quarta-feira, janeiro 28, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



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Alameda Afonso Henriques, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Paulo Macedo, incompetente ministro da Saúde

Para Paulo Macedo a situação as urgência já foi culpa da empresa que não colocou os médicos, depois foi culpa da falta de médicos, depois desculpou-se com a gripe, agora é do número de internamentos. Uma coisa é certa, a culpa não é nem da sua política, nem de um ministro incompetente que foi incapaz de medir as consequência do que fez.

«Para Paulo Macedo, a situação que se vive em muitas urgências hospitalares está relacionado com "um aumento de internamentos sem paralelo"

O ministro da Saúde disse hoje, no Porto, que a situação no Hospital Garcia de Orta, Almada, deverá ficar resolvida nos próximos dias, nomeadamente, no que se refere aos casos sociais internados e aos doentes com indicação para cuidados continuados.

Sete chefes da equipa do serviço de urgência do Garcia de Orta apresentaram na segunda-feira demissão, justificando a decisão com a degradação das condições de trabalho e também com a excessiva lotação de doentes internados.

"Uma primeira questão que temos de resolver no Garcia de Orta diz respeito a resolver os casos sociais, ou seja as pessoas que não têm indicação clínica para estar a ocupar camas, e um segundo aspeto é resolver o caso dos doentes que têm indicação clínica para cuidados continuados e não para permanecerem nos hospitais", afirmou Paulo Macedo, no final de uma visita ao Hospital de São João, no Porto.» [DN]

 Passos Coelho e a austeridade


Sempre que ouço Passos Coelho a defender a austeridade imagio-o a gritar para a senhora Merkel, "ponha, ponha, ponha!" tal como gritava o João no programa "Agora ou nunca".

   
 A ministra que dá entrevistas mal
   
«Perguntou-lhe o Expresso: "Fala ao telemóvel com tranquilidade?" Respondeu Paula Teixeira da Cruz: "Falo como se fosse para um gravador." Pareceu-me mais uma tecnoexcluída. Lembrei-me dum igual, Salgado Zenha, que disse que metia gasolina no radiador. O país riu muito, e bem precisávamos (estávamos nas vésperas do Verão Quente). Zenha deve ter rido também, e podia. Não ficou com a honra do cargo beliscada: ele era ministro da Justiça e não deixa de se ser um digno governante se o carro cair em pane com o depósito seco. Mas o caso de PTC, também ministra da Justiça, é diferente. Ela foi para a entrevista do Expresso com dossiers, manuseou-os e citou-os. Mas quando chegou à questão de as conversas telefónicas serem escutadas nos processos jurídicos, ela resvalou para o indecente. O jornal perguntou: "Ouve barulhos esquisitos ao telefone?" Ela respondeu: "Há tantos barulhos esquisitos na vida." Depois, aconteceram a pergunta e a resposta já referidas no começo da crónica. Quer dizer, das duas vezes PTC foi curta, em tamanho e moral, como uma piadola. Isso, quando há escutas extraídas de processos em segredo de justiça - à guarda de magistrados e só deles - que vêm sendo publicadas! A ministra em vez de zelar pela honra do seu ministério, desdenha dela. Goza com o escândalo que acontece na importante casa que lhe confiámos. Senhora ministra, que tal dar entrevistas como se fosse para um gravador?» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.


 A ministra que dá entrevistas mal
   
«Perguntou-lhe o Expresso: "Fala ao telemóvel com tranquilidade?" Respondeu Paula Teixeira da Cruz: "Falo como se fosse para um gravador." Pareceu-me mais uma tecnoexcluída. Lembrei-me dum igual, Salgado Zenha, que disse que metia gasolina no radiador. O país riu muito, e bem precisávamos (estávamos nas vésperas do Verão Quente). Zenha deve ter rido também, e podia. Não ficou com a honra do cargo beliscada: ele era ministro da Justiça e não deixa de se ser um digno governante se o carro cair em pane com o depósito seco. Mas o caso de PTC, também ministra da Justiça, é diferente. Ela foi para a entrevista do Expresso com dossiers, manuseou-os e citou-os. Mas quando chegou à questão de as conversas telefónicas serem escutadas nos processos jurídicos, ela resvalou para o indecente. O jornal perguntou: "Ouve barulhos esquisitos ao telefone?" Ela respondeu: "Há tantos barulhos esquisitos na vida." Depois, aconteceram a pergunta e a resposta já referidas no começo da crónica. Quer dizer, das duas vezes PTC foi curta, em tamanho e moral, como uma piadola. Isso, quando há escutas extraídas de processos em segredo de justiça - à guarda de magistrados e só deles - que vêm sendo publicadas! A ministra em vez de zelar pela honra do seu ministério, desdenha dela. Goza com o escândalo que acontece na importante casa que lhe confiámos. Senhora ministra, que tal dar entrevistas como se fosse para um gravador?» []
   
Parecer:

Ferreira Fernandes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «D»

 De cómico a oportunista
   
«O ministro da Economia considerou hoje que o crescimento do turismo em Portugal nos últimos anos se deve, entre outros factores, a uma promoção "mais orientada para os resultados dos promotores" e "menos para a vaidade dos políticos".

"Seguimos uma política de promoção menos orientada para a vaidade dos políticos e mais para os resultados dos promotores. No passado, Portugal gastou dezenas de milhões de euros por ano a promover Portugal como um destino turístico baseado em conceitos estratosféricos ou em eventos", disse António Pires de Lima num painel/debate do Fórum Global de Turismo de Madrid, que decorre hoje na capital espanhola.» [i]
   
Parecer:

A tendência no sector do turismo vem de muito antes de o senhor das cervejas ser ministro e tem amis que ver com outros factores do que com qualquer política governamental. O ministro anda agora a fazer colagens à realidade quando isso lhe convém.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o senhor bugiar.»

   
   
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