sábado, julho 19, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Flor do Parque Florestal de Monsanto, Lisboa  
 Jumento do dia
    
Carlos Costa gerente do BdP

É muito mau quando o governador do BdP justifica a sua ineficácia dizendo que não tem para-quedistas a saltar sobre o BES, dando a entender que uma auditoria é uma operação de comandos e que os especialistas muito bem remunerados do BdP estudam a situação dos bancos que devem controlar com o mesmo rigor e capacidade com que uma dona de casa lê as instruções da máquina de lavar.

O país ficou a saber que em Portugal não há supervisão e que o regulador sabe o que se passa nos bancos pela comunicação social.

«"O Banco de Portugal fez o que devia ter feito" e "não se envergonha", reafirmou esta sexta-feira na Assembleia da Repúbiica o governador do Banco de Portugal. Carlos Costa considera desejável que "o BES tenha uma nova estrutura accionista o mais depressa possível" e admite que o supervisor é penalizado pelo que se passa no BES" e que "ninguém gosta de reconhecer que esteve a trabalhar com informação errada."

Na audição parlamentar, Carlos Costa frisou que o BdP não tem "paraquedistas a saltar em cima dos bancos. "Se a contabilidade estiver errada, e o risco estiver lá, será dificil ao BdP detectar os problemas, pois trabalha na base da confiança de que os números que lhe são fornecidos são os correctos", explicou.

O governador voltou a garantir que, se tudo correr mal no GES -  que tem uma exposição directa e indirecta de mais de quatro mil milhões ao banco - "o BES não ficará insolvente e os clientes não perderão as suas poupanças". Carlos Costa explicou que o BdP impôs medidas adicionais de recapitalização e uma auditoria independente. "Esperamos que não haja surpresas materiais relevantes, mas sobretudo que os trabalhos permitam apurar os termos em que o BES estava a ser gerido”, afirmou.» [Público]

 Dúvida

O que é que os imbecis e oportunistas da troika vieram cá fazer, propor o empobrecimento forçado dos funcionários públicos e pensionistas a pedido do Vítor Gaspar e do Passos Coelho?
 
 O avião da Malásia

Só um imbecil acredita que se abate um avião que voa a mais de 10.000 metros de altitude por puro engano, como se disparar um míssil sofisticado fosse a mesma coisa que um polícia dar um tiro de pistola para o ar acertando num pombo.

Quem disparou o míssil sabia muito bem que estava abatendo um avião comercial da Malásia pois quem tem os mísseis também tem o radar e os meios electrónicos de identificação do sinal das aeronaves. Ninguém imagina um soldado carregar no botão para abater um pontinho que vê no céu.

Alguém quis abater o avião sabendo que avião estava abatendo e se o fez a intenção era atribuir a culpa à outra parte para atirar a comunidade internacional contra o inimigo e se possível envolver terceiros numa guerra que não se vai ganhar. Quem tinha interesse nisso, os russos ou os ucranianos?
 
      
 BES. A justiça tem de agir rapidamente
   
«"Face aos factos até agora apurados nos presentes autos, não existem fundamentos para que o agora requerente, Dr. Ricardo Salgado, seja considerado suspeito, razão pela qual foi ouvido como testemunha." Estas palavras foram escritas pelo procurador Rosário Teixeira no dia 18 de Janeiro de 2013 e deram razão ao "Jornal de Negócios" para escrever em manchete: "DCIAP diz que Salgado não está envolvido no Monte Branco."

É certo que o despacho atrás citado diz respeito a parte dos 8,5 milhões de euros que Ricardo Salgado rectificou no seu IRS pouco antes de ser ouvido como testemunha, mas as palavras citadas são tão abrangentes que ilibam o banqueiro de quaisquer indícios que existissem (e existiam) naquele momento no caso Monte Branco.

Nunca se percebeu por que razão um procurador experiente como Rosário Teixeira passou um atestado de inocência ao presidente executivo do BES quando tinha informação suficiente em seu poder para, no mínimo, suspeitar que o banco, as suas empresas subsidiárias e o próprio Salgado estariam envolvidos em algo mais complexo do que simples problemas fiscais.

Hoje sabe-se muito mais sobre a inquirição de Ricardo Salgado e percebe-se ainda menos a decisão de Rosário Teixeira. Sabe-se, por exemplo, que Salgado foi confrontado com dados que indiciavam transferências totais de 14 milhões de dólares para sociedades offshore por si controladas de um construtor da Amadora que é um cliente fiel do BES desde que Ricardo Salgado assumiu a liderança do banco, em 1991. Sabe-se também que o Ministério Público aceitou como boas as suas explicações de que tal transferência (entre um banqueiro e um seu cliente) "se deveu a um acto espontâneo e de carácter gratuito" do construtor como agradecimento pelos bons conselhos de Salgado para investir em Angola em vez da Bulgária. Esta explicação testa o bom senso, mas acima de tudo testa a credibilidade do DCIAP.

