quinta-feira, novembro 21, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
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BIODIVERSIDADE DE LISBOA
Gaio no Jardim Gulbenkian
  
 Jumento do dia
    
Barreto Xavier, ministro da Cultura

O ministro da Cultura parece ter uma péssima opinião dos portugueses, não gosta de gerir os recursos em democracia e anda demasiado de automóvel. Ida bem que não se lembrou de instalar uma das suas numerosas direcções na Ilha do Pessegueiro, senão teria que adquirir uma frota e requisitar meia dúzia de cabos manobras à Armada.

«Jorge Barreto Xavier justificou hoje a escolha de João Póvoas, de 24 anos, para assessor de comunicação do seu gabinete.

“Tenho o direito de escolher alguém com quem empatizo. O governo tem que ser escrutinado mas por favor deixem-me gerir os meus recursos humanos”, explicou o secretário de Estado da Cultura.
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Num encontro com jornalistas, Barreto Xavier salientou que “às vezes, envereda-se por lógicas alarmistas em relação às coisas”. Para o secretário de Estado, “actualmente vivemos no 8 e no 80, assumem-se as coisas de forma demagógica”.

Sobre o vencimento do assessor, Barreto Xavier explicou que existem tabelas estabelecidas por lei, acrescentando que não é "obrigado a contratar só pessoas mais velhas”.

“Vivemos de facto momentos difíceis, mas no contexto líquido estamos a falar de um vencimento líquido de 1900 euros e estamos a falar de gente que trabalha sete dias por semana e não ganha horas extra”, explicou.

O secretário de Estado comentou também o facto de o assessor ter sido consultor de comunicação do PSD. “Foi inocente da parte do João, que até foi o melhor do aluno do seu ano, colocar no curriculum que fez um estágio no PSD? Se calhar foi”, salientou.

Confrontado pelos jornalistas sobre a informação de que teria três motoristas, Barreto Xavier lembrou que tem 15 direcção gerais na sua dependência, justificando assim as deslocações. “Sim, é verdade que tenho três motoristas no meu gabinete, mas um membro do governo não é um estudante que está em casa a trabalhar no computador. Num gabinete do governo, um motorista tem que fazer um horário superior ao normal e, por isso, é necessário ter mais que um”, acrescentou.

Sobre o facto de o orçamento para a cultura em 2014 ter menos 15 milhões de euros, Barreto Xavier lembrou a importância da “solidariedade” para a redução da despesa. “A saúde e a educação dos portugueses não são mais importantes do que a cultura dos portugueses, mas temos todos que ser solidários na tarefa de reduzir a despesa”, esclareceu.» [i]
 
 Hoje, aqui mesmo ao lado do Palheiro

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 São todos cúmplices
   
«A ideia de professores "avaliarem" o trabalho dos seus colegas é, no fundo, colocar uns contra outros e criar uma situação de beligerância, com ressentimentos irreparáveis. Quando do 25 de Abril, a estratégia foi ensaiada, e os "saneamentos" entre trabalhadores obedeciam a uma rede de interesses, nem sempre facilmente descortináveis. Registaram-se episódios malditos, que laceraram o princípio sagrado segundo o qual "trabalhadores não saneiam trabalhadores." No Diário Popular, onde trabalhava, esse princípio foi respeitado. Creio, mesmo, que no sector da imprensa se tornou caso único. E convém adiantar que nenhum de nós possuía a experiência da liberdade, embora alguns de nós passassem pela disciplina da luta contra o fascismo. Guardo, de todos eles, gratas e calorosas recordações; e até dos atritos, das quezílias, ocasionalmente azedas até ao limite, conservo a memória de uma época reservada à nossa própria construção. Muitos, dos desse tempo, ficaram meus amigos para sempre. Fomos envelhecendo a olhar para os trajectos de uns e de outros, salva- guardados pelas batidas dos nossos corações. E permaneceu o conceito fundamental de que o "saneamento" entre quem trabalha é uma aberração a combater.

