamentamos profundamente que o presidente não tenha achado  importante ou adequado vir discutir os desafios que enfrentamos com os cidadãos", pode ler-se num comunicado na organização, citado pela AFP.» [Expresso]
   
Parecer:

E era este senhor que exigia austeridade e mais austeridade a Portugal, governou um país oportunista que destruiu a receita fiscal dos parceiros e agora teve como prémio estar à frente da Comissão europeia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Desligue-se o "esquentador"..»




 Amigos, amigos, negócios à parte
   
«O governo de Timor-Leste ordenou na segunda-feira a expulsão, no prazo de 48 horas, de oito funcionários judiciais, sete portugueses e um cabo-verdiano, depois dos responsáveis pelo setor judicial timorense rejeitarem acatar a resolução que determinava a suspensão dos contratos e a realização de uma auditoria ao setor.

“Quero dizer que segui sempre com muita preocupação estes desenvolvimentos. (…) Quero deixar muito claro que uma coisa é haver uma insatisfação com o desempenho de magistrados portugueses, que está no seu direito [de Timor], é um Estado de Direito. Está no seu direito de não querer renovar os contratos de trabalho desses magistrados, mas isso é muito diferente de os expulsar. São coisas totalmente diferentes”, disse.

Passos Coelho anunciou ainda que a cooperação no campo judiciário cessou “imediatamente” após a decisão da expulsão de 50 funcionários internacionais. “Apesar de ser uma jovem democracia, há ainda alguns problemas que têm de ser resolvidos em Timor-Leste. As decisões que [o governo timorense] tomou tornam impraticável a execução da cooperação que existe com Portugal na área judicial”, anunciou.» [Observador]
   
Parecer:

Os juízes estão e parabéns, são os primeiros funcionários do Estado que Passos Coelho defendeu. Se calhar é para não fazerem por cá o que fizeram em Timor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 O ébola que se cuide
   
«A primeira medida de Carlos Moedas como novo Comissário europeu da Investigação, Ciência e Inovação consiste num fundo no valor de 280 milhões de euros para financiar a pesquisa sobre o ébola. Metade deste dinheiro vem do Horizonte 2020, orçamento da União Europeia para a investigação nos próximos seis anos e a outra metade vem da Federação Europeia das Indústrias e Associações Financeiras.» [Observador]
   
Parecer:

O Moedas é mortal, até para o ébola.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 E a EDP é chinesa porquê?
   
«"Hoje a empresa não é portuguesa como resultado da interferência maravilhosa do anterior Governo na administração da PT. A PT acabou a ser brasileira. É a realidade e, se me dizem que a Oi não está interessada, só posso desejar que apareçam vários outros potenciais acionistas interessados", afirmou Pires de Lima, que está a ser ouvido há quatro horas no parlamento sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2015.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Pires de Lima está fazendo jogo sujo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 Nunca mais sai o ketchup
   
«O ministro da Economia, António Pires de Lima, considerou hoje que a recuperação do investimento "é como "'Ketchup' e golos do Ronaldo", já que assim que começa "vem em golpes mais fortes".

Pires de Lima está ser ouvido em reunião conjunta das comissões parlamentares de Orçamento, Finanças e Administração Pública e de Economia e Obras Públicas, no âmbito do debate na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2015 (OE2015).» [i]
   
Parecer:

Grande ministro este que nós temos, trata da economia ao pontapé como se fosse bola.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pobre Santinha da Horta Seca, primeiro via milagres, agora vê garrafas de molho tomate.»

   
   
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