Segunda-feira, Março 07, 2011

Quando a política mete nojo

Vejo por aí gente a comentar, ou melhor, a manifestar o desejo mal disfarçado de uma bancarrota nacional com o consequente pedido de ajuda a entidades estrangeiras com tanta ignorância sobre o assunto e um tão grande desprezo pelo que tal pode significar para a maioria dos portugueses que quase chego ao vómito. Um dos mais recentes admiradores da intervenção do FMI é um tal Marques Mendes, um político de pequena estatura intelectual que o melhor que conseguiu na sua fulgurante corrida política foi ter ficado a ser conhecido pelo Ganda Nóia. Que se saiba o homem nunca soube para além da baixa política de corredor, mas desde que é empregado de um tal Joaquim Coimbra, um bem-sucedido empresário e dirigente do PSD cujo ponto mais alto da carreira foi a participação no BPN e no BPP e a compra do semanário Sol.

Esta gente nada sofrerá se o país for à bancarrota ou se o FMI impuser medidas brutais de austeridade, vivem da generosidade de empresários que enriqueceram à presa e apenas pretendem que a desgraça colectiva os ajude a regressar às mordomias e corrupção do poder. Estando a coberto das consequências negativas das políticas de austeridade que só por cinismo dizem recear, esperam que seja o FMI a impor ao país as mudanças que há muito pretendem mas cuja adopção os portugueses sempre rejeitaram. Querem que sejam estrangeiros a decidir aquilo que nunca foram capazes de convencer os portugueses a adoptar.

A esta gente pouco importa que os gregos e irlandeses pouco tenham ganho com a intervenção do FMI, que a receita desta organização se traduza em mais desemprego e menos crescimento económico. Quando uma boa parte dos grandes empresários portugueses rejeita a vinda do FMI ao mesmo tempo que a maioria dos políticos europeus estão preocupados em recuperar a estabilidade financeira que põe em risco o próprio euro, estes oportunistas não olham a meios porque há quase uma década que por incompetência própria têm sido rejeitados pelos eleitores portugueses.

A mesma direita que quando estava desesperada encontrava na mudança de programa do PSD ou na refundação da direita, acha agora que a solução para a sua incompetência é a vinda do FMI, mesmo sabendo que isso não representa a solução dos nossos problemas. O que gente fraca como Marques Mendes quer é chegar ao poder a qualquer custo, impor as mudanças que lhe foram encomendadas pelos seus financiadores e depois atribuirão as culpas todas as Sócrates, as culpas por se ter chegado a uma situação e até as culpas por um acordo com o FMI por eles conduzido de forma a promoverem, por exemplo, uma revisão constitucional que propuseram para logo depois a terem metido na gaveta.

Umas no cravo e outras na ferradura

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Orquídea selvagem na Quinta das Conchas, Lisboa

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Bica, Lisboa [A. Cabral]

JUMENTO DO DIA

Marco António, vice-presidente do PSD

Marco António já fala como se brevemente viesse a ser governo e para dizer uma coisa muito interessante, que devido à situação desgraçada da economia um governo do PSD manterá as portagens nas SCUT. Quer isto dizer que se o OE o suportasse um governo do liberal Passos Coelho é defensor de algumas borlas nas auto-estradas.

«O vice-presidente do PSD Marco António Costa afirmou hoje que por causa da "situação desgraçada" das finanças públicas, as autostradas vão ter portagens caso o partido vá para o governo.

"Vai-se manter a situação que existe hoje acordada com o Partido Socialista", afirmou Marco António, em conferência de imprensa, em resposta a uma pergunta sobre se todas as autoestradas vão ter portagens se o PSD for para o governo.

O dirigente social-democrata convocou a conferência de imprensa para voltar a acusar o primeiro-ministro, José Sócrates, de "sacudir a água do capote" ao imputar ao PSD a cobrança de portagens das SCUT do interior.» [DN]

SEGREDO AMERICANO: ALEGRE CAÇA!

«A WikiLeaks vende-nos mistérios, certo? Como ontem no Expresso com direito a capa e a este isco: "O que os EUA dizem em segredo sobre os nossos políticos." Vai-se a ver e é isto: "Sobre Manuel Alegre: gosta de ir à caça"; "sobre Manuel Pinho: comete gaffes". O único mistério que a WikiLeaks desfaz é o da decadência americana. Pudera, quando os seus embaixadores passam o tempo a enviar telegramas com segredos que até as leitoras da revista Maria já conhecem... E não é que nos calhem os embaixadores americanos mais previsíveis e fúteis. O de Tripoli (aos telegramas deste e às fugas da WikiLeaks cheguei pelo jornal El País) entreteve-se a explicar a Washington, em 2009, como uma tenda não montada decidiu o herdeiro de Muammar Kadhafi. Este hesitava entre os seus filhos Mutassi e Saif al-Islam. Aquele era da polícia secreta, este era mais político. O segredo do embaixador é que numa ida de Kadhafi a Nova Iorque não se conseguiu montar, no Central Park, a tenda onde o guia do povo gosta de dormir. Como Mutassi organizou a viagem, o pai castigou-o, preferindo Saif. Note-se que ao embaixador escapou que Saif, por aquela altura, fez um doutoramento aldrabado na London School of Economics, de Londres. Fico à espera da colheita 2010 da WikiLeaks, sobre os embaixadores americanos em Tunes, Cairo e Tripoli. Aposto que eles estavam como o horóscopo da revista Maria: nem suspeitavam do que aí vinha. » [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.

