quinta-feira, novembro 28, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Beja
  
 Jumento do dia
    
Paulo Portas

Graças ao desaparecimento de Passos Coelho o líder do CDS assume-se cada vez mais o líder do governo, mas nãao podendo assumir-se como um presidente do conselho vai chamando a si o papel de ideólogo do governo, talvez por achar fraquinho o líder do PSD. As declarações de Paulo Portas são cada vez mais de cariz ideológico e o contexto difícil em que as faz levam-no a ser cada vez menos polido e a dar liberdade a tiques que se aproximam cada vez mais da linguagem do Estado Novo.

Depois de ter dito que a expressão das opiniões faz-se votando, isto é entre eleições o povo deve andar de bico calado, vem agora dizer que uns trabalham e outros manifestam-se como a cigarra, os que apoiam o governo são trabalhadores, os outros são gandulos. Se esta linguagem não é fascista o que será necessário acrescentar-lhe para ser?

«Várias dezenas de sindicalistas invadiram ontem quatro ministérios - Economia, Finanças, Ambiente e Saúde - numa operação surpresa que apanhou as forças de segurança desprevenidas
O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, escusou-se hoje a comentar as invasões de várias dezenas de sindicalistas da CGTP a quatro ministérios na terça-feira, referindo que "cada um tem a sua agenda".

Questionado pelos jornalistas à margem, da oitava edição do Portugal Exportador, sobre as iniciativas da central sindical, Portas respondeu: "Uns dedicam-se às exportações e outros a manifestarem-se".» [DN ou TVI24]
 
 Dúvida

Quando Paulo Portas evoca o 1640 não estará incitando o país à revolta e à violência? Ou estará apenas a apresentar a sua candidatura a ser atirado pela janela?
 
 Coisas do TC

O mesmo Tribuna Constitucional que considerou inconstitucional receber menos dinheiro pelo mesmo trabalho considerou agora constitucional exigir mais trabalho pelo mesmo dinheiro. Alguém me explica como se ue fosse muito parvinho?
 
 O Nelson vai à mercearia do holandês!

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 Por favor, não ajudem!
   
«No princípio da semana, a ONU deu o alerta: "Há um país no coração de África que está a descer para o caos completo perante o nosso olhar." Falava da República Centro Africana, mas já outros estados, Mali, Níger e Chade, entraram em estado comatoso - tal como o Norte da Nigéria e o Sul da Argélia - depois das milícias islâmicas se armarem nos arsenais líbios, tornados uma rebaldaria com o fim de Kadhafi. Depois da morte deste, o Sahel, a fronteira geográfica que separa o deserto do Sara da África tropical, ficou a tragédia que se vai exportando para o Sul, como se confirma ao ter chegado já ao tal país no coração de África. Valeria a pena pendurar na parede um mapa africano e ir pondo pioneses a assinalar a progressão do caos. Recomenda a ONU, para a República Centro Africana: "A situação requer uma ação imediata e decisiva." Não sei. O caos atual começou exatamente com uma igual recomendação do filósofo francês Bernard-Henri Lévy. Ele não descansou enquanto não convenceu Sarkozy e Cameron a derrubar Kadhafi. O balanço foi positivo, mas só para Bernard-Henri Lévy: ele pôde fazer-se fotografar em Benghazi com ar de herói. É certo que André Malraux também tem fotos com esse ar, que conquistou lutando, mas ele, Lévy, conseguiu-o com a gola da camisa muito mais vistosa. Deus livre a África dos estrangeiros com boas intenções e, pior, com vontade de as aplicar.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
   
   
 O complexo caso do ladrão de pizas
   
«Ministério Público (MP) pediu hoje a condenação do estudante de 16 anos que responde perante um coletivo de juízes das Varas Criminais de Lisboa por, alegadamente, roubar pizas, apesar das "hesitações" do funcionário quanto ao reconhecimento do arguido. Mas

Durante a primeira sessão do julgamento na 3.ª Vara Criminal, o arguido negou ter estado envolvido no roubo, acrescentando que quando o ofendido foi fazer o seu reconhecimento na Polícia Judiciária (PJ), ao seu lado tinha pessoas "muito diferentes e mais velhas" do que ele.

Questionado várias vezes pelos três juízes e pelo procurador do MP, o distribuidor das pizas, inquirido a seguir ao arguido, confirmou que as restantes pessoas apresentadas para reconhecimento pessoal na PJ eram "adultas e muito diferentes" e que, "daqueles três [homens], só podia ser o arguido".

Quanto ao reconhecimento que fez do arguido anteriormente na PSP, através de fotos, contou ter afirmado que lhe "parecia" o jovem.

O funcionário acrescentou que o roubo aconteceu por volta das 19h30 e não das 17h30, como vem na acusação do MP, sublinhando que não foi "ameaçado", mas que se sentiu "intimidado e com receio", razão pela qual não ofereceu resistência e deixou levar a encomenda, feita 'online'.

Segundo o funcionário, a encomenda era no valor de 35 euros e não de 31,50 euros, como também vem descrito na acusação.

"Estes casos são muito vulgares e apesar de não haver ameaça declarada, houve ameaça implícita. Apesar das hesitações, normais tendo em conta as condições e as dificuldades em que são feitos os reconhecimentos, o ofendido manifestou a convicção de ter identificado a pessoa certa. Por isso é um reconhecimento fiável e válido", sublinhou o procurador do MP.

O magistrado pediu a condenação do arguido e sustenta: "Vivemos num país civilizado e este tipo de brincadeiras não se pode aceitar".» [Expresso]
   
Parecer:

As coisas em que o MP se empenha, à falta de um grande de Angola é um suposto pilha pizas que paga a raiva.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «D^-se a merecida gargalhada e sugira-se que os magistrados paguem do seu bolso a despesa resultante deste julgamento.»
     

   
   
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