É claro que cometemos outras injustiças, enredadas nos impulsos dos momentos, nunca, porém, creio, moralmente reprováveis ou premeditadas. Foi assim. As grandes solidariedades nascem dos grandes encontros, das afeições e das correspondências culturais, que são sempre ideológicas, mas podem não ser políticas. Avaliávamo-nos, por vezes de forma agreste, mas estávamos no olho do vulcão, e as coisas nunca são serenas quando somos passageiros na nau. Essa prática moldou-nos, de uma forma ou de outra.

Como num filme, muitas cenas e episódios desenvolvem-se-me nas reminiscências, e avultaram mais acesas, com esta "avaliação" de professores imposta pelo Crato, criatura cada vez mais exposta à nossa execração. E quem o avalia a ele, e a todo o Governo? Dirá, o lampeiro, que as urnas são a melhor das "avaliações." Não são. Aliás, como se tem visto e sofrido. Que sabemos desta gente, e que sabe esta gente de nós? Somos colocados perante factos consumados, e temos de aceitar as escolhas a que procede o nomeado primeiro-ministro. Dirão: é o sistema a funcionar. Direi: o sistema funciona mal. Pessoalmente, bem gostaria de submeter estes que tais a uma vulgar sabatina cultural. Não vejo este e aquele do Governo muito interessados em História, em Geografia, em Português, em Gramática, em Literatura, em Artes. Manifesta-se, em todos eles, aquelas "incongruências problemáticas" que deram fama e glória a Pedro Lomba. Não me interessa nomear todos aqueles que demonstram uma acentuada propensão para o patricídio. Interessa-me, sim, afirmar que são cúmplices de uma das maiores desventuras da nossa história como colectividade e como nação.» [DN]
   
Autor:
 
Baptista-Bastos.
   
   
 Bruxelas desagradada com as nossas cratinices
   
«A Comissão Europeia (CE) anunciou esta quarta-feira que dá dois meses ao Governo português para comunicar as medidas tomadas para rever as condições de trabalho dos professores que estão a contrato nas escolas públicas, sob pena de remeter o caso para o Tribunal de Justiça da União Europeia.

Em causa, segundo uma nota divulgada pela CE, está o alegado tratamento discriminatório daqueles docentes, nomeadamente em termos de vencimento, em relação a professores do quadro que exercem funções semelhantes; e também o recurso a contratos a termo sucessivos, durante muitos anos, que colocam aqueles docentes em situação de precaridade, apesar de eles exercerem tarefas que correspondem a necessidades permanentes.

A CE sublinha que aquelas situações são contrárias à Directiva Europeia relativa ao trabalho a termo e chama a atenção para o facto de a legislação portuguesa não prever “medidas eficazes para prevenir tais abusos". 

Na nota divulgada nesta quarta-feira, a CE dá nota de que tem recebido inúmeras denúncias sobre estas situações. Parte delas foi promovida pela direcção da Associação Nacional dos Professores Contratados (ANVPC) que há cerca de um ano incentivou o envio de queixas individuais para a Comissão Europeia, pela alegada violação, pelo Governo Português, da directiva comunitária que impõe o respeito, no sector público, pelas normas de vinculação de trabalhadores que regem o sector privado.» [Público]
   
Parecer:

O que se passa no ensino é quase uma anedota.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pela resposta silenciosa do Crato.»
  
 Depois da Santinha da Horta Seca temos a Santinha de Bruxelas
   
«O crescimento económico na zona euro "foi pequeno", mas a recessão "ficou para trás", disse o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, numa entrevista difundida hoje pela Televisão Central da China (CCTV).

Na entrevista, concedida ainda em Bruxelas, a propósito da próxima Cimeira anual China-União Europeia (UE), Barroso realçou também que "as dúvidas acerca do euro desapareceram".» [i]
   
Parecer:

Outro que faz milagres.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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