MINISTRO JAPONÊS POR TER RECEBIDO DONATIVO ILEGAL DE 435€

«Seiji Maehara, de 48 anos, que estava no cargo desde Setembro passado, recebeu um donativo de 435 euros de uma cidadã sul-coreana que vive em Quioto, a província pela qual foi eleito para o parlamento.

A Lei de Controlo de Fundos Políticos do Japão considera ilegal donativos de pessoas ou empresas estrangeiras a políticos japoneses para evitar favorecimentos.» [DN]

Parecer:

Se fosse em Portugal o parlamento ficaria sem deputados, o governo sem ministros, a presidência sem presidente, as autarquias sem autarcas e os partidos sem lideranças.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»

RELVAS DIZ QUE SÓCRATES É O COVEIRO DA REGIONALIZAÇÃO

«"Em quatro anos de governo, o primeiro-ministro defendeu a regionalização quando lhe deu jeito, mas não avançou um centímetro na intenção de regionalizar o país", disse à Lusa o dirigente social-democrata.

Convicto de que a criação de novas regiões administrativas iria criar uma nova classe política, Miguel Relvas elogiou o modelo que começou a ser implementado com a aprovação de uma Lei-Quadro das Áreas Metropolitanas pelo governo de Durão Barroso.» [DN]

Parecer:

Até parece que a decisão de Sócrates é irrevogável.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Relvas porque razão o PSD não promete a regionalização.»

GRUPO DE TRABALHO CUSTOU 209.000 E NÃO FEZ NADA

«Os ministros da Cultura e das Finanças extinguiram no mês passado um grupo de trabalho que haviam criado um ano antes, para fazer o levantamento dos bens culturais imateriais, mas que apenas se reuniu uma vez e não desenvolveu qualquer actividade de campo. Dois dos membros daquele grupo, que custou ao Estado cerca de 209 mil euros, acusam o Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) de nunca ter proporcionado as condições indispensáveis ao seu funcionamento. Um deles, o ex-director regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Marques, responsabiliza pessoalmente o secretário de Estado da Cultura, Elísio Sumavielle, pelo falhanço do projecto e por ter "lesado o interesse público".

Criado em Janeiro de 2010, o Grupo de Trabalho para o Património Imaterial tinha por objectivo a realização, "no campo", do levantamento "sistemático" e "tendencialmente exaustivo" do património cultural imaterial português. Este levantamento devia ser efectuado no quadro do Departamento do Património Imaterial do IMC e estar concluído até 31 de Dezembro deste ano, constituindo o ponto de partida para a inscrição dos bens imateriais no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial - tarefa que compete legalmente a uma comissão criada em Dezembro último. » [Público]

Parecer:

E o ministro das Finanças desorganiza o fisco para poupar uns trocos?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Teixeira dos Santos se está cheio de dinheiro para andar a financiar grupos de trabalho da treta.»

PORTUGAL VAI À EUROVISÃO COM MUSICA CONGELADA

«Os Homens da Luta vão a Düsseldorf, na Alemanha, cantar “contra a reacção”. O “povo” que assistiu de casa ao Festival RTP da Canção escolheu Luta é alegria para representar Portugal na primeira semifinal do Festival da Eurovisão, a 10 de Maio. Os votos por telefone contrariaram o júri e quem estava no Teatro Camões.» [DN]

Parecer:

Acho que os europeus vão achar que os portugueses são idiotas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Esperemos que os credores da dívida pública não ouçam a música.»

VANZETTI

Domingo, Março 06, 2011

Semanada

Num país onde tanto se discute o número de assessores governamentais a notícia de que o séquito presidencial de Cavaco Silva é constituído por 500 funcionários, quase tantos como os dos serviços centrais de um grande ministério. Não será gente a mais para uns cãs. Umas quantas promulgações e um ou outro veto? É evidente que é, quase faz lembrar o séquito da rainha de Inglaterra e mesmo sabendo-se que a despesa do nosso palácio presidencial é muitas vezes superior ao de anteriores presidência não se ouviu uma única voz a comentar a notícia, o casal Silva está acima de qualquer crítica, desconfiança ou discussão, está mais protegido da opinião pública do que qualquer monarquia absolutista.

Parece que Jerónimo de Sousa não se ficou atrás de Francisco Louçã que por estar enrascado com a moção de censura se atrelou à manifestação rasca e também vai à manif. Talvez por ver Jerónimo de Sousa aplicar a esta manifestação os princípios políticos das manifestações populares contra as SCUT ou o encerramento dos centros de saúde, onde os militantes comunistas se disfarçam de populares anónimos e dão os braços à direita, Bagão Félix lembrou-se de propor uma coligação governamental juntando a direita ao PCP, experiência que tem dado excelentes resultados em numerosas autarquias.

Cavaco decidiu convidar 50 jovens para a sua tomada de posse, compreende-se a sua opção, as cerimónias da sua candidatura só não pareceram uma festa num centro de dia da terceira idade por estarem presentes os seus netos.

