segunda-feira, julho 14, 2014

Umas no cravo e outras na ferraduira


 
   Foto Jumento
 

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Barco da Nazaré
  
 Jumento do dia
    
Seguro

Numa semana em que a direita o levou ao colo até junto das câmaras de televisão e  depois de ter levado sete a um no último debate parlamentar com Passos Coelho o infelizmente ainda líder do PS continua a sua estratégia do coitadinho e diz que devia estra concentrado em combater o governo.

Isto é gozar com a inteligência das pessoas, durante três qanos nada fez para combater o governo e agora diz que é o António Costa que não o deixa concentrar-se. Ridículo.

«O secretário-geral do Partido Socialista (PS), António José Seguro, disse hoje, em Santo Tirso, que o PS devia estar "exclusivamente" concentrado no combate ao "pior" Governo que já houve em Portugal. 

"Daquilo que tenho mais ouvido, desde camaradas do PS até cidadãos que me abordam na rua, e dizer que isto [candidatura de António Costa à liderança do partido] não é justo, isto não pode ser aceitável num partido democrático", disse o dirigente socialista. 

Falando perante uma sala cheia de simpatizantes e militantes do PS, em Santo Tirso, depois de ter sido recebido nos Paços do Concelho pelo autarca local, António José Seguro afirmou que o apoio que tem recebido lhe dá "mais força e determinação" para afirmar um projeto de valores para Portugal.» [CM]
 
      
 Estamos muito doentes
   
«Há uma pergunta que vem inevitavelmente à conversa quando se fala da queda do Grupo Espírito Santo: como foi possível ter-se chegado a este ponto sem que ninguém se tivesse apercebido de nada? Ninguém, claro está, que não os autores da desastrosa gestão ou possíveis atos ilegais. Como diabo empresas com enorme relevância pública, com donos que privam com primeiros-ministros e presidentes da República, com centenas de gestores qualificados, com dezenas de ex-ministros e secretários de Estado nos seus quadros, teoricamente observadas por técnicos altamente qualificados, auditadas por gigantescas multinacionais, com contas publicadas, algumas mesmo reguladas por entidades que se dedicam exclusivamente à supervisão de determinadas atividades, chegam a um ponto em que há uma espécie de implosão repentina, como se tudo estivesse bem à noite e desfeito de manhã?

Não é a primeira vez e não será a última, bem entendido. Noutros países bem mais desenvolvidos do que o nosso, com mecanismos de supervisão mais poderosos e competentes, com maior cultura de transparência, aconteceram situações similares e até piores. Mas nada disso altera a essência da situação: é fundamental a colaboração de muita gente e durante muito, muito tempo. É essencial que muita gente feche os olhos - e não ponho em causa que muitos não soubessem de facto o que se estava a passar. E não gente qualquer, muitos homens e mulheres que são referências para a comunidade: antigos ou futuros ministros, antigos ou futuros titulares de cargos públicos ou privados de enorme responsabilidade, organizações em que confiamos, instituições que, direta ou indiretamente, elegemos, cidadãos que temos como exemplos a seguir, detentores de cargos que ambicionamos para os nossos filhos.

Este caso ultrapassa muito um simples fim de um grupo económico. Há aqui uma sensação de tragédia global, de cumplicidade generalizada, de perda de confiança no sistema. A fortíssima perceção de que existe um grupo de pessoas que se regem por regras menos rígidas do que as nossas. Que a minha mercearia pode fechar em dois meses se eu não pagar os impostos devidos, mas um grupo de gente pode combinar acumular prejuízos gigantescos - que causarão falências em cadeia de empresas sérias, levarão a muito desemprego e podem até causar uma grave crise no País inteiro - durante anos e anos, sem que nada lhes aconteça. Nada pode ser mais letal para uma comunidade do que a convicção de que as regras não são iguais para todos.

E, não pode ser esquecido, a forma como muitos daqueles indivíduos, os que fizeram e os que conviveram alegremente com as mais refinadas vigarices, foram utilizando dinheiro alheio - através do banco - enquanto juravam que tínhamos de ser mais austeros, de fazer sacrifícios, de pagar os nossos imaginários anteriores desmandos.

Existiram demasiados cúmplices, sabemos que a esmagadora maioria deles, inevitavelmente, passará incólume por esta terrível tempestade. Francamente, é o que menos me incomoda. O que mais me perturba é perceber que há tanta gente, que nos habituamos a ver como respeitável, para quem a palavra comunidade nada representa. Homens e mulheres que põem em causa os alicerces de confiança, de igualdade perante a lei, de justiça, fundamentais para a nossa vida em comum, por um prato de lentilhas.

O Grupo Espírito Santo pereceu, e nós estamos muito doentes.

Segundo a sondagem do Expresso, o PSD e o CDS juntos, se as eleições se realizassem nesta altura, ganhariam as eleições.

Como era absolutamente previsível, quanto mais tempo o conflito dura, mais o PS se afunda nas sondagens.

É, como já era, claríssimo que Seguro prefere pôr em causa o futuro do partido a discutir democraticamente uma questão política. Não hesitou em mudar as regras do jogo, desprezou a muito provável vontade dos militantes do partido e o evidente desejo da esmagadora maioria do eleitorado tradicional do PS, com o único objetivo de ganhar tempo.

Os próximos dois meses vão ser dramáticos para os socialistas. Sobejarão insultos, ataques pessoais, campanhas mais ou menos negras. Mas o maior problema será o processo eleitoral. Como é evidente, será impossível organizar umas eleições desta magnitude de uma maneira sequer razoável em tão pouco tempo.

