sexta-feira, julho 18, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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"Estátua" mudando preparando o truque, Rua Augusta, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
António José Seguro

Num aso como a crise do GES espera-se de um governante ou de um candidato a governante um comportamento rigoroso, foi essa a imagem que de forma oportunista Seguro tentou fazer passar quando pediu uma entrevista ao governador do BdP para aproveitar as televisões e marcar pontoss na sua disputa com António Costa. De um político irresponsável e sem sentido de Estado espera-se que faça o que Seguro agora fez.

Para além de imitar o discurso de Passos Coelho sobre os investimentos privados que correm mal, Seguro sugere a desgraça ao dizer que espera que não sejam os portugueses a pagar os prejuízos do BES. Depois de sair do BdP dizendo que estava tranquilo só restava a Seguro ficar calado, mas o tal político que é diferente de todos os outros não resiste ao oportunismo e aproveita tudo e mais alguma coisa para chamar as câmaras de televisão.

«O líder socialista, António José Seguro, disse esta quarta-feira que o seu nível de preocupação relativamente ao Banco Espírito Santo (BES) diminuiu, contudo espera que não sejam os portugueses a «ter que pagar eventuais prejuízos».

O secretário-geral do PS, que se deslocou a Idanha-a-Nova no âmbito da apresentação do Plano Municipal de prevenção de Fogos Florestais, mencionou que chegou a pedir uma reunião ao governador do Banco de Portugal (Bdp) para apurar mais dados. Além disso, «falei com o primeiro-ministro e, como tive oportunidade de dizer, em função das informações que me foram prestadas o nível de preocupação diminuiu», afirmou Seguro.

«Se há investimentos privados que correm mal, devem ser os responsáveis por esses investimentos que devem ser responsabilizados, não devem ser o resto dos contribuintes a pagar», frisou. » [A Bola]
 
 A falência

Não foi a Rio Forte, o GES e a sagrada família que faliu, também faliu uma democracia alicerçada em corrupção e apoiada em políticos inúteis e vendidos. Não é apenas o montante do buraco do GES que tem sido escondido dos mercados, mais do que isso é a imensa lista de políticos corruptos deste país que recebeu dinheiro do BES, aliás, muitos deles receberam do BES e de outras entidades financeiras.

Não é apenas a sagrada família que está falida, é também toda uma classe política que a troco de benefícios e gorjetas foi enriquecendo ao mesmo tempo que condenava o país ao subdesenvolvimento. Com políticos corruptos, um sistema financeiro oportunista e uns quantos grupos económicos proxenetas não há país que se desenvolva.
 
 PS de Seguro apaixonado por Ana Drago


«Da parte da direcção do PS, a decisão da Associação Fórum Manifesto foi vista como um bom sinal. “É altura do PS se abrir à sua esquerda”, disse ao PÚBLICO o membro da direcção, Álvaro Beleza. “Eu defendo um PS como a casa das esquerdas, com aberta a várias sensibilidades e tendências como a de Ana Drago, ou o partido Livre, ou a Renovação comunista”, acrescentou antes de recordar que há um sector no PS com uma grande afinidade com essa área”. E por isso conclui que o “PS tem de encarar isto sem complexos” por forma a contrapôr à inevitabilidade de um Bloco Central.» [Público]

É incrível como o centro direita do PS se apaixona de um dia para o outro pela Ana Drago!
 
 Seguro reconhece erros no passado

 
 Sugestão à Sra. Procuradora-Geral

Porque não investe na investigação ao caso BES apenas 10% do que foi investido no caso Freeport?
 
 Os unificadores

As correntes mais interessantes da esquerda conservadora são os unificadores, aqueles que abandonam o BE ou o PCP e que se especializam em defender a unidade da esquerda, isto leva a que quanto mais falam de unidade mais partidos e correntes inventam. O argumento é sempre o mesmo, a unidade e a renovação, o objectivo é igualmente o mesmo, apanhar boleia em listas do PS e até mesmo do PSD a caminho de tachos. Estes unificadores estão novamente agitados com a expectativa de embarcarem nas listas do PS e até há quem aposta forte num dos candidatos, logicamente o mais frágil e desesperado pelo apoio de novos "simpatizantes".
 
