terça-feira, julho 15, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Cotovia-de-poupa (Galerida cristata), Praia do Cabeço, Algarve
  
 Jumento do dia
    
Aguiar-Branco

Desde quando são os ministros da Defesa a opinar sobre instituições financeiras? Por este andar ainda vamos ouvir a Maria Luís falar sobre submarinos e a ministra da Saúde a dissertar sobre a produção de tomates.

«O ministro da Defesa, Aguiar-Branco, considero hoje que a entrada em funções da nova gestão do BES é mais um sinal de que a instituição bancária não representa um risco em especial para os depositantes.» [Notícias ao Minuto]
 
 A lição do BES

O poder corrompe.
 
 O Al Capone e até o "nosso" Palito sofriam do mesmo problema

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 Terá ido vender o famoso drone português?

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 Já não se pode ir à praia descansado (Sibéria)

 
 A liderança do tipo conjugal do BE está dando resultados

Depois do bloquinho do Garcia e do bloquinho do Rui Tavares acaba de nascer mais um bloquinho, desta vez é o bloquinho da Anda Drago. Aos poucos a extrema-esquerda vai sendo transformada numa creche cheia de bloquinhos, todos eles muito empenhados em unir a esqueda, cada vez que alguém do BE acha que se deve unir a esquerda nasce logo mais um bloquinho!

 Mas que grande calma que vai nos mercados

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Foi chegar, ver e vencer, mal o Bento chegou ao BES recebeu a boa nova dos mercados, o BES sofreu um "hair cut" de mais de 7% no valor das suas acções. Pior do isto só os quatro a zero que levámos com o outro Bento. Enfim, vai por aí uma bentania...
 
 Deixaram de falar ao telefone?

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Foi esta gente em quem não se pode confiar que colaborou com Passos Coelho na venda da EDP aos chineses.

 Anedotas que circulam nas caixas do e-mail


Quando o Papa Paulo VI veio a Portugal, vivíamos em 'ditadura', sendo 1º ministro Salazar.

O Papa perguntou-lhe qual o motivo de ter tantos ministros, obtendo a seguinte resposta:

- Santidade, Jesus tinha 12 apóstolos, eu tenho 12 ministros.

Em 2014, quando o Papa Francisco visitar Portugal e perguntar ao 1º ministro para quê 40 ministros e secretários de estado, este, certamente, responderá:

- Bem, Santidade... Ali Babá tinha 40 ladrões!

      
 O sucesso da balança de pagamentos
   
«Numa das primeiras crónicas após a chegada de Vítor Gaspar ao Governo, surpreendi-me por o então governante proclamar como enorme êxito o facto de, pela primeira vez ao fim de muitos anos, termos equilíbrio e até superavit na balança com o exterior. Qualquer leigo reconhecia duas verdades: que o pesadíssimo corte fiscal fizera baixar o consumo interno, boa parte dele em bens importados; e que, passado o emagrecimento forçado, assim que a procura interna se restabelecesse, voltaríamos ao desequilíbrio. O Governo escudava-se no crescimento das exportações, esperando-o imparável. Pois bem, tal crescimento assenta em escasso número de grandes operadores, dentre eles a Galp, que aproveitou, e bem, os contratos de longo prazo que detinha com fornecedores para revender combustíveis ao Japão, de súbito forçado a construir uma mão-cheia de centrais térmicas após o desastre de Fukushima. Acresceu a janela de oportunidade de vender combustível refinado para os EUA e outros, aberta ainda no Governo Sócrates com a ampliação da refinaria de Sines, dado o progressivo encerramento de refinarias na Europa por razões ambientais e de baixa rentabilidade. Bastou que a refinaria parasse para manutenção para que as exportações claudicassem. Respondeu o Governo que tal só afectaria os três primeiros meses deste ano. Decorridos cinco meses verifica-se que o Governo errara e mentia: o défice comercial aumentou 21,6% nos primeiros cinco meses face a meses homólogos do ano anterior. Não só as importações cresceram 2,3%, como as exportações baixaram 0,9%. Infelizmente para todos nós, mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo!» [Público]
   
Autor:
 
António Correia de Campos.
      
