terça-feira, julho 22, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Pato-real do Jardim Gulbenkian, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Já houve um tempo em que Cavaco se recusava a falar sobre o país durante viagens no estrangeiro. Parece qeu mudou de ideias, agora fica calado enquanto está em Portugal e aproveita a viagens para se pronunciar sobre o que se passa em Poertugal, inclusivém sobre assuntos em que já ninguém esperava ouvi-lo.

2008:

«O Presidente da República desdramatizou, este sábado, a polémica que se criou depois de se ter referido ao 10 de Junho como o “dia da raça”, uma designação conotada com o Estado Novo, recusando fazer comentários sobre política interna no estrangeiro.

«Aqui não faço comentários sobre política interna, politiquices, nem sobre “fait-divers”. Toda essa matéria fica para o nosso próprio país», respondeu aos jornalistas à margem da inauguração do Pavilhão de Portugal na Expo2008, em Saragoça, Espanha..» [TSF]

2014:

«Questionado pelos jornalistas numa conferência de imprensa em Seul, na Coreia do Sul, sobre se a situação do Grupo Espírito Santo pode ter consequências na economia portuguesa, Cavaco Silva afirmou que o "Banco de Portugal tem sido perentório, categórico, a afirmar que os portugueses podem confiar no Banco Espírito Santo (BES)".

O Presidente da República justificou que os portugueses podem confiar no BES "dado que as folgas de capital são mais do que suficientes para cobrir a exposição que o banco tem à parte não financeira, mesmo na situação mais adversa".

Sobre a atuação do Banco de Portugal neste processo, Cavaco Silva disse que, segundo a informação que tem, o banco, "como autoridade de supervisão, tem vindo a atuar muito bem a preservar a estabilidade e a solidez" do sistema bancário português.» [JN]
 
 Foi fácil tirar o Seguro das Associações de estudantes

Questionado sobre a simpatia de António Costa em realção a uma eventual candidatura de António Guterres o ainda líder do PS decidiu dar um ar da sua graça, mas ignorando que mais vale ter graça do que ser engraçado. Em vez de abordar a questão com a frontalidade que o tema e as pessoas em causa merecem Seguro decidiu responder com a treta de que as candidatura pessoais não são partidárias e que a única novidade é que António Costa não era candidato presidencial.

Seguro não é muito inteligente pois se fosse perceberia que ao afirmar que Costa não é candidato presidencial admite que na altura o autarca de Lisboa será líder do PS e primeiro-ministro, não fazendo sentido candidatar-se. O problema de Seguro é que continua a raciocinar como se o país fosse uma associação de estudante, provando que foi mais fácil tirá-lo das jotas do que tirar as jotas de dentro dele.
 
      
 Louvo das Cortes de Lisboa
   
«Não estamos aqui por minha causa. Estamos aqui por Portugal. Precisamos de vós para combater aquilo que certas cortes de Lisboa acham melhor para o País. É inaceitável que a corte de Lisboa decida nos gabinetes, a régua e esquadro, como o país deve ser administrado.
António José Seguro



Ouvi, ó gentes do meu país, a história e percursos de um dos nossos mais ilustres cortesãos de Lisboa.

