quinta-feira, junho 19, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Um dia de vergonha



Hoje vai ser entronizado Filipe VI, o segundo Bourbon a suceder na dinastia iniciada por um imbecil de nome Francisco Franco. Recorde-se que o seu pai foi entronizado pelo Caudilho perante umas cortes falangistas onde prestou juramento ao "Movimento Nacional", uma cerimónia que não foi reconhecida pelo seu paí, o detentor do trono espanhol que se sentiu traído.

Não foi apenas o pai e a esposa que sentiram traídos por este "caçador de elefantes" toda a Espanha foi traída por alguém que se sentou num trono cheio de cadáveres, vítimas de uma guerra civil onde com a ajuda de Hitler e de Mussolini o general golpista derrotou a República Espanhola.

A monarquia decidida por Franco sucede a uma República legítima e ao aceitar o negócio sujo da sucessão de Franco Juan Carlos traiu a Espanha. Voltou a fazê-lo quando a troco do esquecimento aceitou a democracia, passando a assumir-se como o grande democrata de Espanha. Para trás ficaram os confiscados pelos falangistas oportunistas, os filhos de republicanos de quem a igreja apagou os assentos de baptismo para serem entregues a famílias falangistas, e ainda hoje muitos procuram as suas verdadeiras famílias, os muitos milhares de fuzilados que estão sepultados em valas comuns.

Filipe vai ser rei de Espanha não por obra e graça de Deus ou por vontade do povo espanhol, mas sim porque foi designado como herdeiro por um filho da puta e burro que nem uma porta chamado Francisco Franco.

   Foto Jumento
 

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Ninho de cegonhas-brancas (Ciconia ciconia), Comporta
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

A mais importante das atribuições de um Presidente da República é a defesa da Constituição da República, essa carta de direitos sagrados que a direita portuguesa insiste em confundir com um rolo de papel higiénico da Renova, mesmo sabendo que o seu incumprimento sistemático pode ter consequências graves, até porque sociologicamente essa direita é minoritária e pode pagar caro tantos abusos.

Cavaco tem-se esquecido do que jurou fazer, tem ignorado as violações sistemáticas da Constituição, tem permitido que o Tribunal Constitucional fosse atacado de forma inaceitável e tudo tem feito para viabilizar uma política ostensivamente anti-constitucional. Mas, percebe-se agora que Cavaco tem ido mais longe, as suas responsabilidades em cumprir e fazer cumprir a Constituição não é decisão sua mas sim de Passos Coelho.

Quando o primeiro-ministro diz que pediu a Cavaco para solicitar a fiscalização preventiva de uma medida do governo isso faz pensar que da mesma forma pode pedir que Cavaco deixe de o fazer, isto é, quando o primeiro-ministro assume que diz ao Presidente da República quando e em que circunstâncias devem cumprir com a mais nobre das suas funções isso significa que a separação de poderes deu lugar a um Cavaco Silva que foi promovido a secretário pessoal de Passos Coelho.

Começa a perceber-se cada vez melhor as razões porque há cada vez mais a sensação de que Américo Tomás ressuscitou e está de novo em Belém.

«O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho assumiu esta terça-feira que pediu ao Presidente da República para pedir a fiscalização preventiva de reformas que mexem com a despesa do Estado. À margem de uma iniciativa do Partido Popular Europeu, o chefe de Governo defendeu que tem havido “enorme contenção” relativamente ao Tribunal Constitucional e solidarizou-se totalmente com a vice-presidente do PSD nas declarações que fez sobre aquele órgão de soberania.

“Tive ocasião de dizer ao Presidente da República que me parecia, como chefe do Governo, que esta poderia ser a solução que maior previsibilidade e estabilidade poderia dar ao país”, afirmou Passos Coelho aos jornalistas, à margem das jornadas parlamentares do PPE, que decorrem em Albufeira.

O primeiro-ministro referia-se à Contribuição de Sustentabilidade das pensões – que implica cortes permanentes nas reformas – e que já foi aprovada em Conselho de Ministros e a tabela salarial única da função pública que deverá obter luz verde esta semana. Por causa da “incerteza” e a “falta de bússola” que decorre do último acórdão, Passos Coelho assume que a solução é que estas medidas passem pelo crivo do TC, mas escusou-se a dizer se obteve esse compromisso por parte de Cavaco Silva.» [Público]
 
 Festejos

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Eu ainda sou do tempo em que os sportinguistas consideravam uma grande ofensa e falta de educação o Vale e Azevedo festejar efusivamente um golo do Benfia em plena tribuna de honra do Estádio de Alvalade. Agora já ninguém se ofende, opta-se por coçar a cabeça.
 
 Passos pede ajuda ao Tribunal Constitucional

Passos Coelho já percebeu que a sua política falhou, a destruição de postos de trabalho continua ainda que disfarçada com falsos empregos e emigração, não há investimento, a palhaçada mafiosa dos vistos gold está esmorecendo, as exportações deixaram de alimentar a simpatia dos indicadores de consjuntura, o crescimento não permite curar o raquitismo da economia.

