sábado, julho 12, 2014

O arrasbestão no Bestostão

Há muito que Portugal era mais uma território sob jurisdição da divina família do que uma nação independente, os tostões do BES compraram muito boa gente e os arquivos do Ricardo Salgado sabem mais da história recente de Portugal do que os arquivos da Torre do Tombo.  A divina família usou o dinheiro para comprar tudo e todos e entre passeios de iate, gorjetas, comprar de pareceres a jurisconsultos, empregos para filhas, amantes e afilhadas, lugares de administradores não executivos das muitas empresas do grupo, contratos de falsas assessorias e outros esquemas usados na aquisição de corruptos acabou por transformar Portugal numa imensa quinta da Comporta, no Bestostão, dignamente representado em Bruxelas por um tal Durão Barroso que nada tem a ver com esta história, aliás, nem se percebe a referência a tal pessoa fora do contexto.
 
Fora da jurisdição das autoridades do Bestostão ficaram algumas personalidade, como é o caso do sôr Costa do Banco de Portugal, homem que nunca fez negócios menos claros na banca e por isso tem toda a autoridade para escolher que a divina família pode escolher para gerir o seu património bancário. Aliás, se não fossem as muitas a agências do BES o sôr Costa até poderia dizer que sabia tanto da existência do BES como sabia das off shore do BCP quando era o director internacional daquele banco.  É verdade que em tempos um tal Queiroz Pereira lhe deu um sacho cheio de dossiers, mas não se lembra de os ter lido, se calhar quem tem razão é o Alberto João e quem sabia de toda a marosca do BES era o Constâncio. Razão tinha o Pinho quando discursando com ar de quem tinha um grão na asa dizia que o Bin Laden destas trapalhadas é o Constâncio, o Sócrates era apenas o taxista que em vez de o ir buscar ao Porto para o deixar no gabinete
 
Pedro Passos Coelho é outro que não mora na freguesia do Bestostão, homem sério, duro e independente nada tem que ver com negócios bancários, na linha do austero Salazar vive longe dos luxos dos poderosos e sendo de direita não lhes presta vassalagem, tal como Salazar também nada fazia para ajudar os ricos a enriquecerem. Passos Coelho até tem alguma razão, depois de ter forçado o povo a ajudar a banca e de promover  uma brutal redução salarial, está à vontade para dizer que não ajuda quem depois de todas estas benesses ainda tem prejuízo.
 
O problema é no Bestostão cheira a mijo que tresanda, tanto é o cidadão que se anda a mijar pelas calças abaixo, alguns até já estão numa borra pegada. Imagine-se o que vai ser de muita gente se a família desavinda decide meter a boca no trombone e dizer quem já comprou neste país, isso se não preferirem dizer antes os que não compraram pois seria mais fácil. A verdade é que a divina família está comportando-se como putos da favela e estão promovendo um arrastão, aliás, um arrasbestão no país.
 
Já arrastaram Cavaco para o silêncio, o Seguro para o regaço do sôr Costa, vários nomes para o desemprego, a riqueza de muita gente para o lixo, meio PSD para a administração do BES, o que está mesmo difícil de arrastar é o Bento para o leme do BES, o homem parece que está à espera que a tempestade passe pois não é homem de correr muitos riscos. Vamos ver quantas vítimas vai fazer este arrasbestão.