José Sócrates foi a Berlim mostrar a Merkel quanto conseguiu poupar cortando nos vencimentos de uns quantos portugueses, gente que para ele pouco conta em termos eleitorais. Ao que parece a chanceler alemã gostou do que o seu servi aluno mostrou e recompensou-o com algumas declarações públicas destinadas a aligeirar as taxas de juro sem que tenha que alterar as regras do fundo de estabilização.

Umas no cravo e outras na ferradura

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Elevador improvisado, Sé, Lisboa

IMAGENS DOS VISITANTES D'O JUMENTO

Porto [A. Cabral]

IMAGEM DO DIA

[Julian Stratenschulte / AFP ]

«Conocido como la "quinta estación" el carnaval de Duseldorf es de los más famosos de Renania.» [El Pais]

JUMENTO DO DIA

António Serrano, ministro da Agricultura

Lá muito do cimo da sua imensa sabedoria o ministro da Agricultura disse que a alta dos preços dos produtos agrícolas é um fenómeno internacional que cada país por si não consegue controlar. Seguindo este raciocínio brilhante o país não deveria preocupar-se com os juros porque é um problema do euro, com os preços do petróleo porque nenhum país os controla, com o défice da balança comercial, isto é, com a grande parte dos problemas que nos atormentam.

Há meses que os preços sobem e toda a gente sabe que não se trata de um problema pontual e que em Portugal os governos, principalmente este, não tem a mais pequena ideia para a agricultura, remetendo a sua gestão paras as reuniões em Bruxelas, de tal forma que um dia destes também teremos que ter com a senhor Merkel para nos adiantar batatas.

Se é para isto que temos um ministro da Agricultura mais valia poupar na despesa e extinguir o cargo.

«O ministro da Agricultura, António Serrano, defendeu hoje que "cada país, por si só, não controla" a escalada de preços e mostrou-se disponível para discutir o assunto na Assembleia da República.

A escalada dos preços dos produtos agroalimentares "é uma matéria que cada país, por si só, não controla, porque é um fenómeno internacional, mas que nos preocupa", disse António Serrano aos jornalistas durante uma visita a uma herdade do concelho de Beja.» [DN]

DE MANUEL GODINHO A RUI PEDRO

«Após 16 meses de prisão, a justiça portuguesa libertou Manuel Godinho, o principal dos 34 arguidos do megaprocesso "Face Oculta", acusado de 60 crimes, de corrupção, associação criminosa e tráfico de influências, entre outros. Não que tenha sido deduzida acusação. Não que tenha sido apurada inocência. Apenas porque se esgotou o prazo máximo da prisão preventiva sem que existisse da parte da investigação nesse período, recentemente reduzido, conclusões que pudessem dar continuidade ao processo que corre sobre o empresário da sucata com contactos ao mais alto nível.

A discussão pode, como muitos pretendem, centrar-se na "figura" da prisão preventiva ou nos prazos da mesma. Admito até que possa estudar-se a sua não aplicação na maioria dos casos, contemplando-a apenas para excepções em que haja risco de fuga ou destruição de provas, como é prática noutros países. Mas o grande problema, e é sobre esse que interessa de facto reflectir, está na investigação.

Na América, Bernard Madoff - responsável pela maior fraude financeira de sempre, em dinheiro e número de pessoas envolvidas - foi investigado, julgado e condenado em menos de um ano. Em Portugal, Godinho sai da prisão 16 meses depois do escândalo que abalou o País sem que o seu processo esteja concluído (quanto mais as dezenas de investigações paralelas que dele derivaram). No mesmo país, o nosso, uma mãe espera 13 anos (e após trabalho de três equipas de investigadores da PJ e duas do Ministério Público) para saber que ninguém sabe o que aconteceu ao seu filho, desaparecido quanto tinha 11 anos. Em Portugal, Godinho, numa táctica contrária à de Al Capone, é acusado um dia depois de ser libertado, de uma fraude de 14 milhões em facturas falsas. No nosso país, a justiça decide, 13 anos depois, acusar de rapto um único suspeito, não porque esteja em causa um crime de tráfico de seres humanos mas apenas porque transportou o menor no carro sem autorização para tal.

São demasiados erros. São contradições a mais. São muitas explicações que deviam ser dadas e ninguém dá.

Não vale a pena elencar o número de casos da justiça portuguesa que continuam por esclarecer durante anos e anos, tendo vitimado publicamente muitos inocentes e deixando escapar outros tantos culpados. Aceitam-se as justificações habituais: falta de meios, humanos e técnicos, e demasiada burocracia. O que não se pode aceitar é que nada mude, nem nenhum Governo tome decisões. Ou que tenhamos um responsável, como o procurador-geral da República, a sentir-se uma rainha de Inglaterra sem poderes e até se queixa de não conseguir fazer cumprir a lei.» [DN]

Autor:

Filomena Martins.