No ano da graça de 1962 nascia na Vila de Penamacor António José Martins Seguro. Jovem de muitos e variados talentos, rapidamente percebeu que não seria na terra que o viu nascer que essas inúmeras qualidades seriam melhor aproveitadas, pelo que assim que atingiu a maioridade rumou alegremente a Lisboa, a capital. Não a Coimbra, onde pautaria os seus estudos na mais velha Universidade da Europa ao ritmo da lendária Cabra, relativamente perto da sua amada terra, não ao Porto, com as suas excelentes instituições  nortenhas de ensino junto ao mundialmente reconhecido Douro, mas para Lisboa, para junto das Cortes. Ingressou no ISCTE, onde frequentou Gestão de Empresas, sem duvida com o intuito inicial de mais tarde regressar e aplicar os ensinamentos para melhorar as empresas na sua região. Mas todos sabeis quão sedutora é a vida de Lisboa, e quão facilmente as Cortes e a vida mundana das elites seduzem um inocente e puro rapaz da província, lhe pegam pelo braço e lhe dizem: “vem, esquece as tuas origens e os teus toscos conterrâneos e junta-te à nossa doce decadência regada a mel e construída à custa do suor dessas bestas da província, que aliás para mais não servem, e serás bastamente recompensado. Até te deixaremos regressar a casa uma vez por ano, por alturas do madeiro, desde que disso não faças alarde”. E eis que assim o nosso rapaz, certamente sem perceber bem como, se vê Dirigente Associativo do ISCTE para logo a seguir, em 1985, ser eleito Presidente do Conselho Nacional da Juventude. Presidente aos 23 anos de idade, eis o poder da Corte de Lisboa, na qual o nosso rapaz estava agora bem lançado. Já lhe começavam a ser familiares por esta altura os meandros, os corredores, as mesas de café onde se conspirava noite fora. E tornava-se um dos seus mais talentosos membros, sendo eleito Secretário-Geral da Juventude Socialista em 1990, e fazendo questão de ser membro da Comissão Política Nacional da Recandidatura de Mário Soares a Presidente da República. Eis o nosso rapaz no centro do poder lisboeta, conselheiro do próprio Rei. A Corte recompensaria os seus inegáveis talentos com um cargo de Deputado à Assembleia da Republica a partir de 1991. O nosso rapaz, por esta altura já homem feito e experiente nas lides politicas lisboetas, tornava-se assim parte integrante das elites que a partir da Capital governam o país, para nunca mais sair, tirando em breves expedições à província, com uns part-times na Assembleia Municipal da sua terra e um cargo federativo algures na forte, farta, fria, fiel e formosa Guarda, que durou no entanto apenas uns meses. A Corte lisboeta não permite grandes ausências nem distracções, sob pena de se perder as ultimas intrigas e conspirações. E eis assim António José Seguro, nesta altura já destacado cortesão, a ser eleito para o círculo mais elevado e restrito da Corte: o governo de António Guterres. primeiro como Secretário de Estado da Juventude, depois como Secretário de Estado adjunto do próprio Primeiro-Ministro. Ambos os cargos com direito a gabinete, régua e esquadro. E um mapa de Portugal na parede. Continuando a aproveitar as oportunidades oferecidas por Lisboa,  em 1999 e 2001 foi ainda enviado como representante da Corte portuguesa junto das Cortes Europeias em Bruxelas, onde foi presidente da delegação e Vice-Presidente do Grupo Socialista a essas mesmas Cortes.

Regressaria em 2001 ao governo da capital, desta vez já como Ministro adjunto do Primeiro-Ministro, e nunca mais sairia de junto das Cortes de Lisboa, sempre como Deputado à Assembleia de República e um dos seus mais destacados membros, tendo sido líder da bancada parlamentar, ou seja, líder dos cortesãos, e sendo ainda, entre 2006 e 2011,  Presidente da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura e Presidente da Comissão Parlamentar de Assuntos Económicos, Inovação e Energia. E apesar de estar afastado do circulo mais elevado da Corte, não tendo sido convidado a funções governativas entre 2005 e 2011, esses anos deram-lhe o tempo e a disponibilidade para, pacientemente, urdir a sua teia de contactos, cumplicidades e intrigas que lhe permitiram, em 2011, ser facilmente eleito Secretário-Geral do partido Socialista. Ou seja, Cortesão-Mor. O reconhecimento máximo do seu talento pelos seus pares e pelo povo.

Eis aqui por isso a justa, embora breve e muito incompleta, homenagem que as Cortes de Lisboa fazem a este seu distinto membro. Mas que nenhum de entre vós  se engane: António José Seguro não é um mero cortesão. Como o seu percurso e a sua imparável subida claramente demonstram, não será certamente exagero da nossa parte dizer que António José Seguro, por seu inteiro mérito, é a própria personificação das Cortes de Lisboa.» [Aspirina B]
   
Autor:
 
Vega9000.
   
   
 É necessário proteger as escolas dos professores
   
«O Ministério da Educação enviou esta segunda-feira uma orientação às escolas, sobre a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), em que especifica que o acesso às escolas onde se realiza a prova (na terça-feira) “deverá ser restrito às pessoas no serviço de natureza urgente e essencial”. 

De acordo com o documento da Direção Geral de Estabelecimentos Escolares, “é necessário garantir as condições de tranquilidade adequadas à realização da prova de avaliação de conhecimentos e capacidades, salvaguardando o interesse público e o direito dos candidatos à sua realização”» [CM]
   
Parecer:

Uma vergonha.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proponha-se ao Crato que instale barreiras de arame farpado à volta das escolas.»
  
 Quem amigo, quem é?
   