Sexta-feira, João Proença falou já de irregularidades. Estamos só no princípio, muitas mais surgirão.

Era bom, para o PS e para a democracia portuguesa, que as primárias não acabassem em tribunal. Pois é: a situação no PS ainda pode piorar mais, muito mais.» [DN]
   
Autor:
 
Pedro Marques Lopes.
      
 E se o burro volta a ganharao Ferrari?
   
«Tenho um método infalível para descobrir a fila mais lenta para a caixa de um supermercado. É a que eu escolher. Até pode estar só uma pessoa à minha frente, com meia dúzia de artigos no tapete. Vai ser a mais demorada, mesmo que as outras estejam guarnecidas por três ou quatro pessoas com os carrinhos cheios. É fatal como o destino. Há muitas variantes. O preço do champô é diferente do que estava na prateleira. O "scanner" recusa-se a ler o código de barras. O cartão não se entende com o terminal do multibanco. Ou outra coisa qualquer. O resultado final é sempre o mesmo. É por isso que considero um passo em direção a um Mundo mais justo a fila única, em que a clientela é chamada pela ordem da chegada para a próxima caixa a ficar livre.

Infelizmente, o Mundo está longe de ser justo. Que o diga o camarada Tó Zé, que há três anos tirou a senha para ser primeiro-ministro, aguentou estoicamente a chegada da sua vez e agora vê a vida dele a andar para trás, pois está-se mesmo a ver que o camarada Costa lhe vai passar à frente.

O Costa sabe-a toda. Em 2011, escondeu-se atrás do coqueiro, delegando em Assis a representação da "tralha socrática" e dando a Seguro a corda para se enforcar. "O cargo de líder da Oposição é o mais difícil lugar da vida pública", explicou.

Costa é o ciclista que vai na roda do Seguro, recusando-se a puxar durante toda a fuga, e depois, quando a meta está à vista, aproveita-se da fadiga do companheiro para lançar o sprint vitorioso e conquistar a camisola amarela.

Costa é o fundista que se resguarda no pelotão, enquanto Seguro se estafa a fazer de lebre, até que o sino anuncia a entrada na última volta e ele, fresco, parte de trás, tira partido do desgaste do adversário, ultrapassa-o e ganha a corrida.

Costa é o ponta de lança que passa o jogo todo na mama, não recua, não defende, não pressiona, à espera de fazer o golo aproveitando um ressalto, uma desatenção dos centrais ou uma defesa incompleta do guarda-redes.

Para quem segue de fora a guerra civil socialista, é fácil simpatizar com a persistência de Seguro e achar que ele merece ser poupado ao drama de Marcelo, Marques Mendes ou Menezes, outros líderes da Oposição que não chegaram às legislativas.

Mas a natural simpatia pelo candidato calimero, o Peninha Seguro contra o Gastão Costa, não pode turvar a racionalidade do raciocínio. Niki Lauda avisou que para ser campeão de Fórmula 1 é preciso ser canalha . "Digam-me o nome de um piloto bonzinho que tenha sido campeão!?!", desafiou. A política é como a Fórmula 1. É por essas e por outras que, na luta socialista pelo poder, Costa está ao volante de um Ferrari e Seguro vai montado num burro. Mas há surpresas. Quem diria que a Alemanha ia aviar o Brasil com um 7-1? E que os Espíritos Santos iam falir? Há 11 anos, em Loures, o burro chegou primeiro que o Ferrari. Sabe-se lá se, um dia destes, eu escolho a fila mais rápida para a caixa do supermercado... E se o burro volta a ganhar ao Ferrari...» [JN]
   
Autor:

Jo0rge Fiel.
   
   
 O Bloco ficou mais UDP
   
«A Fórum Manifesto, corrente fundada por Miguel Portas e à qual pertence a ex-deputada Ana Drago, decidiu hoje, em assembleia geral, por larga maioria, desvincular-se do Bloco de Esquerda e contribuir para "novas plataformas políticas abrangentes".

Na resolução política agora aprovada, salienta-se que "as derrotas consecutivas que o Bloco de Esquerda acumulou nos últimos anos, e que o conduziram à magra expressão eleitoral obtida nas últimas eleições europeias, não são um reflexo de fatores externo", mas resultado "da acumulação de erros não corrigidos, inscritos numa orientação política que divorciou crescentemente o BE do seu potencial eleitorado".

"Perante a opinião pública, o Bloco vincou, ao longo dos últimos anos, a imagem de um partido cada vez mais virado sobre si próprio, indisponível para o diálogo e para a convergência com outras forças políticas à esquerda; centrado no protesto, e por isso indisponível para estabelecer compromissos efetivos de governação; revelando uma insuficiente, inconsistente e até, por vezes, contraditória construção programática. Isto é, um partido que surge aos olhos dos cidadãos como incapaz de responder, com realismo, credibilidade e determinação, aos problemas e desafios com que o país se confronta de forma dramática e urgente", acrescenta a resolução do Fórum Manifesto, corrente considerada dentro do BE a mais próxima dos valores da social-democracia, tomando como comparação o PSR e a UDP.» [DN]
   
Parecer:

Aos poucs a marca do marketing da extrema-esquerda vai-se desmoronando dando lugar ao que sempre foi, uma frente resultante da aliança da UDP com o PSR.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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