O MEXILHÃO DO LADO ERRRADO

«Vários jornais internacionais - o espanhol El País, o italiano Corriere della Sera (este na capa)... - publicaram-lhe a foto, ontem. Um rapaz, não desses nossos modernos de 35 anos ainda na casa da mãe, mas um de 17 anos, talvez menos, negro, agachado e julgado por vencedores. Algures entre Brega e Ras Lanuf, na Líbia, e entre rebeldes. Ele, o rapaz, manifestamente não era um rebelde, não estava entre os seus. Tinha à volta inimigos com indicadores duros e até uma pistola, de cão puxado atrás, encostada ao seu pescoço. Ele estava na fase do terror em que não se grita, os olhos estão fixos e a boca aberta e seca. Se houvesse máquina que nos filmasse a alma teríamos ali a história milenária e banal da vítima. E, no entanto, as legendas colocavam- -no do outro lado: ele era um leal de Kadhafi, o tirano. Era? Ou era o mais mexilhão dos mexilhões, o mexilhão do lado errado? Já vi tantos na minha vida de repórter: os fracos desapossados até da condição de estarem em baixo, porque os ventos da história diziam que eles pertenciam ao mau lado. A este rapazito negro já o vi louro, refugiado num mosteiro ortodoxo de Pec, no Kosovo, sem poder ir buscar o irmão deficiente à casa abandonada da família - entre os dois estavam os oprimidos kosovares e era a estes que as tropas da ONU emprestavam a condição de bons... A este rapaz negro coube-lhe não termos pena dele. E isso é tão injusto. » [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.

JOSÉ SEGURO JÁ TEM UM APOIANTE

«Deputado do PS diz estar inclinado a votar em António José Seguro mas espera que Sócrates cumpra o seu mandato até ao fim.» [CM]

Parecer:

E trata-se de um apoiante de "peso".

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»

SANTANA LOPES ADMITE FORMAR NOVO PARTIDO

«O antigo primeiro-ministro diz que quer continuar na política mas que a discordância com o PSD em certas matérias o leva a pensar na criação de um novo partido.

No seu habitual comentário de sexta-feira na TVI, Pedro santana Lopes confessou que ainda não tomou uma decisão relativamente à criação de um novo partido de centro-direita.» [DN]

Parecer:

Começaram as dores de cabeça para Pedro Passos Coelho.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

UM CAVACO MUITO POUPADINHO

«Para o primeiro ano deste segundo mandato de Cavaco Silva estão disponíveis 16 milhões de euros. Em 1976, havia apenas 99 mil euros para gastar. Mesmo sem contar com a inflação, em democracia, as despesas de Belém têm subido 18% por ano.

Cavaco Silva tem quase 500 pessoas a trabalhar para si. É o Chefe do Estado Português, mas no palácio manda pouco ou quase nada. A gestão do dia-a-dia é da responsabilidade do secretário-geral. As contas são verificadas pelo Tribunal de Contas a cada quatro anos. » [DN]

Parecer:

Parece que Cavaco só poupa nos carapaus alimados quando convida o antigo bispo de Beja para almoçar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Cavaco que dê o exemplo e se livre de assessores conspiradores.»

MULHER POLÍCIA MEXICANA PEDE ASILO AOS EUA

«Marisol Valles García foi notícia há quatro meses quando, com apenas 20 anos, assumiu a chefia da polícia de Praxedis. Depois de receber ameaças, terá fugido para os EUA, diz o 'El Mundo'.

Segundo o jornal espanhol, Marisol estará desaparecida há uma semana. Mas não foi mais uma das vítimas da violência do narcotráfico. A antiga estudante de Criminologia terá partido com o filho para os EUA, onde pediu asilo. Oficialmente, encontra-se apenas no país vizinho para que o filho receba tratamentos por causa de problemas respiratórios.» [DN]

O ESTRANHO AMOR DA DIREITA PELO PCP

«Para Bagão Félix "há uma solução que é um governo PSD, CDS, PCP. Uma ideia ‘provocative'. Não estou a dizer que pode vir a acontecer, mas nós precisamos de abanar a cabeça senão morremos atrofiados. É quase impossível chegar a acordo com o PCP, mas, se alguma vez se chegar a acordo, este será cumprido. O PCP é muito respeitador, institucionalista. Não é a fantasia do Bloco de Esquerda".

"Não me repugnava que, num governo deste tipo, o PCP tivesse uma pasta social ou do trabalho. Jerónimo de Sousa é um homem sincero, um homem autêntico, um político sério. A certa altura sinto-me asfixiado pelas soluções equacionáveis. Precisamos de abrir o horizonte teórico das soluções".

"Sendo absolutamente não comunista, respeito o actual PCP e não o ponho no gueto. O BE, pelo contrário, é uma espécie de lógica aparentemente moral de quem depois nunca quer assumir responsabilidades", sublinha o antigo ministro.» [DE]

Parecer:

A verdade é que nas autarquias locais o PCP não só prefere as alianças com a direita como tem uma longa experiência de apoio a executivos da direita.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Jerónimo de Sousa se já está a pensar na pasta com que vai ficar.»

TÍTUMERKEL VOLTA A DIZER QUE CONFIA EM PORTUGAL

«Angela Merkel voltou ainda a rejeitar uma facilitação das regras de resgate para os Estados-membros que recorram ao Fundo de Estabilização Europeu, dizendo que quaisquer mudanças têm que ser acompanhadas por medidas mais rigorosas.

"Não há qualquer vantagem em dar facilidades", a menos que "a situação se agrave" nos países em questão", afirmou Merkel, citada pela Bloomberg.

Questionada sobre a actual situação portuguesa, a responsável voltou a reforçar que "Portugal será capaz de resolver os seus problemas". » [DE]

Parecer:

Desta vez não estava ao lado de Sócrates.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Agradeça-se a amabilidade.»

