segunda-feira, junho 30, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Dormidas Estrela, Campo das Cebolas, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
António José Seguro

O ainda líder do PS é uma mistura de Rangel com o divertido ministro da informação de Saddam, umas vezes quer ganhar visibilidade à custa de debates televisivos, uma estratégia comum a candidatos fracos como sucedeu com Paulo Rangel, outras vezes afasta a derrota vendo vagas de fundo em seu apoio como sucedia com Mohammed Saeed al-Sahhaf.

«O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse no sábado à noite, em Celorico da Beira, que o apoio à sua candidatura vem "crescendo" e espera que assim continue para obter uma "grande vitória" nas eleições primárias.

"Sinto que há cada vez um crescente maior nesta candidatura, que as pessoas compreendem as razões pela qual nós estamos a lutar por um país mais justo, colocando as prioridades no sítio certo, que é o crescimento económico e a criação de emprego", disse António José Seguro aos jornalistas, após um encontro com militantes e simpatizantes do distrito da Guarda, no Centro Cultural de Celorico da Beira.» [Notícias ao Minuto]
 
 Dúvidas que me assaltam

Será que quando falam de tralha socrática Seguro e os seus se referem a políticos como Carlos Zorrinho?

 Merecimentos

Pires de Lima diz que os portugueses não merecem um aumento de impostos.

Seguro diz que o PS não merecia o que lhe fizeram.

E eu digo que nada fiz para merecer aturar gajos destes.

 Cavaco, o FMI e a reestruturação da dívida

O FMI:

«O Fundo Monetário Internacional defende que Portugal, bem como a Irlanda teriam saído a ganhar se tivessem renegociado a dívida dos seus países.Segundo o que refere o documento "The Fund's Lenging Framework and Sovereign Debt", a excepção criada para a Grécia (e posteriormente a Portugal e Irlanda), e que permitiu saltar a renegociação de dívida, foi demasiado rígida por "implicar uma reestruturação de dívida definitiva". E propõem que seja eliminada para dar lugar a uma nova regra que diga que deve haver reestruturação sempre que existirem dúvidas relativamente à sustentabilidade da dívida.» [i]

Cavaco:

«"Sobre essa matéria escrevi aquilo que penso no texto da mensagem de Ano Novo de 2013 e em relação a isso só posso acrescentar que, quando me tenho encontrado ao longo dos tempos com investidores estrangeiros, quando ouvem falar na palavra reestruturação reagem de forma muito negativa. Tenho constatado de facto isso, porque imediatamente ligam essa palavra a perdão de dívida e, portanto, assustam-se em relação a possíveis investimentos no país", disse o presidente da República.

Na mensagem de Ano Novo de 2013, o chefe de Estado defendeu que "tentar negociar o perdão de parte da dívida do Estado não é uma solução que garanta um futuro melhor".» [JN]

Palavras para quê? É um artista português.

 
      
 Demasiados Oliveiras da Figueira
   
«Há já uns meses, Belmiro de Azevedo disse que os salários só poderão crescer quando a produtividade dos trabalhadores portugueses aumentar. Entre outras coisas, terá dito que "os alemães, por hora, fazem três ou quatro vezes mais do que os portugueses". Parece, também, que o Governo se prepara para apresentar uma proposta que pretende indexar o aumento de salários à produtividade.

Como é sabido, a baixa produtividade é um dos maiores problemas da nossa economia. Uma das mais baixas da Europa, diga-se. É, aliás, um tema que devia estar na primeira linha das preocupações de todos os Governos portugueses e permanecer na discussão pública.

As razões são várias e não é possível, de forma clara, identificar um fator como decisivo.
O nosso baixo nível de qualificações é, evidentemente, um fator. Se compararmos esse nível com os nossos parceiros europeus percebemos facilmente o fosso que ainda nos separa deles. Partimos de patamares muito baixos e, apesar de todo o esforço que foi feito nas últimas décadas, ainda há muito caminho para percorrer. Um trabalhador qualificado, educado, é por definição mais produtivo - e, é bom que se perceba, que o problema alastra, e duma maneira flagrante, aos empresários, que apresentam taxas de qualificação e nível académico tremendamente baixos em relação aos nossos parceiros europeus.

É, aliás, absolutamente suicida ter-se acabado com as Novas Oportunidades e com programas com objetivos idênticos. Se a isto somarmos a brutal diminuição do investimento em investigação e em investigadores, um desinvestimento claro na educação e os elevadíssimos níveis de emigração qualificada, teremos um cenário em que a produtividade, inevitavelmente, piorará.

Belmiro de Azevedo sabe de tudo isso. Espanta que não o tenha dito de forma clara. Uma das óbvias consequências evidentes será o regresso do modelo da competição através do preço. Ou seja, comprometerá seriamente o modelo que ele próprio defende: que se crie valor através da inovação, da criatividade e da excelência de gestão. O mesmo se pode dizer do Governo: fala em indexar salários à produtividade e depois assume-se como fomentador da diminuição de qualificações.

