sábado, junho 14, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Concha de vieira na Praia dos Três Pauzinhos, Vila Real de Santo António
  
 Jumento do dia
    
Seguro, por enquanto e infelizmente líder do PS

O ainda líder do PS descobriu no IVA uma fonte de inspiração para poder apresentar soluções. O problema é que a pressa de dar ares de ter ideias novas e a falta de competência leva-no ao erro, sujeitando-se à humilhação de ouvir um secretário de Estado chamar-lhe ignorante.

«Para o líder socialista, as empresas que se atrasam no pagamento das faturas aos respetivos fornecedores devem ser impedidas de deduzir o IVA relativo a estes documentos até que procedam à liquidação dos mesmos. Seguro sugeriu ainda que as sociedades que fornecem bens e serviços ao Estado sejam obrigadas a pagar este imposto apenas quando o Estado lhes pagar aquilo que lhes deve.

Núncio adiantou, em primeiro lugar, que o Governo “não tem conhecimento formal das propostas apresentadas pelo PS” e sublinhou que a primeira proposta do líder do PS “aparenta não ser compatível com o direito comunitário” e a segunda “não parece fazer sentido”, por já ser aplicada “nos termos previstos no regime de ‘IVA de caixa’ aprovado pelo Governo em maio” de 2013.

“O IVA é um imposto regulado a nível europeu através de Diretiva, pelo que cada Estado-membro, incluindo Portugal, deve cumprir com as regras estabelecidas, nomeadamente em termos das regras aplicáveis à forma e período de dedução do imposto”, esclareceu o secretário de Estado.» [Notícias ao Minuto]
 
      
 Dias de queda
   
«Houve o deslumbrante, comovente até, elogio de Teresa Leal Coelho ao Tribunal Constitucional, em forma de milagre das rosas: a maioria confessando que quis e acreditou nomear comissários políticos descobrindo, atónita e vingativa, que lhe saíram juízes do regaço. Houve a reação vagal de quem há muito vagou o lugar e que, 20 minutos de ausência depois, achou, apesar (por causa?) dos diretos de todas as TV, não dever uma palavra, uma justificação, um módico de boa educação, ao País no dia dele - decerto crendo que, neste caso como nos outros, se fingir que não se passou nada, é como se nada se tivesse passado.

Tanta coisa nesta semana. Mas não vou, como o desmaiado vacante, retomar o discurso como se não tivesse caído. Os nomes das pessoas que esta semana receberam notificação de despedimento no grupo editorial do DN ocupariam esta coluna toda - pensei usá-la assim. Mas seria uma outra forma de não me obrigar a falar sobre isso. De guardar o silêncio envergonhado, embaraçado, que os jornalistas guardam sobre as suas tragédias, nós que corremos a "cobrir" as dos outros, os despedimentos dos outros, as lágrimas, desalento e desespero dos outros, para fazer delas posto de espreita sobre o mundo.

Somos isso, temos essa missão: espécie de guarda avançada, cega, lenta, à procura de sinais. De vez em quando, os sinais vêm ter connosco. Abalroam-nos. Inevitável, diz a gestão deste grupo: que é "a única forma". Posso vir a acreditar nisso. Mas preciso que me expliquem. Que me demonstrem. Que me oiçam; quem sabe tenho, temos, ideias para ajudar a resolver o problema. A lei, esse tão infrequentável luxo nos tempos que correm, diz que os jornalistas "têm o direito de participar na orientação editorial do órgão de comunicação social para que trabalhem, bem como a pronunciar-se sobre todos os aspectos que digam respeito à sua actividade profissional". A lei diz isto porque reconhece aos jornalistas uma natureza específica, especial: somos fundamentais para a democracia. Mas poderemos sê-lo, com o que isso implica de independência, de segurança, de intrepidez e resistência, se formos tratados, nós que somos supostos averiguar sobre tudo, investigar sobre tudo, ter uma perspetiva sobre tudo, uma narrativa sobre tudo, afrontar tudo e todos, como se não tivéssemos capacidade de perceber o que nos acontece e porquê, riscar uma palavra sequer sobre isso?

E, o que é mais, se nos deixarmos assim tratar. Será assim tão impossivelmente heróico cumprir os nossos deveres e exigir os nossos direitos? Com que cara pediremos amanhã a alguém que dê a cara no nosso jornal, se não damos a cara por ele, pelo jornalismo, por nós? Com que cara continuaremos como se nada se tivesse passado, à espera de cair de vez?» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.
   
   
 E o Scolari lá se safou
   
«"Vi a jogada 10 vezes e para mim foi penálti", rematou Luiz Felipe Scolari, na quinta-feira, em conferência de imprensa, aludindo ao lance que permitiu ao Brasil assumir a dianteira do resultado frente à Croácia, na estreia do Campeonato do Mundo, que os "canarinhos" venceriam por 3-1.» [DN]
   
Parecer:

Só lhe falta acrescentar "e eu é que sou o cego?".
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 A santinha da Horta Seca meteu férias ou será dos sapatos?
   
«De acordo com os números do gabinete oficial de estatísticas da UE, no primeiro trimestre de 2014, a taxa de emprego recuou apenas em cinco Estados-membros, tendo Portugal conhecido o segundo maior recuo, após três trimestres seguidos de crescimento: o emprego crescera 0,7% no segundo trimestre de 2013, 0,8% no terceiro e 0,7% no quarto (sempre em comparação com os três meses anteriores), caindo então agora três décimas.

Além de Portugal, o emprego só caiu em Chipre (-1,2%), Lituânia e Finlândia (ambas com -0,2%) e Itália (-0,1%), enquanto as maiores subidas foram registadas na Hungria (1,5%), Letónia (0,8%) e Reino Unido (0,6%).

Na comparação homóloga, com o primeiro trimestre de 2013, o emprego cresceu 0,2% na zona euro e 0,7% no conjunto da UE, tendo a subida sido mais significativa em Portugal, ao cifrar-se nos 1,8%.» [DN]
   
Parecer:

Há qualquer coisa de errado com a nossa santinha milagreira, se calhar desde que passou a usar sapatos portugueses deixou de fazer milagres.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Regresse-se à devoção pela Santinha da Ladeira, esta da Horta Seca é bem mais revogável do que o seu Santo Padre.»
     

   
   
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