A ALEMANHA ESTUDA A RECOMPRA INDIRECTA DE DÍVIDA

«O governo alemão está a estudar a possibilidade de incluir um programa de recompra indireta de dívida pública no quadro do mecanismo de resgate financeiro europeu, noticiou hoje o diário de referência "Frankfurter Allgemeine Zeitung".

De acordo com o jornal, o governo de Berlim está a avaliar a necessidade desta opção face ao agravamento da situação financeira da Grécia e Irlanda, e apesar das fortes reticências que existe em relação a esta medida no seio da coligação alemã entre liberais e democratas-cristãos, no poder.

A iniciativa que o executivo da chanceler Ângela Merkel está a estudar, segundo o mesmo jornal, implica a participação do setor privado e permitiria ao mecanismo permanente de resgate financeiro da Zona Euro conceder créditos aos países mais envidados para que estes possam recompor a sua própria dívida.» [Expresso]

Parecer:

Uma boa notícia para Portugal.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

EXTREMA-DIREITA FRANCESA LIDERA SONDAGENS

«A presidente do partido francês de ultradireita Frente Nacional, Marine Le Pen, lidera as preferências dos franceses para o cargo de Presidente da República, à frente de Nicolas Sarkozy, segundo uma sondagem divulgada este sábado.

Marine, filha do fundador e antigo presidente da FN, Jean-Marie Le Pen, alcançou 23 por cento das intenções de voto, mais do que os 21 por cento obtidos pelo actual presidente Sarkozy e pela líder socialista Martine Aubry, revelou a sondagem publicada pelo diário Le Parisien.» [JN]

Parecer:

Estes franceses nunca me inspiraram grande confiança.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

ANTON ZHEREBILOV

Sábado, Março 05, 2011

O Benfica (ou o Porto) o Sporting e os empresários portugueses

A grande diferença entre o Sporting e o Benfica (ou o Porto) reside na relação com os novos jogadores, enquanto o Benfica pode contratar jovens e dar-lhes tempo para evoluírem, conhecer a cultura do clube, adaptar-se ao modelo de jogo tendo tempo para se integrarem na equipa, no Sporting espera-se que jogador resolva os problemas do clube logo no primeiro jogo. Os resultados estão à vista e o Sporting vende jogadores cujo valor nunca chega a conhecer e perde as suas jovens promessas porque os resultados da equipa não são compatíveis com as suas ambições. O Benfica ou o Porto atraem jovens valores, o Sporting vê-se forçado a vendê-los a preço de saldo.

Com uma boa parte das empresas portuguesas sucede o mesmo, quando precisam de um quadro optam por valores seguros, profissionais com alguma experiência e resultados demonstrados, desprezando os jovens licenciados. Em vez de apostarem a longo prazo criando os seus quadros e a sua própria cultura de empresa, as empresas portuguesas optam por trazer para o seu seio os vícios alheios a troco de resultados imediatos.

A curto e médio prazo as empresas alcançam os resultados que os clubes não conseguem pois a nossa economia é menos competitiva do que um campeonato regional, os bons negócios resultam muitas vezes de esquemas, de cunhas e de comissões por fora. Se em vez de empresas fossem clubes de futebol ou teriam a ajuda das arbitragens e os seus jogadores eram especialistas em atirar-se para o chão ou depressa desceriam de divisão.

A consequência disso é o país perder todos os anos alguns, senão mesmo uma boa parte, dos seus jovens quadros, que ao aliciante de melhores remunerações oferecidas noutros países acrescentam a forma como são desprezados e desvalorizados pelos empresários portugueses. O perde não só alguns dos seus melhores jovens como perde os muitos milhões de euros que ao longo de mais de vinte anos investiu na sua formação e as próprias empresas perdem um capital precioso que num futuro próximo lhes poderia proporcionar bons resultados.

E enquanto os empresários portugueses optam pela lógica do pato-bravo e desprezam as potencialidades dos mais jovens vem nos jornais que a economia alemã deseja dar emprego aos nossos licenciados, até porque o seus sistema de ensino está com dificuldades em responder à procura de novos quadros. Chegamos ao ridículo de ver uma Alemanha que nos encomenda austeridade ficar com os quadros formados com o nosso dinheiro, o mesmo país que compras os produtos de baixo valor acrescentado aos nossos empresários empedernidos contrata os jovens que estes rejeitaram, o mesmo país cujos dirigentes nos dão lições contratam os técnicos formados em Portugal.

Não admira que na hora de discutir a competitividade os nossos empresários apenas se preocupem em fazer descer os vencimentos, é como os presidentes dos clubes que querem ganhar pontos e apenas se lembram de pressionar as arbitragens, de vez em quando esta estratégia até dá resultado e alguns árbitros mais medrosos até cedem numa ou outra grande penalidade, mas desta forma nenhuma equipa ganha campeonatos.

Umas no cravo e outras na ferradura

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Cegonhas-brancas [Ciconia ciconia] na Sé de Faro

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Antigo forno de cal [A. Cabral]

JUMENTO DO DIA

Francisco Louçã

Ouvir Louçã dizer que o PS se dá bem com regimes horrososos confundindo diplomacia com partidos só merece uma gargalhada, na sua esquerda moderna há centenas de militantes e muitos dirigentes que foram admiradores incondicionais de alguns dos piores regimes que a humanidade conheceu, desde a Rússia de Estaline ao Cambodja, passando pela Albânia.