Passos já percebeu o logro em que caiu ao acreditar na loucura ideológica de Vítor Gaspar, o milagre económico do Chile de Pinochet não se repetiu, a economia entrou no marasmo e os seus melhores quadros abandonam o país. Passos sabe que caminha para uma derrota eleitoral e a única forma de salvar qualquer coisa está na procura interna.

Entre um aumento de impostos soft que distribui a austeridade mais equitativamente e um corte brutal nos vencimentos dos funcionários públicos a solução estava sempre no segundo. Mas os resultados não surgiram, o ódio ao PSD chegou a toda a Função Pública e aos pensionistas, falhou o modelo económico e as consequências eleitorais são desastrosas.

Resta a Passos a solução mais cínica, armar-se em forte para não dar parte de fraco e esperar que o TC o ajude a aumentar os impostos impedindo-o de cumprir aquela que era a sua política. O acórdão do TC estragou-lhe os planos eleitorais, deixou de poder ir ao pote dos funcionários públicos e dos pensionistas para fazer aquilo que melhor sabe, jogar portugueses contra portugueses.

Agora resta-lhe um milagre económico provocado por um aumento da procura interna e para isso precisa da ajuda dos juízes do Tribunal Constitucional, precisa que chumbem o seu projecto económico, um projecto cujo falhanço é uma evidência, mas não pode assumir que a sua imbecilidade levaram o país à miséria.

 E agora sôr Silva?

«Quanto ao pedido de aclaração do Governo sobre o acórdão do TC, Cavaco Silva disse ser "absolutamente normal" que, caso o "aplicador da lei" - que sublinhou, neste caso, ser a Assembleia da República, que enviou formalmente o pedido - tenha dúvidas sobre aquilo que deve fazer para cumprir na íntegra as decisões de um tribunal, peça "um esclarecimento das dúvidas no quadro da cooperação institucional entre órgãos de soberania".» [A Bola]
  
Foi nestes termos que Cavaco comentou e apoiou o pedido de aclaração que não visava aclarar o que quer que fosse, apenas lançava dúvidas sobre a competência de juízes que eram acusados de produzir um documento pouco claro. Depois da competência foi posta a idoneidade dos juízes que tinham sido indicados pelo PSD porque supostamente deveriam obedecer a Passos e não à Constituição.

No meio de tudo isto fica um presidente que aceitou medidas claramente inconstitucionais, que arrastou os pés no momento de cumprir com o juramento que fez, que deu cobertura a um pedido de aclaração sem fundamento e sem base legal.

O que vai agora dizer Cavaco? A resposta é óbvia, é por isso que uma personalidade como Garcia dos Santos disse que Cavaco é "um cobarde e uma nulidade completa", acabando por se demitir do Conselho das Ordens Nacionais.
 
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 E no futebol é o menos
   
«Leon Trotsky, o revolucionário russo que falhou o poder, pode não parecer a pessoa mais adequada para citar. Ele é o chefe político da primeira revolução russa, a de 1905, e sai dela sozinho; ele é o chefe militar da segunda revolução russa, a de 1917, e sai dela indefeso. Um derrotado, pois. Mas ele é tão inteligente (e escreve tão bem) que vale a pena ouvi-lo mais do que aos outros seus colegas pela mesma razão que faz a opinião de José Quitério sobre uma omeleta ser mais importante do que a opinião da galinha. Disse Trotsky: "A tragédia da revolução mundial é a tragédia da liderança da revolução mundial." Como interessa pouco a revolução mundial, desbastemos o irrelevante. E fica: a tragédia é a falta de líderes. Podia ser a divisa de Portugal. Na política do País, na direção das empresas e no assunto que agora nos anima, perdão, desanima. Um dia destes, a seleção portuguesa foi para o intervalo perdendo pesadamente - já aí, nos 45 minutos anteriores, com as teimosias nas escolhas e tolices nos comportamentos era nítida a falta de liderança. Mas há um retrato mais flagrante, é a saída do balneário. Quem estivesse incomunicável para o mundo nos últimos dez anos e, agora, no sofá, via os jogadores sem garra a regressar ao relvado, exclamaria: "O Scolari já não é o treinador!" É toda a diferença entre um líder, mesmo sargentão, e um furriel amanuense. Por cá manda quem não lidera. E no futebol é o menos.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
  
   
 Ao que o PS chegou!
   