Hoje sabemos todos que  o Grupo Espírito Santo (GES), liderado por Ricardo Salgado, está mergulhado em dívidas, que a contabilidade de holdings que controlavam o GES foi manipulada desde 2008 com o conhecimento do presidente executivo do BES e que a Portugal Telecom, por decisão do presidente Henrique Granadeiro, decidiu favorecer o BES financiando-o em quase 900 milhões de euros de papel comercial. E percebemos que o despacho de Rosário Teixeira não tem qualquer validade.

Só estas razões bastavam para que a Procuradoria-Geral da República esclarecesse de forma cabal, como a lei permite, que está a investigar toda a matéria penalmente relevante que tem vindo a ser publicada nas últimas semanas - em vez de fazer afirmações genéricas e redondas que se resumem a um pífio "estamos a acompanhar". Mas mais relevante é a opinião pública estar a assistir a um filme já visto no caso BPN (curiosamente, investigado pelo mesmo procurador) e ter a ideia de que a justiça está a assistir a tudo de braços cruzados. Não há estratégia de investigação que valha mais que a confiança numa justiça rápida e credível.» [i]
   
Autor:
 
Luís Rosa.
   
   
 Burlões burlaram o burlão
   
«Um poeta, um historiador e um professor estão acusados de terem burlado o BPN ao terem vendido a Oliveira e Costa, o então presidente do banco, uma coleção de “arte pré-histórica” no valor de 5,2 milhões de euros. No entanto, escreve o SOL, as peças em questão são “muito recentes” e “artificialmente polidas” para que tivessem então um aspeto antigo.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

É uma pena que Oliveira e Costa não tenha vendido as peças para a Quinta da Coelha...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
  
 O fisco anda de bengala
   
«O novo diretor-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira, António Brigas Afonso, queixou-se do envelhecimento dos funcionários das Finanças. Um estudo realizado em 2013 vem dar, inclusive, razão ao novo diretor, já que concluiu que a idade média dos funcionários ronda os 49 anos, noticia o Jornal de Negócios.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Anda o fisco e anda toda a Administração Pública e, mais grave, a tendência é para se agravar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
   
 A vida começa a correr mal ao Opus Macedo
   
«A Ordem dos Médicos (OM) decidiu esta sexta-feira suspender todo o tipo de colaboração com o Ministério da Saúde (MS) e aconselha os clínicos a não assinarem qualquer tipo de contratualização imposta este ano e também no próximo.

Destacando que os médicos estão a ser “coagidos pelo Ministério da Saúde a optar entre a desqualificação do seu trabalho ou a emigração”, a Ordem pede em comunicado aos profissionais que deixem de participar em grupos de trabalho e recusem qualquer tipo de colaboração não remunerada com o MS, a Administração Central do Sistema de Saúde, as várias administrações regionais de saúde e a Direcção-Geral da Saúde.

Apesar de exercerem  “uma profissão de elevada exigência, complexidade e alto risco”, os médicos são remunerados “abaixo de mecânicos, sem que o Ministério denote qualquer preocupação com essa situação”, acrescenta a OM, sublinhando que é exactamente por essa razão que muitos concursos ficam “desertos”.

Lamentando que o MS dedique “mais atenção a alimentar notícias na comunicação social (…) do que a promover um diálogo efectivo e sério com os médicos e com os doentes”, a Ordem  garante ainda que não assinará “acordos vazios de conteúdos concretos e devidamente datados, ao contrário de outros”.» [Público]
   
Parecer:

A negação e a propaganda manhosa já não consegue esconder a realidade no sector da saúde.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Assista-se ao espectáculo da segunda queda deo Opus Macedo.»
      
 The cigarette girl who became a queen
   
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«She may now be the Queen of Spain but new pictures of Queen Letizia show she was just like any other student during her university days, taking odd jobs to make ends meet. 

Letizia first studied journalism at university in Madrid before taking a masters course at a university in Mexico, where these new pictures reveal she took a job as a hostess promoting a tobacco brand.» [Daily Mail]
   
 Carlos Costa corretor ou caixeiro-viajante?

«"Si se requiere capital adicional, en virtud de unos riesgos que no vemos ahora, habrá accionistas interesados en participar en una ampliación de capital del Banco Espirito Santo (BES)". Carlos Costa, gobernador del Banco de Portugal, conjuraba el miércoles con estas palabras el varapalo a la entidad lusa en los mercados. Pero tras el mensaje de confianza, parece esconderse un plan más allá de calmar la exacerbada inquietud. El supervisor ha sondeado el interés del Santander en el BES, según refirieron a este periódico fuentes próximas al organismo, si bien en el grupo cántabro eludieron hacer comentarios. La fiscalía lusa investiga desde hace semanas al grupo Espirito Santo.

Serían aproximaciones informales en el marco del interés del supervisor en fortalecer la solvencia de la entidad a modo de colchón preventivo por si se declaran quebrantos en BES Angola o en su exposición a sociedades de su accionista mayoritario, la Familia Espirito Santo. El escenario que ha permitido al BES reforzar su capital en 3.300 millones de euros con tres ampliaciones y sin recurrir a ayudas durante la crisis ha mudado, y un nuevo refuerzo parece abocado a dar entrada a nuevos accionistas.» [ElEconomista.es] [Via CC]
   
Parecer:

Trabalha à comissão ou faz o favor de usar o seu cargo para ajudar o Bento?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se.»

     

   
   
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