Louçã pensa que basta a etiqueta da esquerda moderna para branquear o passado dos que hoje se disfarçaram no Bloco de Esquerda.

«Francisco Louçã disse aos jornalistas que críticas do líder parlamentar do PS, Francisco Assis, o divertem e ripostou, acusando os socialistas de estarem incomodados por conviverem «tranquilamente» com «os regimes horrorosos» do Egipto e Tunísia. » [Portugal Diário]

MISÉRIA POLICIAL

A morte de um jovem polícia que dveria ter participado na segurança do jogo entre o Sporting e o Benfica evidencia muita coisa que deveria merecer reflexão. Desde logo as condições de segurança com que alguns polícias manuseiam armas de fogo, a necessidade de utilização permanente de armas de fogo incluindo em ambientes como os de um estádio de futebol onde tal deveria ser proibido e os famosos serviços remunerados.

Era tempo de repensar as formas de actuação da polícia e acabar com os serviços remunerados que consomem recursos ao Estado e transformam a polícia numa empresa privada que faz concorrência desleal.

TÍTUUMA IDIOTICE

Leio um artigo de opinião da autoria de Fernando Sobral, publicado no Jornal de Negócios, e fisco pasmado:

«Ele sabe que nem Portugal, nem o seu Governo, sobreviverão a um combate longo com as forças do mercado que lhe pedem 7% para lhe emprestar o dinheiro que é o oxigénio necessário à sua sobrevivência. Não há estratégia que lhe valha. Só opções tácticas o salvarão de eleições antecipadas, algo que ele também já está a antever como se viu na benesse dada aos funcionários públicos no próximo Carnaval. »

Este pobre senhor tem em muito má conta os funcionários públicos, parece achá-los uns seres miseráveis e estúpidos, miseráveis porque depois de terem perdido mais de 10% do vencimento ficam todos contentes por terem um dia de tolerância de ponto, estúpidos porque desconhecem que ao longo de décadas só Cavaco Silva, devidamente assessorado pela dona Maria, lhes tirou esse dia e apenas por uma única vez.

Parece-me que o miserável e idiota é mesmo o autor do artigo.

NADA SE PERDE TUDO SE TRANSFORMA

«Sarkozy remodelou o Governo e a principal troca foi nos Negócios Estrangeiros, a ministra Alliot-Marie por Alain Juppé. Este já foi primeiro- -ministro e Sarkozy apresentou-o agora como "o melhor de nós todos". Considera-se que Juppé será a carta de prestígio para Sarkozy se recandidatar no próximo ano. O que prova que a política é um movimento complexo e não põe carimbos definitivos nas costas dos protagonistas. Há sete anos, Juppé parecia acabado: foi condenado a 14 meses de prisão, com pena suspensa, e a um ano sem cargos públicos. Foi responsabilizado no affaire dos empregos falsos na Câmara de Paris, truque que servia para encher os cofres do partido de que era líder, o RPR. O tribunal reconheceu, porém, que ele próprio não beneficiara da traficância, o que lhe terá valido agora o fim da travessia do deserto, substituindo Alliot-Marie. Esta, com um escândalo recente: em Dezembro, quando a Tunísia já fervia, ela fez por lá férias e com a imprudência de viajar de favor no jacto privado de um milionário amigo do presidente Ben Ali, que viria a ser deposto. Viagem errada no momento errado. Alliot-Marie é autora do livro O Grande Medo das Classes Médias, escrito em 1996. Era sobre a crise que vinha aí e ia impedir a maioria dos cidadãos de viajar, com excepção, escreveu a agora ex-ministra, "dos raros privilegiados que se passeiam ao longo do ano pelo planeta, se possível em jacto privado...". » [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.

A RESISTÊNCIA DE SÓCRATES SERVE PORTUGAL

«Num artigo do "Financial Times" desta semana, Paulo Rangel e Marques Mendes são citados como sendo a favor de que Portugal peça ajuda externa o mais rapidamente possível. Parece que as coisas se perspectivam mais ou menos assim, para alguns dirigentes do PSD: Portugal é forçado a pedir apoio maciço externo, reconhecendo de uma vez por todas que as taxas de juro da divida pública são incomportáveis. Imediatamente o Presidente da República convoca eleições, que o PS vai perder e o PSD vai ganhar, quem sabe até com maioria absoluta. Haverá lugares para "boys" e "girls" que estão fora do poder há anos. E o principal problema de Portugal, isto é, o facto de termos um governo liderado por José Sócrates, ficará resolvido. Vamos todos à nossa vida renovados, com o sol a brilhar e os horizontes largos. A cereja em cima do bolo será que o PSD poderá enquanto governo responsabilizar o PS, a Angela Merkel, a Comissão Europeia, ou o Jean-Claude Trichet, à vez, por tudo o que de medidas de austeridade tiverem que ser tomadas durante toda a legislatura.

Infelizmente, esta atitude tão "blasé" do PSD em relação à inevitabilidade da ajuda externa é contrária aos interesses do País. A ideia de que uma intervenção externa igual à da Grécia e Irlanda pode ser benéfica para Portugal já foi desconstruída várias vezes. Desde logo, pelo que está a acontecer naqueles dois países: desde que solicitaram ajuda as taxas de juro associadas às suas dívidas públicas não desceram. Pelo contrário. Actualmente os mercados estão interessados em testar a solidez do euro. O que está em causa é a própria sobrevivência da moeda única.