Mas ao patrão da Sonae escaparam-lhe mais coisas. Esqueceu-se, por exemplo, de referir a decisiva contribuição de muitos empresários e gestores portugueses para a baixa produtividade em Portugal.

Poder-se-ia começar pela pergunta mais básica: por que diabo os trabalhadores portugueses são elogiados em todas as partes do mundo como exemplo de produtividade? Ou por que raio as multinacionais a operar no nosso país elogiam, de forma sistemática, o desempenho dos trabalhadores locais ?

O facto é que também temos um problema sério com a nossa classe empresarial. As questões da produtividade estão fortemente ligadas à organização do trabalho, à formação, à liderança, a bem estruturadas políticas de recursos humanos - entre outras, claro está. Quem conhece as nossas empresas sabe que a esmagadora maioria é altamente deficiente nestes aspetos. Que o investimento nessas áreas é absolutamente desprezível e desprezado.

Aliás, a proposta do Governo - ainda mal explicada - tendente a aproximar os salários dos níveis de produtividade parece partir do princípio de que esses níveis estão ligados ao desempenho dos trabalhadores. Ou seja, que a produtividade se deve assacar de forma decisiva aos trabalhadores e ao seu papel no processo produtivo. Bem, mas do Governo já sabíamos que acha que as principais origens de todos os males são os elevados salários e a preguiça dos trabalhadores portugueses. É, a falta de vergonha e a ignorância chega a este ponto. Ver um grande empresário como Belmiro de Azevedo afinar aparentemente por esse infeliz e bacoco diapasão é que surpreendeu.

Não há que ter medo de enfrentar a realidade: uma grande parte dos nossos empresários, mesmo dos chamados grandes, são mais homens de negócios do que gente com vontade de montar, desenvolver e consolidar projetos. Temos, infelizmente, muitos Oliveiras da Figueira (popular figura dos livros do Tintin) e poucos Belmiros de Azevedo.

É bom lembrar que a razão para a baixa produtividade não está numa imaginária preguiça congénita do trabalhador português, muito pelo contrário, mas em razões bem distintas dessa. E quando se diz que se deve indexar salários à produtividade e se diz que os trabalhadores portugueses têm de ganhar quatro vezes menos do que os alemães porque são muito menos produtivos, devia-se ter muito, muito cuidado. É que isso acontece, na esmagadora maioria dos casos, por culpa de quem os emprega e dirige. E tanto no sector privado como no público.» [DN]
   
Autor:
 
Pedro Marques Lopes.
   
   
 O moço de recados avisa
   
«Analisando a atual situação económica do país e o cumprimento do objetivo de atingir 4% de défice orçamental, Luís Marques Mendes, na SIC, disse que mesmo com os chumbos do Tribunal Constitucional (TC) o país conseguirá cumprir esta meta. O comentador defende porém que se o TC continuar a chumbar as medidas do Governo, nomeadamente os cortes salariais para 2015, poderá haver aumentos de IVA e IRS.

“Se não tivesse havido este último chumbo do Tribunal Constitucional (TC), com este ritmo de execução orçamental podíamos ficar com um défice abaixo dos 4%. Porém, mesmo com o buraco aberto com a decisão do TC as contas apontam que será possível cumprir o objetivo sem recorrer a aumento de impostos”, começou por dizer, relembrando que atualmente os níveis de confiança dos consumidores e dos investidores subiram, os investimentos cresceram e que as contas externas continuam positivas.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Começaram as ameaças.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Seguro já defende reestruturação da dívida
   
«O secretário-geral do PS quer colocar um novo tema na agenda do Conselho de Estado: a necessidade “urgente” de “estabelecer um consenso nacional em torno da renegociação das condições de pagamento da dívida pública”, diz Seguro, numa declaração ao Diário de Notícias.

“Se na reunião do Conselho de Estado conseguirmos que o primeiro-ministro compreenda a importância desta decisão, então a reunião terá uma grande utilidade para o nosso futuro coletivo: aliviarmos os sacrifícios dos portugueses”, acrescenta ainda o secretário-geral do PS.

Quando convocou o Conselho de Estado para a próxima quinta-feira, Cavaco Silva deixou a agenda aberta, para que todos se sentissem confortáveis em discutir os temas que considerassem relevantes. Mas este é um dos que não agradará a Passos Coelho. Antes das europeias, Passos tinha sido chamado a pronunciar-se sobre o tema no seguimento do manifesto dos 74, onde os termos vagos do pedido de renegociação permitiram juntar Bagão Félix, Ferreira Leite, Francisco Louçã e vários deputados das duas alas socialistas.» [Observador]
   
Parecer:

O coitado tem alegia à palavra reestruturação e fala em renegociação.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «O homem parece outro, um dia destes até o Passos vai dizer que não o reconhece.»
   
 Seguro diz que há um movimento de indignação
   
«Questionado pelos jornalistas sobre a crise interna que afeta o Partido Socialista, António José Seguro disse que "há no país um movimento de indignação por um problema que era desnecessário e que foi criado pelo António Costa a todo o Partido Socialista [PS]".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Então não há? Este Seguro é um ponto!
     
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «He, he, he, he, he....»
   
   

   
   
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