«Fernando Sousa, antigo colaborador de Pedro Passos Coelho na Tecnoforma, empresa em que o atual primeiro-ministro foi consultor, ganhou um contrato público de 2,5 milhões de euros para "seleção, eliminação e inventariação das fontes documentais existentes nos Governos Civis", através do Cepese (Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade).

A tarefa foi adjudicada em 27 de fevereiro de 2013 pelo então secretário de Estado adjunto do MAI, Juvenal Silva Peneda - que anos antes (em 2006) tinha colaborado com o Cepese.

A cronologia do caso revela ainda que primeiro a tarefa foi adjudicada ao Cepese (em fevereiro de 2013) e só depois (em março) saiu uma portaria lançando um concurso público para escolha da entidade que faria o tratamento dos espólios dos governos civis, extintos pelo atual Governo.» [DN]
   
Parecer:

Cheira a lodo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à OProcuradora-geral se apesar do sforço de investigação do BES ainda terá tempo para dar uma olhadela a este caso.»
   
 Já caíram dois aviões em Gaza
   
«A atual ofensiva de Israel contra o Hamas é já o conflito mais sangrento dos últimos cinco anos na Faixa de Gaza. Hoje, 14º dia do conflito, contam-se já 509 mortos entre os palestinianos, na sua maioria civis, e 20 israelitas, dois deles civis.» [DN]
   
Parecer:

E ninguém a começar pelo Barak se preocupa com o caso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»
   
   
 Quem apoia Costa leva
   
«"Este PS de António José Seguro, ao permitir estes métodos persecutórios e estalinistas com vista à eliminação de militantes, não honra nem dignifica a história, os fundadores, os princípios, os valores e os ideais que estiveram na génese da formação do PS", afirmou Diogo Coelho, numa conferência de imprensa, em Leiria.

Manifestando estranheza pelo "sentido de oportunidade" da expulsão, que ocorreu "poucos dias depois" de ter manifestado apoio a António Costa à liderança do partido e a José Miguel Medeiros para a Federação Distrital de Leiria, Diogo Coelho considerou que "neste processo indecoroso, escabroso e infame", de que está a ser "injustamente vítima", o secretário-geral do PS "não pode lavar as mãos como Pilatos", mas antes "assumir as suas responsabilidades e consequências políticas".

O Conselho Nacional de Jurisdição (CNJ) expulsou Diogo Coelho, considerando que este teve uma "atuação continuada, infracional dos estatutos e regulamentos" do partido, "toda dominada e presidida pelo mesmo processo resolutivo", o desejo de "querer ser a todo o custo" o cabeça de lista do PS à Câmara de Pedrógão Grande nas autárquicas de 29 de setembro último.» [DN]
   
Parecer:

ISto está a ficar feio.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «O PS começa a assemelhar-se a uma associação de estudantes.»
   
 Santana Lopes terá de esperar mais de um ano
   
«Pedro Passos Coelho não quer decidir quem apoia para Belém antes do verão de 2015. O primeiro-ministro aceita incluir as presidenciais nas conversas que terá com Paulo Portas com vista a um acordo de coligação para as legislativas, mas antes do próximo verão dificilmente fechará o apoio a um nome (quanto muito, o compromisso de terem um candidato comum). Ao que o Expresso apurou, Passos quer evitar que a questão presidencial domine a agenda no último ano do Governo e vai aguardar que os candidatos se assumam, sem excluir que possa aparecer mais do que um à direita. Cenário que, pelo que se tem visto nos últimos dias, é possível que aconteça. » [Expresso]
   
Parecer:

Até lá a má moeda enferruja.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ela que vá dar mais uma volta por aí.»
   
 Lugares de estacionamento reservados a mulheres?
   
«Um centro comercial, na China, desenhou lugares de estacionamento mais largos para serem usados, especifica e unicamente, por mulheres desencadeando um enorme debate sobre sexismo, conta-nos a Time.

Localizado na zona norte da cidade chinesa de Dalian, o centro comercial criou dez espaços de estacionamento com 30 centímetros a mais do que é o padrão. Os lugares foram marcados a cor-de-rosa e estão situados em frente à porta principal, pois segundo os gerentes do espaço comercial “as mulheres além de terem problemas em estacionar no espaço determinado, têm problemas em estacionar em parques subterrâneos”

Yang Hongjun, uma das gerentes do local, diz que a medida apenas “visa facilitar a vida das mulheres, que por sinal, são a maioria dos nossos clientes habituais”.» [Observador]
   
Parecer:

Se a moda pega...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
     

   
   
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