Se houver ajuda externa nos mesmos moldes que na Grécia e na Irlanda, haverá sérios efeitos económicos, como tão bem explicou Pedro Santos Guerreiro no editorial de quarta-feira deste jornal. A começar pela fuga de capitais que afectará os bancos, mas não só. Haverá também gravíssimos efeitos políticos, que atingirão não apenas o PS mas toda a classe política com responsabilidades governativas desde a entrada de Portugal na UE. A crise de soberania política que se abaterá sobre nós fará alicerces em cima de um fosso crescente que existe e tem vindo a agravar-se desde 2003 entre políticos e cidadãos. Por isso, esta ânsia do PSD em derrubar Sócrates, ao ponto de abrir os braços a uma ajuda externa maciça é um bocadinho como aqueles que apoiaram a guerra no Iraque porque serviu para tirar o Saddam do poder.

Ao longo dos últimos meses, José Sócrates e Teixeira dos Santos têm feito bem em resistir às supostas evidências de necessidade de recurso à ajuda externa invocadas por um coro de operadores económicos, muitas vezes anónimos, e agora pelo PSD. Sócrates será teimoso, mas a sua resistência tem objectivos políticos reais. Porque enquanto Portugal tem resistido, a conjuntura e a forma de auxílio a Portugal tem-se tornado ligeiramente mais favorável.

De facto, essa resistência já deu frutos. Quais? Bem, tem servido para que a Europa - e sobretudo a Alemanha - dêem passos no sentido de assumirem esta crise como uma crise do euro, e não uma crise dos "gastadores do Sul". Temos de assumir as nossas responsabilidades no que respeita ao défice orçamental, mas não somos responsáveis pela vontade que alguns operadores de mercado têm de testar a solidez da moeda europeia. No momento que escrevo, Sócrates e Merkel reúnem para decidir se vai ou não haver uma possibilidade de acesso a uma linha de crédito europeia, sem necessidade de recurso a ajudas maciças, desde que o País se comprometa com objectivos de redução de défice e de reformas. Seria um bom compromisso.

Visto desta perspectiva, o PSD não deveria fazer mais do que colocar-se responsavelmente na oposição, tal como sugere Pacheco Pereira numa entrevista desta semana honrando os seus compromissos tanto orçamentais como do PEC I e PEC II. E apoiando patrioticamente os esforços do Governo em negociar na UE um acordo que impeça que Portugal sirva como mero "firewall" de Espanha, essa sim o verdadeiro teste à solidez do euro. Neste momento, tempo é dinheiro e mais do que isso. Tempo é soberania. » [Jornal de Negócios]

Autor:

Marina Costa Lobo.

SEXO AO VIVO EM AULA DE PSICOLOGIA NUMA UNIVERSIDADE AMERICANA

«Alguns alunos abandonaram o auditório, mas a maioria ficou para ver a inesperada demonstração, que envolveu uma mulher nua a ser levada ao orgasmo com um brinquedo sexual mecânico que, segundo testemunhas, mais parecia uma moto-serra com um vibrador gigantesco na ponta.

A 'acção', protagonizada por um casal de exibicionistas, durou pouco mais de três minutos e, no final, os alunos mostraram-se satisfeitos com a experiência.

"Vou lembrar-me desta aula para o resto da vida; não foi certamente como as aulas de teoria económica", comentou um aluno.» [CM]

ANEDOTA

«O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público apelou esta sexta-feira à intervenção dos grupos parlamentares e do Presidente da República para acabar com a "desagregação" do sistema de justiça, como evidencia a demissão do director-adjunto do Centro de Estudos Judiciários. » [CM]

Parecer:

A saída de um director-adjunto do CEJ, o seminário dos sacerdotes da magistratura, é um sinal de desagregação da justiça? Sinal de desagregação da justiça é o papel que tem vindo a ter este sindicato.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

SANTANA LOPES CADA VEZ MAIS DISTANTE DO PSD

«Pedro Santana Lopes revela hoje na sua crónica do jornal 'Sol' a sua "distância ou, pelo menos, diferença em relação ao PSD". O antigo primeiro-ministro e líder do partido diz sentir-se muito afastado do partido, sobretudo desde o último congresso, realizado há cerca de um ano.

Numa altura em que o cenário de eleições antecipadas é uma hipótese discutida todos os dias, Santana critica os que gravitam à volta da liderança de Pedro Passos Coelho: "Para mim, é difícil sentir-me próximo de um partido em que muitos dirigentes se sentam na primeira fila das iniciativas de sucessivos líderes, sempre prontos para servir no Governo, em empresas, institutos públicos ou até embaixadas".» [CM]

Parecer:

Tem alguma razão no que diz.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

A VW FAZ RENASCER O 'PÃO DE FORMA'

«A Volkswagen, que apelidou o modelo de Bulli - a alcunha com que era conhecida na Alemanha -, apresentou uma versão mais moderna, com seis lugares, alimentada por um motor eléctrico e utilizando um iPad para controlar todo o sistema de entretenimento, controle de temperatura e outras funções.