«O dirigente do PS Eurico Brilhante acusa os 45 deputados do seu partido que subscreveram um abaixo-assinado a pedir um congresso extraordinário de terem envergonhado o PS e de não respeitarem o mandato para que foram eleitos. "Espero que os deputados não utilizem o seu cargo para fazer política partidária. Foi isso que 45 deputados fizeram. Não respeitaram o seu mandato, afrontaram o secretário-geral e o partido, utilizando o seu cargo de deputado para fazer política partidária. E isso envergonha o partido", disse Eurico Brilhante, num debate na TVI 24 sobre a crise interna do PS. As críticas de Brilhante, um dos socialistas mais próximos de António José Seguro e membro do Secretariado Nacional, surgem depois de 45 deputados do partido terem subscrito um abaixo-assinado a pedir para que a situação interna do PS se resolva o mais depressa possível, através de eleições directas.

O debate entre os dois socialistas voltou a aquecer quando Brilhante acusou António Costa de estar a perder credibilidade por se candidatar à liderança apenas um ano depois de ter sido eleito para a câmara de Lisboa. "Aquilo que fez foi diminuir a sua credibilidade".Marcos Perestrello, apoiante de Costa, argumentou que, na noite eleitoral, António Costa "não confirmou que levaria o mandato até ao fim".

A discussão entre os socialistas chegou às redes sociais e o deputado Renato Sampaio publicou um texto a responder às críticas de Brilhante. "Estamos perante uma visão estalinista da política partidária", escreve o ex-líder da distrital do Porto, que acusa a direcção nacional de querer fazer uma "limpeza de balneário" na bancada parlamentar.» [i]
   
Parecer:

Mas que grande labrego!!!!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 Mais uma vitória da diplomacia do Paulo Portas
   
«O vice-presidente da Embraer para a Engenharia e Tecnologia, Mauro Kern, admitiu novos investimentos para Portugal, entre eles "levar" para Évora a nova geração de aviões comerciais, os E2, que deverão estar no mercado em 2018.

"Temos intenção de levar estruturas significativas da nova geração de aviões comerciais - o E2 (segunda geração dos E-JETS) - lá para Évora. É um movimento no futuro, mas que faz todo o sentido, pois são aviões grandes, de estruturas complexas, mas onde Évora com a sua especialidade e tecnologia é perfeitamente adequada", disse à Lusa Mauro Kern.

O vice-presidente da Embraer falava depois de ter mostrado a fábrica daquela que é uma das maiores construtoras aeronáuticas do mundo ao ministro da Economia português, António Pires de Lima, em missão oficial no Brasil.» [Público]
   
Parecer:

O lado mais ridículo deste governo é que passados três anos os resultados que vai mostrando é ainda obra que deve ser atribuída a José Sócrates, se calhar é por isso que em sinal de solidariedade com a direita gente de Seguro, como um tal Álvaro Beleza, tenta diabolizar a imagem de António Costa coando-o a Sócrates.

Como se sentirá Pires de Lima visitando a Embraer no Brasil? Esperemos que na próxima vissita se lembre de convidar António José Seguro a participar nesta procissão de devotos anti-Sócrates.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 TC manda governo à bardamerda
   
«O Tribunal Constitucional recusou o pedido de aclaração do Governo ao acórdão que chumbou alguns artigos do Orçamento do Estado.

O TC justifica a decisão considerando que o acórdão não «enferma de qualquer obscuridade ou ambiguidade».

Os juízes adiantam ainda que «não cabe ao Tribunal Constitucional esclarecer outros órgãos de soberania sobre os termos em que estes devem exercer as suas competências no plano administrativo ou legislativo».

«Os esclarecimentos que o requerente pretende obter não derivam de qualquer vício ou deficiência que seja imputável ao acórdão, mas resultam de dúvidas de ordem prática que respeitam ao cumprimento do julgado», lê-se no acórdão publicado na página do TC.» []
   
Parecer:

Está tudo aclardainho como a água!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
   
 Como eu compreendo Garcia dos Santos
   
«O general, que foi responsável pelo plano de transmissões do 25 de abril e mais tarde, já no tempo de António Guterres, foi quem denunciou o caso da Junta Autónoma das Estradas (onde foi presidente), acrescenta "que não tinha quaisquer condições de ficar num lugar de dependência desse senhor", referindo-se a Cavaco Silva como alguém de quem não gosta "nem pintado" e acusando-o de ser "o principal responsável de tudo o que se está a passar no país"

Mas há mais. Num tom claramente exaltado, o general deixa ainda várias questões sobre a atuação de Cavaco Silva: "O que é que ele fez pelo país? Zero. O que é que ele diz? Nada. Quais são as ideias dele? Nenhumas".

Garcia dos Santos confessa que já não se lembra da data em que aceitou entrar como vogal para o Conselho das Ordens Nacionais (um dos três conselhos que fazem parte da Chancelaria das Ordens Honoríficas Portuguesas). Lembra-se apenas que foi há "quatro ou cinco anos" e pela mão de Manuela Ferreira Leite, "que muito admiro". Ferreira Leite era na altura a chanceler das Ordens Nacionais.» [Expresso]
   
Parecer:

Estou com o general, nem pintado de amarelo suporto o Silva.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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