 O BES, o BE e o PS
   
«1 - O estertor do grupo económico da família Espírito Santo tem dado brado. Agitou mercados e bolsas e fez subir taxas de juro. Foi notícia nos principais jornais económicos de todo o mundo, mereceu uma advertência da chanceler alemã e, mais preocupante, ainda não se sabe ao certo a dimensão dos estragos que vai provocar na queda. Apesar de toda esta momentânea agitação, o que fica a nu com a falência do Grupo Espírito Santo, do qual se procura retirar o Banco dos escombros, em primeiro lugar, é a fragilidade económica e financeira dos grandes grupos económicos portugueses, que se podem desmoronar com uma facilidade espantosa; em segundo lugar, a incompetência na gestão por parte dos seus proprietários, disfarçada pela tentacular ligação ao poder político e, por essa via, ao dinheiro dos contribuintes, que daí jorra em abundância, através de contratos com o Estado, que mais parecem dádivas, como as PPPs ou os swaps; em terceiro lugar, a impunidade de falcatruas, ilegalidades e outros desmandos lesivos da comunidade; finalmente, todos os principais responsáveis saem sempre com indemnizações e reformas de milhões e milhões de euros a retirar da "massa falida", invocando um direito divino de casta. Este quadro, de promiscuidades e cumplicidades, toca todos os grupos económicos portugueses, mesmo aqueles que, por agora, aparentam boa saúde. Por isso, não é de estranhar que, por exemplo, Alexandre Soares dos Santos, que tanto insistiu na redução dos salários dos portugueses, nos méritos da pesada austeridade e na "flexibilização" da legislação do Trabalho, questionado sobre o que se passa com o grupo Espírito Santo, tenha respondido: "brutal, brutal, brutal", como se visse fogo no telhado da sua casa. E, sem pudor, aponta o dedo ao Banco de Portugal, exigindo-lhe explicações, como se ele não conhecesse bem as tropelias da casta de que faz parte. Este governo não quis ser arrastado na queda do grupo Espírito Santo, mas isso não é sinal de que haja a menor alteração nesta profunda dependência e promiscuidade do Estado dos grandes grupos económicos. E esta é a principal razão pela qual a maioria dos portugueses se sacrificou nos últimos anos e continuará a sacrificar por muitos mais.

2 - O BE. No sábado, consumou-se a mais importante cisão na curta história do Bloco de Esquerda. A Associação Fórum Manifesto (antiga Política XXI, fundada por Miguel Portas), uma das correntes que estiveram na fundação dos bloquistas, decidiu desvincular-se daquele partido e procurar "outros espaços de intervenção política", com o objectivo "de influenciar a governação do país neste momento de urgência nacional". Este era um desfecho anunciado. Depois de alguns sucessos eleitorais, sobretudo em 2009, quer nas europeias, quando foi o terceiro partido mais votado, quer nas legislativas, quando obteve o seu grupo parlamentar mais numeroso, Francisco Louçã apostou tudo na estratégia de um crescimento eleitoral fulgurante à custa de uma redução significativa dos socialistas. A apresentação de Manuel Alegre como candidato presidencial do Bloco, e a ajuda que deu ao PSD e ao CDS no derrube do governo socialista, fizeram parte dessa estratégia. A derrota eleitoral de Manuel Alegre e a derrota eleitoral dos bloquistas nas legislativas de 2011, quando perderam metade dos votos e dos deputados, provou o insucesso dessa estratégia megalómana, o que levou à saída de Louçã da direcção do partido. Desde aí, o Bloco esgotou-se enquanto projecto político, e começou a vegetar sem estratégia, nem mensagem política mobilizadora, completamente a reboque do PCP, o que ficou patente no resultado obtido nas recentes eleições europeias. É caso para dizer, o Bloco de Esquerda já não existe, porque o PSR e a UDP nunca deixaram de existir.

3 - O PS continua a baixar nas sondagens. Neste momento, vale menos do que a soma dos dois partidos da coligação que, nestes três anos, nos tem tão mal governado. E ainda faltam, no mínimo, quase três meses para a clarificação interna. Com o Bloco de Esquerda a desfazer-se, Marinho Pinto pode ser uma surpresa ainda maior nas legislativas do próximo ano, servindo de tubo de escape ao profundo descontentamento que por aí anda.» [i]
   
Autor:

Tomás Vasques.
   
   
 Mais indicadores de sucesso do ajustamento
   
«Portugal foi o país da União Europeia com uma maior descida (-3,6%) da produção industrial em maio, face a abril, mês no qual havia registado o maior aumento entre os 28 Estados-membros, revelam dados hoje divulgados pelo Eurostat.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Como diria o Frasquilho a culpa é da paragem da refinaria da GALP ou será, como pensará a nossa santinha da Horta Seca, uma maldade da Constituição?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Terá a Tecnoforma renascido?
   
«Esta é a retoma de um serviço que já não existia há alguns anos e que já nem os agentes locais esperavam que pudesse ser retomado. Faço votos para que no início do próximo ano possamos ter os voos regulares já a operar em Viseu", alegou.

Durante a cerimónia de inauguração das obras de requalificação do Aeródromo Municipal de Viseu, o governante realçou que a inclusão de Viseu e Portimão na rota que anteriormente servia apenas Vila Real, Bragança e Lisboa, não traz despesas acrescidas.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Voos regulares a partir de Viseu?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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