O maior fabricante de automóveis europeu refere que o Bulli tem uma autonomia movida a electricidade de 300 quilómetros, o que é bastante, considerando que o recente eléctrico Nissan Leaf tem uma autonomia de 200 quilómetros. O Bulli pode atingir a velocidade de 140 quilómetros por hora.» [DN]

TEMOS O DEOLINDA DE SOUSA

«Jerónimo de Sousa recusa ser um partido de mera contestação social, mas os seus militantes também vão estar na manifestação da "geração à rasca". Porque o "PCP não pode ser cúmplice de uma política que está a levar o país a este estado".

O líder do PCP revela em entrevista à TSF/DN que os militantes do seu partido também vão percorrer a Avenida da Liberdade em conjunto com outras pessoas e organizações que aderirem à acção promovida pelos precários da "geração à rasca", no dia 12. Mas recusa a ideia de que o PCP seja "um partido de mera contestação social". E explica: "Temos um projecto e um programa que, quando o povo português o entender, será parte de uma solução governativa. O PCP não pode ser cúmplice de uma política que está a levar o país a este estado." » [DN]

Parecer:

Vejo mails de gente de direita e a extrema-esquerda envolvida na manif, isto vai ser lindo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

POBRE LOUÇÃ

«Em fevereiro, PS e PSD tinham descido nas intenções de voto, contra uma subida dos partidos mais pequenos. Agora, ao contrário, são as forças do bloco central a subir e PCP, CDS e Bloco de Esquerda quem cai na sondagem.

O PSD de Passos Coelho aparece destacado na liderança, mas londe da maioria absoluta. Que nem com os 10% do CDS de Paulo Portas parece possível.

O PS de José Sócrates aguenta, surpreendentemente, numa altura em que os portugueses já sentem bem na pele as medidas restritivas do Orçamento do Estado.

Mas a principal nota da sondagem deste mês vai para o Bloco de Esquerda. E para o seu líder, Francisco Louçã. Não só o BE é o partido político que mais cai na sondagem, como Francisco Louçã é o único líder político que desce na popularidade dos portugueses - num mês em que até o Governo sobe na popularidade.» [Expresso]

Parecer:

Desde que a direita se irritou com ele e deixou de o apoiar na comunicação social parece que Louçã e a sua extrema-esquerda moderna estão em queda.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelo fim de Louçã.»

MULHER TRAÍDA DESPE-SE PARA VENDER ROUPA DO NAMORADO NA INTERNET

«Diz-se que não há pior que uma mulher traída. O adágio é velho e comprova-se nas novas tecnologias dos tempos actuais. Uma mulher, que se apresenta como Taylor Morgan, colocou as roupas do ex-namorado à venda no eBay, conhecido sítio de leilões na Internet.

Ao contrário dos filmes de James Bond, nos quais a vingança se serve a frio, Taylor Morgan decidiu aquecer a manifestação de despeito tirando as próprias roupas para promover os artigos do ex-namorado em fotos com pouca e muito sexy roupa interior.» [JN]

Parecer:

Eu já conheci um caso em que mandava as cuecas uma a uma para o serviço do ex-namorado dentro de envelopes oficiais.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

AUMENTA A ABSTINÊNCIA SEXUAL ENTRE OS JOVENS AMERICANOS

«Uma sondagem publicada ontem sobre o comportamento sexual dos norte-americanos revelou que mais de um quarto dos jovens inquiridos com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos nunca teve relações sexuais.

O estudo é do Centro Nacional de Estatísticas sobre a Saúde e o número de adolescentes que se diz virgem está a subir. Em 2002, o mesmo estudo concluiu que 22 por cento dos jovens nunca tinham tido relações sexuais, enquanto o estudo publicado ontem revela que o valor da abstenção na mesma faixa etária subiu para 29 por cento em relação às mulheres e 27 por cento quanto aos homens.» [Público]

Parecer:

Estes americanos são um pouco doidos...

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»

REUTERS RECTIFICOU NOTÍCIA SOBRE DECLARAÇÕES DE MERKEL

«A Reuters, agência noticiosa internacional, rectificou hoje a leitura que fez na quarta-feira das afirmações de Angela Merkel, chanceler alemã, na conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro português, José Sócrates, e que o PÚBLICO retomou no online e na edição do dia seguinte.» [Público]

Parecer:

ainda bem porque se assim fosse lá teríamos mais um corte no vencimento.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»

COMENTÁRIOS NO JORNAL PÚBLICO PASSSAM A SER AVALIADOS

«A partir de amanhã, 5 de Março, dia em que celebramos o 21.º aniversário do PÚBLICO, todos os comentários dos leitores do PÚBLICO Online vão passar a ser lidos antes de serem publicados.

Esta decisão, em ponderação há muito tempo, responde a uma preocupação da redacção e de muitos leitores do nosso site, que há anos pedem mais controlo na publicação de comentários. Preferimos acabar com a publicação imediata de comentários a dar voz e palco a mensagens difamatórias que violam os critérios de publicação do PÚBLICO e as regras básicas da cortesia e da boa cidadania. Acreditamos também que esta mudança vai elevar a qualidade da discussão no PÚBLICO Online. » [Público]

Parecer:

Faz sentido ainda que se fique sem saber se há ou não censura.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

MICHAEL PAPENDIECK