      
 Vem aí um furacão e só começou a chover
   
«Existe uma espécie de omertá entre os poderosos do país - que, todos juntos, não enchem uma casa da Quinta da Marinha -, que permitiu que o escândalo BES fosse abafado quase até ao momento do estertor final. Foi a mesma omertá que fez com que o BPN se aguentasse tanto tempo de pé, com o patrocínio de muitos poderosos do país, e muito depois de as irregularidades no banco de Dias Loureiro terem vindo a público.

As elites portuguesas não primam pela "ética republicana" e habituaram-se a conviver com uma fórmula que o Exército dos Estados Unidos usava para lidar com os homossexuais: "Don't ask, don't tell." Irregularidades? Negócios suspeitos? Favorecimento de amigos? Tráfico de influências? Não perguntem, não contem. Esta maneira de viver tem consolado todos os comensais e permitido a cada um recolher, à vez, as respectivas fatias do bolo disponível - irmãmente, como se dizia dantes.

Foi este regime apodrecido que permitiu que o devotamente chamado "único banqueiro" do país - e hoje tratado como cão pelos que o incensavam - chegasse onde chegou, com o risco enorme de arrastar meio país consigo. O BPN não era um banco sistémico, o BES, pertença do Grupo Espírito Santo, é um banco sistémico. Dito de outra maneira: é como se fosse o nosso Lehman Brothers. E neste momento não se sabe o fim da história.

A ideia de que o Banco de Portugal teve um comportamento exemplar - ao contrário do que se tinha passado com o anterior governador, Vítor Constâncio, relativamente ao BPN - é uma teoria que resiste tão bem aos testes de stresse como resistiu o BES durante estes anos de avaliações europeias. Em Fevereiro de 2013 - há quase ano e meio -, depois de o i noticiar o esquecimento de 8,5 milhões na declaração de impostos de Ricardo Salgado, o Banco de Portugal trata de produzir um raro comunicado em que declara toda a sua confiança em Ricardo Salgado. Sim, o Banco de Portugal tinha pedido "explicações", mas depois disso ficou muito satisfeito. Naquela peça não tão antiga assim, o governador afiança que "as informações recolhidas pelo banco não fundamentam as suspeitas lançadas pela comunicação social". Enquanto o poder de Ricardo Salgado parecia imutável, o Banco de Portugal preferiu lançar as culpas para o mensageiro. Não foi o único: este é o modo de actuar da elite portuguesa, que só se distancia dos seus quando estão mortos. O BES é o regime, a crise do BES é a crise do regime.» [i]
   
Autor:
 
Ana Sá Lopes.
   
   
 É o salve-se quem puder na coligação
   
«Um mês depois do desafio, três semanas depois da resposta, o PSD resolveu adiar as conversas com o CDS para pôr no papel uma coligação pré-eleitoral nas próximas legislativas, disse ao Observador uma fonte da direção social-democrata.

“Estamos empenhados em permanecer como um factor de estabilidade”, diz a mesma fonte. “Por isso, queremos deixar o CDS à vontade para se definir, resolver os tabus internos sem interferências. A coligação tem que ser muito bem pensada, é melhor deixar o tema mais para a frente”, acrescenta ainda.

Na verdade, há na São Caetano quem garanta que muita gente no aparelho do partido começou a pensar duas vezes sobre as vantagens de uma coligação, falando de um CDS sem peso eleitoral suficiente para ser uma mais-valia. Mesmo na direção, cresce o incómodo com vários governantes centristas. Por “falta de solidariedade” na defesa das medidas mais difíceis, ou por mostrarem maior empenho em representar o país fora do que em “viajar cá dentro”.» [Observador]
   
Parecer:

Certos de que perderão as eleições de 2015 cada partido da coligação começa a posicionar-se para uma eventual coligação com o PS.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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